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A IA como curadora do saber acadêmico e o risco da superficialidade / Jornal da USP

A IA como curadora do saber acadêmico e o risco da superficialidade / Jornal da USP

A inteligência artificial generativa, com sua pressa eletrônica, atravessa em segundos o que equivaleria a anos de leitura. Não se limita a encontrar: seleciona, resume, organiza e até reescreve. O pesquisador, que antes percorria pacientemente rios de referências, tem diante de si um oceano que se deixa atravessar num sopro. Há algo de embriagante nessa promessa: conceitos densos surgem destilados, revisões bibliográficas se resolvem num clique e o labirinto do conhecimento se apresenta com um mapa pronto.
Mas mapas mentem. A bússola que a IA oferece aponta para direções já traçadas, não para territórios por descobrir. É um saber filtrado por modelos treinados em bases enviesadas, guiados por critérios invisíveis e pela lógica da predição — que não é a da compreensão. Ao assumir o papel de “curadora”, a IA decide o que merece ser visto. A seleção, antes fruto do olhar crítico do pesquisador, é terceirizada a um mecanismo que opera segundo estatísticas de coocorrência, padrões de popularidade e frequência de citações. O que não aparece nessa paisagem algorítmica evapora como se nunca tivesse existido. É um “epistemicídio” silencioso: não se queima o livro, apenas se apaga sua presença.

#IA #Ciência

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/a-ia-como-curadora-do-saber-academico-e-o-risco-da-superficialidade/

Quem controla seus dados? Ciência Aberta, Colonialismo de Dados e Soberania na era da Inteligência Artificial e do Big Data / Pimenta Cultural

Quem controla seus dados? Ciência Aberta, Colonialismo de Dados e Soberania na era da Inteligência Artificial e do Big Data / Pimenta Cultural

Este livro parte da hipótese de que estamos testemunhando uma nova forma de colonialismo, não centrada na posse de territórios físicos, mas na apropriação contínua da vida, convertida em dado. Esse fenômeno articula práticas de extração, classificação e comercialização de informações pessoais e coletivas, muitas vezes sem o consentimento ou o benefício das comunidades envolvidas.
Mais profundamente, ele envolve a padronização de epistemologias, a imposição de lógicas algorítmicas e o silenciamento de formas plurais de conhecimento.
A dimensão epistêmica dessa nova colonialidade é particularmente relevante em relação às tensões com a Ciência Aberta. Quando Frantz Fanon escreveu “Os Condenados da Terra” em 1961, ele alertava para como o colonialismo, além de explorar recursos materiais, destruía sistematicamente as formas de conhecimento dos povos colonizados, substituindo-as por epistemologias europeias apresentadas como universais (FANON, 1961). Hoje, algo ritmos de classificação e sistemas de inteligência artificial reproduzem essa violência epistêmica em escala global, invisibilizando línguas, práticas culturais e modos de vida que não se encaixam nos padrões dominantes

#SoberaniaDigital #BigData #IA #CiênciaAberta #LivrosCI

Disponível em: https://www.pimentacultural.com/livro/quem-controla-dados/

O Sul global na nova geopolítica dos saberes / Outras palavras

O Sul global na nova geopolítica dos saberes / Outras palavras

A necessidade de o Sul Global conquistar soberania sobre suas produções de dados transcende questões econômicas, representando uma questão de sobrevivência civilizacional na era digital. Sem controle sobre dados, algoritmos e infraestrutura digital, países emergentes permanecerão perpetuamente subordinados, tendo suas populações transformadas em “material bruto” para enriquecimento de corporações ocidentais através de uma forma mais sofisticada e penetrante de colonialismo que qualquer sistema anterior.

A atual extração de dados pelo Vale do Silício representa um modelo extrativista que não apenas extrai riqueza econômica, mas também modela comportamentos, preferências políticas e estruturas sociais através de algoritmos opacos. Esta capacidade de influenciar eleições, movimentos sociais e percepções de realidade torna o controle sobre infraestrutura digital uma questão de soberania nacional básica, comparável ao controle sobre território, moeda ou recursos naturais.

