USP mantém 2º lugar em ranking de melhores universidades da América Latina / Folha de S. Paulo

USP mantém 2º lugar em ranking de melhores universidades da América Latina / Folha de S. Paulo

Na quarta-feira (30), outro ranking, o THE, divulgou um resultado diferente do QS. O levantamento apontou a USP entre as 200 melhores universidades do mundo e na liderança da América Latina. A diferença entre os resultados está nos critérios adotados por cada indicador.

Enquanto o QS atribui maior peso à reputação acadêmica e à percepção dos empregadores, o THE considera um conjunto mais amplo de fatores, como ensino, pesquisa, citações científicas e internacionalização.

Produzidos por entidades britânicas, o THE e o QS estão entre os principais rankings internacionais de avaliação de universidades. Embora tenham o objetivo de medir o desempenho das instituições, os indicadores utilizados e o peso dado a cada um deles variam.

#Universidades #AméricaLatina

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/10/usp-mantem-2o-lugar-em-ranking-de-melhores-universidades-da-america-latina-pelo-segundo-ano.shtml

Soberania Digital em tempos de crise: O papel vital das infraestruturas regionais de Acesso Aberto na América Latina / Prohominum

Soberania Digital em tempos de crise: O papel vital das infraestruturas regionais de Acesso Aberto na América Latina / Prohominum

O artigo analisa a soberania digital na América Latina diante do domínio das infraestruturas de comunicação científica do Norte Global. Explica que o sistema de identificadores persistentes DOI, gerido pela Crossref, não é um artefato neutro, mas sim um projeto estratégico criado para preservar o controle comercial sobre a propriedade intelectual. Essa arquitetura gera um “ônus sufocante” para a região: por um lado, a drenagem de recursos públicos por meio das taxas de processamento de artigos (APCs) e, por outro, uma espécie de tributo infraestrutural, no qual as revistas de Acesso Aberto Diamante subsidiam a própria infraestrutura que as marginaliza. Diante da crise de financiamento e da ameaça de invisibilidade algorítmica causada pela inteligência artificial, o texto propõe transitar da soberania sobre o conteúdo para a soberania sobre a infraestrutura.

#AcessoAberto #AméricaLatina #SoberaniaDigital

Disponível em: https://acvenisproh.com/revistas/index.php/prohominum/article/view/1336

O Cerlalc apresenta o “Espaço Ibero-Americano do Livro”: uma nova ferramenta para compreender a produção editorial na América Latina / Cerlalc

O Cerlalc apresenta o “Espaço Ibero-Americano do Livro”: uma nova ferramenta para compreender a produção editorial na América Latina / Cerlalc

Na quinta-feira, 3 de setembro, o Centro Regional para o Fomento do Livro na América Latina e no Caribe (Cerlalc) apresentará “O Espaço Ibero-Americano do Livro” (*El espacio iberoamericano del libro*), um painel digital que oferece uma análise visual das bases de dados de ISBN de países latino-americanos. O painel, que será atualizado anualmente, abrange o período de 2010 a 2025 e fornece uma visão geral descritiva de uma base de dados que conta atualmente com cerca de 3,5 milhões de registros. Essa ferramenta, desenvolvida em colaboração com a Universidade EAFIT, em Medellín, dá continuidade ao trabalho iniciado pelo Cerlalc em 2006 com a publicação do relatório bienal *O Espaço Ibero-Americano do Livro*. Nesta nova fase, as informações são apresentadas por meio de um painel interativo que permite aos usuários explorar diversas dimensões da produção editorial latino-americana.

