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A contribuição de Dorothy Porter Wesley para a Organização e Representação do Conhecimento da diáspora africana como prática contra-hegemônica frente ao viés racial / REBECIN

A contribuição de Dorothy Porter Wesley para a Organização e Representação do Conhecimento da diáspora africana como prática contra-hegemônica frente ao viés racial / REBECIN

Os resultados iniciais indicam que a classificação desenvolvida por Dorothy Porter Wesley operou como uma prática contra-hegemônica ao romper com a lógica da Classificação Decimal de Dewey, a qual invisibilizava temas afro-diaspóricos. Wesley elaborou uma estrutura própria que desafiou a hegemonia eurocêntrica por meio da criação de categorias específicas e da ampliação vocabular, conferindo legitimidade à produção intelectual da diáspora africana. Conclui-se que o enfrentamento do viés racial na ORC transcende questões técnicas, exigindo dos profissionais uma postura ética e política que deve ser construída desde a formação, por meio da revisão curricular, da educação antirracista, decolonial e intercultural e da promoção de experiências didático-pedagógicas voltadas aos saberes ancestrais e tradicionais.

#DorothyPorterWesley #OrganizaçãoDoConhecimento #Decolonialidade

Disponível em: https://portal.abecin.org.br/rebecin/article/view/471

Dados governamentais abertos no Brasil: um mapeamento sistemático da literatura sobre plano de dados abertos / PCI

Dados governamentais abertos no Brasil: um mapeamento sistemático da literatura sobre plano de dados abertos / PCI

A abertura dos dados contribui para o fortalecimento da transparência, da participação cidadã e do engajamento social. Dessa forma, a abertura dos dados não se limita à disponibilização de informações, mas representa uma oportunidade de aproximar governo e sociedade, o que contribui para a construção de uma gestão pública mais transparente. A transparência pode ser compreendida como o princípio que assegura a disponibilização de informações governamentais à sociedade (Chen; Ganapati, 2023). Transparência governamental, neste caso, é valer-se da disponibilização de informações como estratégia para o aprimoramento dos processos democráticos.

#DadosGovernamentaisAbertos

Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/pci/article/view/60272

Linguagem Documentária: discurso, catálise e aspectos semióticos / TPBCI

Linguagem Documentária: discurso, catálise e aspectos semióticos / TPBCI

Há uma função semiótica da linguagem documentária, evidenciando sua natureza híbrida e sincrética, devido à sua condição de correlacionar as propriedades do conceito com o descritor. Graças à sua natureza linguística atrelada à terminologia, sua dinâmica de sentido é focada exclusivamente à construção de saberes especializados e defini-los e descrevê-los com precisão, a fim de que o conhecimento seja condensado em estratégias de comunicação. A linguagem documentária é uma catálise, devido à sua complexidade discursiva, que envolve sua natureza híbrido-sincrética, assim condensando diversas informações construídas pelo já-dito, recuperadas através de uma expressão condutora de conhecimentos e que ativa a experiência latente e a cognição ancoradas nesse já-dito.

#LinguagensDocumentárias

Disponível em: https://revistas.ancib.org/tpbci/article/view/789

Escolas começam a ensinar letramento em IA. Para muitos, isso significa ajudar os alunos a perceber as falhas dos chatbots / AP News

Escolas começam a ensinar letramento em IA. Para muitos, isso significa ajudar os alunos a perceber as falhas dos chatbots / AP News

Os chatbots de inteligência artificial tornaram-se a dor de cabeça de professores em toda parte; no entanto, para se preparar para o novo ano letivo, um grupo de educadores de Charleston, na Carolina do Sul, reuniu-se no auditório de uma escola de ensino médio para discutir a introdução da IA ​​em sala de aula. Professores e diretores observaram enquanto um instrutor solicitava a uma ferramenta de IA que “criasse um mapa-múndi”.

O resultado provocou suspiros de incredulidade e risadas. Projetado em uma tela grande, via-se um mapa repleto de erros bizarros. O nome do Mali aparecia grafado como “Mail”. O Egito foi identificado como “Sopth”. No lugar da Líbia, havia algo chamado simplesmente de “África”. Os nomes de dezenas de outros países estavam grafados incorretamente ou não passavam de um amontoado de letras sem sentido.

“Se você quiser evitar que as crianças confiem excessivamente nessas ferramentas, experimente a demonstração do mapa”, disse a instrutora Amanda Bickerstaff, fundadora e CEO da AI For Education, uma organização que ajuda escolas a elaborar políticas de IA e a capacitar professores e alunos para o que ela chama de uso seguro, ético e eficaz da tecnologia.

#IALiteracy

via AP News

Disponível em: https://apnews.com/article/ai-literacy-schools-education-4fb9f2c0240993499870f4f204bf41c1

O que muda quando os povos indígenas participam da construção dos museus? / Jornal da USP

O que muda quando os povos indígenas participam da construção dos museus? / Jornal da USP

O Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) da USP reunirá, no próximo dia 27, quinta-feira, pesquisadores e representantes de grupos indígenas para uma discussão sobre novas possibilidades de colaboração entre museus e outras comunidades. Trata-se do seminário aberto O potencial da colaboração em museus: aprendizados indígenas no MAE-USP, que acontece a partir das 9 horas, na sede do MAE-USP. As inscrições devem ser feitas por meio deste link até o dia 25, terça-feira.

