Levantamento analisa diversidade racial entre mestres e doutores / Pesquisa Fapesp

Levantamento analisa diversidade racial entre mestres e doutores / Pesquisa Fapesp

A proporção de doutores pretos subiu de 1,8% do total em 1996 para 6,2% em 2021, enquanto a dos pardos cresceu de 9,7% para 23,3% no período. O antropólogo Pedro Jaime, autor do livro “Executivos Negros: Racismo e Diversidade no Mundo Empresarial”, ficou surpreso com o crescimento observado entre os pardos. Esperava um aumento maior no contingente de pretos. “É que temos observado, do ponto de vista antropológico, um deslocamento identitário ao longo do tempo no Brasil com um número maior de pessoas que se viam como pardas passando a se autodeclarar pretas”, explica.

Entre os homens, os brancos com título de doutor recebiam uma remuneração média de R$ 17.657,98, R$ 1.842 mais do que os pretos e R$ 373 mais do que os pardos. Entre as mulheres, o patamar salarial era significativamente inferior: as brancas com título de doutorado têm remuneração média de R$ 14.756,64, quase o mesmo valor recebido pelas pardas e R$ 483 mais do que as pretas.

#PósGraduação #CiênciaBrasileira #DesigualdadeRacial #DesigualdadeDeGênero

via Pesquisa Fapesp

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/levantamento-analisa-diversidade-racial-entre-mestres-e-doutores/

Levantamento analisa diversidade racial entre mestres e doutores / Pesquisa Fapesp

Levantamento analisa diversidade racial entre mestres e doutores / Pesquisa Fapesp

“Embora tenha havido várias ações para ampliar a inclusão racial na pós-graduação brasileira, a assimetria no acesso ainda é muito grande”, observa Sofia Daher, assessora técnica do CGEE que coordenou o estudo. A situação dos indígenas é ainda mais desfavorável, com apenas 196 mestres e 54 doutores formados em 2021. “Enquanto pretos e pardos ampliaram sua participação de forma consistente entre os formados nos últimos anos, os indígenas tiveram um ritmo de crescimento baixo e vão precisar de um impulso fortíssimo para ganhar representatividade”, diz Daher.

#CiênciaBrasileira #DiversidadeRacial

via Pesquisa Fapesp

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/levantamento-analisa-diversidade-racial-entre-mestres-e-doutores/

Aspectos quantitativos e qualitativos da produtividade científica brasileira / Jornal da UNICAMP

Aspectos quantitativos e qualitativos da produtividade científica brasileira / Jornal da UNICAMP

Apesar do volume quantitativo expressivo, o impacto da produção científica brasileira ainda pode ser considerado modesto. Ao passo que o Brasil figura entre os 14 países mais produtivos em termos quantitativos no mundo, nossos artigos não estão entre os mais citados do mundo (o número de citações de um artigo científico é um dos parâmetros considerados como medida de impacto da pesquisa). Em um estudo liderado pelo instituto holandês Rathenau, o Japão figura na 20ª colocação, tendo 0,49% de seus artigos publicados entre os artigos mais citados da literatura. Singapura, Reino Unido, Suiça, Holanda e Estados Unidos, com 1,84%, 1,73%, 1,69%, 1,54% e 1,5%, respectivamente, lideram essa lista2. O Brasil não figura nessa lista e, em um levantamento da Clarivate Analytics, feito em 2016, o impacto das citações de artigos brasileiros estavam abaixo da média mundial3. Tal discrepância sugere que, pelo menos quanto às citações, o aumento quantitativo da ciência brasileira não foi acompanhado por um salto qualitativo proporcional.

#CiênciaBrasileira

via Jornal da UNICAMP

Disponível em: https://jornal.unicamp.br/artigo/2025/08/08/daniel-martins-de-souza/aspectos-quantitativos-e-qualitativos-da-produtividade-cientifica-brasileira/

Brasil precisa voltar a valorizar a formação de mestres e doutores / The Conversation

Brasil precisa voltar a valorizar a formação de mestres e doutores / The Conversation

A ciência brasileira é construída sobre o trabalho árduo, a dedicação e o talento desses estudantes. Negar-lhes condições mínimas para desenvolverem suas pesquisas é um retrocesso que ameaça o futuro da nossa produção científica e tecnológica. O movimento de greve não é um ato de paralisação, mas sim um grito por reconhecimento e valorização. É um pedido urgente para que o governo e a sociedade olhem para a ciência como um investimento essencial, e não como um gasto.

