Arquivos de 8 de abril de 2026

Vozes de Abya Yala: perspectivas indígenas sobre identidade e ancestralidade / Zenodo

Vozes de Abya Yala: perspectivas indígenas sobre identidade e ancestralidade / Zenodo

Vozes de Abya Yala reúne oito entrevistas com intelectuais indígenas de diferentes territórios e povos do continente, resultado da segunda temporada do projeto Caminhos de Abya Yala, coordenado por Alessandra Seixlack, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Ao longo dessas conversas, emergem pensamentos e modos de (re)existências que, embora diversos, dialogam entre si ao desafiar as narrativas ocidentais que historicamente reduziram os povos indígenas a uma história única e linear.

As vozes aqui reunidas inspiram outros caminhos para conhecer e habitar o planeta. Suas reflexões desestabilizam os centros tradicionais de produção do saber, abrindo espaço para mudanças de paradigma que tensionam o antropocentrismo ainda dominante na disciplina da História e nas Humanidades. Pensar a partir de Abya Yala é, aqui, reconhecer a potência de epistemologias que recolocam as vidas humanas e não humanas em redes de relação, responsabilidade e cuidado.

#PovosIndígenas #CulturaIndígena

Disponível em: https://zenodo.org/records/18474003

Concurso Docente: por que domínio não garante validação na prova escrita / Thiagoteca

Concurso Docente: por que domínio não garante validação na prova escrita / Thiagoteca

Os candidatos mais intelectualmente autônomos cometem um erro curioso.
Eles escrevem como pensam.
E pensar é caótico.
É associativo.
É múltiplo.
Mas concurso não é ensaio livre.
É demonstração estruturada de competência.
Se não houver arquitetura textual clara, a excelência pode até estar lá. Mas não fica evidente.
E o que não é evidente dificilmente é plenamente pontuado.

via Thiagoteca

#Concurso

Disponível em: https://thiagoteca.wordpress.com/2026/02/24/concurso-docente-dominio-nao-garante-validacao/

A biblioteca escolar e seu não-lugar, por Gabriela Pedrão / Divulga-CI

A biblioteca escolar e seu não-lugar, por Gabriela Pedrão / Divulga-CI

“Todas as bibliotecas são importantes, mas a escolar está na fase de formação do indivíduo, em um dos momentos mais importantes da vida, de desenvolvimento e de aprendizado. Especialmente quando falamos em contextos periféricos, em que as bibliotecas não são uma realidade, a BE pode ser a única oportunidade de um jovem frequentar esse espaço com assiduidade.” destaca a bibliotecária e pesquisadora Profa. Dra. Gabriela Pedrão, do Centro Universitário Claretiano.

#BibliotecasEscolares

via Divulga-CI

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-03-mar-2026/a-biblioteca-escolar-e-seu-nao-lugar-por-gabriela-pedrao/

Chamadas para revistas e eventos: Ciência da Informação, Biblioteconomia, Arquivologia, memória, Museologia e Patrimônio / Lucas Wendt

Chamadas para revistas e eventos: Ciência da Informação, Biblioteconomia, Arquivologia, memória, Museologia e Patrimônio / Lucas Wendt

Vale muito a pena conferir essa iniciativa! Depois não vale dizer que os trabalhos estão na gaveta porque não tem revista e nem eventos para mandar os trabalhos!

#RevistasCI #EventosCI #FerramentasOnline

via Lucas Wendt

Disponível em: https://docs.google.com/spreadsheets/u/1/d/e/2PACX-1vTYZpEk-Voguj0UUgZySKYkDsmvjLgkuhl-4JFyy_4DKVBoLtl1SspNci0jetAyAsMexfeehc1-UGTs/pubhtml#gid=0

Material completo de IA para Pesquisadores e Bibliotecários / Lucas Martins

Material completo de IA para Pesquisadores e Bibliotecários – Guia de Inteligência Artificial para Pesquisadores, Estudantes, Cientistas, Profissionais da Informação, Operadores do Direito e Interessados e Entusiastas / Lucas Martins

Este material é um guia para a utilização de Inteligência Artificial em bibliotecas, arquivos, centros de documentação e em unidades de informação. Ele será atualizado constantemente e inclui um mapeamento de diversas IAs que podem ser utilizadas, além da criação de chatbots e outros APP ou API. Não perca a oportunidade de participar dos nossos encontros.

