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Inteligência artificial generativa e ciência aberta / TPBCI

Inteligência artificial generativa e ciência aberta: reconfigurações informacionais, autoridade algorítmica e disputas pela visibilidade científica / TPBCI

A análise permitiu identificar três eixos centrais: (i) visibilidade automatizada, relacionada à reorganização dos mecanismos de descoberta e recomendação científica; (ii) autoridade algorítmica, associada à participação crescente de sistemas automatizados na produção e avaliação do conhecimento; e (iii) deslocamento da curadoria informacional, caracterizado pela reconfiguração das instâncias tradicionais de mediação e organização da informação científica. Conclui-se que a inteligência artificial generativa não inaugura desafios inteiramente inéditos para a Ciência Aberta, mas intensifica e reconfigura tensões já existentes, especialmente quanto à opacidade algorítmica, à concentração de visibilidade e à dependência de infraestruturas tecnológicas, exigindo estratégias críticas de governança informacional compatíveis com seus princípios normativos.

#IA #CiênciaAberta

Disponível em: https://revistas.ancib.org/tpbci/article/view/798

O Uso das mídias sociais em bibliotecas universitárias / Informação & Informação

O Uso das mídias sociais em bibliotecas universitárias / Informação & Informação

A revisão sistemática da literatura apontou as seguintes contribuições sobre o uso das mídias sociais nas bibliotecas universitárias: melhoria do acesso e usabilidade; estratégias de engajamento nas redes sociais; percepção de utilidade das mídias sociais; diretrizes para o uso de mídias sociais; adaptação e resposta em contextos de crise; relação entre mídias sociais e bibliotecas; impacto das mídias sociais na visibilidade e produtividade dos bibliotecários; uso de diferentes plataformas; conscientização e atitudes dos estudantes; práticas e desafios no uso das mídias sociais; práticas contemporâneas, comparativas e engajamento a longo prazo.

#MídiasSociais #BibliotecasUniversitárias

Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/53266

Artigos científicos que não apresentam erros factuais claros nem má conduta de pesquisa associada devem ser retratados editorialmente com base exclusivamente na irreprodutibilidade? / European Science Editing

Artigos científicos que não apresentam erros factuais claros nem má conduta de pesquisa associada devem ser retratados editorialmente com base exclusivamente na irreprodutibilidade? / European Science Editing

Houve vários casos de grande repercussão envolvendo a retratação de artigos que relatavam avanços importantes, mas que posteriormente se mostraram irreprodutíveis. Em casos como o da bactéria que supostamente utilizava arsênio em seu metabolismo, os artigos não apresentam erros factuais graves identificados nem indícios de má conduta científica, tornando discutível a justificativa para uma retratação editorial. Defendo que retratações baseadas exclusivamente na irreprodutibilidade seriam, em princípio, apropriadas. Isso ocorre porque, no mínimo, houve erros de interpretação, os quais decorrem em grande parte de dados ou resultados inadequados ou equivocados gerados pelos próprios autores. Portanto, a literatura deve ser corrigida para preservar sua validade e precisão.

#GestãoEditorial #Retratação

Disponível em: https://ese.arphahub.com/article/190375/

A internet está perdendo seus terceiros lugares / Salon

A internet está perdendo seus terceiros lugares / Salon

Ao observar uma sequência de bots de redes sociais compartilhando as mesmas cinco respostas a discussões acaloradas — geradas por IA — entre frutas antropomórficas, pode ser difícil lembrar que a internet já foi um lugar vibrante. Havia fóruns de discussão entusiasmados, blogs dedicados a qualquer nicho imaginável de qualquer hobby, e sites de notícias e cultura tão renomados pela perspicácia de seus comentaristas quanto pela qualidade de sua equipe de redatores. Era uma época em que sua lista de blogs favoritos (*blogroll*) era quase tão importante quanto sua lista de amigos; um período em que um feed bem curado no Google Reader (descanse em paz) atestava bom gosto tanto quanto, hoje, o aval de Derek Guy — a autoridade máxima em estilo.

(…) Espero não soar tão ingênuo quanto aqueles primeiros otimistas da internet, que acreditavam que novas mudanças inaugurariam uma era de ouro para a humanidade. No entanto, o sucesso inicial desses modelos menores, centrados nas pessoas, é promissor. Os usuários da internet demonstraram que estão dispostos a criar o hábito de visitar esses novos espaços em fase de consolidação – desde que a conversa seja interessante o suficiente.

