A inteligência artificial na pesquisa e no fomento: desafios e oportunidades / CAPES

A inteligência artificial na pesquisa e no fomento: desafios e oportunidades / CAPES

A inteligência artificial (IA) está transformando a produção de conhecimento científico, apesar de enfrentar desafios éticos, de transparência e confiabilidade. Na avaliação de pesquisa e fomento, a IA analisa grandes volumes de dados, otimizando processos de avaliação e distribuição de recursos de forma eficiente. Agências de fomento de inúmeros países, como Alemanha, França, Holanda, Noruega e Suíça estão promovendo iniciativas para integrar a IA em seus processos. No Reino Unido, o Research Excellence Framework (REF), modelo de avaliação que carrega muitas similaridades com o adotado no Brasil, está explorando a IA para reduzir a carga sobre revisores. Nesse contexto, organismos internacionais, como a UNESCO e a Comissão Europeia, desenvolveram diretrizes para o uso responsável da IA na educação e ciência, promovendo acesso amplo e práticas éticas. O presente relatório, apresentado como um texto para discussão, apresenta elementos preliminares para fomentar a discussão dos usos possíveis e desejáveis da inteligência artificial na CAPES, destacando o valor da colaboração com outros atores para maximizar o potencial da IA de maneira ética e responsável.

#IA #PesquisaCientífica #CAPES

Disponível em: https://www.gov.br/capes/pt-br/centrais-de-conteudo/23042025_Relatorio_2575649_A_inteligencia_artificial_na_pesquisa_e_no_fomento.pdf

Mesmo sobre ombros de gigantes a ciência vai regredindo / SciELO

Mesmo sobre ombros de gigantes a ciência vai regredindo / SciELO

A frase popularizada por Isaac Newton nos lembra de que o conhecimento produzido não decorre exclusivamente do nosso mérito, mas também está vinculado às contribuições de pensadores, pesquisadores e orientadores (os “gigantes”) que nos acompanharam ao longo de nossa formação.

Em meio às restrições à liberdade científica e aos escândalos de fabricação, falsificação ou plágio deliberado, associados à cultura do “publish or perish” e ao uso inadequado da inteligência artificial, torna-se inevitável refletir sobre o que nos levou a essa situação obscena e insustentável.

#Ciência #PesquisaCientífica

via SciELO

Disponível em: https://blog.scielo.org/blog/2026/05/08/mesmo-sobre-ombros-de-gigantes-a-ciencia-vai-regredindo/

A lacuna não está no resumos / Ricardo Limongi

A lacuna não está no resumos / Ricardo Limongi

Um pesquisador abre o ChatGPT e cola cinco resumos. Pede um resumo dos achados. Em segundos, recebe um texto limpo, articulado, útil. Parece ganho de produtividade. Em alguns sentidos, é.

Mas algo se perdeu nesse gesto. E o que se perdeu não é trivial.

Um estudo publicado em 2025 na Royal Society Open Science analisou quase cinco mil resumos científicos gerados por dez modelos de linguagem, entre eles ChatGPT-4o, Claude 3.7 Sonnet, DeepSeek e LLaMA 3.3. Os pesquisadores compararam os resumos aos textos originais, em busca de um padrão específico: a generalização indevida. Quando o modelo transforma uma conclusão restrita em uma afirmação mais ampla do que os autores originalmente fizeram.

O achado preocupa. A maior parte dos modelos testados generaliza além do que o texto original permite. Em alguns casos, até 73% das vezes. Modelos mais novos, como o ChatGPT-4o e o LLaMA 3.3 70B, são piores nisso do que as versões anteriores. E quando os pesquisadores pediram explicitamente aos modelos que “não introduzissem imprecisões”, a taxa de generalização indevida dobrou.

#PesquisaCientífica #IA #Resumos

Disponível em: https://ricardolimongi.substack.com/p/a-lacuna-nao-esta-no-resumos

Algo grande está acontecendo na ciência mundial e o Brasil parece estar de fora novamente / SciELO em Perspectiva

Algo grande está acontecendo na ciência mundial e o Brasil parece estar de fora novamente / SciELO em Perspectiva

Nas últimas semanas, pesquisadores de diversas áreas publicaram reflexões sobre o impacto dos agentes de IA (Inteligência Artificial) na pesquisa acadêmica. Não se trata de chatbots como o ChatGPT na versão gratuita. A categoria em questão são os “agentes de codificação” (coding agents), como o Claude Code, o Codex da OpenAI e o Antigravity da Google. Esses agentes escrevem código, executam scripts, coletam dados, analisam resultados, geram visualizações e redigem textos de forma autônoma. (…)

Para que o Brasil possa aproveitar o que a IA tem a oferecer, será preciso muita experimentação, compartilhamento de aprendizados e boas práticas, tendo em vista a nossa realidade. Afinal, temos massa crítica de pesquisadores competentes, temos instituições de pesquisa consolidadas e temos experiência em adaptar criativamente tecnologias a contextos de restrição de recursos. O que falta, neste momento, é atenção e difusão ampla das inovações. Falta que pesquisadores brasileiros acompanhem o que está acontecendo, testem as ferramentas, debatam os riscos e as oportunidades, pressionem agências de fomento por políticas de acesso e formem seus alunos para um cenário que já está se configurando.

