‘Colonialismo digital’: como as empresas de IA estão seguindo as regras do império / The Conversation

‘Colonialismo digital’: como as empresas de IA estão seguindo as regras do império / The Conversation

Aos olhos de grandes empresas de IA, como a OpenAI, os vastos acervos de dados na internet são extremamente valiosos. Elas coletam fotos, vídeos, livros, posts de blogs, álbuns, pinturas, fotografias e muito mais para treinar seus produtos, como o ChatGPT – geralmente sem qualquer compensação ou consentimento dos criadores.

De fato, a OpenAI e o Google argumentam que uma parte da lei de direitos autorais americana, conhecida como “doutrina do uso justo”, legitima esse roubo de dados. Ironicamente, a OpenAI também acusou outras gigantes da IA ​​de coletar dados de “sua” propriedade intelectual.

Comunidades indígenas ao redor do mundo observam essas cenas com familiaridade. Muito antes do advento da IA, os povos, suas terras e seus conhecimentos eram tratados de maneira semelhante – explorados por potências coloniais para seu próprio benefício.

O que está acontecendo com a IA é uma espécie de “colonialismo digital”, no qual gigantes da tecnologia (principalmente ocidentais) usam algoritmos, dados e tecnologias digitais para exercer poder sobre outros e coletar dados sem consentimento. Mas a resistência é possível – e a longa história de resistência das Primeiras Nações demonstra como as pessoas podem proceder dessa forma.

via The Conversation

#ColonialismoDigital #ColonialismoDeDados

Disponível em: https://theconversation.com/digital-colonialism-how-ai-companies-are-following-the-playbook-of-empire-269285

Soberania de Dados Científicos nas tensões entre a Abertura Global e a Autonomia Local / SciELO

Soberania de Dados Científicos nas tensões entre a Abertura Global e a Autonomia Local / SciELO

A soberania de dados científicos não é uma barreira à ciência aberta, mas uma condição para sua realização plena e justa. Uma ciência verdadeiramente aberta é aquela que respeita a autonomia das comunidades que geram conhecimento, que promove a equidade no acesso não apenas aos dados, mas também às capacidades de processá-los e interpretá-los, e que reconhece a diversidade de epistemologias e formas de saber.

Para o Sul Global e para a comunidade científica comprometida com a equidade, a construção de infraestruturas soberanas, o desenvolvimento de marcos de governança participativa e a promoção de colaborações equitativas são passos essenciais para garantir que a ciência aberta não se torne um novo veículo de colonialismo, mas sim uma ferramenta de emancipação e justiça cognitiva. A questão “Quem controla seus dados?“2 é, no fundo, uma questão sobre quem tem o poder de definir o futuro da ciência e do conhecimento. E a resposta deve ser: todos nós, em condições de igualdade e respeito mútuo.

#DadosDePesquisa #ColonialismoDeDados

via SciELO

Disponível em: https://blog.scielo.org/blog/2025/12/17/soberania-de-dados-cientificos-nas-tensoes-entre-a-abertura-global-e-a-autonomia-local/

Cultura algorítmica, desinformação e discurso de ódio no atual contexto brasileiro / TPBCI

Cultura algorítmica, desinformação e discurso de ódio no atual contexto brasileiro / TPBCI

Aborda o conceito de cultura algorítmica e o novo regime global de mediação da informação, o fenômeno do colonialismo de dados e o crescente problema do discurso de ódio e do ciberpopulismo. Diversos autores e documentos legais são examinados para compreender como o avanço tecnológico desafia as estruturas democráticas e os direitos fundamentais, explorando iniciativas regulatórias das plataformas digitais e a necessidade de um constitucionalismo digital para proteger os cidadãos na era da desinformação.

#Desinformação #DiscursoDeÓdio #MediaçãoAlgorítmica #CulturaAlgorítmica #ColonialismoDeDados

Disponível em: https://revistas.ancib.org/tpbci/article/view/745

Colonialismo de Dados em Couldry e Mejias (2019) / LaSPA

Colonialismo de Dados em Couldry e Mejias (2019)

Hoje, o colonialismo de dados está mudando a sociedade ao transformar a vida humana em uma nova forma social abstrata que também está madura para a mercantilização: dados. Os meios para essa transformação são — para reiterar — não relações de trabalho, mas, mais amplamente, relações sociais mercantilizadas ou, mais sucintamente, relações de dados. (Couldry e Mejias, 2019, p. 343)

#ColonialismoDeDados #Dados

via LaSPA

Disponível em: https://www.laspa.slg.br/2024/09/12/colonialismo-de-dados-em-couldry-e-mejias-2019/

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