Curso “ABC de cientometria” / Bibliotecas e Devaneios
Em tempos de reinvenção das bibliotecas, um dos importantes papéis a serem cumpridos relaciona-se com a cientometria, área da ciência da informação que aplica métodos quantitativos para analisar informações de modo a:
1)compreender o comportamento dos pesquisadores em relação às publicações; e
2) subsidiar a gestão das atividades científicas em diferentes esferas institucionais.
Quadro de resultados de pesquisa e inovação do G20 2025 / Clarivate
Embora o CNCI (Category Normalized Citation Impact – Categoria Impacto de Citação Normalizado) tenha permanecido relativamente constante em torno de 0,79 entre 2015 e 2024, isso mascara tendências por disciplina. O CNCI em Ciências Médicas e da Saúde permanece constante, pouco acima de 1,0, enquanto o CNCI na maioria dos campos caiu ao longo do período, compensado por um aumento no CNCI em Ciências Sociais. O foco em Ciências Agrárias e Veterinárias é 2,18 vezes a média do G20, com 14,3% dos artigos. Os ODS acima da média do G20 concentram-se no ODS 2, Fome Zero, e no ODS 15, Vida Terrestre, com 1,63 e 1,55 vezes a média, respectivamente. A taxa de OA de acesso aberto permanece consistente entre 50% e 60% — no entanto, embora a maior parte seja publicada em periódicos ouro/híbridos/bronze (84,9% de todos os artigos OA em 2015; 90,4% em 2023), a porcentagem desses artigos que também são publicados por meio de OA verde está caindo (75,5% em 2015; 47,6% em 2023).
Uma redefinição da divisão público/privado é inevitável em uma economia baseada no conhecimento, pois o conhecimento acadêmico é um bem público, enquanto o empreendedorismo exige condições para a apropriação privada. Em contraste com as expectativas neoliberais, a direção não é, portanto, o laissez-faire. Há um papel importante, mas não dominante, para o governo e um papel reforçado para a universidade na Tríplice Hélice. O que impulsiona essa mudança no papel dessas esferas institucionais e suas redes de relações é a necessidade de sustentar um alto nível de inovação.
Panorama dos repositórios de dados no Brasil / Biblioline
Os dados foram coletados da plataforma Re3data e foram encontrados 23 repositórios. Os dados indicam que a maior concentração de repositórios de dados de pesquisa no Brasil se encontram no Distrito Federal (DF) e em São Paulo (SP). As áreas do conhecimento se apresentam de maneira multidisciplinar e o software mais utilizado é o Dataverse. Entre as considerações destaca-se que o tema repositório de dados é emergente, já que, o número para ser estudado ainda é pequeno. Os repositórios elencados são importantes para o fortalecimento da ciência aberta e a transparência na pesquisa científica.
À medida que o volume e a variedade de informações online — tanto valiosas quanto suspeitas — aumentam, bons metadados são mais importantes do que nunca. Nossas comunidades e instituições precisam de pessoas com o conhecimento e a expertise necessários para conectar os recursos da biblioteca ao ecossistema de conhecimento mais amplo.
A Link Data são uma forma de organizar e conectar dados na web para que possam ser compartilhados e utilizados de forma fácil, automática e programática por diversos sistemas e serviços. Os dados vinculados fragmentam os dados valiosos e focados na biblioteca, armazenados em registros MARC, e os publicam usando identificadores uniformes de recursos (URIs).
O Portal de Periódicos é o segundo projeto da CAPES a utilizar um dos grandes provedores de nuvem pública — o primeiro foi o sistema responsável pelas cópias de segurança dos dados da instituição. Essa nova arquitetura permite mais flexibilidade para lidar com picos de demanda, mantendo a disponibilidade do Portal em 99%. É um modelo de referência para outros sistemas da CAPES, que também estão sendo modernizados.
A recente reformulação da Plataforma Sucupira e o lançamento do SIPREC 2.0 são exemplos de um movimento mais amplo de transformação digital, que visa ampliar a capacidade de escolha da instituição entre diferentes soluções tecnológicas, equilibrando governança de TIC, segurança da informação e atendimento ao usuário final.
