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Sistemas de Organização do Conhecimento : definições, tipologias, características e instrumentos: mapeamento e análise da literatura

Sistemas de Organização do Conhecimento : definições, tipologias, características e instrumentos: mapeamento e análise da literatura

Os resultados evidenciam a diversidade terminológica associada ao termo SOC, a ausência de consenso quanto à sua delimitação conceitual e a multiplicidade de tipologias e modelos analíticos. Observa-se que os SOC apresentam dimensões estruturais, funcionais e contextuais que ampliam sua compreensão como instrumentos de organização e recuperação da informação. Verifica-se, ainda, que esses sistemas não seguem uma lógica evolutiva linear, mas um movimento de continuidade, reconfiguração e integração, especialmente em contextos digitais e interoperáveis. Conclui-se que a análise dos SOC demanda abordagens que considerem sua natureza multidimensional, sociotécnica e contextualmente situada.

#SistemasDeOrganizaçãoDoConhecimento

Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/moci/article/view/65646

Aplicação das 11 abordagens da análise de domínio no estudo sobre a Ditadura Militar / Em Questão

Aplicação das 11 abordagens da análise de domínio no estudo sobre a Ditadura Militar / Em Questão

A pesquisa teve como objetivo identificar e classificar os campos epistemológicos em que se inserem as discussões sobre o tema, analisando 68 publicações disponíveis na Base de Dados em Ciência da Informação, produzidas entre 1998 e 2023. Adotou-se o método de Análise de Domínio tanto como aporte teórico quanto como metodologia de investigação, aplicando, especificamente, quatro de suas abordagens: Indexação e Recuperação Especializada, Estudos Bibliométricos, Estudos Históricos e Estudos Críticos Epistemológicos. Os resultados indicam que os campos mais recorrentes entre as publicações analisadas são os relacionados à Indexação e Recuperação da Informação, Estudos Históricos e Epistemológicos, evidenciando uma predominância de abordagens voltadas à preservação da memória e ao acesso à informação. A partir da categorização das publicações nas onze abordagens, foi possível constatar uma epistemologia compartilhada entre os pesquisadores da área, confirmando a existência de uma comunidade discursiva ativa que compreende a Ditadura Militar como um domínio consolidado na Ciência da Informação.

#DitaduraMilitar #AnáliseDeDomínio

Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EmQuestao/article/view/149744

O bibliotecário nas revisões sistemáticas: propostas para um modelo de competências / RBBD

O bibliotecário nas revisões sistemáticas: propostas para um modelo de competências / RBBD

As Revisões Sistemáticas são consideradas o padrão-ouro da evidência científica, mas frequentemente sofrem com falhas metodológicas, especialmente nas estratégias de busca. Em resposta a este desafio, instituições de referência metodológica internacionais como Cochrane e o Joanna Briggs Institute recomendam a inclusão de bibliotecários nas equipes de pesquisa para incrementar a qualidade, a transparência e a abrangência das revisões. O objetivo deste estudo e propõe ideias para um marco conceitual de competências para bibliotecários, dividido em três macroáreas: Pesquisa e Recuperação da Informação, Suporte Metodológico e Colaboração, e Formalização e Gestão de Serviços. Cada área é detalhada com conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias. Algumas barreiras e recomendações para periódicos, agências de fomento, instituições e bibliotecários, são discutidas.

#AtuaçãoProfissional #RevisãoSistemática

Disponível em: https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/2148

50 pontos essenciais sobre divulgação científica / De Gruyter

50 pontos essenciais sobre divulgação científica / De Gruyter

A divulgação científica está se tornando cada vez mais importante. Instituições de pesquisa, cientistas e divulgadores científicos buscam interagir com a sociedade, compartilhar seus conhecimentos e construir confiança. Ao mesmo tempo, há uma disputa por verbas de pesquisa e por talentos de alto nível. Então, como acertar — e o que é preciso levar em conta ao desenvolver uma estratégia de comunicação? Este livro, prático e envolvente, apresenta os fundamentos da divulgação científica orientada a objetivos. A obra é voltada para cientistas que estão construindo sua carreira e para qualquer pessoa que deseje dar os primeiros passos na área da divulgação científica. Autores internacionais com vasta experiência no campo compartilham reflexões essenciais sobre aspectos importantes da divulgação científica contemporânea.

#ComunicaçãoCientífica #DivulgaçãoCientífica #LivrosCI

Disponível em: https://www.degruyterbrill.com/document/doi/10.1515/9783110763577/html

A baixa produção de inovação no Brasil tem tudo a ver com a fraca relação entre a universidade pública e o setor privado / Jornal da USP

A baixa produção de inovação no Brasil tem tudo a ver com a fraca relação entre a universidade pública e o setor privado / Jornal da USP

A universidade brasileira que precisa ser parabenizada pela produção crescente e expressiva de docentes e de pesquisa científica de altíssimo nível é a mesma universidade que não consegue e não sabe se relacionar com as empresas privadas para lhes prover tecnologia, como acontece em outros países reconhecidos como importantes protagonistas.

