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CNE propõe diretrizes para uso da inteligência artificial na educação brasileira / Jornal da USP

CNE propõe diretrizes para uso da inteligência artificial na educação brasileira / Jornal da USP

Segundo o Ministério da Educação (MEC), a proposta é orientar a incorporação da tecnologia de forma pedagógica, sem substituir o papel do professor. “A inteligência artificial não pode substituir o trabalho do professor em relação ao ensino, tampouco substituir o esforço do aluno em relação ao aprendizado. Ou seja, ela pode ser uma ferramenta, mas jamais pode prescindir da ação humana como protagonista. Então, a inteligência artificial é um instrumento de trabalho pedagógico, mas não é um instrumento de substituição do trabalho pedagógico do professor ou do esforço de ensino do aluno”, avalia Daniel Cara.

O documento também destaca a necessidade de que a inteligência artificial seja utilizada como instrumento de apoio ao processo de ensino e aprendizagem. Nesse contexto, o Conselho Nacional de Educação iniciou uma proposta de regulamentação do uso da tecnologia na educação brasileira. Para o docente da USP, essa iniciativa é importante, mas ainda representa apenas um primeiro passo. Ainda não há prazo definitivo para que a regulamentação entre em vigor.

#Educação #IA

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/cne-propoe-diretrizes-para-uso-da-inteligencia-artificial-na-educacao-brasileira/

Mediação da informação em museu: o que significa quando um museu decide o que você vai ver na exposição? / Thiagoteca

Mediação da informação em museu: o que significa quando um museu decide o que você vai ver na exposição? / Thiagoteca

Toda exposição de museu é o resultado de um conjunto de decisões tomadas antes da sua chegada. Alguém escolheu quais objetos entrariam. Alguém decidiu a ordem em que as salas aparecem. Alguém escreveu as legendas que explicam o que você deve entender sobre cada peça. Alguém escolheu a iluminação, a cor das paredes, a altura das vitrines. E alguém, em algum momento, decidiu o que ficaria de fora.

Existe um campo científico que estuda esse processo. Chama-se mediação da informação.

Existe uma distinção fundamental na área que vale ser explicitada aqui.

Acesso e apropriação não são a mesma coisa. Acesso significa que você entrou no museu. Que você estava na frente do objeto. Que você leu a legenda.

Apropriação significa que a informação produziu algo em você. Que ela alterou, ainda que minimamente, sua forma de entender o mundo. Que você saiu do museu com uma pergunta que não tinha quando entrou.

O objetivo da mediação bem feita não é garantir o acesso. É criar condições para a apropriação. E isso exige que o texto expositivo seja pensado não apenas como descrição técnica do objeto, mas como convite ao visitante para construir sentido.

#MediaçãoDaInformação

Disponível em: https://thiagoteca.wordpress.com/2026/03/30/mediacao-da-informacao-o-que-o-museu-decide-que-voce-vai-ver/

Bibliotecas, IA Corrosiva e o Paradoxo da Confiança / Public Library Quarterly

Bibliotecas, IA Corrosiva e o Paradoxo da Confiança / Public Library Quarterly

Integrando a IA em práticas governamentais confiáveis
– Propomos que bibliotecários trabalhem com seus governos locais para implementar as seguintes ações, baseadas em práticas bibliotecárias, para mitigar os danos corrosivos da IA:

– Aproveitando a confiabilidade das bibliotecas: Bibliotecas e bibliotecários demonstraram confiabilidade comprovada, o que pode apoiar a governança dos EUA no aprimoramento da credibilidade.

– Adotando princípios operacionais: Incorporar princípios operacionais de bibliotecas pode fortalecer as estratégias de governança contra os desafios da desinformação e das deepfakes geradas por IA.

– Combatendo a corrosão da confiança causada pela IA: Uma governança eficaz pode abordar os desafios da IA ​​generativa aplicando abordagens baseadas em Bibliotecas, Arquivos e Museus (LAM). Uma dessas abordagens é a coleta intencional de realidades locais por meio de fotonovelas, publicação de boletins informativos, histórias orais e até mesmo arquivamento de anuários.