Para a docente, que também é uma das coordenadoras da exposição e realiza pesquisas entre os Kaingang, os Guarani Nhandewa e os Terena há mais de dez anos, “o seminário quer debater justamente a colaboração, na prática, com os representantes desses três grupos indígenas”. Entre os representantes da etnia Kaingang estão Dirce Jorge e Susilene Elias de Melo, da Terra Indígena (TI) Vanuíre, Neusa Umbelino, Deolinda Pedro e Ronaldo Iaiati, da TI Icatu. Creiles Marcolino e Jean Carlos Marcolino representam os Guarani Nhandewa, da Aldeia Nimuendaju, na TI Araribá, e Gerolino José Cezar e Gilmar Pio representam a etnia Terena, da Aldeia Ekeruá, na TI Araribá.

#PovosIndígenas #Museus

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/diversidade/etnico-racial/o-que-muda-quando-os-povos-indigenas-participam-da-construcao-dos-museus/

Monetização de dados: lições da experiência chinesa / Outras palavras

Monetização de dados: lições da experiência chinesa / Outras palavras

O relatório examina a tentativa chinesa de transformar dados de um recurso informacional em ativo econômico mensurável, contabilizável, negociável e financiável. O ponto de partida foi a decisão de 2020 de reconhecer os dados como um quinto fator de produção, ao lado da terra, trabalho, capital e tecnologia. A partir daí, a política chinesa passou a abranger explicitamente a criação, circulação, valoração, comercialização e uso produtivo dos dados. (…)

A conclusão do documento é particularmente significativa: enquanto a China permite que empresas reconheçam dados em seus balanços e caminha para tratá-los como uma nova classe de ativos, o valor dos dados corporativos continua em grande medida invisível nos padrões contábeis norte-americanos. Por isso, o relatório recomenda que os Estados Unidos avaliem tanto mudanças nos padrões contábeis quanto a realização de inventários e avaliações dos acervos de dados mantidos pelo próprio governo.

Em síntese, o caso chinês mostra uma passagem conceitual importante: os dados deixam de ser vistos apenas como insumo tecnológico ou objeto de proteção jurídica e passam a ser tratados como riqueza econômica passível de mensuração. O grande desafio ainda não resolvido é estabelecer uma metodologia capaz de distinguir o custo contábil dos dados de seu verdadeiro valor econômico, que depende de sua exclusividade, qualidade, possibilidade de reutilização, capacidade de gerar receitas ou ganhos de produtividade e das restrições jurídicas à sua exploração.

#Dados #China #SociedadeDaInformação

via Outras Palavras

Disponível em: https://outraspalavras.net/tecnologiaemdisputa/monetizacao-de-dados-licoes-da-experiencia-chinesa/

Inteligência artificial generativa e ciência aberta / TPBCI

Inteligência artificial generativa e ciência aberta: reconfigurações informacionais, autoridade algorítmica e disputas pela visibilidade científica / TPBCI

A análise permitiu identificar três eixos centrais: (i) visibilidade automatizada, relacionada à reorganização dos mecanismos de descoberta e recomendação científica; (ii) autoridade algorítmica, associada à participação crescente de sistemas automatizados na produção e avaliação do conhecimento; e (iii) deslocamento da curadoria informacional, caracterizado pela reconfiguração das instâncias tradicionais de mediação e organização da informação científica. Conclui-se que a inteligência artificial generativa não inaugura desafios inteiramente inéditos para a Ciência Aberta, mas intensifica e reconfigura tensões já existentes, especialmente quanto à opacidade algorítmica, à concentração de visibilidade e à dependência de infraestruturas tecnológicas, exigindo estratégias críticas de governança informacional compatíveis com seus princípios normativos.

#IA #CiênciaAberta

Disponível em: https://revistas.ancib.org/tpbci/article/view/798

O Uso das mídias sociais em bibliotecas universitárias / Informação & Informação

O Uso das mídias sociais em bibliotecas universitárias / Informação & Informação

A revisão sistemática da literatura apontou as seguintes contribuições sobre o uso das mídias sociais nas bibliotecas universitárias: melhoria do acesso e usabilidade; estratégias de engajamento nas redes sociais; percepção de utilidade das mídias sociais; diretrizes para o uso de mídias sociais; adaptação e resposta em contextos de crise; relação entre mídias sociais e bibliotecas; impacto das mídias sociais na visibilidade e produtividade dos bibliotecários; uso de diferentes plataformas; conscientização e atitudes dos estudantes; práticas e desafios no uso das mídias sociais; práticas contemporâneas, comparativas e engajamento a longo prazo.

