Soberania de dados acadêmicos é desafio para universidades públicas / ComCiência

Soberania de dados acadêmicos é desafio para universidades públicas / ComCiência

De acordo com a Rede pela Soberania Digital, a maior parte das comunicações acadêmicas e de pesquisa produzidas nas instituições públicas brasileiras estão em data centers fora de seu controle institucional. Essa configuração alimenta um sistema de inteligência e de lucros, a partir de análise de dados, que fragilizam a soberania digital e autonomia universitária. Frente a esse cenário, pesquisadores brasileiros repensam a questão, defendendo uma melhor infraestrutura digital nacional, que garanta o armazenamento e processamento de dados sem a dependência de players estrangeiros.

Segundo pesquisa do Observatório Educação Vigiada, 79% das instituições públicas de Ensino Superior brasileiras têm seus e-mails institucionais alocados em servidores privados. Localizados fora do país, estes servidores são gerenciados por empresas envolvidas no lucrativo mercado de coleta, análise e comercialização de dados pessoais, conhecidos como Gafam (Google, Apple, Facebook, Amazon, Microsoft). A Google, o maior player desse mercado, armazena 72% dos e-mails institucionais das universidades públicas brasileiras, como USP e Unicamp. Esse cenário aponta para uma situação de vulnerabilidade em relação à segurança da produção científica e tecnológica do Brasil.

#SoberaniaDeDados #SoberaniaDigital #UniversidadesPúblicas

via ComCiência

Disponível em: https://www.comciencia.br/dados-academicos-em-disputa-e-a-questao-da-soberania-digital-nas-universidades-publicas-do-brasil/

Autonomia universitária: o fim da lista tríplice nas universidades federais / Jornal da Ciência

Autonomia universitária: o fim da lista tríplice nas universidades federais / Jornal da Ciência

O fim da lista tríplice representa, portanto, uma conquista histórica. Essa mudança tornou-se ainda mais urgente diante do que as universidades federais viveram entre 2019 e 2022, quando mais de vinte reitores e reitoras foram nomeados sem terem sido os mais votados nas consultas realizadas pelas comunidades acadêmicas. Em alguns casos, o nome escolhido sequer figurava em primeiro lugar na lista tríplice, o que gerou graves crises institucionais e tensões nas universidades.

A aprovação dessa mudança representa um passo decisivo para o fortalecimento da autonomia universitária, da democracia institucional e do respeito às escolhas das comunidades acadêmicas. Trata-se de uma conquista coletiva, resultado da mobilização persistente de estudantes, docentes, técnicos, reitores, entidades científicas e organizações da sociedade civil.

#UniversidadesPúblicas

via Jornal da Ciência

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/editorial-autonomia-universitaria-o-fim-da-lista-triplice-nas-universidades-federais/

Estudantes de medicina trocam vaga em federal por curso privado perto de casa / Folha de S. Paulo

Estudantes de medicina trocam vaga em federal por curso privado perto de casa / Folha de S. Paulo

– Expansão de faculdades particulares, possibilidade de auxílio financeiro e proximidade familiar pesam na decisão
– Especialistas apontam mudança geracional e redução do custo simbólico de abrir mão da universidade pública

#UniversidadesPúblicas #Medicina #EnsinoSuperior

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/03/estudantes-de-medicina-trocam-vaga-em-federal-por-curso-privado-perto-de-casa.shtml

O problema da percepcão pública da universidade pública / Questão de Ciência

O problema da percepcão pública da universidade pública / Questão de Ciência

Tanto o IPC quanto a percepção sensorial do vinho e as opiniões sobre universidades, ainda que não correspondam diretamente à realidade dos objetos avaliados, influenciam decisões e reputações, como a imagem institucional do país, a posição de um rótulo num catálogo de vinhos e o grau de apoio da população ao ensino superior público. Em qualquer dessas situações, reagir com arrogância e desmerecer o observador não é a melhor maneira de fortalecer a própria marca.

As universidades públicas, ao se apresentarem cada vez mais como agentes políticos-morais, tratando a promoção direta de uma perspectiva particular de justiça social como parte da sua missão principal, e não apenas como instituições dedicadas ao ensino, à pesquisa e à extensão, mudam o cenário em que são avaliadas. Para uma parcela do público, o juízo deixa de incidir sobre os resultados científicos e a qualidade da formação oferecida, e passa a se organizar em torno de valores identitários e ideologias.

