Crescem os apelos por novas diretrizes sobre restos mortais em museus / Museums Journal

Crescem os apelos por novas diretrizes sobre restos mortais em museus / Museums Journal

Segundo o jornal The Guardian, “dos 28.914 itens com restos humanos que se sabe terem origem fora da Europa, 11.856 foram identificados como provenientes da África, 9.550 da Ásia, 3.252 da Oceania, 2.276 da América do Norte e 1.980 da América do Sul”.

A pesquisa revelou que o Museu de História Natural de Londres possui a maior coleção de restos mortais não europeus, com pelo menos 11.215 itens, enquanto a Universidade de Cambridge tem a segunda maior, com pelo menos 8.740 itens em seu laboratório Duckworth, incluindo 6.223 restos mortais que se sabe serem originários da África.

Cerca de 100 museus conseguiram divulgar um número exato ou estimado de indivíduos representados em suas coleções, totalizando aproximadamente 79.334. As demais instituições não puderam fornecer uma estimativa devido à mistura de restos mortais ou lacunas na documentação.

#Museus #RestosMortais

via Museums Journal

Disponível em: https://www.museumsassociation.org/museums-journal/news/2026/03/growing-calls-for-new-guidance-on-human-remains-in-museums/#

O silêncio perante as armas apontadas ao patrimônio / A.muse.arte

O silêncio perante as armas apontadas ao patrimônio / A.muse.arte

Quando museus, bibliotecas ou centros culturais são silenciados por medo, censura ou instabilidade, a situação afeta o tecido social e interpela a responsabilidade coletiva na sua denúncia e na defesa da sua reabertura em segurança. Isto é válido tanto para cenários de guerra e instabilidade – no Irão, na Ucrânia, em Gaza, em Mianmar ou no Congo – como para contextos marcados por catástrofes naturais, como as que acabam de atingir o centro de Portugal. Em todos estes casos, a fragilização dos espaços culturais traduz uma vulnerabilidade ainda mais ampla das comunidades em que se inserem.

Assim sendo, a questão que se coloca à comunidade museológica internacional diz respeito à coerência entre princípios declarados e práticas institucionais. Nas últimas décadas, a museologia tem insistido na dimensão social e ética dos museus. Longe da neutralidade outrora reivindicada, as instituições culturais participam na esfera pública enquanto mediadoras de valores, identidades e conflitos (Sandell & Nightingale, 2012). O debate em torno do museum activism, entendido como responsabilidade social, consolidou a ideia de que o museu é também um agente ético (Janes & Sandell, 2019).

#Museus #Patrimônio

via A.muse.arte

Disponível em: https://amusearte.hypotheses.org/13135

Museu Britânico, em Londres, retira palavra “Palestina” de exposição sobre antigo Médio Oriente / CCA

Museu Britânico, em Londres, retira palavra “Palestina” de exposição sobre antigo Médio Oriente / CCA

O Museu Britânico, em Londres, retirou a palavra “Palestina” do percurso expositivo dedicado ao antigo Médio Oriente, na sequência de queixas sobre a sua utilização para descrever uma região e civilização, noticiou o jornal The Telegraph.

Segundo o jornal, hoje citado pelas agências internacionais, os mapas e painéis informativos do museu referentes ao antigo Egito e aos navegadores Fenícios tinham escrita a palavra “Palestina” para designar a costa oriental do Mediterrâneo, e alguns povos estavam descritos como “de ascendência palestiniana”.

O Museu Britânico decidiu fazer alterações no seguimento de uma carta que recebeu da associação UK Lawyers for Israel (Advogados do Reino Unido por Israel), segundo a qual “aplicar um único nome – Palestina – retrospetivamente a toda uma região, ao longo de milhares de anos, apaga as mudanças históricas e cria uma falsa ideia de continuidade”.

#Exposição #Museus #Palestina

via CCA

Disponível em: https://comunidadeculturaearte.com/museu-britanico-em-londres-retira-palavra-palestina-de-exposicao-sobre-antigo-medio-oriente/

A arte e a memória dos povos indígenas nos museus brasileiros / Ciência & Cultura

A arte e a memória dos povos indígenas nos museus brasileiros / Ciência & Cultura

A história e a arte dos povos indígenas no Brasil são fundamentais não apenas para compreender a riqueza e a diversidade cultural do país, mas também para valorizar a resistência e a resiliência dessas populações ao longo dos séculos. Nos museus brasileiros, essas histórias são contadas de formas cada vez mais inclusivas e autênticas, com a participação ativa das próprias comunidades indígenas.