A defesa dos pós-graduandos é, em essência, a defesa da ciência brasileira. É a defesa do futuro do nosso país. Ao investirmos adequadamente em nossos pesquisadores, garantimos que o Brasil continue a prosperar em conhecimento, inovação e desenvolvimento social.

via The Conversation

#PósGraduação #CiênciaBrasileira

Disponível em: https://theconversation.com/opiniao-brasil-precisa-voltar-a-valorizar-a-formacao-de-mestres-e-doutores-263239?utm_medium=article_native_share&utm_source

SBPC propõe formulação de lei federal para flexibilização de recursos para pesquisa científica / Ciência & Cultura

SBPC propõe formulação de lei federal para flexibilização de recursos para pesquisa científica / Ciência & Cultura

A Assembleia Geral de Sócios da SBPC propõe à Comissão de Legislação Participativa a formulação de uma lei federal que permita a flexibilização na transposição de recursos entre as rubricas de capital e custeio nos projetos de ciência, tecnologia e inovação.

O objetivo é facilitar a execução financeira das pesquisas, permitindo que os coordenadores possam, ao longo do projeto, decidir com maior autonomia como empregar os recursos de acordo com as necessidades científicas reais, seja para aquisição de reagentes, compra ou conserto de equipamentos, realização de trabalho de campo ou contratação de serviços especializados.

via Ciência & Cultura

#SBPC #CiênciaBrasileira

Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=8783

Sim, é possível fazer pesquisa no Brasil / ABC

Sim, é possível fazer pesquisa no Brasil / ABC

Sim, é possível viver de pesquisa no Brasil. Em tempos de insegurança orçamentária, é cada vez mais crucial lembrarmos que temos um sistema científico pujante e talentos que nos orgulham. A física teórica Carolina Loureiro Benone, nova afiliada da ABC, pesquisa sobre Relatividade Geral e buracos negros, e prova errado todos os dias um comentário que ouviu ainda na escola. 

#CiênciaBrasileira #MulheresNaCiência

via ABC

Disponível em: https://www.abc.org.br/2025/08/06/sim-e-possivel-fazer-pesquisa-no-brasil/

Quase metade dos selecionados em programa para repatriar pesquisadores já vive no Brasil / Folha de S. Paulo

Quase metade dos selecionados em programa para repatriar pesquisadores já vive no Brasil / Folha de S. Paulo

A questão de pesquisadores que estão no Brasil serem contemplados não guarda irregularidades. O edital do programa apontava para essa possibilidade ao colocar como objetivo a atração de pesquisadores brasileiros que residem fora ou que “tenham concluído seu doutorado ou pós-doutorado no exterior a partir de 2019 (inclusive) e estejam residindo no país”.

O destaque dado anteriormente e até mesmo agora, porém, é um pouco distinto. Em seu site, o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) diz: “Conhecimento Brasil trará de volta cientistas que atuam em 34 países”.

via Folha de S. Paulo

#CiênciaBrasileira

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2025/08/quase-metade-dos-selecionados-em-programa-para-repatriar-pesquisadores-ja-vive-no-brasil.shtml

Quadro de resultados de pesquisa e inovação do G20 2025 / Clarivate

Quadro de resultados de pesquisa e inovação do G20 2025 / Clarivate

Embora o CNCI (Category Normalized Citation Impact – Categoria Impacto de Citação Normalizado) tenha permanecido relativamente constante em torno de 0,79 entre 2015 e 2024, isso mascara tendências por disciplina. O CNCI em Ciências Médicas e da Saúde permanece constante, pouco acima de 1,0, enquanto o CNCI na maioria dos campos caiu ao longo do período, compensado por um aumento no CNCI em Ciências Sociais. O foco em Ciências Agrárias e Veterinárias é 2,18 vezes a média do G20, com 14,3% dos artigos.
Os ODS acima da média do G20 concentram-se no ODS 2, Fome Zero, e no ODS 15, Vida Terrestre, com 1,63 e 1,55 vezes a média, respectivamente.
A taxa de OA de acesso aberto permanece consistente entre 50% e 60% — no entanto, embora a maior parte seja publicada em periódicos ouro/híbridos/bronze (84,9% de todos os artigos OA em 2015; 90,4% em 2023), a porcentagem desses artigos que também são publicados por meio de OA verde está caindo (75,5% em 2015; 47,6% em 2023).

via Clarivate

#ProduçãoCientífica #Ciência #CiênciaBrasileira #ODS #CiênciaAberta #AcessoAberto

Disponível em: https://clarivate.com/academia-government/the-institute-for-scientific-information/2025-g20-scorecard/

SCImagoJR – Um olhar sobre os periódicos latino-americanos indexados na Scopus (2015-2024) / SCImago

SCImagoJR – Um olhar sobre os periódicos latino-americanos indexados na Scopus (2015-2024) / SCImago

Brasil e Chile mantiveram consistentemente as posições mais altas em termos de número de periódicos no primeiro trimestre durante a maior parte do período analisado, encerrando 2024 com 21 e 20 periódicos no primeiro trimestre, respectivamente. No entanto, em termos percentuais, o Chile detém 16% dos periódicos no primeiro trimestre, em comparação com 4% do Brasil.

