A inteligência artificial generativa é uma aliada da ciência aberta?
O IAG pode simplificar conceitos científicos complexos, melhorar a gestão de dados e automatizar processos editoriais, o que poderia melhorar a ciência aberta. No entanto, também apresenta desafios e riscos éticos, como a geração de sínteses erradas, a perpetuação de preconceitos e a criação de conteúdos de baixa qualidade.
A Ciência Aberta ainda é tema incipiente nos periódicos de Administração
Atividades simples, mas objetivas, como a criação de uma seção específica para as diretrizes sobre CA em cada um dos periódicos que ainda não possuem, onde todas as informações sobre o tema estejam explicitadas – incluindo-se a orientação sobre cada uma das oito diretrizes presentes no guia de diretrizes TOP SciELO1 (lembrando que a 1ª versão data de 2015, sendo publicada peo SciELO em 2018 e, em 2025 haverá uma atualização) e o nível que o periódico alcança por meio de suas atividades – tende a ser mais eficiente e angariar maiores resultados com o períodico.
Em meados do século XX, quando as nações reconheceram que a ciência e a tecnologia poderiam impulsionar o crescimento econômico, o aumento do financiamento público levou a um boom na geração de conhecimento. Os poucos periódicos administrados por sociedades acadêmicas não conseguiram acompanhar, criando uma oportunidade para editoras comerciais.
Inicialmente, essas editoras ajudaram a criar um sistema mais eficiente. Com o tempo, no entanto, os interesses comerciais começaram a ofuscar o ethos científico — por exemplo, nos preços exorbitantes cobrados por assinaturas de periódicos. Embora a conectividade global nunca tenha sido perfeita devido aos altos custos de impressão e circulação, muitas vezes colocando o Sul Global em desvantagem, os periódicos comerciais tornaram a ciência ainda menos acessível a muitos pesquisadores.
O Sistema de Recompensa Científico na ótica da Ciência Aberta: dimensões de avaliação, características e desafios
Os dados indicam uma preocupação com o fato de que todo processo que envolve a disponibilização aberta de dados de pesquisa é dispendioso e complexo e, por isso, deve ser devidamente recompensado. Foram identificados poucos estudos dedicados a discutir sistemas métricos que apoiem um Sistema de Recompensa Científico (SRC) em Ciência Aberta (CA), sendo que, entre esses trabalhos, foi observado que o comum é a indicação de uso de métricas mais tradicionais de maneira responsável em relação à CA e às diferentes atividades que o pesquisador exerce, bem como sugestões tímidas sobre o uso da altmetria como uma métrica com potencial para avaliação de práticas de CA.
Declarações sobre Ciência Aberta para Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
A Ciência Aberta (CA) é uma grande promessa para o avanço dos ODS, especialmente na segunda metade da década de 2020. Seus princípios — abertura, inclusão, sustentabilidade e flexibilidade — podem melhorar significativamente a pesquisa científica e o impacto social. A Ciência Aberta tem o potencial de impactar simultaneamente todos os 17 ODS ao facilitar soluções colaborativas e interdisciplinares, otimizando assim o uso de recursos e evitando esforços redundantes. A natureza adaptável do CA permite respostas oportunas a desafios em evolução em contextos sociais, econômicos e ambientais. Para alavancar totalmente o CA para os ODS, é vital abordar desafios como acesso desigual a tecnologias digitais e lacunas na alfabetização digital. Ao promover a capacitação, práticas equitativas e recursos adequados, a CA pode se tornar um poderoso impulsionador do desenvolvimento inclusivo e sustentável até 2030.
Impacto de políticas editoriais na transformação da Ciência Aberta
A tese de Lúcia da Silveira investiga o impacto das práticas da Ciência Aberta — avaliação por pares aberta, preprints e dados de pesquisa abertos — no processo editorial de periódicos científicos brasileiros. Em um contexto de crescente adesão à Ciência Aberta em todo o mundo, o estudo busca compreender como essas três dimensões estão sendo incorporadas nas políticas editoriais nacionais, destacando os desafios, oportunidades e resistências por parte dos editores de periódicos científicos.
Corrigir a ciência significa acabar com o jogo do sistema
A mentalidade ainda parece ser “Como posso ser publicado?” com muito mais frequência do que “O que é verdade?”. O problema fundamental, que também levou às situações que o movimento da ciência aberta tentou abordar, é que o que é bom para a ciência não é necessariamente bom para os cientistas individuais que estão envolvidos em sua produção. De fato, de certa forma, esses interesses são frequentemente diametralmente opostos, especialmente em vista das realidades econômicas das sociedades nas quais a maioria dos cientistas vive.
Proposta modelo de funções de bibliotecas para implementar ciência aberta: Análise a partir da biblioteconomia latino-americana
Bibliotecas e ciência aberta estão ligadas por objetivos comuns, devido às bibliotecas serem atores que desenvolvem o livre acesso à informação para muitos, e a ciência aberta é uma ação que incentiva a livre circulação de dados e resultados de pesquisa. Portanto, tanto o ator quanto a ação contribuem para a satisfação das necessidades de informação. O objetivo desta pesquisa é analisar as ações que governos, universidades e bibliotecas têm realizado para implementar a ciência aberta na América Latina, com base na análise de fatores e funções da biblioteca.
Em particular, três estratégias são destacadas, as quais podem ajudar os pesquisadores a adotar práticas de Ciência Aberta e ainda atender aos requisitos de novidade para patentear suas invenções. Estas são (1) a divulgação de descobertas de pesquisa em formatos de Ciência Aberta após a data de depósito (data de prioridade) do primeiro pedido de patente, (2) a divulgação de descobertas de pesquisa em formatos de Ciência Aberta antes da data de prioridade sob períodos de carência de novidade disponíveis em algumas jurisdições e (3) a adoção de uma política clara sobre propriedade intelectual e divulgação de Ciência Aberta que delineie o que pode ser compartilhado imediatamente e o que deve ser temporariamente retido para proteger potenciais direitos de patente.
Um relatório de progresso sobre a abertura de publicações científicas
Em 2019, o CNRS publicou seu Roadmap for Open Science , que foi baseado em cinco pilares – abertura de publicações, gerenciamento e compartilhamento de dados de pesquisa, desenvolvimento de infraestruturas digitais, promoção de software de código aberto e reforma da avaliação de pesquisa. Alain Schuhl, vice-CEO do CNRS para Ciência, nos dá uma atualização sobre como a abertura de publicações científicas está progredindo.
“A Ciência é um bem público e um direito básico da humanidade”
Confira entrevista com Claudia Maria Bauzer Medeiros, professora do Instituto de Computação da Unicamp e coordenadora adjunta para o programa eScience e Data Science da Fapesp.
O perfil do bibliotecário no movimento da Ciência Aberta: o caso da Universidade de Coimbra
A Ciência Aberta é, por um lado, uma oportunidade para as bibliotecas expandirem o seu portefólio de serviços, desempenhando um papel fundamental no seu desenvolvimento pela sua perícia na recuperação da informação, na construção de infraestruturas, no suporte e partilha de dados de investigação, entre outros, sendo imperativo que as bibliotecas assumem um papel de mudança de cultura de pesquisa.
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