“Sem dados, a renovação na ciência se torna um discurso” / Science Arena

“Sem dados, a renovação na ciência se torna um discurso” / Science Arena

“Sem dados, a renovação se torna um discurso. Com dados, ela pode se tornar uma estratégia.” A frase resume bem o que move Jesús P. Mena-Chalco, professor e pesquisador da Universidade Federal do ABC (UFABC) especializado em bibliometria e análise de dados acadêmicos.

Em levantamento recente baseado na Plataforma Lattes, divulgado no seu perfil do Linkedin, Mena-Chalco mapeou, em escala nacional, a chamada idade acadêmica dos docentes vinculados aos programas de pós-graduação (PPGs) brasileiros — o tempo decorrido desde a primeira publicação científica de cada pesquisador.

Os resultados revelam um sistema maduro, mas pouco renovado na base: a idade acadêmica média dos docentes nos PPGs é de 27 anos; apenas 1% tem menos de uma década de carreira; e 17% já ultrapassam 35 anos de atividade.

[…] Em quinze anos, se não houver renovação planejada, pode haver uma desaceleração mais estrutural, menor capacidade de orientação, menor diversidade de perfis e dificuldades de incorporar novas agendas.

#CiênciaBrasileira #PósGraduação

Disponível em: https://www.sciencearena.org/entrevistas/sem-dados-a-renovacao-na-ciencia-se-torna-um-discurso/

Cooperação brasileira com os países do Mercosul (1991-2020): evolução e tendências no campo da pesquisa cientìfica / PPGCI – UFBA

Cooperação brasileira com os países do Mercosul (1991-2020): evolução e tendências no campo da pesquisa cientìfica / PPGCI – UFBA

O corpus da pesquisa corresponde à produção científica do Brasil em cooperação com os países membros plenos, coletada na base de dados Scopus no período de 1991 a 2020. O estudo foi desenvolvido em três etapas: levantamento da produção científica conjunta; identificação dos principais indicadores de produção (autores, países, periódicos, instituições e agências de fomento); e análise da coocorrência de palavras-chave do autor e de sua evolução temporal por meio do software SciMAT. Os resultados evidenciam a Argentina como principal parceira científica do Brasil, reunindo 9.387 artigos no período de 2011 a 2020, o que representa 49,7% de sua produção cooperada nas três décadas analisadas. O Brasil figura como o maior articulador regional, enquanto o Uruguai apresenta crescimento progressivo, e o Paraguai se encontra em processo de consolidação científica, com forte dependência de parcerias externas. A análise de coocorrência de palavras-chave do autor revelou que a cooperação Brasil–Paraguai se concentra nas Ciências da Saúde, Biológicas e Agrárias; a cooperação Brasil–Uruguai destaca as Ciências da Saúde, Biológicas, Naturais e Químicas; e a parceria Brasil–Argentina demonstra uma colaboração ampla e interdisciplinar, com forte presença das Ciências da Saúde e Biológicas, além de integração significativa com as Ciências Exatas e da Terra.

#Ciência #ColaboraçãoCientífica #CiênciaBrasileira

Disponível em: https://repositorio.ufba.br/handle/ri/44336

OpenAlex desafia bases comerciais e amplia a visibilidade da ciência brasileira / CI Express

OpenAlex desafia bases comerciais e amplia a visibilidade da ciência brasileira / CI Express

Estudo intitulado “O OpenAlex como alternativa na avaliação da ciência brasileira: comparação com Web of Science e Scopus”, de Nancira Ribeiro Madi, Ingrid Rodrigues, e Leandro Innocentini Lopes de Faria, analisa o potencial do catálogo aberto e gratuito de dados acadêmicos OpenAlex, como ferramenta para avaliação da produção científica nacional. O trabalho investiga como esse recurso se compara às bases comerciais Web of Science e Scopus, tradicionalmente utilizadas em análises bibliométricas e na formulação de políticas científicas.

A pesquisa baseou-se em um estudo bibliométrico de artigos científicos publicados em 2023 por autores afiliados a instituições brasileiras. A análise comparou características como área do conhecimento, idioma das publicações, percentual de acesso aberto e disponibilidade de metadados. Os resultados evidenciam diferenças significativas entre as três bases, revelando que a escolha da fonte de dados pode influenciar diretamente a interpretação sobre o perfil da ciência produzida no país.

#OpenAlex #CiênciaBrasileira

via CI Express

Disponível em: https://www.cienciadainformacaoexpress.com/post/openalex-desafia-bases-comerciais-e-amplia-a-visibilidade-da-ci%C3%AAncia-brasileira

Câmara aprova regras para bolsista de pós-graduação acessar benefícios previdenciários / Jornal da Ciência

Câmara aprova regras para bolsista de pós-graduação acessar benefícios previdenciários / Jornal da Ciência

A Câmara dos Deputados aprovou, nessa quarta-feira (18), o Projeto de Lei (PL) nº 6.894/2013, que garante a inclusão de pesquisadores e bolsistas de pós-graduação no Regime Geral de Previdência Social. A proposta seguirá para o Senado.

