Os livros mais antigos do mundo / Five Books

Os livros mais antigos do mundo / Five Books

Desde que os símbolos cuneiformes foram usados ​​pela primeira vez em tabuletas de argila há 5.000 anos, os humanos vêm registrando não apenas informações, mas também histórias. Alguns dos escritos mais antigos são obras literárias que nos falam através dos milênios e continuam sendo publicadas como livros até hoje. Tuva Kahrs, editora colaboradora da Five Books, apresenta cinco dos livros mais antigos que percorreram todo o caminho desde as tabuletas de argila ou rolos de papiro até a edição impressa ou o e-book, influenciando inúmeras gerações de leitores e escritores.

#HistóriaDoLivros

via Five Books

Disponível em: https://fivebooks.com/best-books/oldest-books-tuva-kahrs/

Laurence Hallewell (1929-2026), historiador do livro no Brasil / Jornal da USP

Laurence Hallewell (1929-2026), historiador do livro no Brasil / Jornal da USP

Laurence Hallewell, o grande historiador do livro no Brasil, faleceu em 19 de janeiro último. Figura discreta, como boa parte dos bibliotecários que conheço, deixou poucas pistas sobre sua vida pessoal. Gostava de caipirinha. Falava pouco, mas era certeiro como uma flecha em suas colocações. Espirituoso, exibia aquele típico humor britânico, o que para um brasileiro parece sempre resvalar para a ironia. E profundamente conectado ao Brasil, como demonstrou em sua visita em 2012, por ocasião do lançamento da terceira edição de seu chef d’œuvre e das celebrações dos 50 anos da Edusp. (…)

O livro no Brasil, de Laurence Hallewell, é obra incontornável. Clássico absoluto. É a história de um bibliotecário britânico que desbravou o oceano para conhecer in loco aquele país distante que calava alto na sua imaginação. Afinal, o Brasil já figurava no seu mapa, a contar pela bela dedicatória que imprime em sua obra: “A meu pai, Herbert Joseph Hallewell (24/04/1882-28/09/1964), contemporâneo quase exato de Monteiro Lobato, que tantas lembranças me trouxe dele, na fisionomia e na maneira de pensar, de reagir, de lutar e de realizar”.

#HistóriaDoLivro

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/laurence-hallewell-1929-2025-historiador-do-livro-no-brasil/

“A biblioteca deve ser um ato de rebelião permanente contra o esquecimento.” Entrevista com Fernando Baez, autor de A Nova História Universal da Destruição de Livros / Otlet

“A biblioteca deve ser um ato de rebelião permanente contra o esquecimento.” Entrevista com Fernando Baez, autor de A Nova História Universal da Destruição de Livros / Otlet

Fernando Báez mencionou em diversas entrevistas que, quando criança, morou em San Félix de Guayana, cidade próxima ao rio Caroní, afluente do rio Orinoco, na Venezuela. Havia uma biblioteca pública onde ele passava muito tempo e que era como um lar para ele. Até que um dia o Caroní transbordou e levou embora aquele lugar que ele tanto amava. Essa catástrofe marcaria sua vida para sempre, a ponto de hoje ele ser um renomado defensor do patrimônio cultural e um dos pesquisadores mais citados e traduzidos em questões de biblioclasmo. Em 2003, viajou ao Iraque como membro de uma missão internacional para avaliar os danos ao patrimônio cultural daquele país. Ele também obteve um doutorado em Biblioteconomia e, em 2008, tornou-se diretor da Biblioteca Nacional da Venezuela. A respeito da recente intervenção dos EUA em seu país natal, entramos em contato com ele para obter sua opinião.

#HistóriaDoLivros

via Otlet

Disponível em: https://www.revistaotlet.com/la-biblioteca-debe-ser-un-acto-de-rebelion-permanente-contra-el-olvido-entrevista-a-fernando-baez-autor-de-la-nueva-historia-universal-de-la-destruccion-de-libros/

O Poison Book Project e a importância da materialidade histórica do livro / Preservabiblio

O Poison Book Project e a importância da materialidade histórica do livro / Preservabiblio

Originado no âmbito da Biblioteca, Jardim e Museu Winterthur, junto à Universidade de Delaware, nos Estados Unidos, o “Poison Book Project” foi criado para investigar o uso de pigmentos potencialmente tóxicos em encadernações de tecido do século XIX, principalmente o arsênico, que dá origem ao ‘verde venenoso’, mas também outros, como o mercúrio e o chumbo. Além disso, o projeto busca ainda explorar os riscos associados ao manuseio desse tipo de encadernação, presente em diversas bibliotecas.

