Acordos de leitura e publicação com editoras comerciais: o caso Brasil / PPGCI – UFSC

Acordos de leitura e publicação com editoras comerciais: o caso Brasil / PPGCI – UFSC

O método bibliométrico foi utilizado para analisar artigos publicados em 2023 por autores filiados a instituições brasileiras nas editoras Elsevier, Springer Nature e Wiley, a partir de dados da Web of Science, Unpaywall, sites das editoras, com análise em planilhas eletrônicas e no SciVal. Foram identificados 19.309 artigos no total, sendo 58,07% da Elsevier, 29,43% da Springer Nature e 12,48% da Wiley. A maioria dos artigos (77%) foi publicada sob o modelo tradicional de acesso por assinatura. Apenas 1,7% dos periódicos não cobraram taxas de publicação (Article Processing Charges ? APCs), e publicaram apenas 2,4% dos artigos. As áreas com maior produção são Medicina, Ciências Biológicas, Ciências Ambientais e Engenharia. Em 2023, 420 instituições brasileiras publicaram com essas editoras, com concentração de artigos em poucas instituições, em especial USP, Unicamp e UNESP. A colaboração internacional esteve presente em 43% dos artigos, predominando sobre as colaborações nacionais e institucionais. Artigos publicados em colaboração com instituições internacionais tendem a adotar mais o modelo de acesso aberto do tipo Gold e híbrido. As simulações de custo indicam que, caso toda a produção brasileira com essas editoras em 2023 fosse publicada em acesso aberto, o investimento necessário para publicação seria de aproximadamente US$ 64 milhões, representando um aumento de 117,47% em relação aos gastos atuais com assinaturas. Isso revela que os acordos transformativos, ao se basearem nos altos valores de APCs, podem representar risco de aumento de custos e manter a dependência das grandes editoras, desvirtuando os princípios do movimento de acesso aberto. Conclui-se que, embora os acordos de Leitura e Publicação sejam apresentados como caminho para o acesso aberto, sem uma reformulação nos modelos de precificação, eles podem implicar em maior ônus financeiro às instituições brasileiras e não representar, de fato, uma transformação estrutural no sistema de comunicação científica.

#OligopóliosCientíficos #APC #Elsevier #Springer #Nature #Wiley

Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276541

Ação judicial dos EUA acusa quatro grandes editoras de extorquir taxas de processamento de artigos / Retraction Watch

Ação judicial dos EUA acusa quatro grandes editoras de extorquir taxas de processamento de artigos / Retraction Watch

Uma ação judicial movida ao abrigo da Lei de Reclamações Falsas dos EUA acusa quatro grandes editoras de perpetrarem um esquema que durou uma década para fraudar o governo, cobrando taxas exorbitantes de processamento de artigos.

O caso, que foi divulgado em 30 de julho, alega que a Elsevier, a Springer Nature, a Wiley e a Informa forçaram instituições de pesquisa americanas a apresentarem ao governo pedidos de reembolso falsos, por meio de taxas de publicação de artigos, que chegavam a ser 10 vezes o custo de processamento dos artigos.

#APC #Elsevier #Springer #Nature #Wiley

via Retraction Watch

Disponível em: https://retractionwatch.com/2026/07/31/federal-lawsuit-major-publishers-article-processing-charges-false-claims-act/

Editores estão vendendo artigos para treinar IAs – e ganhando milhões de dólares / Nature

Editores estão vendendo artigos para treinar IAs – e ganhando milhões de dólares

Várias grandes editoras lucraram com acordos de licenciamento de IA este ano. Em maio, a Informa, controladora da editora acadêmica britânica Taylor & Francis, anunciou que fez um acordo de US$ 10 milhões para licenciar conteúdo para a Microsoft. No mês seguinte, a editora acadêmica norte-americana Wiley anunciou aos seus investidores que tinha ganho 23 milhões de dólares com um acordo com uma empresa não identificada que desenvolvia modelos de IA generativa. Em setembro, a empresa disse que esperava ganhar mais US$ 21 milhões com esses acordos neste ano financeiro. A equipe de notícias da Nature contatou várias outras editoras, incluindo Elsevier e Springer Nature, editora da Nature, sobre se elas tinham planos para acordos de licenciamento, mas não recebeu comentários.

#Periódicos #InteligênciaArtificial

via Nature

Disponível em: https://www.nature.com/articles/d41586-024-04018-5

Ano de 2023 bate recorde de retratações, aponta “Nature”

Ano de 2023 bate recorde de retratações, aponta “Nature”

Ainda de acordo com os números divulgados pela “Nature”, em 2022 a taxa de artigos retratados ficou em 0,2% do total de trabalhos publicados, ante 0,05% no início do século. A taxa de crescimento das retratações já supera a de novas publicações: estima-se que o volume total da literatura científica dobre a cada 17 anos, aproximadamente, enquanto a taxa de retratações quase quadruplicou na última década.

#Retração #Nature

via Questão de Ciência

Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2023/12/15/ano-de-2023-bate-recorde-historico-de-retratacoes-aponta-nature

Nature lança edição especial sobre racismo na ciência l “A Nature reconhece ter …

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Curadoria: Projeto Informe-CI

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Fonte : Projeto Informe-CI