Como afirmou a liderança indígena Cícero Pereira, do povo Kanindé, o museu é “a história que tinha lá atrás, é o que a gente tem aqui. O museu pros Kanindé é vida”. Para muitas comunidades, os museus funcionam como centros de documentação que ajudam na preservação e na transmissão dos saberes tradicionais, sendo um ponto de encontro entre as gerações mais velhas, que guardam o conhecimento ancestral, e os mais jovens, que começam a entender sua identidade e herança cultural de forma mais consciente.

#Museus #PovosIndígenas #CulturaIndígena

via Ciência & Cultura

Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=8916

Museus para o futuro? Notas sobre a museologia em construção nos Emirados Árabes Unidos / A.Muse.Arte

Museus para o futuro? Notas sobre a museologia em construção nos Emirados Árabes Unidos / A.Muse.Arte

A literatura internacional enfatiza que os museus contemporâneos devem assumir um papel ativo na coprodução de conhecimento, na inclusão de múltiplas vozes comunitárias e na construção de cidadania cultural (Simon, 2010; Sandell, 2012). Contudo, muitos museus dos Emirados adotam modelos top-down, orientados por narrativas oficiais, com pouca margem para participação crítica, colaboração comunitária ou diversidade interpretativa. Esta ausência torna-se mais visível à medida que o país investe em museografias cada vez mais imersivas. A inovação técnica não compensa a falta de envolvimento social. A maturidade museológica futura dependerá da capacidade de equilibrar experiência, tecnologia e participação.

#Museus

via A.Muse.Arte

Disponível em: https://amusearte.hypotheses.org/12595

Os Museus e os Desafios da Sustentabilidade no Século XXI. Os contextos de exposição, a partir do caso do Museu Calouste Gulbenkian / FLUP

Os Museus e os Desafios da Sustentabilidade no Século XXI. Os contextos de exposição, a partir do caso do Museu Calouste Gulbenkian / FLUP

A desmontagem da exposição permanente foi perspetivada como uma oportunidade estratégica para a implementação de práticas sustentáveis, com um planeamento cuidadoso relativo à transferência das obras para a reserva e aos materiais de apoio expositivo que ficam nas galerias. Neste contexto, foi desenvolvido um procedimento adaptado ao desafio principal – o destino de todos os materiais de apoio -, que culminou na proposta de um inventário completo, capaz de oferecer uma solução sustentável, enquanto elemento orientador para futuras intervenções museológicas.
A integração de práticas sustentáveis nos museus enfrenta, ainda, obstáculos logísticos e estéticos, mas existem avanços promissores. O relatório propõe a sustentabilidade como missão contínua e integrada na gestão museológica, promovendo uma cultura institucional consciente e resiliente perante os interesses de preservação e os urgentes desafios ambientais.

#Museus #Sustentabilidade

Disponível em: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/169506

Contribuições de Maurice Bazin para o debate sobre a relação museu-escola por meio da divulgação científica / Transinformação

Contribuições de Maurice Bazin para o debate sobre a relação museu-escola por meio da divulgação científica / Transinformação

A partir da categoria “Relação museu-escola”, verificou-se mudanças ocorridas nas décadas de 1980 e 1990 em relação às ações dos museus de ciências para a educação formal. As atividades desses espaços passaram a integrar a participação ativa de professores de Ciências, além da oferta de cursos de formação continuada com caráter reflexivo, extrapolando a abordagem de conteúdos curriculares – reflexos da influência de Bazin, em consonância com o movimento de desescolarização dos museus no Brasil ocorrido na época. Salienta-se, portanto, a importância da continuidade de ações que promovam a consolidação de parcerias entre os museus de ciências e as escolas.