– Reconstruindo a confiança pública: Restaurar a confiança na governança é crucial para a confiança pública e a estabilidade social. Ao construir sistemas locais que apoiem a confiança entre vizinhos, a confiança entre vizinhos em agências locais e, por fim, a atuação do governo de acordo com os desejos dos moradores locais, tanto a confiabilidade quanto a confiança podem ser alcançadas.

#Bibliotecas #IA #Confiança

Disponível em: https://doi.org/10.1080/01616846.2026.2644064

Marisa Midori retoma a discussão sobre as funções terapêuticas da leitura / Jornal da USP

Marisa Midori retoma a discussão sobre as funções terapêuticas da leitura / Jornal da USP

Recentemente, a professora Marisa Midori falou em sua coluna sobre as propriedades terapêuticas do livro. Esta semana, ela retoma o tema — e o aprofunda. “No início de março, eu apresentei alguns estudos de Régine Detambel, uma biblioterapeuta francesa que publicou, entre outros títulos, Os Livros Tomam Conta de Nós. Por uma Biblioteca Criativa, em 2015, e Ler Para Conectar. A Biblioteca em Voz Alta, de 2023. Esses livros não foram traduzidos para o português, mas isso não quer dizer que não tenhamos bons estudos sobre o tema”, inicia a colunista. “Eu gostaria de comentar o artigo publicado pelas estudiosas Livia Rezende e Jéssica Bedin na Revista da Associação Catarinense de Biblioteconomia. Em Panorama da Pesquisa em Biblioterapia no Brasil: análise dos artigos indexados na Brapci (2018-2022), as autoras discorrem sobre o conceito de biblioterapia e suas múltiplas aplicações, tanto como um exercício individual – naquela perspectiva que havíamos comentado, do livro como o momento de pausa e reflexão – mas também como uma prática de sociabilidade, mediada pela leitura”, explica a professora. “É importante ressaltar que a biblioterapia possui fundamentos científicos e, como tal, é possível identificar na terapia pelos livros três componentes essenciais: a catarse, a identificação e a introspecção”, avalia Marisa Midori.

#Biblioterapia

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/marisa-midori-retoma-a-discussao-sobre-as-funcoes-terapeuticas-da-leitura/

Desinformação afasta meninas da vacina contra o HPV no Brasil mesmo em classes mais altas, aponta estudo / Bori

Desinformação afasta meninas da vacina contra o HPV no Brasil mesmo em classes mais altas, aponta estudo / Bori

Em estados como Mato Grosso do Sul e Bahia, adolescentes de famílias mais ricas, com maior nível socioeconômico, são as que menos se vacinaram, o que chamou a atenção dos pesquisadores.

“A hesitação vacinal pode, sim, ser um dos fatores que poderiam explicar esse resultado. Outro ponto importante que pode estar relacionado é a desinformação e o consequente aumento do movimento antivacina. As redes sociais desempenham um papel importante nesse aspecto, desinformando as pessoas sobre os benefícios da vacina”, alerta o pesquisador.

Por outro lado, a escolaridade das mães também se mostrou um fator de peso na decisão. Em diversos estados, meninas filhas de mulheres com menor nível de instrução têm significativamente menos chance de serem imunizadas nos postos de saúde.

#Vacinação #Vacinas #Desinformação

via Bori

Disponível em: https://abori.com.br/saude/desinformacao-vacina-hpv-adolescentes-brasil/

Uso de IA na pesquisa científica pode prejudicar formação de novos pesquisadores / Science Arena

Uso de IA na pesquisa científica pode prejudicar formação de novos pesquisadores / Science Arena

Além da formação individual, o avanço da IA na produção científica levanta uma preocupação com a qualidade e a distinção entre pesquisadores. “A facilidade de gerar textos maravilhosos, com o inglês perfeito, torna difícil distinguir a qualidade dos pesquisadores a partir dos manuscritos submetidos para publicação”, disse Nakaya.