#UniversidadesPúblicas

via Questão de Ciência

Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2026/02/16/o-problema-da-percepcao-publica-da-universidade-publica

Governo do Brasil recompõe orçamento de instituições federais / MEC

Governo do Brasil recompõe orçamento de instituições federais / MEC

Linha do tempo – O trabalho do MEC pela suplementação do orçamento anual de universidades e institutos federais resultou, em 2023, no acréscimo de R$ 1,7 bilhão; em 2024, de R$ 734,2 milhões; e em 2025, de R$ 400 milhões. Os recursos têm como objetivo mitigar os efeitos de restrições orçamentárias anteriores e garantir a manutenção das atividades acadêmicas, administrativas e de assistência estudantil, essenciais para o pleno funcionamento das Ifes em todo o país. A ampliação dos recursos também contribui para o avanço de programas prioritários da educação técnica e superior, como a expansão da oferta de vagas, o fomento à inclusão e o investimento em infraestrutura e inovação.

#UniversidadesPúblicas

via MEC

Disponível em: https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2026/janeiro/governo-do-brasil-recompoe-orcamento-de-instituicoes-federais

Com orçamento menor, universidades federais dependem cada vez mais de emendas parlamentares / Folha de S. Paulo

Com orçamento menor, universidades federais dependem cada vez mais de emendas parlamentares / Folha de S. Paulo

De acordo com análise do Observatório do Conhecimento, as 69 instituições de educação superior mantidas pela União receberam R$ 571 milhões do parlamento em 2025. O montante correspondeu a aproximadamente 7,2% da verba discricionária das instituições, aquela destinada ao funcionamento das unidades.

Os repasses foram quatro vezes maiores que os observados em 2014, por exemplo, quando foram destinados R$ 148 milhões em emendas às universidades. Isso representou 0,86% do orçamento daquele ano. Os dados são do Ministério do Planejamento e estão atualizados pela inflação do período.

#UniversidadesPúblicas

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/01/com-orcamento-menor-universidades-federais-dependem-cada-vez-mais-de-emendas-parlamentares.shtml

Governo envia projetos para criar universidades federais indígena e do esporte / Folha de S. Paulo

Governo envia projetos para criar universidades federais indígena e do esporte / Folha de S. Paulo

O governo federal anunciou nesta quinta-feira (27) o envio ao Congresso dos projetos de lei que criam a Unind (Universidade Federal Indígena) e a UFEsporte (Universidade Federal do Esporte). Se aprovadas, as medidas ampliarão a rede de ensino superior para 71 universidades federais.

As duas universidades terão como foco os povos originários e a formação ligada ao esporte de rendimento. A previsão inclui oferta de cursos de graduação e pós-graduação, com sede em Brasília e estrutura multicampi.

#UniversidadesPúblicas #PovosIndígenas #Esporte

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2025/11/governo-envia-projetos-para-criar-universidades-federais-indigena-e-do-esporte.shtml

Orçamento de universidades federais e agências previsto para 2026 é metade do valor de 2014 / Folha de S. Paulo

Orçamento de universidades federais e agências previsto para 2026 é metade do valor de 2014 / Folha de S. Paulo

O governo Lula (PT) propôs destinar R$ 17,9 bilhões para as universidades federais, agências de fomento à ciência e tecnologia em 2026. Esse valor é metade (53%) do que a área chegou a ter disponível em 2014, quando o orçamento aprovado foi de R$ 32,5 bilhões, em valores corrigidos.

O levantamento foi feito pelo Observatório do Conhecimento, rede formada por associações de docentes de universidades de todo o país. O relatório será apresentado nesta quarta-feira (24) na Câmara dos Deputados. (…) Em 2026, o governo quer destinar R$ 7,85 bilhões para o custeio das 69 universidades federais do país. Esse valor é menor do que o previsto para 2025 e apenas 45% do que foi em 2014, quando havia apenas 59 instituições de ensino para dividir o recurso.

#UniversidadesPúblicas

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2025/09/orcamento-de-universidades-federais-e-agencias-previsto-para-2026-e-metade-do-valor-de-2014.shtml

SBPC repudia ataques às universidades públicas e à democracia / Jornal da Ciência

SBPC repudia ataques às universidades públicas e à democracia / Jornal da Ciência

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), entidade que reúne a ciência brasileira há 8 décadas e que lutou pela democratização e redemocratização de nosso país, vem a público manifestar o seu repúdio em relação aos atos recentemente ocorridos em espaços de importantes universidades públicas, como a UFPR, USP e UNIFESP. São instituições que, ao lado de outras universidades e institutos de pesquisa, vêm desenvolvendo ensino e pesquisas de excelência, que atuam para a formação e o desenvolvimento científico e econômico, além de serem agentes da transformação social.