Qual a saída? Incentivos para os dois lados passarem a se relacionar. É o que acontece na Coreia do Sul. Os professores que conseguem fazer acordos com empresas privadas para desenvolver suas pesquisas são premiados, e as empresas que apoiam as universidades recebem grandes isenções tributárias.

#Inovação #UniversidadesPúblicas

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/articulistas/paulo-feldmann/a-baixa-producao-de-inovacao-no-brasil-tem-tudo-a-ver-com-a-fraca-relacao-entre-a-universidade-publica-e-o-setor-privado/

Quem controlou a visibilidade das candidaturas nestas eleições? As big techs e poder político no Brasil / GizBr

Quem controlou a visibilidade das candidaturas nestas eleições? As big techs e poder político no Brasil / GizBr

s plataformas reconfiguraram a competição porque controlam infraestruturas centrais de visibilidade. Seu poder não depende de escolher um candidato em público, mas de definir regras que afetam quem alcança públicos e constrói reputação.

No fim, a questão decisiva não é só quem venceu, mas quem controlou as condições em que a disputa se tornou visível. Igualdade democrática exige mais do que o direito de publicar. Exige condições justas de circulação, transparência e responsabilização.The Conversation

#BigTechs #Eleições

via GizBr

Disponível em: https://gizbr.uol.com.br/quem-controlou-a-visibilidade-das-candidaturas-nestas-eleicoes-as-big-techs-e-poder-politico-no-brasil/

Biblioteca escolar brasileira: dissonâncias entre ideal e realidade / RBBD

Biblioteca escolar brasileira: dissonâncias entre ideal e realidade / RBBD

Por meio de uma revisão da trajetória histórica, desde suas origens até a consolidação conceitual contemporânea – amparada por diretrizes como as da IFLA/UNESCO –, evidencia-se o ideal da biblioteca como um epicentro de aprendizagem, vital para o fomento à leitura crítica, o desenvolvimento da competência informacional e o apoio ao currículo. Sua intrínseca articulação pedagógica é destacada como elemento central na construção de conhecimento e autonomia do aluno. No entanto, o estudo detalha a “miséria” da biblioteca escolar no Brasil, caracterizada por infraestrutura inadequada, acervos desatualizados, carência de profissionais qualificados, desarticulação com as práticas pedagógicas. A análise das inconsistências nas políticas públicas e dos obstáculos na implementação da Lei nº 12.244/2010 é aprofundada, revelando que, mesmo após o prazo de universalização, persistem desafios como a fragmentação das discussões, a carência de bibliotecários e a falta de articulação intersetorial, impedindo sua concretização plena. Argumenta-se que a superação dessa dissonância exige um compromisso sistêmico e integrado de todos os atores educacionais. Conclui-se pela urgência de ações concretas e investimentos robustos para que a biblioteca escolar possa, de fato, exercer seu potencial transformador na formação de alunos críticos, autônomos e cidadãos plenos, contribuindo significativamente para a qualidade da educação no país.

#BibliotecasEscolares

Disponível em: https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/2140

Entre as teias da Ciência da Informação e da Comunicação / PPGCI – UFC“Na ditadura o Brasil era melhor”: práticas de desinformação como forma de disputa pela memória / PPGCI – UFC

Entre as teias da Ciência da Informação e da Comunicação: as relações em estudos da desinformação no Encontro Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação da Ciência da Informação (ENANCIB) e no Encontro Anual da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (COMPÓS) / PPGCI – UFC

Os resultados demonstram que, embora os dois campos compartilhem o objeto da desinformação, persistem diferenças epistemológicas na forma de compreender o fenômeno: enquanto a Ciência da Informação enfatiza os processos de organização, validação, competência e mediação informacional, a Comunicação concentra-se nas disputas simbólicas, nos regimes de visibilidade e nas dinâmicas discursivas e midiáticas. Conclui-se que a desinformação demanda modelos analíticos interdisciplinares capazes de integrar simultaneamente circulação informacional, produção de sentidos e infraestrutura tecnológica, evidenciando a necessidade de fortalecimento do diálogo entre os campos para a compreensão da desordem informacional contemporânea.

