Interseccionalidades das Desigualdades Raciais e Socioeconômicas / Rede Nacional de Ciência para Educação
O racismo opera em múltiplas camadas: estrutural, institucional, ambiental e interpessoal. Essas experiências configuram um estresse tóxico contínuo. Pesquisas mostram que esse estresse ativa de forma crônica o eixo HPA, elevando os níveis de cortisol. A exposição prolongada pode gerar atrofia do hipocampo, aumento da reatividade da amígdala, alterações no córtex pré-frontal e distúrbios do sono — todos eles marcadores associados a dificuldades de atenção, funções executivas, regulação emocional e desempenho escolar.
O racismo, portanto, não afeta apenas o bem-estar psicológico: ele produz efeitos neuropsicológicos mensuráveis que incidem sobre aprendizagem, comportamento e perspectivas de futuro.
Esses fenômenos não são individuais: reproduzem desigualdades estruturais e perpetuam injustiças educacionais.
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Disponível em: https://cienciaparaeducacao.org/2026/01/26/conecta-interseccionalidades-das-desigualdades-raciais-e-socioeconomicas/