#MercadoEditorial #AméricaLatina #Livros

via Cerlalc

Disponível em: https://cerlalc.org/cerlalc-presenta-el-espacio-iberoamericano-del-libro-una-nueva-herramienta-para-conocer-la-produccion-editorial-en-america-latina/

A Universidad de Granada identifica a biblioteca mais antiga da Península Ibérica em Córdoba / Julian Marquina

A Universidad de Granada identifica a biblioteca mais antiga da Península Ibérica em Córdoba / Julian Marquina

Uma equipe de pesquisa da Universidade de Granada identificou um recinto que provavelmente serviu como biblioteca na vila romana de Fuente Álamo, situada em Puente Genil. O espaço — anteriormente interpretado como um possível *mithraeum*, ou santuário dedicado ao deus Mitra — apresenta uma configuração arquitetônica característica das bibliotecas romanas. Este estudo estabelece o local como a biblioteca documentada mais antiga da Península Ibérica, a biblioteca do Império Romano situada mais a oeste de que se tem notícia e um dos exemplos mais bem preservados de biblioteca privada daquela época. (…)

Pesquisadores utilizaram uma metodologia conhecida como “gramática da forma”, que examina como as diversas partes de uma edificação são organizadas e combinadas. Ao aplicar esse sistema ao recinto de Fuente Álamo, constataram que sua disposição corresponde à de outras bibliotecas romanas. O ambiente apresenta uma abside, nichos retangulares que podem ter abrigado estantes, nichos semicirculares, um pódio e várias salas auxiliares adjacentes. Esses espaços contíguos podem ter servido como áreas de trabalho, armazenamento ou suporte para as atividades realizadas na biblioteca. Não é um detalhe isolado que leva a essa conclusão, mas sim a combinação de todos eles. Essa combinação ajudou a descartar a interpretação anterior do local como um *mithraeum* e sugere, em vez disso, que o espaço se destinava à leitura, ao estudo e à exposição da cultura escrita.

#HistóriaDasBiblioteca #AméricaLarina

Disponível em: https://www.julianmarquina.es/la-ugr-identifica-en-cordoba-la-biblioteca-mas-antigua-de-la-peninsula-iberica/

Retratação de publicações científicas na América Latina / Revista Española de Documentación Científica

Retratação de publicações científicas na América Latina: uma análise de autores e coautores vinculados a instituições da região / Revista Española de Documentación Científica

Os documentos analisados ​​foram obtidos na base de dados do Retraction Watch até 5 de dezembro de 2024, totalizando 614 registros. O Brasil é o país com o maior número de retratações (283). Até 2009, o número de retratações manteve-se baixo; no entanto, a partir de 2010, houve um aumento sustentado, com 54,5% dos casos atribuídos a má conduta ou fraude. O estudo conclui que, embora as retratações na América Latina representem uma pequena proporção em comparação com as retratações globais e a produção científica total da região, sua análise é fundamental devido ao impacto que exercem sobre a comunidade científica, a credibilidade da ciência e a prática profissional em diversas disciplinas.

#Retratação #AméricaLatina

Disponível em: https://redc.revistas.csic.es/index.php/redc/article/view/1780

Teorias da Comunicação na América Latina: um mapa polifônico para navegar pelas teorias da comunicação latino-americanas / Hipermediaciones

Teorias da Comunicação na América Latina: um mapa polifônico para navegar pelas teorias da comunicação latino-americanas / Hipermediaciones

Uma parcela significativa da produção teórica latino-americana na área da comunicação provém de estudiosos nascidos em outros países da região ou na Europa. O exílio e a migração foram a norma — de Armand e Michèle Mattelart e Jesús Martín-Barbero a Néstor García Canclini, Héctor Schmucler, Ariel Dorfman, Juan Somavía, Fernando Reyes Matta, Mabel Piccini, Nicolás Casullo e Alcira Argumedo, para citar apenas alguns. Essa mobilidade, impulsionada por condições sociais e políticas, pode muito bem ter facilitado as interpretações divergentes mencionadas anteriormente. Na América Latina, o estudo da comunicação não se limita aos meios de comunicação. Por um lado, isso amplia o escopo da disciplina, deslocando-a para territórios culturais que, em outros contextos, poderiam situar-se no âmbito da antropologia ou dos estudos de folclore. Por outro lado, gera uma certa tensão com as teorias da comunicação centradas na mídia, também presentes no continente. Enquanto Jesús Martín-Barbero popularizou o conceito de *mediação*, Eliseo Verón fez o mesmo com o de *mediatização*.