#FerramentasOnline #IA #Guias

Disponível em: https://ancient-pewter-6e0.notion.site/Material-completo-de-IA-para-Pesquisadores-e-Bibliotec-rios-By-Lucas-Martins-ca25908acec444d69c32fa85751a4bcc

CNE propõe diretrizes para uso da inteligência artificial na educação brasileira / Jornal da USP

CNE propõe diretrizes para uso da inteligência artificial na educação brasileira / Jornal da USP

Segundo o Ministério da Educação (MEC), a proposta é orientar a incorporação da tecnologia de forma pedagógica, sem substituir o papel do professor. “A inteligência artificial não pode substituir o trabalho do professor em relação ao ensino, tampouco substituir o esforço do aluno em relação ao aprendizado. Ou seja, ela pode ser uma ferramenta, mas jamais pode prescindir da ação humana como protagonista. Então, a inteligência artificial é um instrumento de trabalho pedagógico, mas não é um instrumento de substituição do trabalho pedagógico do professor ou do esforço de ensino do aluno”, avalia Daniel Cara.

O documento também destaca a necessidade de que a inteligência artificial seja utilizada como instrumento de apoio ao processo de ensino e aprendizagem. Nesse contexto, o Conselho Nacional de Educação iniciou uma proposta de regulamentação do uso da tecnologia na educação brasileira. Para o docente da USP, essa iniciativa é importante, mas ainda representa apenas um primeiro passo. Ainda não há prazo definitivo para que a regulamentação entre em vigor.

#Educação #IA

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/cne-propoe-diretrizes-para-uso-da-inteligencia-artificial-na-educacao-brasileira/

Mediação da informação em museu: o que significa quando um museu decide o que você vai ver na exposição? / Thiagoteca

Mediação da informação em museu: o que significa quando um museu decide o que você vai ver na exposição? / Thiagoteca

Toda exposição de museu é o resultado de um conjunto de decisões tomadas antes da sua chegada. Alguém escolheu quais objetos entrariam. Alguém decidiu a ordem em que as salas aparecem. Alguém escreveu as legendas que explicam o que você deve entender sobre cada peça. Alguém escolheu a iluminação, a cor das paredes, a altura das vitrines. E alguém, em algum momento, decidiu o que ficaria de fora.

Existe um campo científico que estuda esse processo. Chama-se mediação da informação.

Existe uma distinção fundamental na área que vale ser explicitada aqui.

Acesso e apropriação não são a mesma coisa. Acesso significa que você entrou no museu. Que você estava na frente do objeto. Que você leu a legenda.

Apropriação significa que a informação produziu algo em você. Que ela alterou, ainda que minimamente, sua forma de entender o mundo. Que você saiu do museu com uma pergunta que não tinha quando entrou.

O objetivo da mediação bem feita não é garantir o acesso. É criar condições para a apropriação. E isso exige que o texto expositivo seja pensado não apenas como descrição técnica do objeto, mas como convite ao visitante para construir sentido.

#MediaçãoDaInformação

Disponível em: https://thiagoteca.wordpress.com/2026/03/30/mediacao-da-informacao-o-que-o-museu-decide-que-voce-vai-ver/

Bibliotecas, IA Corrosiva e o Paradoxo da Confiança / Public Library Quarterly

Bibliotecas, IA Corrosiva e o Paradoxo da Confiança / Public Library Quarterly

Integrando a IA em práticas governamentais confiáveis
– Propomos que bibliotecários trabalhem com seus governos locais para implementar as seguintes ações, baseadas em práticas bibliotecárias, para mitigar os danos corrosivos da IA:

– Aproveitando a confiabilidade das bibliotecas: Bibliotecas e bibliotecários demonstraram confiabilidade comprovada, o que pode apoiar a governança dos EUA no aprimoramento da credibilidade.

– Adotando princípios operacionais: Incorporar princípios operacionais de bibliotecas pode fortalecer as estratégias de governança contra os desafios da desinformação e das deepfakes geradas por IA.

– Combatendo a corrosão da confiança causada pela IA: Uma governança eficaz pode abordar os desafios da IA ​​generativa aplicando abordagens baseadas em Bibliotecas, Arquivos e Museus (LAM). Uma dessas abordagens é a coleta intencional de realidades locais por meio de fotonovelas, publicação de boletins informativos, histórias orais e até mesmo arquivamento de anuários.

