Inteligência Artificial Generativa e Integridade Científica: Um Guia do Escritório de Integridade em Pesquisa dos EUA / Universo Abierto
O documento baseia-se em uma premissa fundamental: o uso de IA generativa não constitui, por si só, má conduta científica. De modo geral, pesquisadores e instituições devem aplicar as mesmas melhores práticas que adotariam na ausência de IA. No entanto, o uso dessas ferramentas pode levar a casos de fabricação, falsificação ou plágio; portanto, é crucial avaliar se tal utilização representa um desvio significativo das práticas aceitas pela comunidade científica pertinente. Para tanto, os comitês de pesquisa devem analisar todas as evidências disponíveis e incluir especialistas da área de pesquisa específica; além disso, o ORI considera útil envolver especialistas em IA quando for necessário compreender as ferramentas empregadas.
Um princípio central da orientação é a transparência quanto ao uso de IA. O ORI recomenda que os pesquisadores identifiquem as ferramentas de IA generativa utilizadas durante a pesquisa, a preparação do manuscrito ou a elaboração de propostas de financiamento, e expliquem como essas ferramentas foram empregadas. Tais informações podem facilitar a reprodutibilidade da pesquisa e servir como defesa contra certas alegações de má conduta. Contudo, divulgar o uso de IA não garante que tal utilização seja considerada legítima; se a aplicação da ferramenta contrariar práticas aceitas pela comunidade científica, ela ainda poderá constituir evidência de má conduta. Da mesma forma, o uso de IA para gerar ou processar dados exige uma verificação cuidadosa.
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via Universo Abierto