#Comunicação #AméricaLatina

via Hipermediaciones

Disponível em: https://hipermediaciones.com/2026/06/24/latin-american-communication-theories-un-mapa-polifonico-para-orientarse-en-las-teorias-de-la-comunicacion-latinoamericanas/

Do diamante ao ouro: a alquimia incerta do Acesso Aberto na América Latina / EULAC

Do diamante ao ouro: a alquimia incerta do Acesso Aberto na América Latina / EULAC

Acredito que a discussão não pode mais se concentrar apenas na questão de cobrar ou não pelos periódicos. A verdadeira questão é como construir mecanismos sustentáveis, éticos e equitativos que nos permitam preservar a autonomia editorial latino-americana e evitar o desaparecimento progressivo de periódicos acadêmicos e científicos de alta qualidade. Defender o acesso aberto não significa ignorar os custos reais da comunicação científica contemporânea. Pelo contrário, significa reconhecer que a democratização do conhecimento também exige garantias quanto às condições materiais que tornam possível sua existência, circulação e preservação futura.

As editoras universitárias latino-americanas continuam sendo atores fundamentais para uma ciência mais aberta, pluralista e socialmente relevante. Mas, para manter essa liderança global, será essencial abandonar a falsa dicotomia entre acesso livre absoluto e mercantilização extrema. O desafio do futuro será encontrar modelos de sustentabilidade compatíveis com a missão da universidade, capazes de proteger simultaneamente o acesso democrático ao conhecimento e a viabilidade estrutural dos periódicos científicos que o possibilitam.

#AcessoAberto #Periódicos #AméricaLatina #EditorasUniversitárias

via EULAC

Disponível em: https://eulac.org/2026/06/del-diamante-al-oro-la-alquimia-incierta-del-acceso-abierto-latinoamericano/

Estratégias para superar a desinformação, o negacionismo e o discurso de ódio / Informatio

Estratégias para superar a desinformação, o negacionismo e o discurso de ódio: lições cívicas da América Latina / Informatio

Este artigo examina as alternativas propostas e implementadas por organizações da sociedade civil na América Latina para democratizar a comunicação pública e combater a desinformação, o negacionismo, o discurso de ódio e as expressões ofensivas e discriminatórias. Essas alternativas incluem estratégias digitais, mas vão além da comunicação online. A questão central é: como essas iniciativas contribuem para a promoção do diálogo democrático — e, consequentemente, para uma sociedade mais democrática — e quais são suas limitações? A preocupação fundamental é: com base em que podemos esperar construir uma comunicação para um mundo mais gentil, democrático, humano e igualitário? (…)

O estudo demonstra, mais uma vez, que a comunicação é política e que as desigualdades que operam em outras áreas da sociedade também se expressam e se reforçam na esfera pública. Portanto, as alternativas não podem ser meramente comunicacionais e técnicas. Devem levar em consideração as relações desiguais de poder entre os atores envolvidos e a relação indissociável entre os próprios problemas de comunicação e as disputas políticas mais amplas.

#Desinformação #Negacionismo #DiscursoDeÓdio #AméricaLatina

Disponível em: https://informatio.fic.edu.uy/index.php/informatio/article/view/577

Dinâmicas do acesso aberto na América Latina: perspectivas do caso chileno / Scientometrics

Dinâmicas do acesso aberto na América Latina: perspectivas do caso chileno / Scientometrics

Constatamos um aumento rápido no número de artigos publicados em inglês sob o modelo de acesso aberto dourado, aparentemente em detrimento das publicações SciELO. O principal fator desse crescimento foram os artigos em periódicos de ciências naturais e em duas editoras com fins lucrativos: MDPI e Frontiers. As métricas de citação indicam que os artigos em acesso aberto dourado têm apenas visibilidade moderada, inferior à de outros modelos de acesso aberto. O valor total gasto com taxas de publicação de artigos (APCs) por pesquisadores chilenos foi estimado em US$ 9 milhões somente em 2023, ilustrando o alto custo da adoção do modelo europeu em um país que já possui uma solução eficaz de acesso aberto.