#MídiasSociais #BibliotecasUniversitárias

Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/53266

Artigos científicos que não apresentam erros factuais claros nem má conduta de pesquisa associada devem ser retratados editorialmente com base exclusivamente na irreprodutibilidade? / European Science Editing

Artigos científicos que não apresentam erros factuais claros nem má conduta de pesquisa associada devem ser retratados editorialmente com base exclusivamente na irreprodutibilidade? / European Science Editing

Houve vários casos de grande repercussão envolvendo a retratação de artigos que relatavam avanços importantes, mas que posteriormente se mostraram irreprodutíveis. Em casos como o da bactéria que supostamente utilizava arsênio em seu metabolismo, os artigos não apresentam erros factuais graves identificados nem indícios de má conduta científica, tornando discutível a justificativa para uma retratação editorial. Defendo que retratações baseadas exclusivamente na irreprodutibilidade seriam, em princípio, apropriadas. Isso ocorre porque, no mínimo, houve erros de interpretação, os quais decorrem em grande parte de dados ou resultados inadequados ou equivocados gerados pelos próprios autores. Portanto, a literatura deve ser corrigida para preservar sua validade e precisão.

#GestãoEditorial #Retratação

Disponível em: https://ese.arphahub.com/article/190375/

A internet está perdendo seus terceiros lugares / Salon

A internet está perdendo seus terceiros lugares / Salon

Ao observar uma sequência de bots de redes sociais compartilhando as mesmas cinco respostas a discussões acaloradas — geradas por IA — entre frutas antropomórficas, pode ser difícil lembrar que a internet já foi um lugar vibrante. Havia fóruns de discussão entusiasmados, blogs dedicados a qualquer nicho imaginável de qualquer hobby, e sites de notícias e cultura tão renomados pela perspicácia de seus comentaristas quanto pela qualidade de sua equipe de redatores. Era uma época em que sua lista de blogs favoritos (*blogroll*) era quase tão importante quanto sua lista de amigos; um período em que um feed bem curado no Google Reader (descanse em paz) atestava bom gosto tanto quanto, hoje, o aval de Derek Guy — a autoridade máxima em estilo.

(…) Espero não soar tão ingênuo quanto aqueles primeiros otimistas da internet, que acreditavam que novas mudanças inaugurariam uma era de ouro para a humanidade. No entanto, o sucesso inicial desses modelos menores, centrados nas pessoas, é promissor. Os usuários da internet demonstraram que estão dispostos a criar o hábito de visitar esses novos espaços em fase de consolidação – desde que a conversa seja interessante o suficiente.

#Internet #TerceiroLugar

via Salon

Disponível em: https://www.salon.com/2026/08/23/the-internet-is-losing-its-third-places/

Rastreamos uma remessa de livros raros. Ela terminou em uma instalação da Amazon para treinamento de IA / 404

Rastreamos uma remessa de livros raros. Ela terminou em uma instalação da Amazon para treinamento de IA / 404

A Amazon está comprando quantidades enormes de livros, digitalizando-os para obter dados de treinamento de IA e destruindo-os durante o processo. Uma investigação do 404 Media revelou a operação de compra de livros da Amazon – algo que não havia sido noticiado anteriormente – ao colocar um dispositivo de rastreamento em um livro raro que, segundo suspeitávamos, seria adquirido por uma empresa de IA para fins de treinamento, acompanhando sua trajetória pelo país até o destino final.

#IA #Amazon #Bibliocídio

Disponível em: https://www.404media.co/we-tracked-a-shipment-of-rare-books-it-ended-at-an-amazon-ai-training-facility/

Ciência ou ficção? Empresas obscuras de publicação científica permitem que você pague para ser publicado como autor – de pesquisas fraudulentas / The Guardian

Ciência ou ficção? Empresas obscuras de publicação científica permitem que você pague para ser publicado como autor – de pesquisas fraudulentas / The Guardian

As fábricas de papel oferecem um atalho fraudulento, usando mensagens instantâneas e plataformas de mídia social para encontrar potenciais compradores em busca de artigos e patentes para turbinar seus currículos. De acordo com uma análise que Richardson realizou com Anna Abalkina e Spencer Hong, o preço médio para comprar direitos autorais gira em torno de US$ 800 (A$ 1.150).

Em um artigo recente, que ainda não foi revisado por pares, o trio de cientistas liderado por Richardson, anteriormente da Universidade Northwestern, nos EUA, detalhou mais de 18.000 anúncios de sete fábricas de papel em sete países entre 2020 e 2026.
“Queríamos ter uma ideia, em uma ampla variedade de fábricas de papel, países, tópicos e tipos de produtos, de quanto essas coisas realmente custam”, diz ele. “O que reunimos é o maior conjunto de dados já criado sobre anúncios de fábricas de papel.”

Eles encontraram muitos grupos anunciando a autoria de manuscritos científicos no Telegram, Facebook e em diversos sites por apenas US$ 30.

#FábricasDePapers

Disponível em: https://www.theguardian.com/science/2026/aug/16/science-or-fiction-shadowy-paper-mills-let-you-pay-to-be-a-published-author-of-fraudulent-research