#IA #PesquisaCientífica #SoberaniaDigital #Tendências #Inovação

Disponível em: https://blog.scielo.org/blog/2026/04/22/algo-grande-esta-acontecendo-na-ciencia-mundial-e-o-brasil-parece-estar-de-fora-novamente/

Pesquisadores criam ferramenta de IA que tenta prever falhas em estudos científicos / Folha de S. Paulo

Pesquisadores criam ferramenta de IA que tenta prever falhas em estudos científicos / Folha de S. Paulo

Cientistas publicam mais de 10 milhões de estudos e outras publicações por ano. Algumas dessas descobertas vão se somar ao acervo de conhecimento da humanidade. Mas algumas estarão erradas.

Para avaliar um estudo, cientistas podem replicá-lo para ver se obtêm o mesmo resultado. Mas há sete anos, uma equipe de centenas de cientistas se propôs a encontrar uma maneira mais rápida de avaliar a nova literatura científica. Eles construíram sistemas de inteligência artificial para prever se os estudos resistiriam ao escrutínio.

O projeto, financiado pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Darpa, na sigla em inglês) foi chamado de Confiança Sistematizada em Pesquisa Aberta e Evidência (Score, na sigla em inglês). A ideia veio de Adam Russell, então gerente de programa da agência. Ele imaginou gerar uma espécie de pontuação de crédito para a ciência.

#Ciência #PesquisaCientífica

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/04/pesquisadores-criam-ferramenta-de-ia-que-tenta-prever-falhas-em-estudos-cientificos.shtml

Uso de IA na pesquisa científica pode prejudicar formação de novos pesquisadores / Science Arena

Uso de IA na pesquisa científica pode prejudicar formação de novos pesquisadores / Science Arena

O cotidiano de um pesquisador envolve tarefas diversas — da escrita de artigos à análise de dados. A IA pode ajudar nessas frentes, liberando tempo para atividades de maior complexidade intelectual. O problema, segundo especialistas, está em como esse auxílio é incorporado ao processo de aprendizagem.

A distância entre gerações de pesquisadores torna isso evidente: enquanto muitos doutores consolidados desenvolveram suas habilidades de escrita e análise de forma manual, estudantes de doutorado que ingressam agora já têm acesso irrestrito a plataformas de IA — e podem nunca precisar exercitar essas competências de forma independente.

#EscritaCientífica #PesquisaCientífica

via Science Arena

Disponível em: https://www.sciencearena.org/noticias/uso-de-ia-na-pesquisa-cientifica-pode-prejudicar-formacao-de-novos-pesquisadores/

Como a IA redesenha a prática científica — e por que isso exige governança e reflexão ética? / Science Arena

Como a IA redesenha a prática científica — e por que isso exige governança e reflexão ética? / Science Arena

“Ferramentas de IA devem ser tratadas como ‘bons estagiários’, ávidos por aprender. Mas assim como o doutorando jamais submeteria um texto de estagiário sem revisão para uma publicação, tampouco deve encaminhar trabalhos feitos com IA sem a devida verificação”, disse Scalco.

A IA, nesse sentido, deve ser vista não apenas como mera ferramenta, mas como um agente de mudança estrutural, cujas implicações éticas e políticas precisam ser compreendidas, debatidas e incorporadas nos sistemas institucionais e na formação científica.

#IA #PesquisaCientífica

Disponível em: https://www.sciencearena.org/carreiras/como-a-ia-redesenha-a-pratica-cientifica-e-por-que-isso-exige-governanca-e-reflexao-etica/

Um framework para avaliar a confiabilidade das descobertas da pesquisa científica / PNAS

Um framework para avaliar a confiabilidade das descobertas da pesquisa científica / PNAS

Um intenso debate surgiu sobre a confiabilidade dos resultados de pesquisas científicas em diversas áreas. A pergunta “o que torna os resultados de uma pesquisa confiáveis?” suscita respostas diferentes dependendo da ênfase dada à integridade e ética da pesquisa, aos métodos de pesquisa, à transparência, à inclusão, à avaliação e revisão por pares ou à comunicação acadêmica. Cada uma dessas perspectivas oferece uma visão parcial. Propomos uma abordagem sistêmica que se concentra em verificar se a pesquisa é responsável, avaliável, bem formulada, se foi avaliada, se controla vieses, se reduz erros e se as afirmações são justificadas pelas evidências. Vinculamos cada um desses componentes a indicadores mensuráveis ​​de confiabilidade para avaliar a própria pesquisa, os pesquisadores que a conduzem e as organizações que a apoiam. Nossos objetivos são oferecer uma estrutura que possa ser aplicada a diferentes métodos, abordagens e disciplinas e fomentar a inovação no desenvolvimento de indicadores de confiabilidade. O desenvolvimento de indicadores válidos aprimorará a condução e a avaliação da pesquisa e, em última análise, a compreensão e a confiança do público.

