Arquivos de 28 de janeiro de 2026

Negros têm risco 49% maior de morte violenta no Brasil, mesmo em condições sociais idênticas aos brancos / Bori

Negros têm risco 49% maior de morte violenta no Brasil, mesmo em condições sociais idênticas aos brancos / Bori

Um estudo publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva revela que a população negra no Brasil tem probabilidade 49% maior de ser vítima de homicídio em comparação à população branca. O achado mais importante dessa pesquisa é que a cor da pele atua como um fator de risco independente, o que significa que esse viés persiste mesmo quando se comparam indivíduos com as mesmas características de escolaridade, idade, sexo e local de moradia.

Para chegar a esses resultados, os pesquisadores adotaram uma abordagem metodológica que integrou técnicas geoestatísticas com um método chamado “escore de propensão” — técnica utilizada para equilibrar grupos de comparação em estudos em que não é possível realizar um experimento controlado (como um ensaio clínico).

#Violência #DesigualdadeRacial

via Bori

Disponível em: https://abori.com.br/seguranca-publica/negros-risco-49-maior-homicidio-brasil/

Censura / Universo Abierto

Censura / Universo Abierto

“Primeiro censuraram as histórias em quadrinhos, os romances policiais e, claro, os filmes, sempre em nome de algo diferente: paixões políticas, preconceitos religiosos, interesses profissionais. Sempre havia uma minoria com medo de alguma coisa, e uma grande maioria com medo do escuro, com medo do futuro, com medo do presente, com medo de si mesmas e de suas próprias sombras.”

Ray Bradbury, “As Crônicas Marcianas”

via Universo Abierto

#Censura

Disponível em: https://universoabierto.org/2026/01/23/censura/

Aumenta o número de periódicos A1 na área de Ciência da Informação – Quadriênio 2021/2024 / CI Express

Aumenta o número de periódicos A1 na área de Ciência da Informação – Quadriênio 2021/2024 / CI Express

A tendência é que os programas de pós-graduação busquem não apenas publicar em estratos elevados, mas também fortalecer a produção com maior densidade científica, ampliando cooperações nacionais e internacionais, consolidando agendas de pesquisa e construindo impactos mais sólidos e mensuráveis, alinhados aos novos padrões de excelência acadêmica que devem orientar as avaliações futuras. Diante desse novo contexto, como as revistas de Ciência da Informação irão se reorganizar para manter relevância, atrair pesquisas de maior impacto e sustentar sua posição nos próximos anos, alcançada nos estratos dos quadriênios superiores do Qualis? Como garantir que esse novo modelo de valorização da qualidade não acentue desigualdades entre programas, revistas e pesquisadores, mas sim fortaleça uma ciência mais justa, relevante e socialmente comprometida?

#RevistasCI #GestãoEditorial

Disponível em: https://www.cienciadainformacaoexpress.com/post/aumenta-o-n%C3%BAmero-de-peri%C3%B3dicos-a1-na-%C3%A1rea-de-ci%C3%AAncia-da-informa%C3%A7%C3%A3o-quadri%C3%AAnio-2021-2024

Padrão de avaliação dos periódicos indexados no Portal de Periódicos da Universidade Federal do Maranhão / Revista Ciência da Informação

Padrão de avaliação dos periódicos indexados no Portal de Periódicos da Universidade Federal do Maranhão / Revista Ciência da Informação

A análise dos resultados permite inferir que, dentre os modelos de avaliação por pares no PPE / UFMA, prevalece a double blind review (27 = 93,10%), quando a identidade de autores e referees é totalmente desconhecida, concorrendo, pois, para pareceres mais fidedignos. Dentre os nove editores respondentes, embora a maioria (89,89%) afirme conhecer a AA, a predisposição em adotá-la parece distante (2,22%), o que requer discussão e medidas efetivas de por parte dos envolvidos com o Portal e dos que integram a Administração Superior das Universidades.

