O Boletim Anual de Destaques do DOAJ 2025 abrange uma série de atualizações do DOAJ (Diretório de Periódicos de Acesso Aberto), incluindo uma retrospectiva do ano feita pela Diretora Executiva, Joanna Ball, dados relevantes sobre nossos aplicativos e periódicos, bem como uma visão geral de alguns dos projetos e trabalhos de divulgação que ocorreram em 2025, incluindo nosso programa de Embaixadores e nosso foco no Acesso Aberto Diamante em 2025.
O maior indício de que algo foi escrito por IA / The Atlantic
Talvez a escrita humana se torne como queijo curado em pano ou tapetes feitos à mão, um produto artesanal criado com esforço. Talvez passemos a valorizar a escrita antiga. Herman Melville, George Orwell, Toni Morrison — todos autênticos. Uma escrita como essa será um registro fossilizado de um tipo de processo de pensamento que enterramos sem perceber. (…). Ou talvez o que realmente queremos sejam comunicações fluentes, pontuais e sem qualquer indício de confusão, dúvida ou conflito interno — que reforcem nossa imagem de afáveis, eficientes e, universalmente, ainda que superficialmente, sábios. Mas, pelo menos, devemos saber o que estamos sacrificando.
Os benefícios da IA não podem encobrir as discussões éticas, sociais e políticas da tecnologia / Observatório de Imprensa
A capacidade humana de imaginar uma inteligência artificial vem de tempos muito distantes e, desde então, fascínio, medo e curiosidade se misturam nessa que é uma das jornadas mais instigantes na história da humanidade. O conceito de criaturas artificiais e realistas data de pelo menos 2,7 mil anos atrás, segundo disse em entrevista ao site da Universidade Stanford Adrienne Mayor, historiadora de ciência e autora do livro “Gods and Robots: Myths, Machines, and Ancient Dreams of Technology”. “Muito antes de os avanços tecnológicos tornarem os dispositivos autônomos possíveis, ideias sobre a criação de vida artificial e robôs foram exploradas em mitos antigos”, afirmou. Como exemplo, ela cita que as primeiras referências à Inteligência Artificial, robôs e autômatos aparecem nas obras dos poetas gregos Hesíodo e Homero, em algum momento entre 750 e 650 a.C.
A Paleontologia brasileira: uma análise cientométrica a partir do Currículo Lattes / Múltiplos Olhares em Ciência da Informação
A presente pesquisa buscou realizar uma análise cientométrica da Paleontologia no Brasil a partir de dados coletados no Currículo Lattes. O objetivo geral desta dissertação é analisar diacronicamente o campo científico da Paleontologia e por meio de um estudo cientométrico – o que será explicitado a partir das informações pessoais dos pesquisadores coletadas em seus perfis e da literatura científica produzida e cadastrada no Currículo Lattes da Plataforma Lattes.
Na encruzilhada da informação: Exu e o percurso informacional de Carolina Maria de Jesus / PPGCI – UFBA
Os resultados do estudo apontam que o percurso informacional de Carolina Maria de Jesus (1914-1977) é marcado por busca ativa de conhecimento, leitura, escrita e observação crítica do cotidiano, transformando experiências de violência e marginalização em saber, resistência e expressão intelectual. Seu perfil, práticas e transinformação revelam como sujeitos historicamente oprimidos podem construir consciência, memória e transformação social por meio da informação.
Os slides discutem a passagem da autoria para a autoridade na comunicação científica, mostrando que o reconhecimento acadêmico não deve depender apenas da assinatura em trabalhos ou do prestígio das revistas, mas da efetiva contribuição, responsabilidade ética e mérito dos autores. A apresentação problematiza práticas como autoria fantasma, colaborações pouco transparentes, compra de produção acadêmica, conflitos de interesse e uso estratégico do capital simbólico no campo científico, destacando a diferença entre auctoritas (autoridade construída por reputação, experiência e ações) e potestas (poder formal ligado a cargos e posições). Também defende a identificação clara das contribuições de cada autor, com referência à taxonomia CRediT, e conclui que a próxima grande transformação da comunicação científica não será apenas tecnológica, ligada à inteligência artificial ou à internet, mas sobretudo ética, baseada em transparência, responsabilidade e integridade.
