Portaria do CNPq detalha diretrizes de integridade na pesquisa com o uso de inteligência artificial / Jornal da USP

Portaria do CNPq detalha diretrizes de integridade na pesquisa com o uso de inteligência artificial / Jornal da USP

No mês passado, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicou a portaria nº 2.664, de 6 de março de 2026, responsável por instituir a nova Política de Integridade na Atividade Científica. A norma, respaldada pelos atribuições do órgão definidas no decreto nº 11.229/2022, estabelece as diretrizes de integridade na pesquisa, incluindo a obrigatoriedade de declarar o uso de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa (IAG).

Segundo o professor Alan Angeluci, do Departamento de Jornalismo e Editoração e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, ambos da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP, a Portaria organiza de forma mais clara o que o conselho entende por integridade na atividade.

#IntegridadeEmPesquisa #IntegridadeCientífica

Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/portaria-do-cnpq-detalha-diretrizes-de-integridade-na-pesquisa-com-o-uso-de-inteligencia-artificial/

Integridade científica: uma sociologia das boas práticas / BBF

Integridade científica: uma sociologia das boas práticas / BBF

Esta obra oferece lições valiosas para bibliotecários que atuam em instituições acadêmicas. Demonstra que a integridade científica visa uma abordagem qualitativa e cumulativa, semelhante à promovida pela ciência aberta. A importância da boa gestão de dados e do acesso aberto aos dados de pesquisa é mencionada diversas vezes no livro, que enfatiza “a importância dada […] ao retorno aos dados originais da pesquisa ” (p. 283) no âmbito da avaliação pós-publicação. Essa transparência fortalece a confiabilidade do trabalho científico e, consequentemente, a credibilidade que ele recebe. Da mesma forma, o perfil de um cientista ético indica que ele ” assegura a reprodutibilidade de seu trabalho preservando todos os dados brutos e documentando com precisão seus métodos de pesquisa para permitir a verificação futura ” (p. 32). Dessa forma, ele evita as muitas práticas de pesquisa questionáveis ​​que envolvem gestão de dados inadequada.

#IntegridadeCientífica #BoasPráticas

Disponível em: https://bbf.enssib.fr/critiques/l-integrite-scientifique-sociologie-des-bonnes-pratiques_74166

Responsabilizar sem formar é só metade do trabalho / Limongi

Responsabilizar sem formar é só metade do trabalho / Limongi

O CNPq publicou em março de 2026 a Portaria nº 2.664 — a política de integridade científica mais abrangente já produzida por uma agência de fomento brasileira. Quarenta artigos. Oito capítulos. Um sistema que vai da advertência formal à suspensão do Currículo Lattes. Vale a leitura.

Mas o que me interessa aqui não é o que a portaria proíbe. É o que ela escolheu não fazer.

Em nenhum momento o texto menciona ferramentas de detecção de IA. Nenhuma referência a Turnitin, GPTZero ou qualquer mecanismo de rastreamento tecnológico. A IA generativa aparece no Art. 9 como um item dentro de uma política mais ampla de conduta — não como o problema central.

Essa escolha não é omissão. É posição. E é a posição correta.

#IntegridadeEmPesquisa #IntegridadeCientífica #IA #CNPq

via Limongi

Disponível em: https://substack.com/home/post/p-193131983

Política de Integridade na Atividade Científica do CNPq / CNPq

Política de Integridade na Atividade Científica do CNPq / CNPq

Art. 32. São consideradas infrações graves:
I – prática de autoplágio;
II – envio de informações inverídicas sobre eventuais infrações à Política supostamente cometidas pelos identificados no art. 4º;
III – inserção de informação inconsistente no Currículo Lattes com efeitos sobre a avaliação de produtividade do pesquisador pelo CNPq.