À primeira vista, temos a impressão de que a preocupação primária do Projeto é garantir a saúde daqueles que precisam lidar com esses livros (afinal, é uma substância perigosa, mesmo que em baixa proporção) e ainda a preservação correta dos próprios ‘livros envenenados’ e dos outros ao redor, procurando a maneira correta de manusear, de permitir o acesso, de armazenar, etc.

#HistóriaDoLivro

via Preservabiblio

Disponível em: https://preservabiblio.substack.com/p/o-poison-book-project-e-a-importancia

Os tesouros da maior biblioteca de mentiras do mundo / BBC

Os tesouros da maior biblioteca de mentiras do mundo / BBC

“Conte-me uma mentira”, pedi a Earle Havens assim que começamos nossa conversa.

Ele ficou incomodado, mas não porque se sentisse insultado. Afinal, ele é um reconhecido especialista em falácias. Não só ele dá aulas sobre o tema na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, como também, na qualidade de curador de livros e manuscritos raros do Centro Stern para a História do Livro da universidade, ele supervisiona a Bibliotheca Fictiva de Falsificações Literárias e Históricas.

A biblioteca é uma extensa, excêntrica e excepcional coleção de enganos, falsificações e fraudes escritas que acompanharam nossa história cultural, desde relatos mentirosos de viagens da Grécia Antiga até extraterrestres maias inventados nos anos 1960.

A razão do desconforto de Havens não era por pedir que ele me contasse mentiras, mas sim por pedir apenas uma: “É como me perguntar qual é o meu filho favorito!”.

#HistóriaDosLivros #HistóriaDasBibliotecas #LeituraEscritaECultura #Desinformação

via BBC

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c93w97n531go

A História do livro : marcos e transformações, por Ana Lúcia Merege / Divulga-CI

A História do livro : marcos e transformações, por Ana Lúcia Merege / Divulga-CI

““A História do livro” reúne os 38 textos que publiquei sobre o assunto durante a pandemia de COVID-19, como parte das minhas atribuições na Fundação Biblioteca Nacional. A escolha do tema, o processo de escrita e o formato adotado para a obra refletem não apenas minha trajetória profissional, mas também alguns dos interesses que me acompanham desde a adolescência”, recorda a bibliotecária Ana Merege, da Biblioteca Nacional.

#HistóriaDoLivro

via Divulga-CI

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-3-n-10-out-2025/a-historia-do-livro-marcos-e-transformacoes-por-ana-lucia-merege/

Marcos e transformações da História do Livro: entrevista com Ana Lúcia Merege / RIC

Marcos e transformações da História do Livro: entrevista com Ana Lúcia Merege / RICI

Iniciamos a nossa entrevista parafraseando Marco Lucchesi, presidente da Fundação Biblioteca Nacional. O mesmo, em comentário frente à obra e a autora, no Portal da Biblioteca Nacional, afirma que “O livro de Ana Lúcia Merege contribui decisivamente para o universo infinito do leitor, da leitura e da biblioteca. Trata-se de uma escritora e de uma pesquisadora de alta qualidade, que enriquece a Biblioteca Nacional, a partir de seu olhar sensível e aberto a todos os desafios da leitura do mundo e do mundo a leitura” (Biblioteca Nacional, 2025, online).

#Entrevista #HistóriaDoLivro

Disponível em: https://periodicos.ufersa.edu.br/ric/pt_BR/article/view/14273

O códice Voynich, o manuscrito mais estranho do mundo / National Geographic

O códice Voynich, o manuscrito mais estranho do mundo

O códice Voynich  encontra-se hoje conservado na Biblioteca Beinecke de Livros Raros e Manuscritos da Universidade de Yale. Escrito em velino (um pergaminho fino), o códice tem cerca de 240 páginas (faltando algumas e havendo alguns desdobráveis) e mede 23,5 por 16,2 centímetros, com cinco de espessura. Contém centenas de desenhos e 37.919 palavras com 25 letras ou caracteres distintos, mas carece de autor, título, data e capítulos. As análises realizadas com carbono 14 permitiram datar a elaboração do pergaminho entre os anos 1404 e 1434. A letra é do tipo cursivo humanístico, com caracteres latinos, e foi usada na Europa Ocidental entre meados do século XV e o início do XVI.

