Home

Um framework para avaliar a confiabilidade das descobertas da pesquisa científica / PNAS

Um framework para avaliar a confiabilidade das descobertas da pesquisa científica / PNAS

Um intenso debate surgiu sobre a confiabilidade dos resultados de pesquisas científicas em diversas áreas. A pergunta “o que torna os resultados de uma pesquisa confiáveis?” suscita respostas diferentes dependendo da ênfase dada à integridade e ética da pesquisa, aos métodos de pesquisa, à transparência, à inclusão, à avaliação e revisão por pares ou à comunicação acadêmica. Cada uma dessas perspectivas oferece uma visão parcial. Propomos uma abordagem sistêmica que se concentra em verificar se a pesquisa é responsável, avaliável, bem formulada, se foi avaliada, se controla vieses, se reduz erros e se as afirmações são justificadas pelas evidências. Vinculamos cada um desses componentes a indicadores mensuráveis ​​de confiabilidade para avaliar a própria pesquisa, os pesquisadores que a conduzem e as organizações que a apoiam. Nossos objetivos são oferecer uma estrutura que possa ser aplicada a diferentes métodos, abordagens e disciplinas e fomentar a inovação no desenvolvimento de indicadores de confiabilidade. O desenvolvimento de indicadores válidos aprimorará a condução e a avaliação da pesquisa e, em última análise, a compreensão e a confiança do público.

#FontesDeInformação #PesquisaCientífica #IntegridadeEmPesquisa #ÉticaNaPesquisa

Disponível em: https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2536736123

Métodos de revisão em publicações em educação no Brasil: usos e silêncios (2000-2016) / Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos

Métodos de revisão em publicações em educação no Brasil: usos e silêncios (2000-2016) / Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos

Este artigo apresenta os resultados de uma pesquisa que problematizou os estudos de revisão na área de Educação e que foi referenciada pela revisão sistemática, cujo objetivo é identificar e analisar as evidências das pesquisas, em um conjunto pré-determinado de fontes, conforme critérios específicos. (…) Os critérios para a composição do corpus incluíram a presença de termos alusivos à revisão e/ou análise bibliográfica no título e nas palavras-chave dos textos fontes. Ao todo foram mapeadas 113 publicações e, nesse universo, o recorte proposto deu relevo a 37 delas, em face do distanciamento observado quanto aos regramentos compartilhados pela literatura especializada que balizou a pesquisa relatada. Evidenciou-se que, apesar do uso crescente dos métodos de revisão, nem todas as produções compartilham os aspectos sinalizados em parte importante da bibliografia, inclusive quanto às tipologias, suas diferenças e seus usos no campo da Educação. Isso resulta em níveis diferentes de profundidade, notadamente quanto à problematização das concepções de pesquisa em disputa.

#RevisãoBibliográfica

Disponível em: https://doi.org/10.24109/2176-6681.rbep.106.6482

Exercício de narcisismo acadêmico / Pesquisa Fapesp

Exercício de narcisismo acadêmico / Pesquisa Fapesp

Altos índices de autopromoção de editores convidados comprometem a integridade de números especiais de revistas científicas, mostra estudo

A multiplicação de números especiais de periódicos foi uma forma adotada por muitas editoras para gerar receita extra – a taxa de publicação de cada paper vai de € 2.000 a € 3.400 (R$ 12 mil a R$ 21 mil). “O aspecto mais valioso das edições especiais, quando elas são verdadeiramente especiais, é que podem oferecer um formato mais descontraído para artigos de opinião, textos em tom coloquial e oportunidades para convidar grandes nomes da área para fazer revisões da literatura”, disse Mark Hanson, um dos coautores do estudo, à Times Higher Education. “É uma tragédia que as coletâneas editadas por convidados tenham sido sequestradas para fins lucrativos por certos grupos editoriais.”

O modelo já havia sido associado a outras formas de má conduta. Em 2023, 19 revistas da editora Hindawi e 2 da MDPI foram excluídas temporariamente do Journal Citation Report (JCR), plataforma que determina o fator de impacto de periódicos, devido a indícios de falhas ou manipulação no processo de avaliação por pares em edições especiais que levaram à publicação de trabalhos fraudulentos (ver Pesquisa FAPESP nº 327).

#GestãoEditorial #MásCondutasCientíficas

via Pesquisa Fapesp

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/exercicio-de-narcisismo-academico/

Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência e o compromisso com o futuro / Jornal da Ciência

Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência e o compromisso com o futuro / Jornal da Ciência

“Promover a presença plena de mulheres e meninas na ciência exige políticas educacionais consistentes, condições de permanência, ambientes seguros e critérios de avaliação sensíveis às desigualdades reais. É uma condição para que o Brasil utilize de forma integral o seu potencial humano e avance de maneira sustentável e democrática”, escreve Francilene Garcia, presidente da SBPC

Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, é um marco para lembrarmos que o desenvolvimento científico depende de oportunidades reais para todos e todas. Em 2026, nessa mesma data, a SBPC realizou a cerimônia de entrega do 7º Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulher, reforçando seu compromisso com a valorização de pesquisadoras que transformaram suas áreas e geraram impacto concreto na sociedade. Ao reconhecer essas trajetórias, a SBPC celebra conquistas importantes, ao mesmo tempo em que chama a atenção para os desafios que ainda limitam a participação feminina na ciência brasileira.