#RevisãoPorPares

Disponível em: https://ufal.emnuvens.com.br/cir/article/view/18484

Informação, tecnologias e ansiedade de informação digital / PPGCI – UFPB

Informação, tecnologias e ansiedade de informação digital / PPGCI – UFPB

Por meio de análise crítica da literatura e de instrumentos internacionais psicométricos validados, foram identificados elementos conceituais centrais relacionados à ansiedade frente à informação digital. Essa análise permitiu a formulação de um conceito atualizado e a proposição de uma estrutura conceitual composta por sete dimensões: Insegurança Informacional, Sobrecarga Cognitiva Digital, Barreiras Tecnológicas, Autopercepção Social, Medo de Falhas, Fadiga Informacional e Implicações Sociais. Com base nesse modelo, desenvolveu-se o Instrumento de Ansiedade de Informação Digital (AID), estruturado em escala do tipo Likert e fundamentado em critérios psicométricos preliminares. Embora ainda não validado, o instrumento representa um avanço conceitual e metodológico para o campo da Ciência da Informação, ao oferecer uma proposta sistematizada de mensuração da ansiedade informacional em ambientes digitais. Os resultados teóricos evidenciam a consistência interna do constructo e a aplicabilidade potencial do modelo em contextos educacionais, corporativos e clínicos, abrindo caminhos para estudos de validação psicométrica e de aplicação interdisciplinar futura.

#AnsiedadeDeInformação

Disponível em: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/123456789/37413

Acesso aberto versus excesso aberto: DOAJ e bots de coleta de dados com IA / DOAJ

Acesso aberto versus excesso aberto: DOAJ e bots de coleta de dados com IA / DOAJ

2025 foi o ano em que essa nova extração excessiva de dados da web, impulsionada por IA para alimentar bibliotecas, bibliotecas e acervos de acesso aberto, oficialmente quebrou grandes partes da internet. Organizações de acesso aberto e patrimônio cultural, como a Wikipédia, as Bibliotecas da Universidade de Chapel Hill e o Diretório de Livros de Acesso Aberto (DOAB), documentaram publicamente lentidão, indisponibilidade e aumento nos custos de servidor devido ao aumento massivo no tráfego de bots. O termo “ataque de bot” tornou-se agora um termo genérico para ataques DoS puramente maliciosos e para o fenômeno mais recente de picos de tráfego provenientes de bots de extração de dados com IA financiados por investidores. Como o DOAJ está lidando com bots de raspagem de dados
Desde o início de 2025, o DOAJ tem observado um aumento constante no tráfego de seu site. Os primeiros seis meses do ano passado registraram um aumento de 43% nas visitas ao nosso site em comparação com o mesmo período de 2024, além de um crescimento constante mês a mês.

Os últimos seis meses de 2025 apresentaram um aumento de 419% em relação ao mesmo período de 2024, culminando em um único dia em meados de novembro, quando nosso tráfego atingiu um pico de 968% em relação ao ano anterior, resultando em lentidão significativa para os usuários do nosso site público e para nossa Equipe Editorial, que utiliza um sistema interno para avaliar as solicitações de periódicos para inclusão no DOAJ.

#AcessoAberto #Bots #IA

via DOAJ

Disponível em: https://blog.doaj.org/2026/01/26/open-access-vs-open-excess-doaj-and-ai-scraper-bots/

A ascensão das publicações ‘predatórias’ – por Carmino de Souza / Hora Campinas

A ascensão das publicações ‘predatórias’ – por Carmino de Souza / Hora Campinas

Predatory publishing refere-se a periódicos e editoras que cobram (e muito caro) autores por publicar, afirmam práticas de revisão por pares e indexação que não existem ou são fraudadas, e priorizam receita rápida em detrimento da qualidade científica. O fenômeno não é marginal: estudos e levantamentos indicam um crescimento exponencial do volume de artigos veiculados por veículos questionáveis desde 2010, com estimativas que apontam um salto de dezenas de milhares para centenas de milhares de artigos em um intervalo curto de tempo.

Enfrentar o problema exige combinar vigilância (listas e curadorias confiáveis), capacitação (alfabetização científica e editorial) e reforma nas práticas de avaliação acadêmica. Sem isso, o risco é que a ciência, cuja autoridade se baseia em processos rigorosos e verificáveis, perca a confiança que lhe permite orientar decisões públicas e privadas. A resposta é, portanto, técnica e ética — e precisa ser coletiva, transparente e adaptativa, porque os agentes do estelionato editorial também mudam de tática rapidamente.

#RevistasPredatórias

via Hora Campinas

Disponível em: https://horacampinas.com.br/a-ascensao-das-publicacoes-predatorias-por-carmino-de-souza/

Interseccionalidades das Desigualdades Raciais e Socioeconômicas / Rede Nacional de Ciência para Educação

Interseccionalidades das Desigualdades Raciais e Socioeconômicas / Rede Nacional de Ciência para Educação

O racismo opera em múltiplas camadas: estrutural, institucional, ambiental e interpessoal. Essas experiências configuram um estresse tóxico contínuo. Pesquisas mostram que esse estresse ativa de forma crônica o eixo HPA, elevando os níveis de cortisol. A exposição prolongada pode gerar atrofia do hipocampo, aumento da reatividade da amígdala, alterações no córtex pré-frontal e distúrbios do sono — todos eles marcadores associados a dificuldades de atenção, funções executivas, regulação emocional e desempenho escolar.