Repudiamos o ataque sofrido pela Profa. Dra. Melina Facchin na UFPR, pelos estudantes e trabalhadores na FFLCH/USP e na UNIFESP. Verificamos que foram várias ações violentas e provocadoras que grupos de ultradireita, ligados a vereadores e deputados estaduais que vêm produzindo não só ameaças como agressões físicas. Como se não bastasse, houve também situações junto à UNIFESSPA, UFRGS e UFMT. Chama-nos a atenção que todos esses atos tenham ocorrido nos dias subsequentes ao julgamento e condenação dos réus que praticaram crimes contra a Constituição Federal pela tentativa de golpe contra a Democracia de nosso país.

#UniversidadesPúblicas #SBPC

via Jornal da Ciência

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/sbpc-repudia-ataques-as-universidades-publicas-e-a-democracia/

Universidade brasileira, da euforia à penúria / Outras palavras

Universidade brasileira, da euforia à penúria / Outras palavras

A expansão da educação superior pública no Brasil foi uma euforia que perdeu fôlego de forma paulatina a partir de 2014, com uma queda de investimentos e de despesas do governo federal direcionado às IES.

O desmonte, após um período de forte expansão entre 2004 e 2010, se aprofundou, em última análise, como resultado direto dos rumos fiscais tomados com a Emenda Constitucional 95 de 2016, conhecida como “teto de gastos”. Ao congelar o gasto público, a medida relegou a segundo plano a crescente necessidade de manutenção e de novos investimentos nas universidades federais, decorrente da própria expansão realizada nos anos anteriores. Os investimentos do governo federal (em vermelho, no gráfico abaixo) caíram abruptamente de R$ 6,586 bilhões em 2014 para apenas R$ 413 milhões em 2021, penúltimo ano do governo Bolsonaro. Uma redução de 93%:

#UniversidadePúblicas #EnsinoSuperior

via Outras palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/crise-brasileira/universidade-brasileira-da-euforia-a-penuria/

Emendas Parlamentares no Orçamento das Universidades Federais / Observatório do Conhecimento

Emendas Parlamentares no Orçamento das Universidades Federais / Observatório do Conhecimento

O processo de aumento absoluto de emendas parlamentares no orçamento evidencia duas problemáticas principais: primeiro, o orçamento discricionário direcionado pelo Executivo é aquele que permite maior previsibilidade das instituições, visto que está previsto no Projeto de Lei Orçamentária e segue uma série de prerrogativas fiscais e constitucionais. As emendas, por outro lado, são instrumentos não somente orçamentários, mas, também, políticos. O segundo problema está no direcionamento de recursos de emendas por um/a parlamentar, sendo este processo dependente de fatores como plano político, propostas eleitorais e compatibilidade do projeto. Pelo lado da Universidade, a mobilização por emendas parlamentares depende de, principalmente, articulação política – fatores que ainda estão fora do escopo de atividade de gestão universitária. O gráfico e tabela abaixo demonstram tais relações a partir do orçamento discricionário das instituições entre 2014 e 2025.

#UniversidadesPúblicas #EmendasParlamentares

via Observatório do Conhecimento

Disponível em: https://observatoriodoconhecimento.org.br/emendas-parlamentares-no-orcamento-das-universidades-federais/

Emendas parlamentares são usadas como recurso complementar para universidades públicas / Pesquisa Fapesp

Emendas parlamentares são usadas como recurso complementar para universidades públicas / Pesquisa Fapesp

Entre 2014 e 2025, as emendas passaram de 0,8% para aproximadamente 7,2% do orçamento das universidades federais. Dos R$ 7,89 bilhões previstos neste ano na Lei Orçamentária Anual (LOA) para as 69 universidades federais brasileiras, R$ 571 milhões devem vir de emendas parlamentares. Apesar de ligeira queda em relação a 2024, os valores têm crescido nos últimos anos – em 2014 foi de R$ 148,42 milhões, quando o orçamento discricionário da LOA para essas instituições foi de aproximadamente R$ 17 bilhões, mais que o dobro do atual.

via Pesquisa Fapesp

#UniversidadesPúblicas

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/emendas-parlamentares-sao-usadas-como-recurso-complementar-para-universidades-publicas/