Informação: etimologia e história das ideias para uma fundamentação do conceito / IBICT
O pensamento do Dr. Rafael Capurro é reconhecido no plano internacional em domínios fundamentais para a compreensão dos acontecimentos sociopolíticos dos últimos cinquenta anos. Ao se dedicar ao estudo rigoroso e detalhado do conceito de “informação”, a obra capurriana atravessa, centralmente, a filosofia da informação e a epistemologia da Ciência da Informação.
Mediador e curador da informação / Leitura e Contexto
Em tempos de algoritmos e fake news, o bibliotecário atua como um filtro essencial da informação. Sua função evoluiu: ele constrói pontes entre a dúvida e a veracidade, orientando a navegação no ambiente digital com senso crítico e ética. Portanto, combate a desinformação, ajudando a sociedade a distinguir fatos de manipulações.
Inteligência Artificial sob a ótica do Código de Ética da Catalogação / Cataloging & Classification Quarterly
Este artigo examina o uso de ferramentas de IA em operações de bibliotecas e metadados sob a ótica do Código de Ética da Catalogação, uma estrutura internacional para uma abordagem responsável e inclusiva da catalogação. Após resumir o histórico da adoção da IA em bibliotecas e as ferramentas atualmente em uso, o artigo descreve os benefícios e riscos do uso da IA e discute estratégias para lidar com os desafios éticos de sua implementação na catalogação. Os autores propõem, então, possíveis caminhos para a criação de diretrizes amplamente aceitas para o uso ético da IA em operações de catalogação e metadados.
Bibliotecas universitárias ainda enfrentam desafios para implementar repositórios de dados de pesquisa no Sul do Brasil / CI Express
Os resultados indicam que apenas uma das bibliotecas universitárias federais da região possui um repositório de dados de pesquisa efetivamente implementado. As demais instituições ainda estão em fase inicial de discussão ou estudo sobre o tema. Além disso, foram identificadas dificuldades relacionadas à infraestrutura tecnológica, à ausência de políticas institucionais e à necessidade de capacitação especializada para os profissionais envolvidos na gestão de dados científicos.
Outro ponto destacado pela pesquisa é a necessidade de ações coordenadas em nível nacional para estimular e padronizar a criação desses repositórios. Os gestores das bibliotecas apontam que iniciativas conduzidas por instituições especializadas podem contribuir para o desenvolvimento de políticas, padrões técnicos e capacitação profissional voltados à gestão de dados de pesquisa.
O Brasil se manifesta a favor da “governança global” da IA e contra a concentração tecnológica corporativa / Boletín SciELO-México
“A Quarta Revolução Industrial está avançando rapidamente, enquanto o multilateralismo recua perigosamente. É nesse contexto que a governança global da Inteligência Artificial assume um papel estratégico”, afirmou. Segundo Lula, “sem ação coletiva, a Inteligência Artificial aprofundará as desigualdades históricas” e deve ser direcionada para o fortalecimento da “democracia, da coesão social e da soberania das nações”.
Educação Aberta e Recursos Educacionais Abertos / CAPES
A Educação Aberta é um movimento que busca tornar o aprendizado mais acessível, inclusivo e colaborativo, ampliando as oportunidades de estudo para todas as pessoas. No Brasil, a Educação Aberta combina o uso de Recursos Educacionais Abertos (REA) com políticas de acesso flexível e uso de tecnologias para democratizar o ensino. É impulsionada por iniciativas como a Universidade Aberta do Brasil (UAB), que interioriza o ensino superior público, e o fomento à produção de materiais sob licenças abertas.
Recursos Educacionais Abertos (REA) no Ensino Superior são definidos como materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer meio disponível no domínio público, que foram disponibilizados com licenças abertas, permitindo acesso, uso, redestinação, reutilização e redistribuição por terceiros, com poucas ou sem nenhuma restrição. O uso de padrões técnicos abertos melhora o acesso e o potencial de reutilização.
Preparação para IA e a nova equação de valor na publicação acadêmica / Scholarly Kitchen
As editoras não estão mais interagindo com a IA apenas como licenciadoras de conteúdo. Cada vez mais, elas estão adotando estruturas de integração emergentes, como os Protocolos de Contexto de Modelo (MCPs), para conectar seu conteúdo diretamente a sistemas de IA, camadas de recuperação e fluxos de trabalho de agentes de forma controlada e auditável. Um MCP é uma maneira padronizada para que modelos de IA acessem com segurança fontes de informação externas, como conteúdo da editora, bancos de dados, APIs ou sistemas de recuperação, no momento em que uma pergunta é feita, em vez de depender exclusivamente do que o modelo aprendeu durante o treinamento.