#Internet #TerceiroLugar

via Salon

Disponível em: https://www.salon.com/2026/08/23/the-internet-is-losing-its-third-places/

Rastreamos uma remessa de livros raros. Ela terminou em uma instalação da Amazon para treinamento de IA / 404

Rastreamos uma remessa de livros raros. Ela terminou em uma instalação da Amazon para treinamento de IA / 404

A Amazon está comprando quantidades enormes de livros, digitalizando-os para obter dados de treinamento de IA e destruindo-os durante o processo. Uma investigação do 404 Media revelou a operação de compra de livros da Amazon – algo que não havia sido noticiado anteriormente – ao colocar um dispositivo de rastreamento em um livro raro que, segundo suspeitávamos, seria adquirido por uma empresa de IA para fins de treinamento, acompanhando sua trajetória pelo país até o destino final.

#IA #Amazon #Bibliocídio

Disponível em: https://www.404media.co/we-tracked-a-shipment-of-rare-books-it-ended-at-an-amazon-ai-training-facility/

Ciência ou ficção? Empresas obscuras de publicação científica permitem que você pague para ser publicado como autor – de pesquisas fraudulentas / The Guardian

Ciência ou ficção? Empresas obscuras de publicação científica permitem que você pague para ser publicado como autor – de pesquisas fraudulentas / The Guardian

As fábricas de papel oferecem um atalho fraudulento, usando mensagens instantâneas e plataformas de mídia social para encontrar potenciais compradores em busca de artigos e patentes para turbinar seus currículos. De acordo com uma análise que Richardson realizou com Anna Abalkina e Spencer Hong, o preço médio para comprar direitos autorais gira em torno de US$ 800 (A$ 1.150).

Em um artigo recente, que ainda não foi revisado por pares, o trio de cientistas liderado por Richardson, anteriormente da Universidade Northwestern, nos EUA, detalhou mais de 18.000 anúncios de sete fábricas de papel em sete países entre 2020 e 2026.
“Queríamos ter uma ideia, em uma ampla variedade de fábricas de papel, países, tópicos e tipos de produtos, de quanto essas coisas realmente custam”, diz ele. “O que reunimos é o maior conjunto de dados já criado sobre anúncios de fábricas de papel.”

Eles encontraram muitos grupos anunciando a autoria de manuscritos científicos no Telegram, Facebook e em diversos sites por apenas US$ 30.

#FábricasDePapers

Disponível em: https://www.theguardian.com/science/2026/aug/16/science-or-fiction-shadowy-paper-mills-let-you-pay-to-be-a-published-author-of-fraudulent-research

Mapeamento dos métodos quantitativos aplicados à Ciência da Informação / Informação & Informação

Mapeamento dos métodos quantitativos aplicados à Ciência da Informação / Informação & Informação

Resultados: demonstram que o crescimento de publicações quantitativas é discreto e detectou-se os métodos básicos descritivos e bibliométricos com maiores predominâncias. Quanto à utilização de ferramentas de análises quantitativas onde 29,71% não mencionam, em contraste com 30,29% utilizaram, principalmente Excel, SPSS e R. Verificou-se que o Grupo de Trabalho (GT)-4 apresenta métodos estatísticos avançados e intermediários mesmo que GT7 tenha maior quantidade de publicações da qual reflete, também, as áreas de maior concentração temática.
Conclusões: o estudo contribui no desenvolvimento das metodologias quantitativas nas produções fornecendo um panorama de técnicas e temáticas presentes no cenário nacional de Programas de Pós-graduação em Ciência da Informação.

#PesquisaQuantitativos #Enancib

Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/52828

Competência em busca acadêmica na era da IA ​​generativa: uma estrutura conceitual para navegar na ecologia de busca e linguagem / The Journal of Academic Librarianship

Competência em busca acadêmica na era da IA ​​generativa: uma estrutura conceitual para navegar na ecologia de busca e linguagem / The Journal of Academic Librarianship

• Uma estrutura de quatro dimensões para a competência em busca acadêmica na era da IA ​​Generativa.
• As ferramentas de IA Generativa inserem-se em uma ecologia de linguagens de busca, não representando uma ruptura radical.
• Modos de busca baseados em conveniência e em critérios de responsabilidade exigem uma distinção conceitual explícita.
• Os padrões de responsabilidade associados à lógica booleana podem ser inadequados para áreas com contornos conceituais imprecisos.
• A elaboração de prompts para IA Generativa é ressignificada como uma negociação de perguntas autogerenciada pelo usuário.