A decisão beneficia cerca de 150 mil profissionais dedicados à produção científica no país e corrige uma lacuna histórica na política científica brasileira.

Com a aprovação, o período de formação científica financiado por agências oficiais de fomento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), será reconhecido como tempo de contribuição para fins previdenciários.

#PósGraduação #CiênciaBrasileira

Disponível em: http://www.jornaldaciencia.org.br/camara-aprova-regras-para-bolsista-de-pos-graduacao-acessar-beneficios-previdenciarios/

Ciência: o investimento que o Brasil não pode cortar / Jornal da Ciência

Ciência: o investimento que o Brasil não pode cortar / Jornal da Ciência

No último episódio da série O Brasil que Queremos, enfrentamos um tema que nem sempre aparece no centro do debate público: o financiamento da ciência no Brasil.

De onde vêm os recursos que sustentam a pesquisa científica no país? E por que a estabilidade desses recursos é decisiva para o futuro da ciência brasileira?

Para responder a essas perguntas, o episódio convida a socióloga Fernanda Sobral, professora emérita da Universidade de Brasília e integrante do Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Nossa conversa é costurada pelas falas dos especialistas participantes do debate que tratou de financiamento na série.

#CiênciaBrasileira #FNDCT

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/ciencia-o-investimento-que-o-brasil-nao-pode-cortar/

Orçamento de CT&I na LOA 2026: recomposição parcial, equilíbrio necessário e o futuro do sistema científico brasileiro / Jornal da Ciência

Orçamento de CT&I na LOA 2026: recomposição parcial, equilíbrio necessário e o futuro do sistema científico brasileiro / Jornal da Ciência

O orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) alcança R$ 15,195 bilhões em 2026, com crescimento nominal de 10,76% em relação ao ano anterior. Trata-se de um avanço relevante, sobretudo após anos de compressão orçamentária. Contudo, esse aumento ocorre em ambiente de forte restrição fiscal e não se traduz automaticamente em ampliação da capacidade operacional do sistema científico. A questão central, portanto, não é apenas o volume de recursos, mas sua qualidade, estabilidade e coerência com as prioridades estratégicas nacionais.

Destaca-se a expansão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que atinge cerca de R$ 17,7 bilhões, consolidando-se como principal instrumento de financiamento da CT&I. O fortalecimento do fundo representa uma conquista institucional importante e sinaliza o reconhecimento do papel estruturante da ciência e da inovação para o desenvolvimento do País.

Entretanto, a dinâmica orçamentária revela um desequilíbrio relevante. O crescimento dos instrumentos vinculados convive com a compressão do orçamento discricionário — responsável por sustentar as Unidades de Pesquisa, as agências de fomento e as atividades científicas permanentes. Esse descompasso ajuda a explicar por que a recomposição agregada do orçamento não se traduz, necessariamente, em fortalecimento estrutural do sistema científico.

#CiênciaBrasileira

via Jornal da Ciência

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/orcamento-de-cti-na-loa-2026-recomposicao-parcial-equilibrio-necessario-e-o-futuro-do-sistema-cientifico-brasileiro/

Sem norte claro, potência científica do Brasil gera pouco impacto / Folha de S. Paulo

Sem norte claro, potência científica do Brasil gera pouco impacto / Folha de S. Paulo

O Brasil é considerado uma máquina de produção de conhecimento científico, mas falta à pesquisa nacional mais impacto. Do que precisamos, então, para integrar grupos de países com pesquisa mais destacada e desenvolvida? Talvez as respostas não surpreendam, por tratarem de problemas postos há tempos: atratividade da carreira científica, financiamento e um norte claro para a ciência nacional. (…)

Dados da Capes mostram que, se de 2015 a 2019 crescia o ingresso de brasileiros na pós-graduação, a partir de então, a tendência passou a ser de queda. O mesmo relatório aponta que, considerando dados de 2022, cerca de+têm mestrado. Em países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) a média é de 14,1%. Para doutorado, a situação também é discrepante: 0,3% no Brasil contra 1,3%, na média, na OCDE —só o México tem uma taxa pior que a brasileira.