À medida que as editoras exploram integrações habilitadas para MCP (Plataformas de Conteúdo Multicanal), um requisito fundamental torna-se evidente: os sistemas de IA só podem ter um desempenho tão bom quanto a estrutura e a fundamentação do conteúdo ao qual têm acesso. As MCPs não interpretam documentos brutos; elas intermediam o acesso a informações que já devem estar preparadas em um formato que os modelos de linguagem possam consumir de forma confiável. Isso transfere a responsabilidade para a editora, que precisa garantir que o conteúdo esteja realmente pronto para IA antes de ser exposto por meio dessas camadas de integração.
Bibliotecas colaboram em projeto piloto de digitalização em massa de livros / UC Davis Library
A UC Davis, juntamente com outras quatro bibliotecas parceiras do Google Books, liderou e participou de um projeto piloto de dois anos para trazer mais intencionalidade aos projetos de digitalização em massa. Entre 2023 e 2025, a UC Davis, a Universidade Cornell, a Universidade Estadual de Ohio, a Universidade de Michigan e a Universidade Rutgers coordenaram-se para contribuir com conteúdo acadêmico em duas áreas temáticas para o projeto do Google Books. Esse conteúdo é então disponibilizado na Biblioteca Digital HathiTrust.
O uso e a percepção da inteligência artificial entre adolescentes / Pew Research Center
Um relatório do Pew Research Center revela uma integração significativa de chatbots de IA no cotidiano de adolescentes americanos de 13 a 17 anos. Atualmente, 64% dos jovens relatam usar essas ferramentas, um número que supera consideravelmente a percepção de seus pais, que acreditam que apenas 51% de seus filhos as utilizam. Entre as atividades mais comuns estão a busca por informações (57%), a obtenção de ajuda com as tarefas escolares (54%) e o entretenimento (47%). A maioria dos adolescentes considera a IA uma ferramenta valiosa de aprendizado; aproximadamente metade dos usuários afirma que os chatbots os ajudaram significativamente a concluir suas tarefas de casa, enquanto apenas uma pequena fração de 3% os considera inúteis. No entanto, os níveis de utilização variam: enquanto 10% dependem da IA para a maior parte de suas tarefas escolares, 45% ainda não a utilizaram para fins acadêmicos.
ONU cria Painel Global para garantir o ‘controle humano’ sobre IA / Exame
O órgão foi feito à semelhança do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e é composto por 40 especialistas de diversas regiões do mundo, que representam as cinco regiões da ONU, selecionados por sua excelência acadêmica e técnica. Entre os nomes de destaque está a brasileira Teresa Ludermir, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e referência em redes neurais e IA responsável.
A preservação do patrimônio cultural imaterial: uma revisão bibliográfica sobre dispositivos culturais e a memória coletiva / Revista Brasileira de Preservação Digital
Resultados: Foi possível perceber que a importância de estratégias eficazes para a gestão da memória digital, enfatizando que a preservação da memória coletiva é fundamental para a construção da identidade cultural. Conclusão: As instituições culturais desempenhem um papel ativo na mediação e difusão do patrimônio imaterial, adaptando-se às novas realidades digitais para garantir que as memórias coletivas sejam preservadas e acessíveis às futuras gerações.
Disponibilização de Dados de Pesquisa em Acesso Aberto: percepções de uma amostra de pós-graduandos brasileiros / Brajis
Identificou-se que a maioria dos pesquisadores está familiarizada com o conceito de dados abertos de pesquisa, citado na Taxonomia da Ciência Aberta, indicando uma crescente conscientização sobre a importância da transparência e acessibilidade dos dados científicos. Além disso, há um interesse significativo em disponibilizar os dados em acesso aberto, visto como uma prática que pode fortalecer o avanço do conhecimento e a integridade acadêmica. No entanto, desafios como a proteção de dados sensíveis, questões de propriedade intelectual e a falta de infraestrutura para gestão e compartilhamento de dados foram identificados, ressaltando a necessidade de políticas institucionais e suporte técnico para uma adoção segura e eficaz de práticas de dados abertos. Concluiu-se entendeu-se que as percepções dos pesquisadores refletem tanto as oportunidades quanto os desafios na implementação do acesso aberto, contribuindo para um entendimento mais profundo dessa questão no contexto da ciência.
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