#MulheresNaCiência

via Jornal da Ciência

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/editorial-dia-internacional-das-mulheres-e-meninas-na-ciencia-e-o-compromisso-com-o-futuro/

“Na ditadura o Brasil era melhor”: práticas de desinformação como forma de disputa pela memória / PPGCI – UFC

“Na ditadura o Brasil era melhor”: práticas de desinformação como forma de disputa pela memória / PPGCI – UFC

Durante a análise do documentário foram identificadas o uso de práticas de desinformação como descontextualização de fatos, negacionismo histórico, fake news, uso de imagens fora de contexto, mal-informação, bem como elementos cinematográficos que buscam conquistar o público por meio dos sentimentos e crenças. Conclui-se que o documentário produzido pelo “Brasil Paralelo” funciona como uma “propaganda” que prega a neutralidade, mas busca principalmente munir seu público de argumentos sem fundamentação criteriosa ou fiel aos fatos, que vão ser propagados nas redes sociais, gerando debates vazios, tendo a desinformação como premissa e por consequência vão se instalar no imaginário social e criar uma nova narrativa sobre os fatos que levaram ao acontecimento da ditadura militar no Brasil e as consequências desse processo.

#Memória #Desinformação #Ditadura #BrasilParalelo

Disponível em: https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84706

Entre o museu algorítmico e a falsificação da memória: IA no centro da crise da historicidade do Holocausto / Jornal da USP

Entre o museu algorítmico e a falsificação da memória: IA no centro da crise da historicidade do Holocausto / Jornal da USP

A inteligência artificial não é, em si, incompatível com práticas de memória, educação e preservação histórica. Ao contrário, pode oferecer instrumentos valiosos para análise, acesso e mediação de acervos. O desafio contemporâneo consiste em impedir que essas tecnologias sejam integralmente capturadas por lógicas de mercado e engajamento, em detrimento da historicidade.

Preservar a memória do Holocausto em tempos de IA exige mais do que combater imagens falsas. Exige repensar criticamente os regimes algorítmicos que organizam o visível, restituir à curadoria seu caráter ético e político e reafirmar a singularidade histórica contra sua diluição estatística. Em última instância, trata-se de decidir se a memória coletiva será orientada pela responsabilidade histórica ou pela lógica indiferente do cálculo.

#Memória #IA # #MediaçãoAlgorítmica #Holocausto

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/entre-o-museu-algoritmico-e-a-falsificacao-da-memoria-ia-no-centro-da-crise-da-historicidade-do-holocausto/

UNESCO: Bibliotecas motores-chave da inclusão digital / RBE

UNESCO: Bibliotecas motores-chave da inclusão digital / RBE

O 3.º Relatório Temático do IFAP (Information for All Programme) – UNESCO, Rede Global de Bibliotecas e Impacto Local: Um Roteiro Político para Construir um Futuro Digital Inclusivo [1], elaborado com a IFLA, insere-se na Coligação Dinâmica do IGF (Internet Governance Forum) sobre Medição da Inclusão Digital das Nações Unidas, que procura desenvolver métricas e políticas baseadas em evidências para reduzir desigualdades digitais.

Estima que haja 2,6 mil milhões de pessoas sem ligação à internet e um aumento da desigualdade digital: “80% das pessoas nos países de alto rendimento têm acesso à Internet, em comparação com apenas 35% nas economias de baixo rendimento” (p. 5). Sem ligação à internet, não podem aceder a oportunidades de educação, de emprego e de outros aspetos da vida quotidiana.

#Bibliotecas #IFLA #InclusãoDigital

via RBE

Disponível em: https://blogue.rbe.mec.pt/unesco-bibliotecas-motores-chave-da-3050013

O viés algorítmico como dispositivo de reprodução das assimetrias informacionais / Observatório de Imprensa

O viés algorítmico como dispositivo de reprodução das assimetrias informacionais / Observatório de Imprensa

Pesquisa publicada pelo Oxford Internet Institute da Universidade de Oxford, em colaboração com a University of Kentucky, em 20 de janeiro de 2026, evidenciou que o ChatGPT apresenta viés sistemático favorável a regiões ocidentais economicamente desenvolvidas quando responde a perguntas que abrangem desde “Onde as pessoas são mais bonitas?” até “Qual país é mais seguro?”, reproduzindo preconceitos historicamente consolidados nos dados que alimentam esses sistemas (https://www.ox.ac.uk/news/2026-01-20-new-study-finds-chatgpt-amplifies-global-inequalities).