Art. 33. São consideradas infrações gravíssimas:
I – fabricação, falsificação ou manipulação fraudulenta de dados, procedimentos ou resultados de pesquisa;
II – prática de plágio;
III – submissão ou publicação duplicada de resultados, fragmentação indevida de resultados;
IV – participação na comercialização indevida de produção científica;
V – descumprimento de obrigações legais específicas relativas à obtenção de documentos e permissões prévias necessárias à execução da pesquisa científica;
VI – condutas discriminatórias, preconceituosas ou de assédio em processos seletivos ou nas relações profissionais no âmbito das atividades científicas.
VII – retaliação contra pessoas que tenham fornecido informações ou colaborado com apuração de suposta má conduta;
VIII – nepotismo na indicação de bolsistas em projetos de pesquisa;
IX – reincidência, no período de 5 anos, de infrações consideradas graves;
X – burla de processos avaliativos nos julgamentos do CNPq.

#IntegridadeCientífica #IntegridadeEmPesquisa

via CNPq

Disponível em: http://memoria2.cnpq.br/web/guest/view/-/journal_content/56_INSTANCE_0oED/10157/23142775

Integridade científica e segurança da pesquisa / OFIS

Integridade científica e segurança da pesquisa / OFIS

A coordenação entre as políticas de segurança da pesquisa e as políticas de integridade científica, tanto em nível nacional quanto local, visa garantir que as considerações sobre integridade científica estejam melhor integradas à prevenção e ao gerenciamento de tentativas de interferência estrangeira na pesquisa. A complementaridade dos marcos institucionais deve buscar um equilíbrio entre medidas excessivas que possam dificultar o avanço do conhecimento ou a liberdade acadêmica e medidas excessivamente brandas que seriam ineficazes diante da sofisticação dos mecanismos de interferência e da magnitude de suas consequências.

#IntegridadeCientífica

Disponível em: https://www.ofis-france.fr/wp-content/uploads/2026/02/Fevrier2026-Ofis-Note-Ingerences-Etrangeres.pdf

O que é integridade científica hoje em dia? / The Conversation

O que é integridade científica hoje em dia? / The Conversation

Num contexto em que a produção científica está sujeita a múltiplas pressões e em que teorias pseudocientíficas circulam nas redes sociais, a integridade científica surge, mais do que nunca, como um dos pilares da confiança na ciência. Convidamos você a descobrir as conclusões do livro Integridade Científica: Sociologia das Boas Práticas, de Catherine Guaspare e Michel Dubois, publicado pela PUF em 2025.

A integridade científica é uma prioridade institucional amplamente reconhecida. Para além da detecção e do tratamento de condutas científicas inadequadas, a maioria das instituições de ensino superior e de pesquisa partilha hoje o objetivo comum de promover uma cultura de boas práticas de pesquisa.

via The Conversation

Disponível em: https://theconversation.com/quest-ce-que-lintegrite-scientifique-aujourdhui-273594

Por que os autores não divulgam o uso de IA e o que as editoras devem (ou não) fazer a respeito / Scholarly Kitchen

Por que os autores não divulgam o uso de IA e o que as editoras devem (ou não) fazer a respeito / Scholarly Kitchen

Com 62% dos pesquisadores relatando o uso de IA em algum momento de seus processos de pesquisa e publicação, seria de se esperar que os editores encontrassem uma profusão de declarações e divulgações sobre o uso de IA. No entanto, apenas uma porcentagem ínfima de autores parece de fato divulgar o uso de IA. Pesquisas recentes indicam que existe uma grande quantidade de artigos publicados nos quais os autores utilizam IA sem divulgá-la. Um estudo revisou aleatoriamente 200 artigos e encontrou apenas duas declarações de autores. Essa pesquisa inicial revela um abismo entre as diretrizes e a prática.

via Scholarly Kitchen

#EscritaCientífica #IA #IntegridadeCientífica

Disponível em: https://scholarlykitchen.sspnet.org/2026/01/27/why-authors-arent-disclosing-ai-use-and-what-publishers-should-not-do-about-it/

Autores na sombra / Revista Pesquisa Fapesp

Autores na sombra / Revista Pesquisa Fapesp

Trata-se do documentário The shadow scholars, dirigido pela inglesa Eloise King, no qual as câmeras acompanham Kingori em uma viagem a Nairóbi, capital do Quênia. Por meio de entrevistas com jovens altamente instruídos da região, ela traz à luz uma história nada louvável: a indústria de trabalhos acadêmicos feitos por encomenda.