#AcessoAberto #AméricaLatina #SciELO

Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-025-05483-z

Métricas em Transição: Avaliando Indicadores Tradicionais e Alternativos em Periódicos Latino-Americanos de Ciências Sociais / Zaguan

Métricas em Transição: Avaliando Indicadores Tradicionais e Alternativos em Periódicos Latino-Americanos de Ciências Sociais / Zaguan

Os resultados revelam representação regional limitada para ciências sociais dentro do SJR e um padrão desigual na produção editorial regional, liderada pelo Brasil, seguido por Chile, Colômbia e México. Nas métricas tradicionais, o crescimento sustentado foi identificado nas pontuações do SJR, CiteScore e JCI, com integração mais lenta nas métricas do Journal Citation Reports (JCR), acompanhadas pelo uso editorial consolidado na avaliação de impacto. As métricas alternativas apresentaram valores baixos e dispersos. As menções no X (Twitter), Wikipédia, mídia e blogs mostraram crescimento estatisticamente significativo, enquanto o número de leitores no Mendeley, as menções no Facebook e as citações no Dimensions refletiram um declínio. Esse comportamento assimétrico sugere uma transição em andamento nos modos de divulgação científica, embora o modelo tradicional baseado em citações prevaleça.

#ComunicaçãoCientífica #EstudosMétricos #Altmetria #AméricaLatina

Disponível em: https://www.ibersid.eu/ojs/index.php/ibersid/article/view/5080

Facetas da Ciência Aberta e a publicação científica na América Latina / Transinformação

Facetas da Ciência Aberta e a publicação científica na América Latina / Transinformação

(…) busca-se investigar a apropriação das facetas de Ciência Aberta pelos países latino-americanos e campos do conhecimento, além de comparar as características de sua indexação entre uma base de dados regional e uma internacional. Com uma abordagem metodológica descritiva, documental-bibliográfica e quantitativa, o universo da pesquisa é composto por 1.687 artigos científicos com ao menos uma autoria afiliada a instituições latino-americanas indexados nas bases de dados Scientific Electronic Library Online e Web of Science. Com relação às temáticas de Ciência Aberta, a faceta de Ciência Cidadã foi a mais encontrada no corpus (28,47%), seguida por Acesso Aberto (23,47%). O próprio termo “Ciência Aberta” concentra apenas 9% do quantitativo analisado. Observando as facetas de Ciência Aberta com relação aos campos do conhecimento, Tecnologia (32,62%) e Ciências da Vida & Biomedicina (31,68%) são os destaques. Ao analisar as bases separadamente, Web of Science indexa artigos, principalmente, da faceta de Ciência Cidadã e Scientific Electronic Library Online de Acesso Aberto.

#CiênciaAberta #AméricaLatina

Disponível em: https://doi.org/10.1590/2318-0889202537e2515048

Editar, publicar e financiar ciência na América Latina / Paideia

Editar, publicar e financiar ciência na América Latina: Perspectivas, experiências e distopias nas dinâmicas da comunicação científica na região / Paideia

Este livro aborda os retos e oportunidades na comunicação acadêmica na América Latina, explorando como se editar, publicar e financiar os resultados científicos no contexto regional. Através de uma análise crítica, o projeto busca destacar experiências exitosas e lições aprendidas, identificar modelos de sustentabilidade no acesso aberto e avaliar o impacto da visibilidade científica no progresso acadêmico. Os capítulos incluem estudos de caso, reflexões sobre distopias possíveis e uma abordagem para o pensamento crítico sobre as dinâmicas atuais e futuras da comunicação científica.

#Ciência #ComunicaçãoCientífica #AméricaLatina

Disponível em: https://paideiaeditorial.net/libros/editar-financiar-ciencia-latinoamerica/