Capes publica portaria que revoga dispositivos que obrigavam restituição de valores de bolsas nos casos de não titulação nos programas Demanda Social / UEPB
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) publicou a Portaria nº 180, de 27 de abril de 2026, divulgada no Diário Oficial da União em 28 de abril de 2026. A norma revoga dispositivos que previam a obrigatoriedade de devolução de bolsas em casos de não titulação nos programas Demanda Social (DS), Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (Prosup) e Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições Comunitárias de Educação Superior (Prosuc).
Ciência de fronteira exige risco, mas Brasil ainda pune o fracasso / Science Arena
Avaliadores podem rejeitar propostas que desafiam paradigmas estabelecidos, especialmente quando essas propostas cruzam fronteiras disciplinares e escapam aos critérios de avaliação tradicionais e consagrados.
O resultado é um sistema cuja estrutura muitas vezes pune o risco. As métricas de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), principal órgão de avaliação da pós-graduação no Brasil, focam em resultados rápidos e impacto mensurável. Projetos com potencial inovador, mas com mais chances de insucesso, nem sempre encontram ambiente favorável à aprovação.
Edgar Morin: Compreendendo a Complexidade da Vida / Filosofia & Co
A morte de Edgar Morin, aos quase 105 anos, marca o falecimento de uma das grandes figuras intelectuais do século XX e início do século XXI. Sua vida testemunhou guerras, fascismo, comunismo, cultura de massas e crises ecológicas. Mas ele não foi apenas uma testemunha: transformou essa experiência em uma forma de pensar.
Por que as bibliotecas são mais importantes do que nunca para a democracia: questões legais e políticas que afetam o futuro do conhecimento público / Law Review Online
As bibliotecas são instituições fundamentais para a gestão de nossos recursos e infraestrutura de conhecimento público. No entanto, muitas vezes negligenciamos, subestimamos e até mesmo compreendemos erroneamente os múltiplos papéis e a importância fundamental das bibliotecas em nosso sistema político democrático e sistema jurídico constitucional. Parte do objetivo do trabalho foi destacar as muitas maneiras essenciais e insubstituíveis pelas quais as bibliotecas atuam, frequentemente nos bastidores, para garantir que o público tenha acesso consistente a conhecimento de alta qualidade e, portanto, a capacidade de manter o poder contra a opressão governamental e outras formas de opressão.
Busca acadêmica por IA e o elo perdido na descoberta de literatura / Aaron Tay
Mas minha tese é que, na profissão de bibliotecário hoje, o suporte à busca tornou-se mais visível e focado em duas áreas principais⁸ . De um lado, está a alfabetização informacional (AI) para alunos de graduação. Do outro, a síntese de evidências, especialmente nas ciências da saúde. Entre elas, encontra-se o pesquisador comum: o professor, o estudante de doutorado, o pós-doutorando, o pesquisador de políticas públicas ou o redator de propostas de financiamento que não está realizando uma revisão sistemática, mas ainda assim precisa de uma descoberta bibliográfica mais eficaz do que a proporcionada por uma busca básica em bases de dados.
Se os bibliotecários não se fizerem presentes nesse espaço, os pesquisadores não esperarão (na verdade, já não estão esperando). Eles usarão Undermind, Elicit, Consensus, Asta Paper Finder 9 , Google Scholar, Claude, ChatGPT, Semantic Scholar, Research Rabbit, Connected Papers, alertas de citação, PDFs de colegas e tudo o mais que funcionar. Eles construirão seus próprios fluxos de trabalho de descoberta, com ou sem a nossa ajuda.
Este artigo questiona o conceito de tecnofeudalismo e propõe o tecnocapitalismo periférico como alternativa analítica. A partir de uma perspectiva marxista articulada à Economia Política da Comunicação latino-americana, argumenta-se que o capitalismo digital não supera, mas reconfigura a lógica capitalista. Avançando em relação a Morozov (2022; 2023) e Yan (2024), o artigo integra a materialidade institucional das plataformas, o papel constitutivo da atenção e da desinformação na valorização digital e as formas específicas de dependência infraestrutural, assimetria regulatória e colonialismo de dados que marcam a inserção do Sul Global no tecnocapitalismo.
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