O papel ativo do leitor / Revista Educação

O papel ativo do leitor / Revista Educação

Precisamos reconhecer o papel ativo daquele que constrói conhecimento e assume o protagonismo de sua própria trajetória, o leitor, o qual não é apenas um decodificador de símbolos gráficos; é mediador de ideias, intérprete do mundo e autor na construção de sentidos.

Sem leitor, não há crítica, criatividade nem cocriação. É ele quem faz o texto existir, ao transformar palavras em experiência, reflexão e posicionamento. Esse sujeito nunca é neutro, mas singular em sua visão de mundo. Ele chega ao texto com sua história, seus afetos, seus repertórios e suas perguntas. Ao ler, seleciona, confronta, valida, discorda. É nessa interação que o conhecimento se reorganiza. O leitor amplia sua capacidade de dialogar, de duvidar e de argumentar, desenvolvendo autonomia intelectual e pensamento crítico.

#Leitores

via Revista Educação

Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2026/01/16/o-papel-ativo-do-leitor/

Os poderes do leitor / Rapadura

Os poderes do leitor / Rapadura

A relação primordial entre escritor e leitor apresenta um paradoxo maravilhoso: ao criar o papel do leitor, o escritor decreta também a morte do escritor, pois, para que um texto fique pronto, o escritor deve se retirar, deve deixar de existir. Enquanto o escritor está presente, o texto continua incompleto. Somente quando o escritor abandona o texto é que este ganha existência. Nesse ponto, a existência do texto é silenciosa, silenciosa até o momento em que um leitor o lê. Somente quando olhos capazes fazem contato com as marcas na tabuleta é que o texto ganha vida ativa. Toda escrita depende da generosidade do leitor.
Essa relação desconfortável entre escritor e leitor tem um começo: foi estabelecida para sempre numa misteriosa tarde mesopotâmica. Trata-se de uma relação frutífera, mas anacrônica, entre um criador primordial que dá à luz no momento da morte e um criador post-mortem, ou melhor, gerações de criadores post-mortem que possibilitam que a criação fale e sem os quais toda escrita está morta. Desde os primórdios, a leitura é a apoteose da escrita.

#Leitores #Escritores

via Rapadura

Disponível em: https://rapaduracult.blogspot.com/2026/01/os-poderes-do-leitor.html

Ler no papel melhora as habilidades de compreensão de seis a oito vezes mais do que ler em dispositivos digitais / Universo Abierto

Ler no papel melhora as habilidades de compreensão de seis a oito vezes mais do que ler em dispositivos digitais / Universo Abierto

Um novo estudo realizado pela Universidade de Valência conclui que a leitura impressa melhora a compreensão da leitura de seis a oito vezes mais do que a leitura em telas. Esta pesquisa, que analisou mais de vinte anos de estudos e quase 470.000 participantes, confirma que o papel continua sendo o meio mais eficaz para promover uma leitura profunda e abrangente, especialmente em contextos educacionais.

Os pesquisadores não são contra o uso de tecnologias digitais, mas alertam que a aprendizagem profunda — especialmente em idades precoces — exige o tipo de atenção, ritmo lento e concentração que a leitura impressa promove. Portanto, recomendam que escolas e educadores priorizem livros físicos para desenvolver habilidades de leitura sólidas antes de introduzir intensivamente a leitura digital.

#Leitura #FormaçãoDeLeitores #Leitores

via Universo Abierto

Disponível em: https://universoabierto.org/2025/07/21/la-lectura-en-papel-mejora-las-habilidades-de-comprension-entre-seis-y-ocho-veces-mas-que-la-lectura-en-dispositivos-digitales/

Média de livros lidos por ano por país em 2025 / World Population Review

Média de livros lidos por ano por país em 2025 / World Population Review

Tempo Gasto com Leitura (Relatório de 2024)
Estados Unidos – Os americanos, os leitores mais prolíficos do mundo, passam em média quase 7 horas lendo por semana. Isso equivale a 357 horas por ano.
Índia – Em segundo lugar, a taxa de leitura semanal dos indianos é de pouco menos de 7 horas por semana, apenas cerca de 5 minutos por semana atrás da dos americanos. As horas de leitura anuais chegam a 352 por ano.
Reino Unido – Este país ocupa o terceiro lugar, lendo cerca de 6,5 horas por semana ou 343 horas por ano.
França – As pessoas neste país leem cerca de 5 horas e 50 minutos por semana. Isso equivale a 305 horas por ano.
Itália – O quinto leitor mais voraz do mundo, os italianos leem 5 horas e 20 minutos por semana ou 278 horas por ano.

via World Population Review

#Leitura #Leitores

Disponível em: https://worldpopulationreview.com/country-rankings/average-books-read-per-year-by-country

Porque lemos? / RBE

Porque lemos?

Richard J. Evans, historiador britânico e especialista da Segunda Guerra Mundial, destaca que “A capacidade de ler, por si só, não nos torna moralmente íntegros ou responsáveis. (…) quanto mais se sobe na hierarquia das SS, a organização que levou a cabo o Holocausto, maior é a probabilidade de encontrar homens com habilitações académicas avançadas. A posse de um doutoramento não impediu Josef Mengele de selecionar vítimas judias para serem gaseadas em Auschwitz ou de realizar terríveis experiências médicas em algumas delas”.

“Algumas pessoas leem para confirmar ou aprofundar os seus preconceitos”, reforçando o seu (discurso de) ódio, racismo e discriminação – Minha Luta de Adolf Hitler, Os Protocolos dos Sábios de Sião são antissemitas, contra os judeus – ou “assimilarem a ideologia de um Estado ditatorial” – A História do Partido Comunista de Toda a União (Bolcheviques): Breve Curso encomendado por Estaline.

