ONU aprova mudança do mapa-múndi para corrigir distorções que fazem continentes parecerem menores / G1
A alternativa apoiada pela iniciativa é o modelo chamado “Terra Igual”, adotado pela União Africana.
A projeção procura preservar melhor as proporções entre os continentes e dar uma representação mais próxima das áreas reais das diferentes regiões do planeta.
A aprovação da ONU, porém, não significa que o mapa-múndi de Mercator será imediatamente abandonado. A resolução incentiva governos, organizações internacionais e outras instituições a considerar modelos mais precisos.
Antes da votação, o ministro das Relações Exteriores de Togo, Robert Dussey, país que lidera a iniciativa, afirmou que a decisão representa uma defesa da “verdade científica”.
Linguagem, tesauro e poder: a linguagem é um lugar de luta / Biblos
Este artigo propõe uma reflexão crítica sobre o papel ideológico dos vocabulários controlados na organização do conhecimento. A linguagem, entendida como prática social e simbólica, é atravessada por relações de poder, sendo tanto veículo quanto campo de disputas. Com base em autores como Foucault, Butler e Hjørland, este texto reflete sobre a necessidade de atualização ética e semântica dos tesauros, incorporando vocabulários progressistas que representem adequadamente pautas de gênero, raça, deficiência e diversidade. Propõe-se, assim, uma atuação interdisciplinar e colaborativa entre profissionais da informação, linguistas e movimentos sociais, para construção de sistemas de organização mais justos, plurais e socialmente comprometidos.
Uma seleção de referências para inspirar a educação antirracista / Porvir
Essa curadoria é um convite para que os leitores conheçam esses nomes, mas o mais importante é que leiam e debatam as ideias e conceitos trazidos por esses autores dentro do espaço escolar. O repertório de um educador compromissado com a causa antirracista não se constrói apenas com boas intenções, é preciso estudo, escuta e repensar o currículo e as práticas pedagógicas.
Conheça um pouco sobre: Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, Eliane Cavalleiro, Ana Célia da Silva, Kabengele Munanga, Daniel Munduruku, Sueli Carneiro, Nego Bispo, Nilma Lino Gomes, Lélia Gonzalez, Bárbara Carine, Bárbara Carine, Abdias Nascimento e Eliane Potiguara
Coleções representativas de bibliotecas como resposta à opressão institucional de jovens negros LGBTQIA+ / The International Journal of Information, Diversity & Inclusion
Jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e queer (LGBTQ) de cor são frequentemente sujeitos a formas de opressão institucional que moldam suas vidas. As forças institucionais raramente são mencionadas em pesquisas sobre serviços de biblioteca para jovens. Este projeto examina uma possibilidade para a criação de serviços de biblioteca mais significativos que reconheçam como o poder estatal e as tendências editoriais limitam o acesso à representação significativa para jovens LGBTQ e não binários de cor. Ele começa com a síntese de campanhas em andamento por maior diversidade na literatura infantojuvenil; abordagens teóricas críticas sobre raça, gênero e sexualidade; e as necessidades identificadas por adultos que trabalham em um centro comunitário para jovens LGBTQ com foco em contextos críticos.
Constituição étnico racial e de gênero de mediadoras da leitura nas bibliotecas comunitárias para o fortalecimento identitário das meninas negras / PPGCI – UFBA
Ao compreender as bibliotecas comunitárias como ambientes socioculturais, este estudo focaliza o desenvolvimento das atividades mediadoras de leitura que visam o alcance do protagonismo social, por meio do fortalecimento da identidade racial e de gênero. Nesta perspectiva, este estudo teve como objetivo geral investigar se a constituição identitária dos(as) agentes mediadores(as) que integram a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC) interfere no desenvolvimento das atividades de mediação da leitura, contribuindo com o fortalecimento da representatividade étnico-racial e de gênero da menina negra. (…) s resultados sinalizam que as bibliotecas comunitárias estão, em grande parte, localizadas nos bairros periféricos e que esses espaços sociais estão na encruzilhada da interseccionalidade, com marcadores sociais de gênero, raça e classe. Ao mesmo instante, observou-se que o corpo funcional dessas bibliotecas, em sua maioria, é constituído por mulheres negras e que estão à frente das bibliotecas comunitárias brasileiras, atuando como coordenadoras/gestoras e/ou agentes mediadoras, sendo que, muitas destas mulheres permanecem nesses espaços informacionais por muitos anos, enfrentando os diversos desafios. A partir da coleta, tratamento e análise das informações que foram obtidas, foi possível mapear, investigar e verificar as ações realizadas pela Rede de Bibliotecas Comunitárias e sua atuação quanto ao alcance do protagonismo social na perspectiva étnico-racial voltada à menina negra.
