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As bibliotecas devem recusar obras produzidas por inteligência artificial? / Jornal da USP

As bibliotecas devem recusar obras produzidas por inteligência artificial? / Jornal da USP

A simples exclusão pouco acrescenta ao debate. É compreensível que bibliotecas estejam preocupadas com a qualidade da informação, a confiabilidade dos conteúdos e os critérios utilizados para selecionar aquilo que será preservado e disponibilizado ao público. No entanto, a recusa não responde a uma questão mais profunda: o que torna uma obra digna de ser preservada?

Se olharmos para a história das bibliotecas, perceberemos que a autoria nunca foi o único critério utilizado para legitimar uma obra. Diversos textos filosóficos chegaram até nós com autoria incerta ou contestada. O mesmo pode ser dito de obras religiosas que atravessaram séculos sendo traduzidas, reinterpretadas e transmitidas por diferentes grupos sociais. Ainda assim, continuam presentes em bibliotecas do mundo inteiro.

O que garantiu a permanência desses documentos não foi apenas a certeza sobre quem os escreveu. Foi o significado que adquiriram ao longo do tempo. Talvez a pergunta não seja “quem escreveu esta obra?”, mas “por que esta obra é significativa para uma comunidade?”. Essa mudança de perspectiva desloca o debate da tecnologia para a cultura.

#Autoria #IA #Literatura

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/as-bibliotecas-devem-recusar-obras-produzidas-por-inteligencia-artificial/

Leitores preferem contos escritos por IA e não conseguem distingui-los dos humanos, diz estudo / O Globo

Leitores preferem contos escritos por IA e não conseguem distingui-los dos humanos, diz estudo / O Globo

Pesquisa da Universidade Villanova mostra que histórias geradas pelo ChatGPT receberam avaliações superiores às de autores humanos; quando os leitores acreditavam que o texto era humano, a nota era ainda maior.

Leitores não apenas têm dificuldade para distinguir contos escritos por inteligência artificial daqueles produzidos por seres humanos, como também tendem a preferir as histórias criadas por IA. A conclusão é de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Villanova, nos Estados Unidos, que aponta uma mudança na percepção sobre a capacidade criativa dos sistemas de inteligência artificial. A pesquisa mostrou ainda que textos gerados pelo ChatGPT receberam avaliações mais altas de qualidade e envolvimento do que obras de autores humanos.

#Literatura #IA

Disponível em: https://oglobo.globo.com/economia/tecnologia/noticia/2026/08/05/leitores-preferem-contos-escritos-por-ia-e-nao-conseguem-distingui-los-dos-humanos-diz-estudo.ghtml

Como engajar o corpo docente no uso da biblioteca digital no ensino superior / Minha Biblioteca

Como engajar o corpo docente no uso da biblioteca digital no ensino superior / Minha Biblioteca

A biblioteca digital só alcança todo o seu potencial quando faz parte da rotina de ensino. Os professores atuam como mediadores entre os estudantes e o acervo, transformando a plataforma em uma extensão natural da sala de aula.

Quando os docentes incorporam livros digitais às disciplinas, utilizam recursos da plataforma durante as aulas e estimulam consultas frequentes ao acervo, a tendência é que o número de acessos cresça de forma consistente.
O efeito influenciador: o aluno lê o que o professor recomenda

#MarketingEmBibliotecas #BibliotecaDigital

via Minha Biblioteca

Disponível em: https://minhabiblioteca.com.br/blog/educacao-superior/engajar-o-corpo-docente/

Estatísticas de uso do Sci-Hub: países com o maior número de downloads e limitações metodológicas dos dados / Universo Abierto

Estatísticas de uso do Sci-Hub: países com o maior número de downloads e limitações metodológicas dos dados / Universo Abierto

A tabela também ilustra uma disparidade acentuada no uso da plataforma. A China registra aproximadamente 4,3 vezes mais downloads do que os Estados Unidos e mais de vinte vezes o volume da Índia, que ocupa a terceira posição. Isso indica que o uso do Sci-Hub não é distribuído de forma uniforme, concentrando-se, em vez disso, em poucos países com grandes comunidades de pesquisa.

No entanto, o próprio site reconhece limitações metodológicas significativas que devem ser consideradas ao interpretar essas estatísticas. Em particular, os dados não foram ajustados para levar em conta o uso de redes privadas virtuais (VPNs), servidores proxy ou acessos automatizados via bots. Consequentemente, a localização geográfica indicada pelos endereços IP pode não corresponder à localização real do usuário. Um exemplo específico citado é o Reino Unido, onde o acesso ao Sci-Hub tem sido frequentemente restringido; muitos usuários utilizam servidores VPN sediados nos EUA para acessar o serviço, fazendo com que seus downloads sejam registrados como provenientes daquele país. Esse fenômeno pode distorcer significativamente a distribuição geográfica observada, levando a uma superestimação do uso em certas regiões e a uma subestimação em outras.