A Colômbia apresentou uma trajetória de crescimento particularmente impressionante nos últimos anos, subindo posições e alcançando 10 periódicos no primeiro trimestre em 2024, indicando um esforço bem-sucedido para aumentar o impacto de suas publicações.

#Indexadores #Scimago #Scopus #AméricaLatina #CiênciaBrasileira

via SCImago

Disponível em: https://www.scimagolab.com/scimagojr-un-vistazo-a-las-revistas-latinoamericanas-indexadas-en-scopus-2015-2024/

CAPES publica relatório de trabalho sobre acesso aberto / CAPES

CAPES publica relatório de trabalho sobre acesso aberto

O relatório também traz os resultados das discussões sobre infraestrutura adequada para que os pesquisadores brasileiros possam publicar artigos em revistas reconhecidas globalmente, sem custos adicionais, para aumentar a visibilidade e o impacto dos seus trabalhos.

O grupo de trabalho buscou alternativas e soluções para contribuir com o aumento da visibilidade da produção científica brasileira, associada a um modelo sustentável no pagamento de taxas de publicação. As discussões realizadas indicam que, no momento, a celebração de acordos transformativos, que preveem publicações ilimitadas, é o caminho mais adequado.

Acesse o relatório em: https://www.periodicos.capes.gov.br/images/documents/Relatorio-ACESSO-ABERTO_VFINAL.pdf

#CAPES #AcessoAberto #CiênciaBrasileira

via CAPES

Disponível em: https://www.gov.br/capes/pt-br/assuntos/noticias/capes-publica-relatorio-de-trabalho-sobre-acesso-aberto

Cresce a proporção de negros no comando de grupos de pesquisa do país / Pesquisa Fapesp

Cresce a proporção de negros no comando de grupos de pesquisa do país

A proporção de pesquisadores pretos e pardos que lideram grupos de pesquisa no Brasil praticamente triplicou entre 2000 e 2023: subiu de 8,1% para 22,6% do total, chegando a quase 15 mil dos 66 mil líderes do país.

Entre 2005 e 2025, o número de pardos com bolsas de iniciação científica do CNPq passou de 14,1% para 27,5%, enquanto os bolsistas de mestrado, de 13,9% para 26,6%, e os de doutorado de 13,2% para 26%. Entre os autodeclarados pretos, no mesmo período, a participação entre bolsistas de iniciação científica do CNPq foi de 2,9% para 8,8%; de mestrado, de 2,9% para 10,7%; e de doutorado de 2,8% para 9,5%.

#CiênciaBrasileira #GruposDePesquisa #CientistasNegros

via Pesquisa Fapesp

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/cresce-a-proporcao-de-negros-no-comando-de-grupos-de-pesquisa-do-pais/

Brics aumentam produção científica em 10 vezes entre 2000 e 2024 / Agência Brasil

Brics aumentam produção científica em dez vezes entre 2000 e 2024

O número de artigos publicados por pesquisadores de países do Brics nas pricipais revistas científicas do mundo aumentou mais de 10 vezes entre 2000 e 2024. Apesar de também ter apresentado um crescimento expressivo nesse período, em 2024, o Brasil respondeu por menos de 100 mil dos mais de 2 milhões de artigos publicados por cientistas do grupo. Os dados foram compilados pelo pesquisador Odir Dellagostin, professor da Universidade Federal de Pelotas, a partir da Scopus, a maior base de dados de resumos e citações de literatura revisada por pares do mundo.
“O Brasil apresentou um crescimento bastante acelerado e contínuo até 2021. E esse crescimento foi, basicamente, paralelo ao crescimento da pós-graduação. Enquanto a pós-graduação estava crescendo, a produção científica também evoluía”, explica o professor.

Confira o relatório/apresentação do Prof. Odir Dellagostin.

#ProduçãoCientífica #CiênciaBrasileira #BRICS #China

via Agência Brasil

Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2025-07/brics-aumentam-producao-cientifica-em-10-vezes-entre-2000-e-2024