A leitura algorítmica matou o prazer? / PublishNews
Pesquisadoras como Maryanne Wolf já mostraram como as redes digitais remodelam o cérebro leitor: a densidade interpretativa cede espaço a uma leitura mais apressada, de “amostras” e “fragmentos”. Naomi Baron, em suas investigações, fala da leitura cada vez mais funcional e instrumental, em que a imersão perde para a praticidade.
Estudo recente realizado pela University of Florida e pela University College London, com mais de 236 mil americanos entre 2003 e 2023, mostra que a leitura por prazer nos EUA despencou mais de 40% nesse período. O número de pessoas que disseram ler por prazer em um dia “normal de lazer” caiu de 28% para 16%, ou seja, uma queda sustentada de cerca de 3% ao ano. Esse declínio ocorreu em todos os formatos: livro impresso, digital, audiolivro, revistas e afins.
#Leitura
via PublishNews
Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2026/01/21/a-leitura-algoritmica-matou-o-prazer









