Os impactos da desordem Informacional e os discursos políticos sobre a Covid-19 – Entrevista com Myllena Diniz / Divulga-CI
Confira nossa entrevista com a jornalista e pesquisadora Myllena Diniz, mestra em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Alagoas. Atualmente, Myllena atua como assessora de comunicação e professora de Jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em seu mestrado, Myllena analisou as contradições, imprecisões e falsidade informacional nos discursos políticos sobre a Covid-19. Na entrevista, conheça a pesquisa e produções da pesquisadora.
Para o leitor genioso, fake news são as informações que ele não gosta / Off Lattes
A escolha de entendimento de eventos dessa natureza deixa claro que os seguidores do político agem como fiéis para os quais até os equívocos devem ser tomados enquanto tais somente para aqueles que lhe são pares – uma versão do que em português se diz “roupa suja se lava em casa”. Trata-se de prosseguir de modo dogmático no que vem a ser um entendimento inercial da política, compreendendo-a como situada entre o bem o mal. Esse comportamento habilita um tempo para se buscar uma alternativa que dê conta de encobrir o que de mais mesquinho veio a ser realizado e com evitar todo tipo de comprometimento.
É por isso que a qualidade do que é ilícito muda de coloração quando se alteram as predileções ideológicas. E é pelo mesmo motivo que o credo de esquerda tem se manifestado de um modo cada vez mais infantil e revelador de superficialidade. Ter-se como favas contadas que um partido de esquerda, uma vez chegando ao poder, virá a trazer ganhos positivos já é por si só uma tentação inglória e injustificável. E lembrando que até no quesito liberdade – a história os comprova – essa aspiração é falsa.
Política e o posicionamento das bibliotecas acadêmicas / The Journal of Academic Librarianship
O engajamento político para um posicionamento ideal dentro do ambiente universitário é vital para as bibliotecas acadêmicas, com consequências para o reconhecimento, influência, recursos e perspectivas. Pode haver, no entanto, uma relutância entre os funcionários da biblioteca em participar da política universitária, às vezes por sentimentos de desprezo e pela sensação de que isso entra em conflito com os valores da biblioteca. A falha em abraçar a dimensão política da vida universitária acarreta alto risco, pois a política é central para a tomada de decisões, especialmente sobre recursos cuja escassez gera intensa competição entre muitos atores poderosos. Os riscos são altos e o Journal of Academic Librarianship reconheceu a importância da política por meio de uma coluna regular há uma década. (…) Conclui que o esforço político é inevitável e proeminente no campus, gerando muitos engajamentos políticos para as bibliotecas acadêmicas que impactam seu posicionamento e aos quais elas trazem uma mistura de fatores vantajosos e desvantajosos. O posicionamento é tanto político quanto prático, e a equipe da biblioteca acadêmica pode desenvolver as habilidades, os instintos e os hábitos necessários para o sucesso.
Calibri é “woke”? Times New Roman é tradicional? Polarização chega à tipografia / Fast Company
Calibri e Times New Roman travam uma disputa antiga. As duas fontes voltam a se enfrentar depois que o Departamento de Estado dos EUA anunciou que vai trocar sua atual tipografia oficial, a Calibri, pela Times New Roman. É uma espécie de fechamento de ciclo, considerando que o próprio departamento havia abandonado a Times New Roman em favor da Calibri em 2023.
O designer responsável pela fonte sem serifa Calibri considera a decisão de Rubio “hilária e lamentável”. Lucas de Groot criou a Calibri em 2007 especificamente para facilitar a leitura em telas de computador. A largura e a curvatura das letras foram otimizadas para garantir legibilidade. A fonte substituiu a Times New Roman como padrão do Microsoft Office em 2007 (antes de ser trocada pela Aptos em 2023).
Bug no Instagram esconde da busca perfis de políticos e jornais / Núcleo
Um bug de ranqueamento na busca do Instagram confundiu os usuários da rede na manhã desta quarta, 10.dez. Mensagens encaminhadas no WhatsApp, posts no próprio Insta e uma thread no Bluesky diziam que era uma censura a perfis de esquerda, como o do presidente Lula, da ministra Gleisi Hoffman (PT-PR) e da deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP).