#Museus #DivulgaçãoCientífica

Disponível em: https://doi.org/10.1590/2318-0889202537e2513155

Mediação da informação em museus: concepções a partir dos textos da exposição / Thiago Giordano

Mediação da informação em museus: concepções a partir dos textos da exposição / Thiago Giordano

“Mediação da informação em museus: concepções a partir dos textos da exposição” investiga como os discursos escritos presentes em exposições moldam experiências, constroem sentidos e medeiam relações entre patrimônio e público. A obra analisa o papel dos textos museográficos como instrumentos de mediação da informação, destacando seu potencial de aproximar saberes, estimular reflexões e democratizar o acesso à cultura. Fundamentado em aportes teóricos da Ciência da Informação e da Museologia, o livro examina concepções de mediação aplicadas ao contexto museal, evidenciando a dimensão política, cognitiva e afetiva dos textos expositivos. 

#MediaçãoDaInformação #Museus #Exposições

Disponível em: http://eprints.rclis.org/47142/

Desafios na convergência e colaboração entre bibliotecas, arquivo e museu: o caso da Universidade de Aveiro / Estudo Geral – UC

Desafios na convergência e colaboração entre bibliotecas, arquivo e museu: o caso da Universidade de Aveiro / Estudo Geral – UC

Conclui-se que perceber os obstáculos e desafios na convergência orgânica e no labor dos profissionais da informação é essencial para a efetiva integração de metainformação e eventual solução de integração tecnológica, pelo que esta investigação tem perspectivas de futuro desenvolvimento, nomeadamente através da elaboração de um plano de convergência entre os três sistemas de informação: bibliotecas, arquivo e museu da Universidade de Aveiro.

#Bibliotecas #Arquivos #Museus

Disponível em: https://estudogeral.uc.pt/handle/10316/120012

Educação e Mediação no museu de arte contemporânea: Um projeto para o futuro MUZEU / FLUP – Museologia

Educação e Mediação no museu de arte contemporânea: Um projeto para o futuro MUZEU / FLUP – Museologia

Este projeto de Mestrado em Museologia, desenvolvido na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, propõe uma política de educação e de mediação para o futuro MUZEU: pensamento e arte contemporânea dst, na cidade de Braga. Pretende demonstrar o papel central da educação e da mediação como pilares fundamentais na aproximação entre os museus de arte contemporânea e os seus públicos.

#MediaçãoMuseal #MediaçãoCultural #Museus #PolíticaEducativa

Disponível em: https://repositorio-aberto.up.pt/handle/10216/168955

Museus, qual é a sua pontuação da Geração Z? / American Alliance of Museums

Museus, qual é a sua pontuação da Geração Z? / American Alliance of Museums

Como diz o ditado, “o que é medido, é feito”. Com base em pesquisas com os parceiros da Made By Us, os museus observam um aumento médio de 25% no engajamento de jovens adultos após a adesão à rede — um ótimo resultado. No entanto, também queríamos entender as contribuições, ou seja, as maneiras pelas quais os museus investiram em serviços para jovens adultos até o momento, especificamente:

O que os jovens querem ver nos museus?
Que investimentos os museus fizeram para atender a esse público?
Quais práticas internas e externas os museus adotaram ou não?
Podemos estabelecer uma linha de base para a área agora que também possa nos ajudar a mensurar o progresso no futuro?

#Museus #GeraçãoZ

Disponível em: https://www.aam-us.org/2025/07/25/museums-whats-your-gen-z-score/

Quatro Direitos Digitais das Instituições de Memória / Uvejota

Quatro Direitos Digitais das Instituições de Memória / Uvejota

– Colecionar materiais digitais, seja por meio da digitalização de coleções físicas, seja por meio de compra comercial ou qualquer outro meio legal.
– Preservar coleções digitais e, quando necessário, repará-las, fazer backup ou reformatá-las para garantir sua existência e acessibilidade contínuas.
– Fornecer acesso controlado a materiais digitais para técnicas avançadas de pesquisa e aos usuários onde quer que estejam: online.
– Cooperar entre instituições, compartilhando ou transferindo coleções digitais para auxiliar na preservação e no acesso.

#BibliotecasDigitais #Bibliotecas #Arquivos #Museus #Memória

Disponível em: https://uvejota.com/articles/6428/cuatro-derechos-digitales-de-las-instituciones-de-la-memoria/