Centenas de periódicos acadêmicos “gratuitos” começaram a cobrar taxas / Nature

Centenas de periódicos acadêmicos “gratuitos” começaram a cobrar taxas / Nature

A análise, publicada como preprint no início deste ano, identificou 440 títulos que inicialmente utilizavam o modelo de acesso aberto diamante — no qual os custos de publicação são cobertos por fontes como instituições, organizações sem fins lucrativos e bibliotecas, em vez de leitores e autores —, mas que migraram para outros modelos de publicação entre 2009 e 2026.

Dos 440 títulos, 369 passaram para o acesso aberto “ouro”, modalidade em que os autores pagam uma taxa de processamento de artigo (APC); 52 adotaram o acesso aberto híbrido, no qual periódicos baseados em assinatura disponibilizam artigos individuais para leitura gratuita mediante uma taxa adicional; e 19 passaram a exigir pagamento para acesso a todo o conteúdo (paywall).

As taxas de processamento de artigo (APCs) implementadas pelos periódicos variavam de US$ 8 a US$ 5.300 e dependiam, em grande parte, do tipo de editora: aquelas que os autores classificam como “editoras profissionais” geralmente começaram a cobrar taxas mais altas, enquanto organizações de pesquisa e sociedades científicas que atuam como editoras passaram, na maioria dos casos, a cobrar valores mais baixos.

#AcessoAbertoDiamante #APC

via Nature

Disponível em: https://www.nature.com/articles/d41586-026-02818-5

Pare de pagar editoras predatórias – Uma proposta de política para restaurar a integridade científica e a transparência /FEBS

Pare de pagar editoras predatórias – Uma proposta de política para restaurar a integridade científica e a transparência /FEBS

A publicação científica atravessa um colapso sistêmico. Milhares de periódicos cobram atualmente taxas de processamento de artigos (APCs) — pagas cada vez mais com recursos públicos de pesquisa — ao mesmo tempo em que oferecem supervisão editorial mínima. Isso compromete padrões, distorce incentivos e ameaça a confiança pública na ciência. Os pagamentos de APCs a seis grandes editoras ultrapassaram 8 bilhões de dólares entre 2019 e 2023, praticamente sem transparência sobre como essas taxas são definidas ou utilizadas. Essa situação não pode perdurar. Propomos que recursos públicos e institucionais apoiem periódicos — seja por meio de APCs, assinaturas ou acordos de pacotes — apenas quando estes forem credenciados com base em um padrão de qualidade transparente e passível de fiscalização. Implementado de forma gradual e liderado por agências de fomento e sociedades científicas, tal credenciamento reduziria o espaço de atuação de periódicos predatórios, sem recorrer a listas negras.

#RevistasPredatórias #APCs #PolíticasCientíficas

Disponível em: https://febs.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/1873-3468.70451

Acordos de leitura e publicação com editoras comerciais: o caso Brasil / PPGCI – UFSC

Acordos de leitura e publicação com editoras comerciais: o caso Brasil / PPGCI – UFSC

O método bibliométrico foi utilizado para analisar artigos publicados em 2023 por autores filiados a instituições brasileiras nas editoras Elsevier, Springer Nature e Wiley, a partir de dados da Web of Science, Unpaywall, sites das editoras, com análise em planilhas eletrônicas e no SciVal. Foram identificados 19.309 artigos no total, sendo 58,07% da Elsevier, 29,43% da Springer Nature e 12,48% da Wiley. A maioria dos artigos (77%) foi publicada sob o modelo tradicional de acesso por assinatura. Apenas 1,7% dos periódicos não cobraram taxas de publicação (Article Processing Charges ? APCs), e publicaram apenas 2,4% dos artigos. As áreas com maior produção são Medicina, Ciências Biológicas, Ciências Ambientais e Engenharia. Em 2023, 420 instituições brasileiras publicaram com essas editoras, com concentração de artigos em poucas instituições, em especial USP, Unicamp e UNESP. A colaboração internacional esteve presente em 43% dos artigos, predominando sobre as colaborações nacionais e institucionais. Artigos publicados em colaboração com instituições internacionais tendem a adotar mais o modelo de acesso aberto do tipo Gold e híbrido. As simulações de custo indicam que, caso toda a produção brasileira com essas editoras em 2023 fosse publicada em acesso aberto, o investimento necessário para publicação seria de aproximadamente US$ 64 milhões, representando um aumento de 117,47% em relação aos gastos atuais com assinaturas. Isso revela que os acordos transformativos, ao se basearem nos altos valores de APCs, podem representar risco de aumento de custos e manter a dependência das grandes editoras, desvirtuando os princípios do movimento de acesso aberto. Conclui-se que, embora os acordos de Leitura e Publicação sejam apresentados como caminho para o acesso aberto, sem uma reformulação nos modelos de precificação, eles podem implicar em maior ônus financeiro às instituições brasileiras e não representar, de fato, uma transformação estrutural no sistema de comunicação científica.

