Marcando o gênero: uma análise crítica da representação de gênero nos cabeçalhos de assunto da Biblioteca do Congresso / Library resources & technical services

Marcando o gênero: uma análise crítica da representação de gênero nos cabeçalhos de assunto da Biblioteca do Congresso / Library resources & technical services

Este estudo investigou como os binarismos de gênero foram representados e marcados, conforme demonstrado pelo número total de termos da LCSH contendo “mulheres”/“feminino” ou “homens”/“masculino”. Os resultados mostram que a LCSH apresenta um número significativamente desproporcional de termos demográficos femininos (91,4%, 2.142 termos) [por exemplo, Mulheres ativistas políticas, Mulheres reformadoras sociais, Mulheres abolicionistas, Mulheres
revolucionárias, Mulheres pioneiras, Mulheres pacifistas e Mulheres filantropas]

Uma disparidade significativa também foi observada em títulos com distinção de gênero que não possuíam termos correspondentes para o gênero oposto. Quase todos os títulos femininos (94,1%, 2.016 de 2.142) não possuíam títulos masculinos equivalentes, enquanto apenas 37,3% (75 de 201) dos títulos masculinos não possuíam termos femininos equivalentes na LCSH. Essa diferença gritante foi paralela à diferença desproporcional no número total de títulos femininos e masculinos.

#Gênero #DesigualdadeDeGênero #Indexação #ListasDeCabeçalhoDeAssunto #LCSH

Disponível em: https://journals.ala.org/index.php/lrts/article/view/8680/12040

Disparidades de gênero entre autores de publicações retratadas em periódicos médicos: um estudo transversal / PlosOne

Disparidades de gênero entre autores de publicações retratadas em periódicos médicos: um estudo transversal / PlosOne

Este estudo demonstra que as mulheres são sub-representadas entre os autores de publicações retratadas em periódicos médicos de alto impacto, particularmente em casos relacionados a má conduta e em posições de autoria chave. Essas disparidades foram observadas consistentemente na maioria das disciplinas médicas e estão alinhadas com padrões mais amplos de desequilíbrio de gênero na publicação acadêmica.

#DesigualdadeDeGênero #Retratação

Disponível em: https://journals.plos.org/plosone/article?id=10.1371/journal.pone.0335059

Viés de gênero nas práticas de revisão por pares e citação: implicações para a avaliação da pesquisa / Journal of Informetrics

Viés de gênero nas práticas de revisão por pares e citação: implicações para a avaliação da pesquisa / Journal of Informetrics

– Analisamos os trabalhos de pesquisa submetidos ao primeiro processo de avaliação italiano entre 2001 e 2003.
– Artigos de autoria feminina recebem notas mais baixas na avaliação por pares e menos citações.
– A avaliação por pares demonstra um viés de gênero mais acentuado do que a avaliação baseada em citações.
– As disparidades de gênero persistem ao longo dos períodos de citação, apesar dos efeitos a longo prazo.
– Os resultados contribuem para a formulação de políticas que promovam a equidade na avaliação da pesquisa.

#DesigualdadeDeGênero #Ciência

via Journal of Informetrics

Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.joi.2025.101762

Disparidade de gênero em cargos de liderança / Biblios

Disparidade de gênero em cargos de liderança / Biblios

Há um claro interesse da comunidade científica global neste tema de pesquisa, e um número significativo de países participa da discussão. No entanto, o Brasil entra em cena com duas décadas de atraso, mas já possui importantes conexões internacionais em suas colaborações. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estão alinhados com a discussão proposta, sugerindo que a luta pela igualdade de gênero afeta o desenvolvimento e o progresso de uma sociedade, tanto local quanto globalmente. Por fim, a interseção do tema com aspectos raciais apresentou representação limitada, demonstrando a necessidade urgente de mais pesquisas que abordem as demandas das minorias.

#DesigualdadeDeGênero #Liderança

Disponível em: https://biblios.pitt.edu/ojs/biblios/article/view/1250

Levantamento aponta que mulheres são fontes em menos de 25% das notícias / Jornal da USP

Levantamento aponta que mulheres são fontes em menos de 25% das notícias / Jornal da USP

Um levantamento com notícias publicadas em diferentes meios de comunicação pinta um cenário preocupante em termos de equidade de gênero. Na produção jornalística brasileira, a presença das mulheres como fontes dos jornalistas varia entre meros 19% e 24% das notícias. Os números correspondem, respectivamente, às notícias publicadas na internet e em jornais impressos. Eles fazem parte dos primeiros resultados da edição 2025 do Global Media Monitoring Project (GMMP) e foram apresentados nesta quarta-feira (24) na mesa de abertura do Fazendo e Desfazendo Gênero na ECA, evento da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP que anualmente promove uma jornada de debates sobre questões de gênero na comunicação.