#HistóriaDoLivro

via National Geographic

Disponível em: https://www.nationalgeographic.pt/historia/o-codice-voynich-o-manuscrito-mais-estranho-do-mundo_2944

Bibliotecas, livros e leituras sob clivagem transnacional / Livros Abertos USP

Bibliotecas, livros e leituras sob clivagem transnacional

Cada capítulo procura desenvolver uma reflexão sobre como as práticas de leitura em bibliotecas geram representações e modos de compreensão do mundo. A maior parte dos trabalhos da presente coletânea são inscritos em pesquisas que se debruçaram sobre os acervos das bibliotecas Paulo Bourroul e Macedo Soares, ambas pertencentes à Faculdade de Educação da USP. Mas há também pesquisas sobre circulação de livros e leituras, sobre coleções pedagógicas, sobre literatura infantil, sobre livros didáticos.

#HistóriaDoLivro #HistóriaDaLeitura #HistóriaDaEducação

via Livros Abertos USP

Disponível em: https://www.livrosabertos.abcd.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/1598

O manuscrito perdido há 400 anos sobre a lenda do rei Arthur e do mago Merlin que foi encontrado dentro de um livro / BBC

O manuscrito perdido há 400 anos sobre a lenda do rei Arthur e do mago Merlin que foi encontrado dentro de um livro

Durante 400 anos, esse frágil remanescente da famosa história medieval passou despercebido e chegou a ser reutilizado como capa de um livro na era elisabetana (o reinado de Elizabeth 1ª), para proteger um registro de propriedades.

O fragmento Suite Vulgate du Merlin (“Continuação vulgar de Merlin”) tem cerca de 700 anos e foi encontrado por um arquivista da biblioteca da Universidade de Cambridge, dobrado e costurado na capa de um registro do século 16.

#HistóriaDoLivro

via BBC

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cr4zdl65yveo

De ‘bibliomanía’ a ‘amarabunta’: as palavras que definem o amor pelos livros / The Conversation

De ‘bibliomanía’ a ‘amarabunta’: as palavras que definem o amor pelos livros

Em 2024, numa espécie de glossário intitulado Bibliopatias, bibliomanias e outros males livrescos , o seu autor, o italiano Antonio Castronuovo, exprimia assim esta diferença: “o bibliófilo possui os livros e o bibliomaníaco, pelo contrário, é possuído”.

O “fervor por ter livros” do bibliófilo, como diria o italiano Gaetano Volpi , está intuído na definição acadêmica de “bibliomania”: “propensão exagerada a acumular livros”. Este termo, que já tem uma longa história, foi cunhado no século XVII por Guy Patin , um médico da Faculdade de Medicina de Paris, que confessou sofrer deste tipo de obsessão. Mas a figura do “rato de biblioteca” já havia sido retratada em O Navio dos Loucos , poema que Sebastian Brant compôs em 1494 para criticar a sociedade de sua época.

#Livros #HistóriaDosLivros #Leitores #Bibliófilos

via The Conversation

Disponível em: https://theconversation.com/de-bibliomania-a-amarabunta-las-palabras-que-definen-el-amor-por-los-libros-254717

Bibliopegia antropodérmica, ou a encadernação de livros com pele humana / RCA

Bibliopegia antropodérmica, ou a encadernação de livros com pele humana

O artigo aborda a prática da bibliopegia antropodérmica, caracterizada pela encadernação de livros com revestimento de pele humana, explorando seu contexto histórico. Considerada rara e controversa, essa prática foi utilizada principalmente por colecionadores, especialmente médicos legistas, refletindo os valores culturais de épocas passadas. O artigo tem como objetivo apresentar definições e relações da prática deste revestimento sob um viés histórico, buscando ampliar os possíveis olhares acadêmicos sobre esses itens, além de apresentar alguns casos e formas de análises científicas utilizadas para testagem e comprovação. 

#HistóriaDoLivro #Bibliopegia

Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/rca/article/view/65273