#MediaçãoAlgorítmica #AssimetriaInformacional #ChatGPT

via Observatório de Imprensa

Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/tecnologia/o-vies-algoritmico-como-dispositivo-de-reproducao-das-assimetrias-informacionais/

A história da divulgação científica no Brasil / Ciência & Cultura

A história da divulgação científica no Brasil / Ciência & Cultura

A ciência nem sempre ocupou um lugar central no debate público brasileiro, mas sua presença no cotidiano da sociedade foi sendo construída ao longo do tempo, entre iniciativas institucionais, projetos editoriais, disputas de sentido e esforços individuais de mediação entre o conhecimento especializado e o público amplo. A divulgação científica no Brasil tem uma história longa, complexa e marcada por avanços descontínuos, que começa ainda antes da independência do país e ajuda a entender como o país passou a produzir, comunicar e atribuir valor ao conhecimento científico.

O marco inicial costuma ser associado à criação da Imprensa Régia, em 1810, quando passam a circular no Brasil textos voltados à educação científica, sobretudo manuais de engenharia e medicina, em geral traduzidos do francês. Desde então, ao longo de mais de 200 anos, a comunicação pública da ciência se desenvolveu de maneira desigual, frequentemente restrita às elites letradas e pouco integrada ao cotidiano da maior parte da população.

Desde seus primórdios, a ciência esteve presente na imprensa brasileira. Jornais como a Gazeta do Rio de JaneiroO Patriota e o Correio Braziliense abriram espaço para temas científicos em um contexto marcado pelo Iluminismo e pela circulação internacional de ideias. Mesmo editado fora do país, o Correio Braziliense desempenhou papel central ao articular ciência, política, economia e educação, evidenciando que o conhecimento científico era visto como instrumento de modernização e construção nacional. (Figura 1)

#DivulgaçãoCientífica

via Ciência & Cultura

Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=9721

Meninas e mulheres na ciência: o desafio de romper o ‘teto de vidro’ no Brasil / Isto é Mulher

Meninas e mulheres na ciência: o desafio de romper o ‘teto de vidro’ no Brasil / ABC

De acordo com a Unesco, a média global de mulheres nessas áreas é de 35%, enquanto a média de pesquisadoras é ainda menor: 33,3%. Para a Dra. Helena Bonciani Nader, professora sênior da Unifesp e a primeira mulher a presidir a ABC (Academia Brasileira de Ciências) em mais de um século, a data é um chamado à reflexão.

“A ciência é uma profissão que te dá muita liberdade, mas que também cobra de você muitas coisas. Não é fácil chegar. As mulheres são as que mais se formam na universidade, mas quando você olha no topo da carreira, elas não são a maioria”, comenta.

via Isto é Mulher

#MulheresNaCiência

Disponível em: https://www.abc.org.br/2026/02/12/meninas-e-mulheres-na-ciencia-o-desafio-de-romper-o-teto-de-vidro-no-brasil/

Laurence Hallewell (1929-2026), historiador do livro no Brasil / Jornal da USP

Laurence Hallewell (1929-2026), historiador do livro no Brasil / Jornal da USP

Laurence Hallewell, o grande historiador do livro no Brasil, faleceu em 19 de janeiro último. Figura discreta, como boa parte dos bibliotecários que conheço, deixou poucas pistas sobre sua vida pessoal. Gostava de caipirinha. Falava pouco, mas era certeiro como uma flecha em suas colocações. Espirituoso, exibia aquele típico humor britânico, o que para um brasileiro parece sempre resvalar para a ironia. E profundamente conectado ao Brasil, como demonstrou em sua visita em 2012, por ocasião do lançamento da terceira edição de seu chef d’œuvre e das celebrações dos 50 anos da Edusp. (…)

O livro no Brasil, de Laurence Hallewell, é obra incontornável. Clássico absoluto. É a história de um bibliotecário britânico que desbravou o oceano para conhecer in loco aquele país distante que calava alto na sua imaginação. Afinal, o Brasil já figurava no seu mapa, a contar pela bela dedicatória que imprime em sua obra: “A meu pai, Herbert Joseph Hallewell (24/04/1882-28/09/1964), contemporâneo quase exato de Monteiro Lobato, que tantas lembranças me trouxe dele, na fisionomia e na maneira de pensar, de reagir, de lutar e de realizar”.

#HistóriaDoLivro

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/laurence-hallewell-1929-2025-historiador-do-livro-no-brasil/

MIAAR – Modelo Inferencial de Análise de Assunto orientado pela Relevância / LIINC

MIAAR – Modelo Inferencial de Análise de Assunto orientado pela Relevância / LIINC

Como resultado, propõe-se um modelo composto por cinco etapas interdependentes: leitura contextual, seleção conceitual, avaliação situacional, pertinência epistêmica e formulação representacional. O MIAAR busca qualificar a mediação entre conteúdos documentais, sistemas de organização do conhecimento e critérios de julgamento dos usuários, promovendo representações temáticas mais coerentes, situadas e responsivas. (Conclusões) Conclui-se que o modelo contribui para aprimorar a eficácia comunicacional dos SRI, ao fortalecer o vínculo entre representação, contexto e experiência do sujeito da informação. Recomenda-se sua aplicação empírica em diferentes contextos documentais, bem como investigações sobre sua contribuição para o desenvolvimento de vocabulários controlados e ontologias.

#Indexação #RecuperaçãoDaInformação

DIsponível em: https://revista.ibict.br/liinc/article/view/7694