“Estes resultados colocam o Brasil em posição desfavorável no cenário internacional”, consta no relatório.

via Folha de S. Paulo

#CiênciaBrasileira

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/02/sem-norte-claro-potencia-cientifica-do-brasil-gera-pouco-impacto.shtml

Brasil tem aumento de artigos científicos publicados, mas ainda é 14° em ranking / Folha de S. Paulo

Brasil tem aumento de artigos científicos publicados, mas ainda é 14° em ranking / Folha de S. Paulo

O Brasil registrou um crescimento no número de artigos científicos publicados em 2024 e se manteve na 14º posição em uma lista com outros 53 países. O quadro consta de relatório da editora Elsevier e da agência Bori divulgado nesta quinta-feira (18).

Desde a primeira edição do relatório, em 2022, o país ocupa a mesma posição.

Houve, no entanto, uma mudança: o total de artigos científicos com autores vinculados a instituições no território brasileiro subiu 4,5% de 2023 para 2024. Ao todo, foram 73.220 no ano passado.

#CiênciaBrasileira

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2025/12/brasil-tem-aumento-de-artigos-cientificos-publicados-mas-ainda-e-14-em-ranking.shtml

Se o Brasil não fortalecer suas políticas de Ciência e Educação, se tornará um país vulnerável, apontam especialistas / Ciência & Cultura

Se o Brasil não fortalecer suas políticas de Ciência e Educação, se tornará um país vulnerável, apontam especialistas / Ciência & Cultura

Outro ponto alertado por Garcia foi sobre a dependência do Brasil de soluções internacionais, principalmente no gerenciamento de seus próprios dados públicos. “Dados e infraestrutura digital é algo que nós precisamos governar. Porque governar dados quer dizer governar o nosso futuro. Então, é preciso que a gente tenha não só a condição de manter centros nacionais de computação avançada, mas também várias infraestruturas públicas de universidades. O Brasil, ainda nesse aspecto, também precisa avançar sobre a inteligência artificial e entender que a inteligência artificial pode contribuir com a justiça social.”

#SoberaniaDigital #CiênciaBrasileira

via Ciência & Cultura

Disponível em: Se o Brasil não fortalecer suas políticas de Ciência e Educação, se tornará um país vulnerável, apontam especialistas – Revista

Produção científica no Brasil retoma crescimento após dois anos de queda; Rússia e Ucrânia têm variação negativa / Agencia Bori

Produção científica no Brasil retoma crescimento após dois anos de queda; Rússia e Ucrânia têm variação negativa / Agencia Bori

– O número de artigos científicos com autores no Brasil em 2024 cresceu 4,5% em relação a 2023; aumento observado em 2024 reverte a tendência de queda observada nos dois anos anteriores.
– Entre os 54 países analisados, somente Rússia (-6,3%) e Ucrânia (-0,6%) tiveram variação negativa na produção científica.
– Entre 2014 e 2024, a produção científica do Brasil teve TCAC de 3,4% ao ano (taxa média anual de crescimento no período), ficando na 39ª posição entre 54 países com mais de 10 mil artigos em 2024.

#CiênciaBrasileira

via Agência Bori

Disponível em: https://abori.com.br/ciencia/bori-elsevier-2025-producao-cientifica-no-brasil/

Produção científica brasileira volta a crescer em 2024 / Agência Brasil

Produção científica brasileira volta a crescer em 2024 / Agência Brasil

O relatório avaliou dados de 54 países com produção anual superior a 10 mil artigos e identificou que quase todos apresentaram crescimento em sua produção científica de 2023 a 2024, à exceção de Rússia e Ucrânia.

Também foi calculada a taxa de crescimento composta de cada nação, ao longo de 10 anos, de 2014 a 2024. Nos países de alta renda, que já possuem tradição em pesquisa científica, essa taxa tende a ser menor do que 5% por ano, enquanto países de renda média e baixa, que ainda estão consolidando seus sistemas de Ciência e Tecnologia apresentam índices mais altos.

via Agência Brasil

#CiênciaBrasileira

Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-12/producao-cientifica-brasileira-volta-crescer-em-2024

A base de dados ORCID e a representação da profissão docente no Brasil / Biblios

A base de dados ORCID e a representação da profissão docente no Brasil / Biblios

Os registros de docentes no banco de dados ORCID representam aproximadamente 7,5% do total de docentes, sendo a maioria do sexo masculino, com vínculo único e distribuídos em 1.834 instituições de ensino superior. Em termos de nível de carreira, os registros em que não foi possível identificar o cargo aparecem em primeiro lugar. Em segundo lugar, as categorias mais frequentemente identificadas refletem as trajetórias de carreira dos docentes do ensino superior em ordem inversa (dos cargos mais altos aos cargos de nível inicial). Há uma maior concentração na Região Sudeste e em São Paulo. Há uma sobrerrepresentação de perfis de professores em instituições de ensino superior com foco mais voltado para a pesquisa.

#Orcid #CiênciaBrasileira

Disponível em: https://biblios.pitt.edu/ojs/biblios/article/view/1267