#OligopóliosCientíficos #APC #Elsevier #Springer #Nature #Wiley

Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/276541

Ação judicial dos EUA acusa quatro grandes editoras de extorquir taxas de processamento de artigos / Retraction Watch

Ação judicial dos EUA acusa quatro grandes editoras de extorquir taxas de processamento de artigos / Retraction Watch

Uma ação judicial movida ao abrigo da Lei de Reclamações Falsas dos EUA acusa quatro grandes editoras de perpetrarem um esquema que durou uma década para fraudar o governo, cobrando taxas exorbitantes de processamento de artigos.

O caso, que foi divulgado em 30 de julho, alega que a Elsevier, a Springer Nature, a Wiley e a Informa forçaram instituições de pesquisa americanas a apresentarem ao governo pedidos de reembolso falsos, por meio de taxas de publicação de artigos, que chegavam a ser 10 vezes o custo de processamento dos artigos.

#APC #Elsevier #Springer #Nature #Wiley

via Retraction Watch

Disponível em: https://retractionwatch.com/2026/07/31/federal-lawsuit-major-publishers-article-processing-charges-false-claims-act/

CAPES atualiza normas para pagamento de taxas de publicação e disponibilização imediata em acesso aberto / ABCD

CAPES atualiza normas para pagamento de taxas de publicação e disponibilização imediata em acesso aberto / ABCD

A atualização busca tornar os procedimentos mais claros e previsíveis, alinhando-os às rotinas da Diretoria de Informação Científica e Estudos Avançados (DICE) e da Coordenação-Geral do Portal de Periódicos (CGPIC).

A Portaria nº 224, de 15 de maio de 2026, publicada no Diário Oficial da União, atualiza as regras fixadas anteriormente pela Portaria nº 120, de 26 de abril de 2024.

Um dos destaques refere-se ao Artigo 2º VI – retenção, pelos autores, da titularidade dos direitos autorais sobre suas obras, assegurado o direito de depósito em repositórios digitais e a disponibilização imediata em acesso aberto, em condições que permitam o livre acesso e a ampla reutilização do conhecimento produzido.” (NR)

Outro destaque refere-se ao Artigo 3º inciso I – garantir que a produção científica e tecnológica brasileira esteja disponível em acesso aberto, de forma permanente, livre e sob a licença Creative Commons Atribuição – CC BY, ampliando sua circulação, utilização e visibilidade.

#APCs #CAPES

via ABCD

Disponível em: https://www.abcd.usp.br/noticias/portaria-capes-224-15-maio-2026-acordos/

Os custos de publicação / Horizons

Os custos de publicação / Horizons

No entanto, não podemos simplesmente comparar os custos de forma direta, pois a taxa de publicação (APC) exigida pela PLOS também precisa cobrir os custos incorridos por artigos que não são aceitos para publicação. Na PLOS Medicine, por exemplo, até 97% de todas as submissões são rejeitadas. Já a ORE realiza apenas uma avaliação formal antes de publicar um artigo. Diferentemente de muitas outras editoras, tanto a ORE quanto a PLOS publicam um detalhamento transparente de seus custos de acordo com as diferentes etapas de trabalho envolvidas.

A tendência global é de fato rumo a uma maior abertura, embora a maioria dos artigos acadêmicos ainda esteja atrás de paywalls. Na revista Science, por exemplo, é preciso pagar US$ 30 para baixar um artigo em PDF. O mesmo processo custa € 29 na Nature, embora isso também dê acesso por um mês a todos os artigos de seus mais de 50 periódicos. Mas manter-se atualizado com o conhecimento pode rapidamente se tornar algo caro.

#Periódicos #APC

via Horizon

Disponível em: https://www.horizons-mag.ch/2026/06/04/the-costs-of-publishing/

Publicação de artigos em acesso aberto exige Orcid e vínculo à plataforma da CAPES / CAPES

Publicação de artigos em acesso aberto exige Orcid e vínculo à plataforma da CAPES / CAPES

Ter o Orcid, incluí-lo nas publicações e registrá-lo nos sistemas da CAPES agiliza o pagamento das APC, pois facilita a atualização automática da produção científica e acelera a validação dos artigos elegíveis à publicação nas editoras parceiras.

Antes de submeter seu artigo, é importante verificar algumas condições essenciais para que a CAPES possa autorizar o pagamento da Taxa de Processamento de Artigo (APC).

#APC #CAPES

via CAPES

Disponível em: https://www.gov.br/capes/pt-br/assuntos/noticias/publicacao-de-artigos-em-acesso-aberto-exige-orcid-e-vinculo-a-plataforma-da-capes

Publique seus artigos sem custos ! / ABC

Publique seus artigos sem custos ! / ABC

Expectativa é de que sejam publicados 6 mil artigos nos periódicos da Springer, 12 mil na Elsevier e 600 artigos na ACM por ano, ampliando a quantidade de papers em acesso aberto escritos por autores brasileiros nessas revistas.

No caso da Springer e Elsevier, o convênio é válido apenas para títulos que adotam o chamado modelo híbrido, no qual as revistas, embora cobrem assinaturas, abrem a possibilidade de publicação de estudos em acesso aberto se os autores desembolsarem uma taxa. Agora, pesquisadores brasileiros não precisarão pagar nada.