#RecuperaçãoDaInformação #FontesDeInformação #IALiteracy

Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0099133326001254

Uma ode à biblioteca / Off Lattes

Uma ode à biblioteca / Off Lattes

Para além das questões acadêmicas e questões de acessibilidade cultural, livros são diários abertos. Você expõe partes sensíveis da sua vida, personalidade, natureza a partir daqueles que escolhe ter para si. O que a biblioteca de alguém com Shakespeare, Dante, Dostoiévski, Tolstói, e tantos outros, está me dizendo sobre aquele sujeito? O que a biblioteca de alguém que possui Harry Potter, As Crônicas de Nárnia, Percy Jackson me diz sobre aquela outra pessoa? Enfim, as escolhas literárias que você faz depõem a favor (ou contra, a depender) de quem você é. Logo, eu posso até não conhecer essas pessoas a fundo, mas começo a ter sinais de como elas funcionam também a partir daquilo que compõe o mundo cultural delas.

Nessa direção, faço uma ode à biblioteca. Tenham bibliotecas, construam em torno de si uma redoma de livros, uma muralha literária, tenham livros de consulta, de estudos, de lazer, de sofrimento, de raiva, de amor, de paixão. Não importa. Apenas tenham livros. Com a aceleração da vida, estamos lendo mais telas do que papéis e isso certamente tem nos prejudicado. Não preciso trazer aqui, mais uma vez, os dados comprobatórios de tal afirmação, já é de conhecimento público.

Não é idiota possuir livros, afinal, idiota vem de idiotia, que advém do termo grego ἰδιώτης “aquele que é fechado em si mesmo”, “sujeito que não participa da vida pública”, “indivíduo privado”. Se tem uma coisa que os livros não fazem é deixar você alheio à coisa pública ou deixá-lo ensimesmado, fechado em si. Pelo contrário, eles abrem as portas: do mundo, das relações, da vida.

#BibliotecasPessoais #BibliotecasParticulares

via Off Lattes

Disponível em: https://offlattes.com/archives/19752

Aceitar ou Rejeitar? Eis a Questão dos Tipos de Argumentos para a Justificativa de Artigos em Administração / RAEP

Aceitar ou Rejeitar? Eis a Questão dos Tipos de Argumentos para a Justificativa de Artigos em Administração / RAEP

Desse modo, o objetivo deste artigo é identificar os tipos de argumentos empregados para justificar as pesquisas científicas em Administração. Para obter a resposta, empregou-se pesquisa exploratória implementada por métodos mistos (triangulação concomitante). Como resultado, foram identificados seis tipos de argumentos empregados por artigos na área de Administração: argumentos de autoridade, escassez, contribuição teórica, necessidade, contribuição prática e lacuna.

#MetodologiaDaPesquisa #EscritaCientífica

Disponível em: https://www.redalyc.org/journal/5335/533558788011/533558788011.pdf

Como soa uma trajetória científica? / Jesús P. Mena-Chalco

Como soa uma trajetória científica? / Jesús P. Mena-Chalco

Com tabelas e gráficos, conseguimos ver a evolução dessa trajetória. Mas raramente pensamos em ouvi-la.

Existe uma área chamada “Sonificação”, que busca representar dados e suas relações por meio do som. Em outras palavras, além da dimensão visual, podemos usar a dimensão sonora para perceber padrões, mudanças e relações em determinado fenômeno.

Aqui apresento um primeiro experimento, ainda bastante preliminar, aplicado a uma trajetória científica.

Cada produção bibliográfica registrada gera um evento sonoro. Orientações concluídas formam outra camada. A entrada de novos colaboradores modifica o movimento da música, enquanto colaborações recorrentes ajudam a construir sua sustentação. Premiações aparecem como pequenos destaques sonoros.

Neste experimento, optei por uma sonoridade inspirada no choro: bandolim para as produções, flauta para as orientações, cavaquinho para novos colaboradores, violão para colaboradores recorrentes e vibrafone para as premiações.

#RepresentaçãoDaInformação #Música #Sonificação #CurrículoLattes

Disponível em: https://www.linkedin.com/posts/jes%C3%BAs-p-mena-chalco-94b54137_como-soa-uma-trajet%C3%B3ria-cient%C3%ADfica-estamos-ugcPost-7494536687524585472-RwNV/

NotebookLM para Compras Públicas

NotebookLM para Compras Públicas

O NotebookLM é uma ferramenta de inteligência artificial do Google que pode acelerar tarefas de leitura crítica, comparação e rastreabilidade — desde que você force citações e valide as saídas. Ela analisa documentos carregados e gera resumos, identifica contradições, cria análises estruturadas e até produz podcasts educativos, tudo fundamentado nas fontes fornecidas.

Este guia apresenta 13 prompts especializados com aplicações diretas para quem atua em compras públicas — desde ETP e pesquisa de preços até fiscalização e capacitação de servidores.

#FerramentasOnline #EngenhariaDePrompts #ComprasPúblicas

Disponível em: https://ntbklmprmptscp.netlify.app/