#SoberaniaDigital

#Ciência

Disponível em: https://outraspalavras.net/outrasmidias/o-sul-global-na-nova-geopolitica-dos-saberes/

Soberania de Dados Científicos nas tensões entre a Abertura Global e a Autonomia Local / SciELO

Soberania de Dados Científicos nas tensões entre a Abertura Global e a Autonomia Local / SciELO

A soberania de dados científicos não é uma barreira à ciência aberta, mas uma condição para sua realização plena e justa. Uma ciência verdadeiramente aberta é aquela que respeita a autonomia das comunidades que geram conhecimento, que promove a equidade no acesso não apenas aos dados, mas também às capacidades de processá-los e interpretá-los, e que reconhece a diversidade de epistemologias e formas de saber.

Para o Sul Global e para a comunidade científica comprometida com a equidade, a construção de infraestruturas soberanas, o desenvolvimento de marcos de governança participativa e a promoção de colaborações equitativas são passos essenciais para garantir que a ciência aberta não se torne um novo veículo de colonialismo, mas sim uma ferramenta de emancipação e justiça cognitiva. A questão “Quem controla seus dados?“2 é, no fundo, uma questão sobre quem tem o poder de definir o futuro da ciência e do conhecimento. E a resposta deve ser: todos nós, em condições de igualdade e respeito mútuo.

#DadosDePesquisa #ColonialismoDeDados

via SciELO

Disponível em: https://blog.scielo.org/blog/2025/12/17/soberania-de-dados-cientificos-nas-tensoes-entre-a-abertura-global-e-a-autonomia-local/

O que é ‘slop’ e por que é a palavra do ano para o dicionário Merriam-Webster / Olhar Digital

O que é ‘slop’ e por que é a palavra do ano para o dicionário Merriam-Webster / Olhar Digital

O dicionário mais antigo dos Estados Unidos, Merriam-Webster, escolheu “slop” como a Palavra do Ano de 2025. O termo define conteúdo digital de baixa qualidade produzido em grande escala, geralmente com uso de inteligência artificial (IA).

É uma escolha que mira direto no excesso de textos, imagens, vídeos e áudios artificiais que passaram a ocupar feeds, buscas e plataformas ao longo do ano.

Segundo o dicionário, “slop” ajuda a nomear um fenômeno que todo mundo percebe, mesmo sem saber explicar direito: a sensação de que a internet ficou mais barulhenta, repetitiva e inflada por conteúdo gerado de maneira automatizada.

#Palavras

via Olhar digital

Disponível em: https://olhardigital.com.br/2025/12/16/internet-e-redes-sociais/o-que-eh-slop-e-por-que-eh-a-palavra-do-ano-para-o-dicionario-merriam-webster/

Mediação da informação, resistência e emancipação social nas produções audiovisuais periféricas de Belém (PA) – Entrevista com Jetur Castro / Divulga-CI

Mediação da informação, resistência e emancipação social nas produções audiovisuais periféricas de Belém (PA) – Entrevista com Jetur Castro / Divulga-CI

Confira nossa entrevista com o bibliotecário Jetur Lima de Castro, doutor em Ciência da Informação pela Universidade Estadual Paulista e professor no Instituto de Educação Estadual do Pará no Curso Técnico em Biblioteconomia. Em sua tese, Jetur analisa as contranarrativas audiovisuais como práticas de resistência e emancipação social frente aos estigmas reproduzidos pela mídia hegemônica. Na entrevista, conheça o percurso e aprendizagens do pesquisador.

#Entrevista #MediaçãoDaInformação #EmancipaçãoSocial

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-3-n-12-dez-2025/mediacao-da-informacao-resistencia-e-emancipacao-social-nas-producoes-audiovisuais-perifericas-de-belem-pa-entrevista-com-jetur-castro/

Os Princípios do Monitoramento da Ciência Aberta / Zenodo

Os Princípios do Monitoramento da Ciência Aberta / Zenodo

Para aproveitar ao máximo a adoção da Recomendação da UNESCO de 2021 sobre Ciência Aberta,
é necessário implementar um monitoramento transparente e representativo para impulsionar e apoiar a mudança pretendida, bem como para identificar ações eficazes e lacunas prioritárias.

