Wikifavelas: O dilema de uma plataforma atacada por robôs / Outras palavras

Wikifavelas: O dilema de uma plataforma atacada por robôs / Outras palavras

No primeiro semestre de 2025, a plataforma Wikifavelas, instância MediaWiki do projeto Dicionário de Favelas Marielle Franco, começou a apresentar picos de lentidão e quedas misteriosas que se assemelhavam a ataques de Negação de Serviço (mais conhecido pela sua sigla em inglês DDoS-Attack – Distributed Denial of Service). A equipe de TI, então, começou a investigar a causa do problema, dado que o número de usuários diários à plataforma não era grande o suficiente para implicar em indisponibilidade do sistema. Foi ao acessar o log que se descobriu um culpado inusitado para essa indisponibilidade do site: web-crawlers, robôs raspadores de páginas web de grandes empresas atuantes no ramo de IA, como OpenAI (dona do ChatGPT) e Google (responsável pela plataforma Gemini).

#Intenet #IA #Bots

via Outras Palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/wikifavelas-o-dilema-de-uma-plataforma-atacada-por-robos/

Os bots de IA parecem estar substituindo o tráfego humano nos sites dos editores / Press Gazette

Os bots de IA parecem estar substituindo o tráfego humano nos sites dos editores / Press Gazette

O tráfego humano para sites de editores está em declínio, de acordo com dados da startup de licenciamento de IA Tollbit.
O último relatório “State of the Bots” da Tollbit fornece um panorama da atividade de rastreadores web de IA em seus aproximadamente 400 sites parceiros.
No período de abril a junho deste ano, esses sites – uma ampla amostra de editores que cobrem estilo de vida do consumidor, notícias e títulos de interesse especial – registraram uma queda de 9,4% nas solicitações de páginas originadas por humanos em comparação aos três meses anteriores.
Enquanto isso, as solicitações de bots de IA aumentaram acentuadamente, representando uma em cada 50 visitas, ante uma em cada 200 no início de 2025.

#Internet #IA #Google

Disponível em: https://pressgazette.co.uk/comment-analysis/human-traffic-down-bot-traffic-up-tollbit/

Estudo sobre o Link Rot descobre que mais de 1/3 dos sites de 2013 desapareceram / Boing Boing

Estudo sobre o Link Rot descobre que mais de 1/3 dos sites de 2013 desapareceram / Boing Boing

Um estudo sobre a decadência digital, o fenômeno do desaparecimento lento de sites da web, descobriu que 38% dos sites que estavam online em 2013 já não estão mais disponíveis. O estudo When Online Content Disappears descobriu que 8% dos sites de apenas dois anos atrás não estão mais acessíveis. O fenômeno foi rastreado por meio da degradação de links de sites de notícias e da Wikipédia.

23% das páginas de notícias contêm pelo menos um link quebrado, assim como 21% das páginas de sites governamentais. Sites de notícias com alto nível de tráfego e aqueles com menos tráfego têm a mesma probabilidade de conter links quebrados. Páginas de governos locais (aquelas pertencentes a governos municipais) têm maior probabilidade de ter links quebrados.
54% das páginas da Wikipédia contêm pelo menos um link na seção “Referências” que aponta para uma página que não existe mais.

#Intenet #Wikipedia #PreservaçãoDigital

via Boing Boing

Disponível em: https://boingboing.net/2025/09/16/link-rot-study-finds-more-than-1-3-websites-from-2013-are-gone.html?utm_source=chatgpt.com

Tempo gasto na internet supera 33 horas semanais e revela novos hábitos de uso digital / Information Management

Tempo gasto na internet supera 33 horas semanais e revela novos hábitos de uso digital / Information Management

Dados recentes do Relatório Digital 2025 Global Statshot indicam que 5,64 bilhões de pessoas estavam conectadas à internet no início de abril de 2025, o que equivale a 68,7% da população mundial. Esse número representa uma expansão contínua, com crescimento anual de 2,6% e 144 milhões de novos usuários em doze meses.

O uso crescente de redes sociais acompanha esse movimento, com 5,31 bilhões de identidades ativas registradas globalmente em abril de 2025, o equivalente a 64,7% da população mundial e 94,2% dos usuários de internet. A média global é de sete plataformas acessadas por usuário mensalmente, com crescimento de 4,7% no último ano.

#Internet

via Information Management

Disponível em: https://docmanagement.com.br/08/08/2025/tempo-gasto-na-internet-supera-33-horas-semanais-e-revela-novos-habitos-de-uso-digital/

Adeus a Web que conhecíamos… valeu a pena salvá-la? / Enrique Dans

Adeus a Web que conhecíamos… valeu a pena salvá-la?

A web já está morta, mas quase ninguém sabe disso. Várias gerações de nós cresceram acreditando que a web era um espaço de liberdade, criatividade e conexões abertas. Mas essa ilusão se dissipou anos atrás: primeiro, as estratégias de publicidade intrusivas, depois, os algoritmos de grandes corporações como Google, Meta e sua lista interminável de parceiros que nos espionavam constantemente, tomando cada byte da nossa atenção para revendê-lo ao maior lance. A web como refúgio, exploração ou descoberta tornou-se uma armadilha inesgotável de anúncios, rastreadores e manipulação constante. Não era mais a rede que amávamos.