– Reconstruindo a confiança pública: Restaurar a confiança na governança é crucial para a confiança pública e a estabilidade social. Ao construir sistemas locais que apoiem a confiança entre vizinhos, a confiança entre vizinhos em agências locais e, por fim, a atuação do governo de acordo com os desejos dos moradores locais, tanto a confiabilidade quanto a confiança podem ser alcançadas.

#Bibliotecas #IA #Confiança

Disponível em: https://doi.org/10.1080/01616846.2026.2644064

Marisa Midori retoma a discussão sobre as funções terapêuticas da leitura / Jornal da USP

Marisa Midori retoma a discussão sobre as funções terapêuticas da leitura / Jornal da USP

Recentemente, a professora Marisa Midori falou em sua coluna sobre as propriedades terapêuticas do livro. Esta semana, ela retoma o tema — e o aprofunda. “No início de março, eu apresentei alguns estudos de Régine Detambel, uma biblioterapeuta francesa que publicou, entre outros títulos, Os Livros Tomam Conta de Nós. Por uma Biblioteca Criativa, em 2015, e Ler Para Conectar. A Biblioteca em Voz Alta, de 2023. Esses livros não foram traduzidos para o português, mas isso não quer dizer que não tenhamos bons estudos sobre o tema”, inicia a colunista. “Eu gostaria de comentar o artigo publicado pelas estudiosas Livia Rezende e Jéssica Bedin na Revista da Associação Catarinense de Biblioteconomia. Em Panorama da Pesquisa em Biblioterapia no Brasil: análise dos artigos indexados na Brapci (2018-2022), as autoras discorrem sobre o conceito de biblioterapia e suas múltiplas aplicações, tanto como um exercício individual – naquela perspectiva que havíamos comentado, do livro como o momento de pausa e reflexão – mas também como uma prática de sociabilidade, mediada pela leitura”, explica a professora. “É importante ressaltar que a biblioterapia possui fundamentos científicos e, como tal, é possível identificar na terapia pelos livros três componentes essenciais: a catarse, a identificação e a introspecção”, avalia Marisa Midori.

#Biblioterapia

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/marisa-midori-retoma-a-discussao-sobre-as-funcoes-terapeuticas-da-leitura/

Desinformação afasta meninas da vacina contra o HPV no Brasil mesmo em classes mais altas, aponta estudo / Bori

Desinformação afasta meninas da vacina contra o HPV no Brasil mesmo em classes mais altas, aponta estudo / Bori

Em estados como Mato Grosso do Sul e Bahia, adolescentes de famílias mais ricas, com maior nível socioeconômico, são as que menos se vacinaram, o que chamou a atenção dos pesquisadores.

“A hesitação vacinal pode, sim, ser um dos fatores que poderiam explicar esse resultado. Outro ponto importante que pode estar relacionado é a desinformação e o consequente aumento do movimento antivacina. As redes sociais desempenham um papel importante nesse aspecto, desinformando as pessoas sobre os benefícios da vacina”, alerta o pesquisador.

Por outro lado, a escolaridade das mães também se mostrou um fator de peso na decisão. Em diversos estados, meninas filhas de mulheres com menor nível de instrução têm significativamente menos chance de serem imunizadas nos postos de saúde.

#Vacinação #Vacinas #Desinformação

via Bori

Disponível em: https://abori.com.br/saude/desinformacao-vacina-hpv-adolescentes-brasil/

Uso de IA na pesquisa científica pode prejudicar formação de novos pesquisadores / Science Arena

Uso de IA na pesquisa científica pode prejudicar formação de novos pesquisadores / Science Arena

Além da formação individual, o avanço da IA na produção científica levanta uma preocupação com a qualidade e a distinção entre pesquisadores. “A facilidade de gerar textos maravilhosos, com o inglês perfeito, torna difícil distinguir a qualidade dos pesquisadores a partir dos manuscritos submetidos para publicação”, disse Nakaya.

O resultado, segundo ele, é uma crise de autenticidade: quando um texto não é reconhecido como genuíno e sim como produto de IA. O trabalho perde valor e prestígio no campo científico.

Nesse contexto, a autenticidade pode se tornar um ativo cada vez mais valorizado na carreira científica. Para Nakaya, ela funciona como uma espécie de “moeda de troca”: o reconhecimento do esforço humano, da curiosidade genuína e da capacidade de formular perguntas originais são elementos que a IA, por ora, não consegue replicar.

via Science Arena

Disponível em: https://www.sciencearena.org/noticias/uso-de-ia-na-pesquisa-cientifica-pode-prejudicar-formacao-de-novos-pesquisadores/