#FontesDeInformação #PesquisaCientífica #IntegridadeEmPesquisa #ÉticaNaPesquisa

Disponível em: https://www.pnas.org/doi/10.1073/pnas.2536736123

O papel da Inteligência Artificial na investigação científica: uma perspectiva científica para as políticas europeias / Oficina de Publicaciones de la Unión Europea

O papel da Inteligência Artificial na investigação científica: uma perspectiva científica para as políticas europeias / Oficina de Publicaciones de la Unión Europea

Apesar das promessas, a integração da IA ​​na ciência apresenta desafios significativos que exigem uma governança robusta. Os principais riscos identificados incluem viés algorítmico, a potencial proliferação de “alucinações” e informações fabricadas, a possível erosão das habilidades de pensamento crítico e um fenômeno conhecido como deriva epistêmica. Essa deriva descreve a tendência da tecnologia de reforçar inadvertidamente paradigmas de pesquisa existentes, o que pode limitar a diversidade de questões científicas exploradas ou separar as descobertas científicas da supervisão humana crítica. Para lidar com esses riscos e maximizar os benefícios da IA, o relatório propõe três principais áreas de ação política:

(1) Promover os princípios da ciência aberta (dados, modelos e infraestrutura abertos) para garantir reprodutibilidade e confiabilidade.
(2) Fazer investimentos estratégicos em infraestrutura de Computação de Alto Desempenho (HPC), “Fábricas de IA” e repositórios de dados científicos abertos.
(3) Promover o desenvolvimento de um novo conjunto de habilidades em pesquisadores, fomentando equipes “híbridas” que combinem expertise no domínio científico com métodos avançados de IA e ciência de dados.

#PesquisaCientífica #IA #PolíticasCientíficas

Disponível em: https://publications.jrc.ec.europa.eu/repository/bitstream/JRC143482/JRC143482_01.pdf

Answerthis

Answerthis

– Deixe a IA ajudar você a redigir, revisar e resumir conteúdos acadêmicos com rapidez e clareza.
– Descubra como os artigos se relacionam, citam e influenciam uns aos outros por meio de um mapa interativo que revela a visão geral do seu tema de pesquisa.
– Acompanhe tendências de citações, identifique os principais autores e periódicos e explore padrões influentes para embasar seu trabalho com insights bibliométricos em tempo real.
– Crie e personalize ferramentas de IA para suas tarefas específicas de pesquisa.
– Explore, organize e sintetize artigos acadêmicos com ferramentas que tornam as revisões de literatura estruturadas, perspicazes e simples de realizar.

#FerramentasOnline #IA #RevisãoDeLiteratura #PesquisaCientífica

Disponível em: https://answerthis.io/

Os cuidados com o uso da Inteligência Artificial na pesquisa acadêmica / Biblioteca ECA/USP

Os cuidados com o uso da Inteligência Artificial na pesquisa acadêmica / Biblioteca ECA/USP

Existem diversas tarefas da pesquisa que podem ser otimizadas (ou mesmo feitas) com o auxílio de ferramentas que utilizam Inteligência Artificial Generativa: coleta, análise e visualização de dados, transcrição de entrevistas, suporte na elaboração de resumos, revisão ortográfica etc. Portanto, não se trata de estabelecer uma proibição total, mas de discutir formas adequadas e éticas de uso. Como não existe um consenso (no sentido de regra única a ser seguida) a respeito do assunto, vamos sugerir algumas diretrizes que podem auxiliar a comunidade acadêmica.

#PesquisaCientífica #IA

via Biblioteca ECA-USP

Disponível em: https://bibliotecadaeca.wordpress.com/2025/10/06/os-cuidados-com-o-uso-da-inteligencia-artificial-na-pesquisa-academica/

A Agenda de Pesquisa Pessoal do Bibliotecário / Canadian Journal of Academic Librarianship 

A Agenda de Pesquisa Pessoal do Bibliotecário / Canadian Journal of Academic Librarianship 

Agendas pessoais de pesquisa são planos que visam articular tanto seus focos de pesquisa quanto seus planos para conduzi-la. As agendas de pesquisa também ajudam a esclarecer que a pesquisa não precisa ser algo que termina com a conclusão de um projeto, seja um artigo ou uma apresentação em conferência, mas sim algo que pode crescer, se expandir e envolver múltiplos projetos.

O primeiro passo para construir uma agenda de pesquisa é identificar uma área (ou áreas) de concentração que você considere interessante e que acredite haver necessidade de pesquisa adicional sobre o tema. Os temas devem ter um certo grau de especificidade; Ciência da Informação é um campo excepcionalmente amplo, e uma única pessoa não poderia esperar estudar todos os seus aspectos. Dizer que você espera “conduzir pesquisas em Ciência da Informação” é, portanto, vago o suficiente para ser extremamente inútil. Algo mais específico deve ser escolhido.

#Bibliotecários #PesquisaCientífica

Disponível em: https://cjal.ca/index.php/capal/article/view/45089