#DesigualdadeDeGênero

via Jornal da USP

Disponível em: Levantamento aponta que mulheres são fontes em menos de 25% das notícias – Jornal da USP

O peso da desigualdade / Pesquisa Fapesp

O peso da desigualdade / Pesquisa Fapesp

Estudo publicado na revista PLOS Biology por um grupo internacional de pesquisadores mostrou como o gênero, o idioma e a origem econômica dos cientistas afetam, de forma combinada, sua capacidade de publicar trabalhos científicos. Ser mulher está associado a uma redução de até 45% no número de papers publicados em inglês na comparação com os homens. Já o efeito cumulativo de ser mulher, não falante nativa de inglês e de viver em um país de baixa renda leva a uma redução de até 70% na produção científica, em comparação aos homens falantes nativos de inglês de nações de alta renda.

“As mulheres recebem menos citações, ganham menos bolsas e têm menor probabilidade de se envolver em colaborações do que os homens. Elas também são mais propensas a interromper a carreira para cuidar de crianças”, escreveu o primeiro autor do estudo, o biólogo japonês Tatsuya Amano, pesquisador do Centro de Ciências de Biodiversidade e Conservação da Universidade de Queensland em Brisbane, Austrália, em texto publicado no site The Wire.

via Pesquisa Fapesp

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/o-peso-da-desigualdade/

Levantamento analisa diversidade racial entre mestres e doutores / Pesquisa Fapesp

Levantamento analisa diversidade racial entre mestres e doutores / Pesquisa Fapesp

A proporção de doutores pretos subiu de 1,8% do total em 1996 para 6,2% em 2021, enquanto a dos pardos cresceu de 9,7% para 23,3% no período. O antropólogo Pedro Jaime, autor do livro “Executivos Negros: Racismo e Diversidade no Mundo Empresarial”, ficou surpreso com o crescimento observado entre os pardos. Esperava um aumento maior no contingente de pretos. “É que temos observado, do ponto de vista antropológico, um deslocamento identitário ao longo do tempo no Brasil com um número maior de pessoas que se viam como pardas passando a se autodeclarar pretas”, explica.

Entre os homens, os brancos com título de doutor recebiam uma remuneração média de R$ 17.657,98, R$ 1.842 mais do que os pretos e R$ 373 mais do que os pardos. Entre as mulheres, o patamar salarial era significativamente inferior: as brancas com título de doutorado têm remuneração média de R$ 14.756,64, quase o mesmo valor recebido pelas pardas e R$ 483 mais do que as pretas.

#PósGraduação #CiênciaBrasileira #DesigualdadeRacial #DesigualdadeDeGênero

via Pesquisa Fapesp

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/levantamento-analisa-diversidade-racial-entre-mestres-e-doutores/

Recomendações para mitigar as desigualdades de gênero persistentes na avaliação das carreiras académicas / Clacso

Recomendações para mitigar as desigualdades de gênero persistentes na avaliação das carreiras acadêmicas / Clacso

Revisão dos critérios de avaliação e do tipo de informação utilizada

– Incorporar informações aos critérios de avaliação que permitam a justificativa qualitativa de interrupções ou adiamentos devido à sobrecarga de cuidadores e aos papéis de gênero, por exemplo, incorporando currículos narrativos.
– Ampliar as informações disponíveis sobre as características sociodemográficas dos candidatos para avaliar a interação entre os papéis de gênero e as carreiras acadêmicas ao longo da vida dos pesquisadores.
– Valorizar e recompensar diversas formas de divulgação e atividades científicas, além da produtividade medida por publicações revisadas por pares, e considerar os contextos pessoais e familiares nos níveis de produção, entre outros.

#MulheresNaCiência #AvaliaçãoDaCiência #DesigualdadeDeGênero

via Clacso

Disponível em: https://biblioteca-repositorio.clacso.edu.ar/handle/CLACSO/251720

Violência e desigualdade de gênero: como a escola pode ser agente de transformação / Revista Educação

Violência e desigualdade de gênero: como a escola pode ser agente de transformação

Promover a igualdade de gênero e prevenir o feminicídio exige mais que ações pontuais: requer compromisso contínuo com a transformação cultural. A escola é espaço estratégico, mas não atua sozinha. Precisamos repensar, enquanto sociedade, os papéis e estereótipos que perpetuamos, as atitudes que validamos e as omissões que não podem mais ser toleradas. Avançar depende de políticas integradas, valorização da educação e corresponsabilização entre todos. Só assim poderemos romper com padrões que naturalizam a violência e construir relações mais justas e humanas desde a infância.

#Escola #DesigualdadeDeGênero #Feminicídio

via Revista Educação

Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2025/05/14/violencia-de-genero/