#SciHub

Disponível em: https://universoabierto.org/2026/08/06/estadisticas-de-uso-de-sci-hub-paises-con-mayor-numero-de-descargas-y-limitaciones-metodologicas-de-los-datos/

Jornais usam algoritmo para definir preço de renovação de assinaturas / Poder 360

Jornais usam algoritmo para definir preço de renovação de assinaturas / Poder 360

Você pode ter se deparado com preços dinâmicos –às vezes chamados de preços algorítmicos, personalizados ou de vigilância– ao reservar um voo ou comprar mantimentos no Instacart (empresa norte-americana de mídia e entrega de varejo). Isso acontece quando o algoritmo de uma empresa decide quanto cobrar com base no seu histórico de compras e outros comportamentos. E os assinantes de notícias estão percebendo isso cada vez mais quando suas assinaturas estão para serem renovadas.

“O jornalismo tem valor real, e as organizações de notícias têm todo o direito de buscar um modelo de negócios lucrativo”, disse Giordano. “Mas a precificação individualizada, determinada por sistemas de IA opacos que usam dados pessoais, e até mesmo características legalmente protegidas, está fora dos limites da concorrência justa e da legislação de proteção ao consumidor. Esse tipo de especulação de preços impulsionada por IA coloca informações essenciais atrás de um paywall que se move simplesmente dependendo de quem você é. Isso mina a confiança pública em um dos pilares fundamentais da democracia.

via Poder 360

#Jornalismo #IA

Disponível em: https://www.poder360.com.br/nieman/jornais-usam-algoritmo-para-definir-preco-de-renovacao-de-assinaturas/

Quantos vencem quando uma pessoa da família chega à universidade? / Thiagoteca

Quantos vencem quando uma pessoa da família chega à universidade? / Thiagoteca

As narrativas de primeira geração universitária revelam dimensões da educação que dificilmente aparecem por inteiro nos indicadores institucionais. Elas evidenciam barreiras de acesso, estratégias de permanência, deslocamentos territoriais, redes de apoio, conflitos, renúncias, afetos e transformações produzidas pelo encontro com a universidade.

A democratização do ensino superior não pode ser analisada somente pelo número de vagas ofertadas, matrículas realizadas ou diplomas concedidos. Também precisamos compreender quem chega à universidade, em quais condições permanece, como vivencia esse espaço e quais mudanças essa experiência produz em seu entorno.

#Universidade

Disponível em: https://thiagoteca.wordpress.com/2026/08/06/primeira-geracao-universitaria-transformacao-social-cariri/

Os Fluxos Informacionais no desenvolvimento do Planejamento Estratégico: um estudo de caso no Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal de Pernambuco (SIB-UFPE) / PPGCI – UFPE

Os Fluxos Informacionais no desenvolvimento do Planejamento Estratégico: um estudo de caso no Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade Federal de Pernambuco (SIB-UFPE) / PPGCI – UFPE

Os resultados, derivados da sistematização de documentos normativos, registros de planejamento e dados provenientes de sistemas institucionais, indicam que a estrutura organizacional do SIB – UFPE, sua atuação transversal e sua participação nos processos de planejamento tornam os fluxos informacionais elementos centrais para a coordenação de processos, a comunicação interna e a consolidação de estratégias. A análise aponta desafios relacionados à fragmentação dos sistemas de informação, à heterogeneidade dos canais de disseminação e à necessidade de maior integração entre unidades e atores. O estudo oferece duas contribuições teórico‐metodológicas: (i) a descrição sistemática das práticas informacionais do SIB – UFPE; (ii) a proposição de um quadro de dimensões analíticas de natureza teórico-metodológica, predominantemente propositiva e exploratória, não validado empiricamente, destinado a orientar a avaliação de fluxos informacionais e do planejamento estratégico em bibliotecas universitárias. Esse quadro deriva da sistematização interpretativa do estudo de caso realizado no SIB – UFPE e da articulação entre achados empíricos e literatura da área, demandando aplicação em estudos futuros para refinamento e validação.

#GestãoDeBibliotecas

Disponível em: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/69731

Esteja preparado! Lições do debate público da FAIFE sobre “Bibliotecas sob Ataque” / FAIFE

Esteja preparado! Lições do debate público da FAIFE sobre “Bibliotecas sob Ataque” / FAIFE

O evento público do FAIFE, realizado em 9 de julho, reuniu 50 participantes que acompanharam quatro apresentações do cenário bibliotecário global sobre o tema “Bibliotecas sob Ataque e a Luta Global pela Liberdade Intelectual”. Os palestrantes deixaram claro que o acesso à informação está ameaçado em muitas partes do mundo atualmente, abrangendo desde a censura a atividades e materiais de bibliotecas até a escassez de publicações em acesso aberto e sanções que dificultam a colaboração em pesquisas.