O resultado, segundo ele, é uma crise de autenticidade: quando um texto não é reconhecido como genuíno e sim como produto de IA. O trabalho perde valor e prestígio no campo científico.

Nesse contexto, a autenticidade pode se tornar um ativo cada vez mais valorizado na carreira científica. Para Nakaya, ela funciona como uma espécie de “moeda de troca”: o reconhecimento do esforço humano, da curiosidade genuína e da capacidade de formular perguntas originais são elementos que a IA, por ora, não consegue replicar.

via Science Arena

Disponível em: https://www.sciencearena.org/noticias/uso-de-ia-na-pesquisa-cientifica-pode-prejudicar-formacao-de-novos-pesquisadores/

Acesso aberto entre melancolia e futuralgia / Boletín SciELO-México

Acesso aberto entre melancolia e futuralgia / Boletín SciELO-México

O acesso aberto tem sido apresentado, durante muitos anos, como uma Era de Ouro projetada para o futuro. A inflação de expectativas, contudo, pode provocar uma perturbadora “futuralgia”, para usar o título que Jorge Reichmann deu a parte de sua obra poética. E também leva a uma espécie de melancolia retrospectiva que, como argumenta Clara Ramas, nos coloca entre o niilismo e a reação e constitui “o produto mais puro do capitalismo avançado, do neoliberalismo e da pós-modernidade” (2024, pp. 39–62).

Os desafios do futuro imediato são inquietantes. A Comissão Europeia está a conceber um novo quadro político e jurídico, a ser consagrado na Lei do Espaço Europeu da Investigação, onde a valorização do conhecimento e da competitividade será fundamental num ambiente marcado pela segurança da investigação. O Horizonte Europa 2028-2034 estabelecerá, assim, um quadro financeiro alinhado com as prioridades emergentes, mas também com as salvaguardas recentemente criadas.

#AcessoAberto #Tendências #ComunicaçãoCientífica

Disponível em: https://boletinscielomx.blogspot.com/2026/04/el-acceso-abierto-entre-la-melancolia-y.html

Imagine.if : o jogo fosse contra a censura nas bibliotecas / Uvejota

Imagine.if : o jogo fosse contra a censura nas bibliotecas / Uvejota

Imagine If é baseado na apresentação de Sam Helmick, presidente da ALA, intitulada Liberdade Intelectual: Escolha Sua Própria Aventura; as ilustrações são de Kenny Keil. Imagine If incentiva os jogadores a explorar dois cenários: O Dilema do Dinossauro Desaprovador e O Influenciador Auditando a Farsa da Primeira Emenda. O objetivo é que os bibliotecários explorem diferentes maneiras de responder a esses dois cenários, desde as mais absurdas até aquelas que seguem rigorosamente a lei, com a intenção de resolver esses potenciais conflitos.

#Censura #Bibliotecas #Gamificação

Disponível em: https://uvejota.com/articles/6910/imagine-if-el-juego-contra-la-censura-en-bibliotecas/

A biblioteca como espaço estratégico no âmbito da alfabetização em IA / Universo Abierto

A biblioteca como espaço estratégico no âmbito da alfabetização em IA / Universo Abierto

O recém-publicado Quadro de Alfabetização em Inteligência Artificial (Artificial Intelligence Literacy Framework) do Departamento do Trabalho dos EUA é descrito como um novo guia federal voluntário que define o que significa ser alfabetizado em IA e quais habilidades e métodos de treinamento devem ser promovidos tanto na educação quanto no mercado de trabalho.

Segundo o autor, o Departamento do Trabalho enquadrou a alfabetização em IA não como um conjunto de ferramentas ou uma lista de recursos tecnológicos, mas como um quadro de competências essenciais focado na capacidade de usar e avaliar tecnologias de IA de forma responsável e eficaz. Este quadro é importante porque, embora voluntário, sua linguagem e definições podem influenciar políticas educacionais, alinhamento curricular, solicitações de financiamento e expectativas de emprego a longo prazo.

