A urgência de integrar ciência, política e sociedade contra a violência de gênero / Jornal da Ciência
A polarização política também tem agravado esse cenário. Em um ambiente onde discursos agressivos são normalizados e adversários passam a ser tratados como inimigos, cresce a tolerância social à misoginia e à violência. Mulheres que ocupam espaços públicos tornam-se alvos preferenciais de ataques digitais e ameaças reais, muitas vezes organizadas. A polarização alimenta desinformação, descredibiliza denúncias, enfraquece políticas de igualdade de gênero e cria um clima em que parte da população se sente autorizada a agredir, humilhar ou silenciar mulheres. Quando o debate público se radicaliza, a violência de gênero se expande e ganha novas formas.
Mas apesar desse cenário duro, há algo fundamental: a violência não é inevitável. E países como Espanha, Canadá e Austrália comprovaram isso. Eles reduziram de forma significativa os índices de violência contra mulheres quando decidiram colocar a ciência no centro da política pública. Integraram dados em sistemas nacionais, criaram mecanismos de prevenção baseados em evidências, fortaleceram abrigos e redes de acolhimento, responsabilizaram rapidamente agressores, aprimoraram tecnologias de proteção e investiram em programas educativos sobre masculinidades, direcionados a homens e meninos.
via Jornal da Ciência
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