#IFLA #Censura

via FAIFE

Disponível em: https://www.ifla.org/news/be-prepared-lessons-from-faife-libraries-under-attack-town-hall/

Como identificar alucinações de IA como um bibliotecário de referência / LLRX

Como identificar alucinações de IA como um bibliotecário de referência / LLRX

O usuário que se deparou com 31 citações falsas me fez uma pergunta interessante: “Devo simplesmente parar de usar IA para pesquisas?”

Não. Isso seria como dizer que você deveria parar de usar a Wikipédia porque qualquer pessoa pode editá-la. Você só precisa entender com o que está lidando. A IA é excelente para ajudar você a descobrir que tipos de pesquisa existem, qual terminologia os pesquisadores utilizam e quais debates estão ocorrendo em uma determinada área. Por outro lado, ela é péssima em citar fontes específicas com precisão.

Use a IA para explorar. Use bibliotecas para verificar. Use o seu cérebro para avaliar.

#CitaçãoFantasma

via LLRX

Disponível em: https://www.llrx.com/2025/12/how-to-spot-ai-hallucinations-like-a-reference-librarian/

Curadoria de conteúdo científico e de divulgação científica no Instagram: taxonomia e exemplos / Infonomy

Curadoria de conteúdo científico e de divulgação científica no Instagram: taxonomia e exemplos / Infonomy

A taxonomia baseia-se em diversos parâmetros agrupados em duas grandes dimensões — Conteúdo e Curadoria — e inclui: quantidade, intervalo de tempo, procedência do conteúdo, técnicas de curadoria e integração de informações. Os resultados demonstram a viabilidade dessa estrutura por meio da identificação de exemplos representativos extraídos de diferentes formatos do Instagram (posts, carrosséis, Reels e Stories) publicados por pesquisadores, instituições e divulgadores científicos de diversas áreas do conhecimento, assegurando a representatividade de gênero. Essa taxonomia é considerada de grande valor para a comunidade científica e para os divulgadores científicos, auxiliando-os a aprimorar a qualidade da comunicação científica e a mitigar as limitações inerentes à plataforma.

#CuradoriaDeConteúdo #DivulgaçãoCientífica

via Infonomy

Disponível em: https://infonomy.scimagoepi.com/index.php/infonomy/es/article/view/154

Podemos impedir que a IA inunde as revistas científicas? / Chemical & Engineering News

Podemos impedir que a IA inunde as revistas científicas? / Chemical & Engineering News

– A inteligência artificial generativa agravou o antigo problema do “publicar ou perecer” na comunidade acadêmica, tornando a fabricação de artigos científicos algo trivialmente barato e rápido.
– Sistemas de detecção de IA conseguem identificar o que é possível, mas seus criadores admitem abertamente que a corrida contra o aprimoramento dos modelos de IA é uma disputa que talvez não vençam.
– Especialistas em integridade na pesquisa afirmam que a única solução duradoura é mudar a forma como os cientistas são avaliados: deixando de priorizar o volume para valorizar a qualidade.

#IA #GestãoEditorial #ComunicaçãoCientífica

via Chemical & Engineering News

Disponível em: https://cen.acs.org/policy/publishing/ai-fraud-science-journal-generative-ai/104/web/2026/07

Ideb no Brasil é o mais alto da história, mas limites de seu uso para avaliar a Educação persistem / EI

Ideb no Brasil é o mais alto da história, mas limites de seu uso para avaliar a Educação persistem / EI

O Ministério da Educação (MEC), por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), divulgou os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025. De acordo com a pasta, o índice alcançou os maiores valores da série histórica iniciada há 20 anos, com todas as etapas avaliadas avançando em relação patamar de 2023.

No Ensino Fundamental, o Ideb passou de 6 para 6,3 nos Anos Iniciais e de 5 para 5,3 nos Anos Finais. Já no caso do Ensino Médio, o índice subiu de 4,3 para 4,5. Considerando apenas as escolas públicas, o resultado atingido passou de 5,7 para 6,1 nos Anos Iniciais e de 4,7 para 5 nos Anos Finais, enquanto que no Ensino Médio o índice oscilou de 4,1 para 4,3.

#IDEB

via EI

Disponível em: https://educacaointegral.org.br/reportagens/ideb-brasil-mais-alto-historia-mas-limites-persistem/