Sistema de recompensas da ciência e os meios alternativos de avaliar o impacto social
O processo de adaptação às práticas emergentes de divulgação científica em redes sociais ainda está se consolidando na comunidade científica, o que é evidenciado pela ausência de monitoramento ativo da atenção social dirigida às publicações.
Bruce Lewenstein: Divulgar ciência é parte do trabalho de pesquisadores
Em entrevista ao Science Arena, Lewenstein – que também é ombudsman da Universidade de Cornell – aponta quais são as maiores dificuldades enfrentadas por comunicadores de ciência ao buscar mais diversidade em seus trabalhos, além de elencar exemplos reunidos ao longo de sua investigação sobre o tema.
Proibição do X no Brasil: como cientistas estão lidando com o corte
Depois que a plataforma de mídia social X foi banida no Brasil na semana passada, cientistas do país começaram a se esforçar para encontrar outro fórum online para postar sobre suas pesquisas, comunicar-se com colaboradores e ficar a par dos avanços científicos . “Acompanhar periódicos e pessoas-chave sempre me manteve a par das coisas”, diz Regina Rodrigues, oceanógrafa física da Universidade Federal de Santa Catarina em Florianópolis, Brasil.
Institucionalização da divulgação científica por redes sociais nas universidades federais brasileiras: uma análise na perspectiva da Ciência Aberta
Destaca-se que em poucas universidades da amostra foi possível mapear elementos documentados nas políticas de divulgação científica por redes sociais, uns em consonância e outros em dissonância com as ações. Entretanto, em muitas universidades não foi possível identificar políticas de divulgação científica por redes sociais, mas foram mapeadas ações. A pesquisa empenhou-se, assumindo um caráter analítico, em reconhecer as lacunas e as experiências exemplares.
Como os jornalistas podem ajudar os cientistas a ganhar a confiança do público
O público espera que os cientistas sejam certos e imparciais ao informar políticas. Frequentemente, eles não podem ser, o que leva à desconfiança. Vanessa Schipani argumenta que jornalistas podem ajudar cientistas a ganhar a confiança do público nesses casos, apontando quando os cientistas estão sendo responsivos a hipóteses alternativas e aos valores do público.
“A Ciência é um bem público e um direito básico da humanidade”
Confira entrevista com Claudia Maria Bauzer Medeiros, professora do Instituto de Computação da Unicamp e coordenadora adjunta para o programa eScience e Data Science da Fapesp.
Estamos no caminho certo? Insights de universidades brasileiras sobre monitoramento e avaliação da Comunicação Pública de Ciência
Os resultados de uma pesquisa aplicada a gestores de comunicação dessas instituições indicam a maior relevância dos indicadores do Tipo 1 (Informar), com algumas instituições adotando indicadores do Tipo 2 (Engajar) e, com menor frequência, indicadores do Tipo 3 (Participar). A formação insuficiente em mídias sociais leva à avaliação dependente de plataforma. Apesar de ser considerado relevante, o monitoramento consistente continua irregular e é secundário em programas de PCST.
Os últimos anos trouxeram uma atenção bem-vinda e necessária à diversidade e inclusão na comunicação científica. Essa diversidade abrange idioma, geografia, religião, gênero, sexualidade — e política. Mas com a diversidade vem a complicação, onde nosso interesse na comunicação pública de ciência e tecnologia entra em conflito com nossas identidades, nossa política e, às vezes, até mesmo nossas posições morais. Este artigo apresenta uma série de exemplos, destacando a necessidade de os comunicadores científicos serem autorreflexivos sobre seus compromissos e como eles moldam suas atividades como praticantes e pesquisadores de comunicação científica.
De Z para Z, geração de tiktokers conquista público interessado em ciência
“As pessoas costumam dizer que os criadores de conteúdo são grandes negócios, e eu tenho buscado esse caminho”, diz a mestranda. “A divulgação científica não é algo simples na internet, precisa de uma estrutura e eu coloquei isso na minha cabeça para entrar nesse mercado.”
Bastidores da ciência: jornalismo como estratégia de combate à desinformação
O artigo analisa a série de reportagens Bastidores da Ciência, produzida pelo Jornal UFG em 2020, como ação de combate à desinformação, estimulada por ataques a um pesquisador durante a emergência de saúde da covid-19. Na análise de conteúdo sobre as matérias da série é possível perceber alguns dos valores ressaltados nas reportagens, como estratégia de credibilização da ciência e da universidade, bem como do próprio jornalismo. Neste caso, o jornalismo se coloca como um filtro da realidade e estratégia de defesa das instituições e da ciência.
O jornalismo científico nas universidades públicas brasileiras na visão de quem o produz
Para os jornalistas, os pontos positivos de produzir seu próprio jornalismo científico são: aproximar a universidade da população; ampliar a visibilidade da universidade e suas pesquisas; ajudar a mostrar o impacto da ciência na vida das pessoas; ter uma equipe dedicada a essa produção; ter liberdade editorial; oferecer profundidade na cobertura em comparação à grande mídia que amplia a qualidade do material publicado; ter facilidade de acesso às fontes e ampliar o caminho ao conhecimento científico, além de combater a desinformação.
Periódicos científicos de Direito e o uso de mídias sociais: presença, visibilidade e desempenho
Embora tenham sido encontradas 127 publicações Qualis A1, na Plataforma Sucupira, apenas 19 possuíam perfis em mídias sociais (15,74%), sendo 12 no Facebook, sete no Instagram e cinco no Twitter. Quanto à visibilidade, vista como a capacidade de alcance do conteúdo postado, as revistas analisadas somam 27.421 fãs no Facebook, 16.685 seguidores no Instagram e 17.044 no Twitter. O indicador de influência, diretamente ligado à capacidade de mobilização da entidade, que publica conteúdo nas contas analisadas, demonstrou- se extremamente baixo ou inexistente. O engajamento, por sua vez, revelou que poucas revistas obtinham interações em suas postagens. Entre os achados da pesquisa, está a percepção de que houve um retrocesso na utilização desses espaços para a divulgação científica.
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