Nesse contexto, os Princípios de Monitoramento da Ciência Aberta fornecem uma estrutura aspiracional para desenvolver boas práticas e diretrizes de monitoramento que incentivem a agregação, a comparação e a reutilização dos resultados do monitoramento. Eles não estão vinculados a nenhum serviço de monitoramento ou solução técnica específica.

#CiênciaAberta #BoasPráticas

Disponível em: https://zenodo.org/records/15807481

Características de artigos altamente citados / Research Evaluation

Características de artigos altamente citados / Research Evaluation

As curvas de citação de artigos altamente citados seguem um padrão típico de ascensão e declínio. No entanto, diferentes tipos de curvas de citação podem ser identificados, refletindo possíveis diferenças na função cognitiva dos artigos. Artigos altamente citados normalmente recebem citações de um grande número de periódicos diferentes e de artigos que representam áreas tanto próximas quanto distantes. Contudo, esse padrão não é muito diferente da distribuição média para todos os artigos. Discutimos como as descobertas podem ser explicadas introduzindo uma distinção conceitual entre dinâmica de qualidade e dinâmica de visibilidade.

#ImpactoCientífico #Citação

Disponível em: https://academic.oup.com/rev/article-abstract/12/3/159/1535379?redirectedFrom=fulltext

5 filmes brasileiros de Natal para ver nos streamings / Olhar Digital

5 filmes brasileiros de Natal para ver nos streamings / Olhar Digital

5 filmes brasileiros de natal para ver nos streamings
10 Horas para o Natal (2020)
Tudo Bem no Natal que Vem (2020)
Um Natal Cheio de Graça (2022)
O Primeiro Natal do Mundo (2023)

#ListaDeFilmes #Natal

via Olhar Digital

Disponível em: https://olhardigital.com.br/2025/12/06/cinema-e-streaming/5-filmes-brasileiros-de-natal-para-ver-nos-streamings/

Inteligência Artificial e o Problema da Fraude / Academe Blog

Inteligência Artificial e o Problema da Fraude / Academe Blog

Quando o ensino em sala de aula se torna insustentável, o modelo básico de uma universidade precisa ser substituído. O modelo antigo pressupunha que a desonestidade, por mais comum que fosse, era uma exceção e que alunos e professores basicamente faziam seu próprio trabalho. Mesmo que digamos que a IA esteja alterando o significado de honestidade, até onde sabemos, todo sistema humano entra em colapso quando o esforço simulado se torna indistinguível do esforço genuíno. Embora nossas definições de esforço provavelmente mudem com a evolução da tecnologia, a exigência fundamental do trabalho individual permanece. Pode ser que a IA encontre maneiras de se detectar, e a versão atual do problema seja (por ora) contida. Mas não é difícil imaginar um futuro em que o apelo da IA ​​consista em fornecer maneiras melhores de burlar as tentativas mais recentes de coibir a fraude por IA. O que está por vir é uma corrida armamentista.

#IA #EnsinoSuperior

Disponível em: https://academeblog.org/2025/12/03/artificial-intelligence-and-the-problem-of-fakery/

Matriarca do desconhecido: representação temática da personagem Funesta / Informação e Informação

Matriarca do desconhecido: representação temática da personagem Funesta / Informação e Informação

Aborda a representação temática da informação e o feminino, e busca investigar a representação da personagem Funesta do livro A Rainha do Ignoto, escrita por Emília Freitas, a partir da dinâmica terminológica dos mapas conceituais, em paralelo com a perspectiva social da mulher. Nesse sentido, objetiva investigar as relações simbólicas da Funesta, sua terminologia conceitual, o feminino e sua relação com a representação da mulher na sociedade.

#RepresentaçãoTemática

Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/51669