O racismo, portanto, não afeta apenas o bem-estar psicológico: ele produz efeitos neuropsicológicos mensuráveis que incidem sobre aprendizagem, comportamento e perspectivas de futuro.
Esses fenômenos não são individuais: reproduzem desigualdades estruturais e perpetuam injustiças educacionais.

#DesigualdadeRacial #DesigualdadeSocial #Interseccionalidade #Neuropsicologia

Disponível em: https://cienciaparaeducacao.org/2026/01/26/conecta-interseccionalidades-das-desigualdades-raciais-e-socioeconomicas/

Como o plano de gestão de dados pode ser usado para melhorar o seu projeto? / Open Science

Como o plano de gestão de dados pode ser usado para melhorar o seu projeto? / Open Science

Não espere até o início do seu projeto para começar o Plano de Gerenciamento de Dados (PGD). Pode ser benéfico abordar questões de PGD logo no início da fase de planejamento do projeto para identificar aspectos do gerenciamento de dados que podem impactá-lo. Por exemplo:

– Identifique os custos de gerenciamento de dados que você poderia adicionar ao orçamento do seu projeto : custos com pessoal (contratação de um gerente de dados, por exemplo), hardware ou recursos de TI, etc.
– Identificar os aspetos legais relacionados com os dados que possam ter impacto na organização do projeto (em particular, a presença de dados pessoais ou outros dados sensíveis).
– Identificar quem será o proprietário dos dados, ou seja, quem terá o direito de controlar o acesso a eles, para que isso fique claramente estipulado no acordo do consórcio.

#PlanoDeGestãoDeDados

Disponível em: https://openscience.pasteur.fr/2026/01/20/comment-se-servir-du-plan-de-gestion-des-donnees-pour-ameliorer-son-projet/

A transição bibliográfica e os desafios da cooperação em catalogação na era digital: algumas reflexões / JLIS.it

A transição bibliográfica e os desafios da cooperação em catalogação na era digital: algumas reflexões / JLIS.it

O contexto da catalogação mudou desde 1984, ano de lançamento da SBN. Sua filosofia corre o risco de permanecer desconhecida para os jovens bibliotecários, cada vez mais sobrecarregados pelo trabalho diário e, em muitos casos, por entraves burocráticos. O contexto também mudou em relação aos inúmeros desenvolvimentos ocorridos ao longo dos anos. Hoje, é reconfortante reconhecer que as soluções metodológicas e técnicas desenvolvidas na virada do século XX para o XXI (FRBR, IFLA LRM; dados vinculados) oferecem um potencial inimaginável em comparação com o que era possível no início da SBN, quando não havia internet e era preciso salvar sequer um único bit de dados. O que pode ser feito, portanto, à luz de uma renovada consciência conceitual e da reafirmada necessidade de operar com um olhar voltado para o contexto internacional e as inovações tecnológicas?

#Catalogação

Disponível em: https://www.jlis.it/index.php/jlis/article/view/684

A OMS lança a Biblioteca Global de Medicina Tradicional / PAHO

A OMS lança a Biblioteca Global de Medicina Tradicional / PAHO

A Biblioteca Global de Medicina Tradicional da OMS é um recurso de informação digital abrangente e especializado, desenvolvido em colaboração com os Estados-Membros da OMS, organizações da sociedade civil, redes profissionais, instituições acadêmicas e iniciativas de todas as regiões da OMS.

Atualmente, a Biblioteca integra:

Mais de 1,6 milhão de registros, incluindo mais de 1 milhão de documentos em texto integral de bases de dados como MEDLINE, LILACS e outros repositórios internacionais;

112 bases de dados e 178 periódicos especializados em medicina tradicional, complementar e integrativa;

Acesso a publicações científicas, repositórios digitais, revisões de literatura, mapas de evidências e outros recursos destinados a formuladores de políticas, profissionais de saúde, praticantes de Medicina Tradicional Chinesa, pesquisadores e o público em geral.

via PAHO

#InformaçãoEmSaúde

Disponível em: https://www.paho.org/es/noticias/19-12-2025-oms-lanza-biblioteca-global-medicina-tradicional