#Web #Internet #IA #MediaçãoAlgorítmica

via Enrique Dans

Disponível em: https://www.enriquedans.com/2025/07/adios-a-la-web-que-conocimos-merecia-la-pena-salvarla.html

Brasileiro passa mais tempo nas telas do que dormindo / Estado de Minas

Brasileiro passa mais tempo nas telas do que dormindo

O brasileiro está entre os campeões mundiais em tempo de exposição a telas. De acordo com o relatório Digital 2024, produzido pelo site especializado Data Reportal, o tempo médio diário de conexão à internet no país é de 9 horas e 32 minutos por pessoa – o segundo maior do mundo. O número supera, inclusive, o tempo médio recomendado de sono por especialistas (cerca de 7 a 8 horas por noite), o que significa que o brasileiro passa mais tempo diante de telas do que descansando.
O dado contrasta com o acesso à tecnologia: embora o Japão seja um dos países mais desenvolvidos tecnologicamente, apresenta uma das menores médias de tempo de tela. Isso sugere que o uso excessivo de dispositivos não está necessariamente ligado ao nível de desenvolvimento digital, mas sim a fatores culturais, sociais e comportamentais.

via Estado de Minas

Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/2025/06/7173315-brasileiro-passa-mais-tempo-nas-telas-do-que-dormindo.html

Por que se ataca o Comitê Gestor da Internet? / Outras palavras

Por que se ataca o Comitê Gestor da Internet?

As bancadas conservadoras da Câmara dos Deputados lançaram, há semanas, campanha contra um dos órgãos de gestão da internet mais conceituados e repeitados em todo o mundo: o CGI-Brasil. Em meio à carência constante de verbas para a Ciência e Tecnologia, o CGI tem se destacado por lançar mão de arranjos sábios para cumprir sua missão. É ela que as bancadas conservadoras atacam – enquanto defendem uma internet “sem controles”, ou seja, totalmente prostrada à lógica de lucro máximo das big techs.

#Internet #BigTechs

via Outras Palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/por-que-se-ataca-o-comite-gestor-da-internet/

30 anos de internet comercial no Brasil: o que mudou desde então? / Olhar Digital

30 anos de internet comercial no Brasil: o que mudou desde então?

Nesta quinta-feira (1), a internet comercial completa 30 anos de existência no Brasil. Foi nesse dia que a Embratel, então estatal, permitiu que a população brasileira acessasse a web. Antes disso, foram 250 usuários que participaram de testes.

Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), dados de agosto de 2024 dão conta de que a internet esteve presente em 92,5% (72,5 milhões) dos lares brasileiros no ano anterior.

#Internet

via Olhar Digital

Disponível em: https://olhardigital.com.br/2025/05/01/internet-e-redes-sociais/30-anos-de-internet-comercial-no-brasil-o-que-mudou-desde-entao/

A história da internet no Brasil / Ciência e Cultura

A história da internet no Brasil

A internet deu seus primeiros passos no Brasil em 1988, conectando universidades e centros de pesquisa. O Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), no Rio de Janeiro, foi pioneiro ao estabelecer uma conexão com a Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Nesse mesmo ano, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) lançou o Alternex, um provedor que permitiu o acesso regular à internet para centros de pesquisa e universidades.

Em 1989, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) criou a Rede Nacional de Pesquisa (RNP) para implementar uma infraestrutura de internet pelo país. Até 1995, a RNP atuou principalmente na comunidade acadêmica e de pesquisa.

#Internet

via Ciência e Cultura

Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=7699

O erro que deu início à internet / BBC

O erro que deu início à internet

O dia era 29 de outubro de 1969. Dois cientistas a cerca de 560 km de distância conectaram seus computadores e começaram a digitar uma mensagem. Eles trabalhavam em um sistema chamado Arpanet – a sigla em inglês para Rede da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada.

Financiado pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o projeto pretendia criar uma rede que pudesse compartilhar dados diretamente, sem a necessidade de linhas telefônicas. No seu lugar, o sistema usava um método de fornecimento de dados chamado “comutação de pacotes”, que, anos mais tarde, formaria a base da internet moderna.

via BBC

#Internet

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cz0m3xk0mzvo

Acesso à internet no Brasil reproduz desigualdades e exige políticas públicas / Observatório de Imprensa

Acesso à internet no Brasil reproduz desigualdades e exige políticas públicas

Se, de um lado, aumentou o número de residências conectadas à grande rede ao longo das duas últimas décadas – saindo de apenas 13% dos lares urbanos em 2005 para 85% em 2024 –, por outro, a diferença no acesso e na qualidade da conexão ainda é marcante, mesmo após 20 anos. Alguns dados merecem destaque, pois escancaram a realidade de um país que ainda está distante da universalização do acesso à internet.

A disparidade já começa quando se faz um recorte de classes sociais. A internet está presente em todos os domicílios de renda mais alta (classe A). Já entre a população de baixa renda (classes D e E), o acesso chega a apenas 68% dos lares.

via Observatório de Imprensa

#Desigualdade #Internet

Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/digital/acesso-a-internet-no-brasil-reproduz-desigualdades-e-exige-politicas-publicas/