Ao Núcleo, a Meta confirmou a falha geral que afetou as buscas de contas no Instagram e disse que já foi resolvida no início da tarde. “Pedimos desculpas por qualquer inconveniente que isso possa ter causado”, informou em nota.
Por que os autoritários de direita compartilham notícias / Poder 360
O público responde não só ao que é dito, mas também à forma como é transmitida. Mesmo um roteiro habilmente construído pode ter seu impacto reduzido se acompanhado de uma postura distanciada. Um sorriso, no entanto, sinaliza cordialidade e credibilidade, aprofundando o engajamento de maneiras que um roteiro por si só não consegue. Ainda assim, nem todo contexto exige um sorriso. Embora não tenha sido examinado neste estudo, é fácil perceber como o público espera autenticidade –e como, em momentos de gravidade, como notícias terríveis, um sorriso pode parecer deslocado. No entanto, na economia…
Monitoramento Digital da Censura: Tendências e Discursos Online (2024–2025) / USP
Os insights a partir do monitoramento pelo termo no intervalo de um ano evidencia que a noção de “censura” foi apropriada sobretudo por atores da extrema-direita como recurso estratégico de mobilização. Mais do que descrever restrições reais à liberdade de expressão, o termo passou a operar como marcador simbólico, sustentado por práticas de repetição, ressonância e engajamento algorítmico. Essa dinâmica aponta para a centralidade das plataformas digitais não apenas como arenas de disputa discursiva, mas como infraestruturas que condicionam o alcance e a legitimidade das narrativas políticas.
TikTok recomenda o dobro dos conteúdos de extrema-direita nas eleições na Polônia
O TikTok está atualmente sob investigação da Comissão Europeia por lidar com os riscos eleitorais, com particular referência à eleição anulada na Roménia no final de 2024.
As conclusões da Global Witness surgem duas semanas depois de a organização ter descoberto que o algoritmo do TikTok na Roménia estava também a sugerir quase três vezes mais conteúdo de extrema-direita do que todos os outros conteúdos políticos.
Vale conferir quantas ideias legislativas e consultas públicas relacionadas a classe bibliotecária já foram criados e qual foi a adesão da comunidade em votar a favor das propostas. Acredito que os bibliotecários precisam se unir mais!
“Liberdade de expressão”: uma análise discursiva dos usos e abusos desse enunciado pela extrema direita brasileira
A extrema direita brasileira – por mais paradoxal que isso possa parecer para progressistas e para quem conhece minimamente a história da liberdade no mundo – tem se outorgado o papel de arauta da “liberdade de expressão”. Não se trata da mesma “liberdade de expressão” pela qual lutaram liberais de outrora e progressistas da atualidade. Trata-se de uma liberdade de expressão instrumentalizada como estratégia discursiva em expansão mundial, evocada e difundida por representantes deste segmento político e exportada para o nosso país. Em sua apropriação, o direito à liberdade de expressão é submetido a uma subversão de significados tradicionais e de seus usos políticos.
O uso de algoritmos de mídia social para manipular a população e criar opiniões está se tornando parte do novo normal. Em julho de 2024 , ficou claro que jovens alemães que buscavam informações sobre partidos e candidatos no TikTok foram intencionalmente expostos a uma quantidade desproporcional de conteúdo relacionado ao partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD) , buscando aumentar sua popularidade e obter ganhos políticos claros que violam as regras que controlam a administração da propaganda eleitoral.
Existe uma rede que espalha desinformação de diferentes países, mas com uma identidade ideológica comum
Elías Said-Hung (Valência, Venezuela, 1979) é professor e pesquisador na Universidade Internacional de La Rioja. Durante anos, ele estudou profundamente os processos sociais aplicados nas redes sociais, especialmente em temas relacionados à desinformação, participação cidadã e discurso de ódio. Atualmente, ele codirige o Hatemedia, um projeto ambicioso para monitorar mensagens de ódio nas plataformas digitais de cinco dos principais veículos de mídia digital da Espanha. Após o abandono de todas as promessas de igualdade e diversidade e do combate ao discurso de ódio e à desinformação pelas grandes empresas de tecnologia nos últimos dias, é o momento perfeito para tentar entender esses movimentos.
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