O papel das bibliotecas escolares nas relações étnico-raciais e de gênero: ações do Programa de Biblioteca e Leitura Contagem das Letras / Biblioteca Escolar em Revista
O texto enfatiza que a biblioteca vai além do empréstimo de livros: é lugar de resistência, escuta e transformação social. As ações descritas demonstram o potencial das bibliotecas escolares como espaços de mediação cultural e promoção da diversidade, reafirmando o papel da escola como território de construção de identidades, reconhecimento de saberes plurais e fortalecimento da representatividade de mulheres e pessoas negras na literatura e em outras áreas do conhecimento.
“É na convivência diária que cada um de nós contribui para a construção da nação” / Jornal da USP
Com uma respeitada carreira marcada pela luta contra o racismo e pela promoção de uma educação inclusiva, a educadora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva tomou posse como a primeira titular da Cátedra Encontro de Saberes, da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (PRIP).
“Ser titular de uma cátedra em uma instituição como a Universidade de São Paulo é uma oportunidade para estreitar o convívio com colegas de diferentes áreas e com diferentes propostas. Espero que esta Cátedra proporcione longas conversas, com algumas brigas, é claro, mas sobretudo que todos possamos contribuir, a partir de cada experiência, para a construção da nação”, afirmou a catedrática Petronilha Gonçalves e Silva.
Orgulho LGBTQIAPN+ 2025: confira personagens queer em consoles da Nintendo / Nintendo Blast
Apesar do mês de junho ter acabado, o tributo pode continuar. Ano passado, eu e uma amiga redatora resolvemos celebrar o progressismo e representatividade nos jogos e na Nintendo ao listar alguns personagens do Orgulho LGBTQIAPN+ que deram as caras na Nintendo, seja no presente ou no passado.
Mais uma vez, iremos dar uma olhada em mais alguns rostos que fazem parte deste arco-íris e como se identificam. Venha comigo, vamos dar uma volta por esse vale.
Professora lança livro público infantil que ajuda as crianças a reconhecer o racismo nas brincadeiras / Cultura PE
Professora lança livro público infantil que ajuda as crianças a reconhecer o racismo nas brincadeiras A professora da rede pública de ensino de Olinda, Fabiana Maria, lançará, neste sábado (29), às 15h, no Centro Cultural Grupo Bongar, no Xambá, o livro infantil Tóin-tóin, que utiliza a história de uma menina negra para discutir identidade e representatividade na infância. Com incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura – Funcultura, por meio da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE) e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), o projeto contará com distribuição gratuita de 3 mil exemplares para escolas públicas, bibliotecas comunitárias e projetos sociais da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata Norte e Sertão do São Francisco. O lançamento marca o encerramento das atividades do Mês da Consciência Negra.
A contribuição do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) para o Aquilombamento bibliográfico – Entrevista com Tatiane Salles / Divulga-CI
Confira nossa entrevista com a pesquisadora Tatiane Salles, bibliotecária do Instituto Federal de São Paulo e mestra em Ciência da Informação pela Universidade Federal de São Carlos. Na dissertação, Tatiane Salles aborda a importância de práticas bibliotecárias comprometidas com representatividade, pertencimento e aquilombamento informacional, visando a consolidação de políticas mais inclusivas e responsivas às demandas das comunidades negras e indígenas. Conheça mais sobre o percurso da pesquisadora e sua pesquisa.
Diversidade em foco: A transformação social por meio das bibliotecas / FEBAB
A obra Diversidade em Foco: A transformação social por meio das Bibliotecas reúne reflexões e estudos que evidenciam o papel social da Biblioteconomia na promoção da dignidade humana, da inclusão e da justiça social. Organizada pelo Sistema CFB/CRB, por meio do Edital nº 001/2024/CFB, sua publicação dedicou-se a reunir capítulos que abordam diversidade, acessibilidade, grupos historicamente marginalizados, e iniciativas de inclusão na Biblioteconomia brasileira. Por meio de sua leitura, podemos constatar que a atuação bibliotecária deve ir além do acesso à informação, ao conhecimento e à cultura, assumindo compromisso ético com o respeito às diferenças, com o combate ao preconceito e com a valorização de identidades silenciadas.(…) Em conjunto, os capítulos reafirmam que a Biblioteconomia Social se fortalece quando reconhece a diversidade humana e articula informação, cidadania, afeto e justiça social como bases para o exercício ético e transformador da profissão.
Diversidade cultural na liderança “estagnou”, diz relatório / Museums Journal
Há “lacunas significativas na diversidade de liderança nos setores criativo e cultural”, de acordo com um novo relatório, que descobriu que 88% da força de trabalho nas artes, cultura e patrimônio é branca.
A pesquisa, publicada pela Creative UK, entidade que representa os setores culturais e criativos, mapeia a representação de liderança nos setores criativos e culturais para grupos-chave, incluindo mulheres, pessoas com deficiência, pessoas de minorias étnicas e aqueles que se identificam como classe trabalhadora.
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