Uma Geografia Social da Escrita Cuneiforme na Assíria e na Babilônia do Primeiro Milênio / UCL Press
Este é um livro sobre como o conhecimento viaja, em mentes e corpos, escritos e performances. Explora as formas que o conhecimento assume, os significados que acumula e como são moldados pelos povos e lugares que o utilizam. Este é também um livro sobre as relações entre poder político, laços familiares e erudição letrada no antigo Oriente Médio do primeiro milênio a.C. (ver Tabelas 3a e 5a para visões gerais cronológicas). Seu foco particular está em duas regiões onde a escrita cuneiforme era o meio de escrita predominante: a Assíria, ao norte da atual Síria e Iraque; e a Babilônia, ao sul da atual Bagdá.
Diretoria do CFB se reúne em Brasília para alinhar metas e reforçar agenda institucional / CFB
Entre os principais pontos discutidos, destacam-se:
– A construção do Plano de Metas 2026, com foco na modernização do sistema, valorização profissional e fortalecimento das bibliotecas; – A participação do CFB na Conferência Nacional da Inteligência Artificial e Direitos Sociais, assegurando a presença da Biblioteconomia nos debates sobre ética, regulação e inclusão digital; – A apresentação do relatório da auditoria externa, parte das ações de transparência e governança da atual gestão;
Racismo algorítmico e a cor da pele que ainda pesa nos dados da IA / Bits da Biblio
A máquina não inventa o racismo. Ela o reproduz, com selo de precisão, sem culpa, sem rosto. Como se fosse técnica, mas é política.
E afeta vidas reais, como a de Robert Williams, preso por um crime que não cometeu, por causa de um sistema de reconhecimento facial que confundiu um rosto negro com outro. Esse não é um caso isolado.
E a situação piora quando ampliamos o foco. As IAs generativas, por exemplo, reforçam o padrão branco como norma. Quando pedimos para criar imagens de pessoas, os resultados mostram uma lógica clara: brancos aparecem como referência, negros como exceção. E quando aparecem, vêm carregados de estereótipos.
As quatro facetas do bibliotecário escolar para a formação de um leitor crítico / Biblionline
O presente artigo tem por objetivo discorrer sobre a presença do bibliotecário e as suas múltiplas atuações possíveis em bibliotecas escolares, compreendendo que o profissional pode se desenvolver a partir de quatro facetas em seu exercício laboral: técnica, leitora, pesquisadora e docente. (…) Com reverberação do estudo, contata-se que os bibliotecários possuem importante papel técnico, social, ético e político na constituição de leitores-críticos e para isso, precisam estar inseridos no contexto escolar e reconhecer as suas diferentes facetas profissionais e âmbitos de atuação.
Biblioteca da UFPB indica ferramentas digitais para detectar plágio / UFPB
De acordo com a bibliotecária Ana Roberta Mota, o objetivo da iniciativa é auxiliar professores e alunos. “Queremos ajudar na escrita científica e na autonomia intelectual dos usuários. As ferramentas detectam trechos copiados e ajuda o autor a não cair no erro de copiar sem citar as fontes”, explica a técnico-administrativa da UFPB.
Algumas das ferramentas são pagas e outras gratuitas. Além de evitar o plágio nos trabalhos, elas servem também para os professores saberem se os alunos copiaram o texto de outras pessoas.
Netflix redesenha a experiência do usuário e aposta em IA: o que isso ensina sobre a Organização do Conhecimento?
Nos celulares, a IA generativa entra como um recurso beta opcional de busca em linguagem natural. Em vez de digitar apenas títulos ou gêneros, o usuário poderá dizer coisas como “quero algo leve” ou “quero algo animado e engraçado” aproximando a interação de uma conversa cotidiana e ampliando as rotas de descoberta de histórias (Netflix, 2025).
Com a chegada desse conjunto de recursos como: interface redesenhada, recomendações responsivas e buscas conversacionais com IA, torna-se imprescindível que as informações sobre cada conteúdo estejam muito bem organizadas, estruturadas e semanticamente ricas. E é aqui que a Biblioteconomia e Ciência da Informação juntamente com os Sistemas de Organização do Conhecimento (SOC) entram.
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