#Leitura #Leitores

via RBE

Disponível em: https://blogue.rbe.mec.pt/porque-lemos-2961580

O impacto social da biblioteca pública no acesso á  inclusão produtiva / Ciência da Informação

O impacto social da biblioteca pública no acesso á  inclusão produtiva

Na realidade atual, a biblioteca pública necessita transpor os muros, de modo a aproveitar-se de um mundo globalizado e das ferramentas tecnológicas adequadas para a elaboração, a interpretação e a aplicação da biblioteconomia comparada. Ou seja, efetuar estudos periódicos na questão das boas práticas e inovações praticadas atualmente por bibliotecas públicas de outros países, tais como: implantação de produtos e serviços referentes ao capital social da comunidade, bem como de metodologias e ferramentas para a medição do impacto social na comunidade; estudo e preparação para o enfrentamento de novos cenários; uso de ferramentas no processo de condução do usuário da informação impressa à digital; construção de fontes informacionais cientificas para combater a desinformação em todos os níveis do conhecimento; e, finalmente, liderar os grandes movimentos em favor do acesso aberto.

#BibliotecasPúblicas #ImpactoDasBibliotecas #Inclusão #Leitores

Disponível em: https://revista.ibict.br/ciinf/article/view/7414

De ‘bibliomanía’ a ‘amarabunta’: as palavras que definem o amor pelos livros / The Conversation

De ‘bibliomanía’ a ‘amarabunta’: as palavras que definem o amor pelos livros

Em 2024, numa espécie de glossário intitulado Bibliopatias, bibliomanias e outros males livrescos , o seu autor, o italiano Antonio Castronuovo, exprimia assim esta diferença: “o bibliófilo possui os livros e o bibliomaníaco, pelo contrário, é possuído”.

O “fervor por ter livros” do bibliófilo, como diria o italiano Gaetano Volpi , está intuído na definição acadêmica de “bibliomania”: “propensão exagerada a acumular livros”. Este termo, que já tem uma longa história, foi cunhado no século XVII por Guy Patin , um médico da Faculdade de Medicina de Paris, que confessou sofrer deste tipo de obsessão. Mas a figura do “rato de biblioteca” já havia sido retratada em O Navio dos Loucos , poema que Sebastian Brant compôs em 1494 para criticar a sociedade de sua época.

#Livros #HistóriaDosLivros #Leitores #Bibliófilos

via The Conversation

Disponível em: https://theconversation.com/de-bibliomania-a-amarabunta-las-palabras-que-definen-el-amor-por-los-libros-254717

Estilos de curiosidade: como navegamos o oceano de informação / TIC, Educação e Web

Estilos de curiosidade: como navegamos o oceano de informação

A curiosidade humana manifesta-se através de três estilos arquitetónicos distintos: o bisbilhoteiro (que procura novidades), o caçador (que persegue respostas específicas) e o dançarino (que cria ligações entre áreas de conhecimento isoladas). Estes estilos, identificados através de análises histórico-filosóficas, representam diferentes abordagens à procura de informação.

#Curiosidade #Leitores

via TIC, Educação e Web

Disponível em: https://jfborges.wordpress.com/2025/04/01/estilos-de-curiosidade-como-navegamos-o-oceano-de-informacao/

Estilos arquitetônicos de curiosidade nos leitores do aplicativo móvel global da Wikipédia / Science

Estilos arquitetônicos de curiosidade nos leitores do aplicativo móvel global da Wikipédia

A busca de informações intrinsecamente motivada é uma expressão de curiosidade que se acredita ser central à natureza humana. (…) Ao medir a estrutura das redes de conhecimento construídas por leitores que tecem um fio por meio de artigos na Wikipédia, replicamos dois estilos de curiosidade previamente identificados em estudos de laboratório: o “intrometido” nômade e o “caçador” direcionado. Além disso, encontramos evidências de outro estilo — o “dançarino” — que foi previamente previsto por um exame histórico-filosófico de textos ao longo de dois milênios e é caracterizado por modos criativos de produção de conhecimento.(…). Esses resultados avançam nossa compreensão do público global da Wikipédia e demonstram como as propriedades culturais e geográficas do ambiente digital se relacionam com diferentes estilos de curiosidade.

#PráticaInformacional #Leitores #Wikipedia

Disponível em: https://www.science.org/doi/10.1126/sciadv.adn3268

Como recomendar livros em bibliotecas que todos os leitores gostarão usando fatores de atratividade / Bookriot

Como recomendar livros em bibliotecas que todos os leitores gostarão usando fatores de atratividade

Um dos recursos mais completos sobre fatores de apelo de leitura é “The Secret Language of Books: A Guide to Appeal” da NoveList. No extenso documento de 33 páginas, leitores e consultores de leitura são orientados por perguntas orientadoras para avaliar fatores de apelo e podem então ler diferentes — de fatores que giram em torno de personagens a preferências que se aplicam especificamente a audiolivros. O guia também destaca temas e tropos comuns dentro de gêneros, ajudando os leitores a identificar não apenas que gostam de um determinado gênero, mas por quais versões específicas dele são atraídos.

via Bookriot

#Livros #Leitura #FormaçãoDeLeitores

Disponível em: https://bookriot.com/how-to-use-reading-appeal-factors/

A dívida intelectual com Roger Chartier / Otlet

A dívida intelectual com Roger Chartier

Graças a Roger Chartier e ao seu trabalho, voltado para a história cultural e intelectual, particularmente no estudo das práticas de leitura, podemos vislumbrar a existência de diversidade nas formas de ler, nosso olhar é então redirecionado, ampliado e expandida.

#HistóriaDaLeitura #Leitores #RogerChartier

via Otlet

Disponível em: https://www.revistaotlet.com/la-deuda-intelectual-con-roger-chartier/