#Desinformação #Comunicação #CI

Disponível em: https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84706

Novos horizontes na avaliação e análise de livros acadêmicos / Frontiers in Research Metrics and Analytics

Novos horizontes na avaliação e análise de livros acadêmicos / Frontiers in Research Metrics and Analytics

O acesso aberto, as plataformas digitais, a interoperabilidade de metadados e os novos mecanismos de circulação estão alterando a forma como os livros são produzidos, descobertos, distribuídos e utilizados; contudo, deficiências persistentes em metadados e infraestruturas de informação continuam a limitar a sua visibilidade e a possibilidade de análises comparativas (Méndez-Rátiva et al., 2025). Além disso, a atual incorporação da inteligência artificial generativa na publicação acadêmica levanta novas questões sobre autoria, propriedade intelectual, transparência e integridade científica. Ao considerar essas transformações em conjunto, torna-se evidente que os novos horizontes da avaliação de livros acadêmicos dizem respeito não apenas à mensuração do próprio livro, mas também à transformação de suas condições de produção, circulação e uso. Tais mudanças, por sua vez, afetam o que deve ser avaliado e as motivações subjacentes ao processo de avaliação.

#EBooks #EditorasUniversitárias

Disponível em: https://www.frontiersin.org/journals/research-metrics-and-analytics/articles/10.3389/frma.2026.2018325/full

Resposta a “Por que artigos retratados continuam sendo citados: evidências diretas obtidas por meio de pesquisa complementam a análise de padrões de citação” / Scientometrics

Resposta a “Por que artigos retratados continuam sendo citados: evidências diretas obtidas por meio de pesquisa complementam a análise de padrões de citação” / Scientometrics

Nossos resultados também apontam para uma dimensão adicional da persistência de citações: a dependência da trajetória. Em todos os nossos modelos, as taxas de citação pré-retração estiveram consistentemente entre os preditores mais fortes das taxas de citação subsequentes. Esse padrão foi observado tanto para citações totais quanto para citações de artigos de grande influência, de contexto, metodológicas e de resultados. Uma vez que um artigo acumula visibilidade substancial e se consolida na literatura, suas referências podem continuar a ser propagadas por meio de bibliografias, bases de dados e redes de citação existentes. Nesse contexto, a falta de conhecimento de uma retratação subsequente representa um mecanismo potencial pelo qual uma trajetória de citação estabelecida pode persistir e para o qual não existe um mecanismo de remediação claro.

#CitaçãoZumbi

Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-026-05882-w

A revista Scientific Reports está suspensa no PubMed enquanto a NLM reavalia sua publicação / Retraction Watch

A revista Scientific Reports está suspensa no PubMed enquanto a NLM reavalia sua publicação / Retraction Watch

Os artigos mais recentes da Scientific Reports indexados no PubMed datam de 15 de setembro, e a revista contém 28.593 artigos em 2026, excluindo erratas e retratações. De acordo com o site da revista, foram publicados 41.122 artigos este ano.

A revista Scientific Reports “cresceu significativamente desde o seu lançamento, há 15 anos, quando também foi indexada pela primeira vez pela Biblioteca Nacional de Medicina (NLM)”, disse Richard White, vice-presidente de publicação do portfólio Scientific Reports, em um comunicado à Retraction Watch. “Publicou artigos de mais de um milhão de autores e, em 2025, as pesquisas publicadas na revista foram citadas mais de um milhão de vezes. Mantemos o compromisso de preservar altos padrões de qualidade e estamos trabalhando ativamente com a NLM para fornecer todas as informações atualizadas necessárias.”

#Periódicos #Pubmed #InformaçãoEmSaúde

Disponível em: https://retractionwatch.com/2026/10/30/scientific-reports-pubmed-on-hold-national-library-medicine-evaluation/

Por que só 4 em cada 10 jogadores terminam um jogo? A culpa é da dificuldade ou da duração? / Olhar digital

Por que só 4 em cada 10 jogadores terminam um jogo? A culpa é da dificuldade ou da duração? / Olhar digital

Dificuldade e duração certamente podem contribuir para o abandono, mas não explicam tudo.

Um jogo pode perder o interesse do público por apresentar progressão repetitiva, ritmo narrativo lento, mecânicas pouco envolventes ou simplesmente por competir com outros lançamentos pelo tempo disponível dos jogadores.

Também existe uma diferença entre abandonar um jogo por frustração e interromper uma campanha porque a experiência já ofereceu aquilo que o jogador procurava. Em mundos abertos, por exemplo, explorar o mapa e realizar atividades secundárias pode ser mais interessante do que concluir a história principal.

(É sobre jogos, mas pode ser pensado também para as atividades pedagógicas e MOOCs)

#Jogos

via Olhar Digital

Disponível em: https://olhardigital.com.br/2026/11/03/games-e-consoles/por-que-tantos-jogadores-nao-terminam-os-jogos-entenda-os-motivos/