Milhares desses jovens, formados em universidades do Quênia, mas subempregados, escrevem desde trabalhos de graduação até dissertações e teses sobre assuntos diversificados, principalmente para estudantes de universidades dos Estados Unidos e da Europa. Os ghostwriters que se dedicam com mais afinco podem ganhar tanto quanto um médico em Nairóbi.

#IntegridadeCientífica #Autoria #MásCondutasCientíficas #Ghostwriters

via Revista Pesquisa Fapesp

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/autores-na-sombra/

Acesso à informação sobre boas práticas em pesquisa: Guia de Ética e integridade científica na Universidade Federal de Sergipe / PPGCI – UFS

Acesso à informação sobre boas práticas em pesquisa: Guia de Ética e integridade científica na Universidade Federal de Sergipe / PPGCI – UFS

Os resultados indicam que a elaboração do Guia de Ética e Integridade Científica evidencia a necessidade de ampliar as ações formativas sobre ética em pesquisa na UFS, alinhando-se às normativas nacionais e internacionais que regem a integridade científica. Ademais, a inexistência de um material consolidado nessa área reforça a relevância estratégica do guia, sobretudo diante de desafios contemporâneos, como o uso indevido da Inteligência Artificial em pesquisas acadêmico-científicas, que demandam posicionamentos institucionais claros em uma sociedade cada vez mais hiperconectada.

#BoasPráticas #IntegridadeCientífica

Disponível em: https://ri.ufs.br/jspui/handle/riufs/24222

Guia espanhol orienta comunicação sobre integridade científica / Science Arena

Guia espanhol orienta comunicação sobre integridade científica / Science Arena

O foco da divulgação científica costuma recair nos resultados de pesquisas, enquanto os processos que lhes conferem legitimidade ficam em segundo plano.

“Ao mostrar que erros, revisões e ajustes fazem parte do processo científico, a comunicação ajuda a construir uma visão mais realista da ciência, reduzindo o risco de interpretações simplistas que possam ser usadas para desacreditá-la”, escrevem os autores do guia publicado pela Fundação Espanhola para a Ciência e Tecnologia.

#IntegridadeCientífica #ComunicaçãoCientífica #ComunicaçãoCientífica

via Science Arena

Disponível em: https://www.sciencearena.org/noticias/guia-espanhol-orienta-comunicacao-sobre-integridade-cientifica/

Integridade na Pesquisa Científica / Biblios

Integridade na Pesquisa Científica / Biblios

Destaca-se que, embora existam códigos de conduta estabelecidos e discussões crescentes sobre o tema, a plena implementação e internalização dessas diretrizes permanecem desafiadoras. Instituições, periódicos científicos e eventos internacionais desempenham papéis cruciais na promoção de práticas responsáveis. (…) Promover a integridade da pesquisa é uma responsabilidade compartilhada que requer esforços coordenados e ações integradas. As instituições devem criar ambientes que promovam práticas responsáveis, enquanto periódicos científicos estabelecidos buscam cada vez mais aprimorar seus processos de revisão por pares.

#IntegridadeCientífica #IntegridadeEmPesquisa

Disponível em: https://biblios.pitt.edu/ojs/biblios/article/view/1217

Suspeita de uso não declarado de inteligência artificial na literatura acadêmica / Arxiv

Suspeita de uso não declarado de inteligência artificial na literatura acadêmica

O consenso da comunidade editorial acadêmica é que tal uso deve ser declarado no artigo publicado. A Academ-AI documenta exemplos de suspeita de uso não declarado de IA na literatura acadêmica, discerníveis principalmente devido ao aparecimento em artigos de pesquisa de palavreado idiossincrático característico de chatbots baseados em modelos de linguagem grande (LLM). Esta análise dos primeiros 500 exemplos recolhidos revela que o problema é generalizado, penetrando nas revistas e anais de conferências de editoras altamente respeitadas. A IA não declarada parece aparecer em periódicos com métricas de citação mais altas e taxas de processamento de artigos (APCs) mais altas, precisamente aqueles veículos que deveriam teoricamente ter os recursos e a experiência para evitar tais descuidos.

#ComunicaçãoCientífica #IA #IntegridadeEmPesquisa

Disponível em: https://arxiv.org/abs/2411.15218