#IALiteracy

via Universo Abierto

Disponível em: https://universoabierto.org/2026/02/25/la-biblioteca-como-espacio-estrategico-en-el-marco-de-alfabetizacion-en-ia/

Os livros do livro didático: a presença da literatura indígena na construção da história do Brasil nos livros de História (ciclos do PNLD de 2011 a 2024) / PPGCIB

Os livros do livro didático: a presença da literatura indígena na construção da história do Brasil nos livros de História (ciclos do PNLD de 2011 a 2024) / PPGCIB

A análise revela que, apesar de avanços na legislação e na valorização da diversidade cultural, há um grande déficit na inclusão de autores indígenas na narrativa principal dos livros, com poucas referências bibliográficas e inclusão de obras de autoria indígena. A maior parte do conteúdo ainda é centrada na perspectiva colonial da história, com pouco espaço para auto-histórias indígenas. A pesquisa também discute o impacto do pensamento colonial, a importância de desconstruir a narrativa única e a necessidade de revisões nos materiais didáticos para incorporar perspectivas indígenas, afro-brasileiras e outras diversidades culturais de forma mais autêntica e representativa. Por fim, conclui que é urgente revisar os critérios de seleção e produção dos livros didáticos, incentivando a inclusão de obras literárias de autores indígenas na narrativa principal, além de criar mecanismos de monitoramento que garantam o uso efetivo dessas vozes na formação de uma história mais justa e plural.

#PNLD #LiteraturaIndígena

Disponível em: https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/31/31131/tde-05012026-125448/es.php

Acesso Aberto Diamante: Uma tábua de salvação para a monografia? / Scholarly Kitchen

Acesso Aberto Diamante: Uma tábua de salvação para as monografias? / Scholarly Kitchen

Os orçamentos das bibliotecas para livros sofreram reduções drásticas, impulsionadas em parte pelo aumento do custo dos pacotes de periódicos e pelos cortes orçamentários recorrentes, deixando pouco espaço para aquisições de títulos individuais. Como resultado, as vendas médias por monografia caíram para uma fração do que já foram, levando as editoras universitárias a se tornarem cada vez mais seletivas e orientadas pelo mercado para se manterem financeiramente viáveis. Ao mesmo tempo, as monografias acadêmicas exigem anos de pesquisa e escrita, apoio editorial substancial e investimento significativo de editoras ou autores, muitas vezes para um público leitor relativamente pequeno. Os formatos digitais, as mudanças nos hábitos de leitura e um sistema de recompensas acadêmicas que privilegia artigos de periódicos rápidos e citáveis ​​em detrimento de argumentação mais aprofundada corroem ainda mais a visibilidade e o valor da monografia. Juntas, essas pressões enfraqueceram a estrutura econômica e cultural que antes sustentava a monografia, tornando esse pilar da pesquisa em humanidades simbolicamente central, mas materialmente precário.

#AcessoAbertoDiamante #LivrosDigitais

via Scholarly Kitchen

Disponível em: https://scholarlykitchen.sspnet.org/2026/04/02/guest-post-diamond-open-access-a-lifeline-for-the-monograph/

O país que começa nos livros infantis / PublishNews

O país que começa nos livros infantis / PublishNews

É na infância que se descobrem histórias, personagens e ideias que ampliam o olhar sobre o mundo. Antes mesmo de compreender plenamente a linguagem, a criança intui que ali existe algo maior: uma possibilidade de imaginar, explorar e dar sentido ao que a cerca, muitas vezes por meio das imagens, que inauguram esse encontro com a mesma potência das palavras.

A literatura infantil não é apenas uma etapa na formação do leitor. Ela constitui uma base essencial da formação cultural, cognitiva e criativa. É nesse momento que se desenvolvem habilidades decisivas, como a linguagem, a imaginação e a capacidade de atribuir sentido à experiência. Mais do que introduzir a leitura, ela estabelece fundamentos que acompanham o indivíduo ao longo de toda a vida.

#LiteraturaInfantil

via PublishNews

Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2026/04/02/o-pais-que-comeca-nos-livros-infantis