Não há limite para o número de papers a serem publicados, mas alguns títulos importantes estão fora do acordo, como as da coleção Nature, disponíveis apenas para leitura. Segundo a Capes, atualmente a editora não contempla a publicação ilimitada nas revistas da marca Nature nesse tipo de acordo, e o volume de artigos de autores brasileiros nesses títulos ainda é reduzido.

#APC #CAPES

via ABC

Disponível em: https://www.abcd.usp.br/noticias/publicar-sem-custos/

Publicação científica em periódicos de acesso aberto: dimensões política e econômica no âmbito dos institutos federais do Brasil / PPGCI – UFPE

Publicação científica em periódicos de acesso aberto: dimensões política e econômica no âmbito dos institutos federais do Brasil / PPGCI – UFPE

entre os principais resultados obtidos, constatou-se que a maior parte do valor pago em APC (87,4%) pelos IF foi destinado aos editores comerciais, além disso, o custo médio por área de conhecimento pode variar de acordo com as áreas, sendo nas Ciências Biológicas, Engenharias e Multidisciplinar a média mais alta. Quanto à oferta de subsídio aos pesquisadores para o pagamento de APC, notou-se que a maioria dos IF dispõe de um normativo para esta finalidade. Outrossim, nos documentos evidenciou-se a influência dos indicadores bibliométricos, especialmente quanto aos requisitos para a concessão do custeio de APC. No que se refere à percepção dos gestores sobre a publicação em periódicos AA com APC, os participantes compreendem que o pagamento de uma taxa pode contribuir com os custos para a manutenção dos periódicos, contudo, consideram que os valores praticados são significativamente altos e podem restringir as opções de publicação dos autores. Sobre as ações institucionais formativas, elas são parcialmente ofertadas e direcionadas ao público da pós graduação stricto sensu. Quanto às ações institucionais de monitoramento dos custos com APC, elas são realizadas pela maioria dos IF, considerando apenas os dados das solicitações atendidas nos editais de apoio à publicação em periódicos. Conclui-se que o financiamento às APC apenas no âmbito institucional mostra-se incerto, diante da insuficiência de recurso financeiro para atender toda a demanda.

#AcessoAberto #InstitutosFederais #APC

Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/67026

Como publicar seu artigo em Acesso Aberto sem custo com o acordo CAPES e Springer Nature / CAPES

Como publicar seu artigo em Acesso Aberto sem custo com o acordo CAPES e Springer Nature / CAPES

A CAPES/MEC oferecerá, em janeiro, aos usuários do Portal de Periódicos o curso “Como publicar seu artigo em Acesso Aberto sem custo com o acordo CAPES e Springer Nature”. No dia 30, a palestra será ministrada por Andréa Gonçalves, representante da Springer Nature.

Os treinamentos do Portal de Periódicos são realizados na plataforma ConferênciaWeb, que permite ao usuário se comunicar com a mediadora do Portal e enviar mensagens pelo chat. Consulte a lista completa de treinamentos disponíveis.

#APC #Cursos

Disponível em: https://www.gov.br/capes/pt-br/assuntos/noticias/como-publicar-seu-artigo-em-acesso-aberto-sem-custo-com-o-acordo-capes-e-springer-nature

A proposta do NIH de impor limites às taxas de publicação em acesso aberto gera agitação na comunidade científica / Science

A proposta do NIH de impor limites às taxas de publicação em acesso aberto gera agitação na comunidade científica / Science

Em algum momento do próximo ano, os Institutos Nacionais de Saúde (NIH) anunciarão novos limites para o quanto os beneficiários de financiamento podem gastar em taxas de publicação para tornar seus artigos de acesso aberto, ou seja, de leitura gratuita. A agência afirma que o objetivo é reduzir as taxas de processamento de artigos (APCs, na sigla em inglês) “excessivamente altas”, uma meta compartilhada por muitos pesquisadores. No entanto, comentários públicos divulgados na semana passada, de mais de 900 pesquisadores, instituições acadêmicas e editoras, revelam profundas preocupações sobre uma proposta que um dos comentaristas, o radiologista Geoffrey Young, do Mass General Brigham, considera “bem-intencionada, mas equivocada”.

#APC

Disponível em: https://www.science.org/content/article/nih-s-proposed-caps-open-access-publishing-fees-roil-scientific-community

Taxas de publicação em revistas Qualis da via dourada aos títulos híbridos / Biblios

Taxas de publicação em revistas Qualis da via dourada aos títulos híbridos / Biblios

Foi identificada a existência de títulos que adotam a cobrança de taxas em todos os estratos e áreas de avaliação da produção científica brasileira, com variação no valor médio das taxas entre áreas egrandes áreas. O valor médio é de US$2887, quanto mais elevado o estrato de avaliação, maiores os valores das taxas de publicação. Um terço dos títulos são periódicos em acesso aberto, os demais são títulos híbridos. Os dados apontam diferenças significativas nas médias das taxas de processamento de artigos em títulos em acesso aberto via dourada, média de US$1635, e nos títulos híbridos, com média de US$3518.

#QualisPeriódicos #AcessoAberto #APC

Disponível em: https://biblios.pitt.edu/ojs/biblios/article/view/1295