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As formas de resistência à censura e ao preconceito contra livros na atualidade e a mediação de conteúdos sensíveis / UFG

As formas de resistência à censura e ao preconceito contra livros na atualidade e a mediação de conteúdos sensíveis / UFG

Evento: Ciclo de Atividades Extensionistas “Leitura e Sociedade”
Data: 22 de setembro de 2026
Formato: Híbrido / Horário de início: 8h30

Programação:
8h30 — Abertura e apresentação
8h40 — Profa. Dra. Andréa Pereira dos Santos
9h00 — Prof. Dr. Pedro Ivo Silveira Andretta (UNIR)
9h20 — Profa. Dra. Camila Alves de Melo (UFRGS)
9h40 — Interação com a plateia
11h00 — Encerramento

#Censura #MediaçãoDaInformação

Disponível em: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfYNeKMT6BxG0ogZv-HQc53kLZTfgQfVeyyYERrV9xfcv26Og/viewform

Padrões de metadados e interoperabilidade na documentação museológica / PCI

Padrões de metadados e interoperabilidade na documentação museológica / PCI

Os resultados indicam que os metadados do repositório correspondem a elementos ou qualificadores do Dublin Core, embora o uso desses qualificadores na descrição ainda apresente inconsistências pontuais. No entanto, observam-se lacunas em relação ao INBCM, especialmente quanto à ausência de campos obrigatórios como Situação, Dimensões, Material/Técnica e Estado de Conservação. A análise destaca desafios relacionados à padronização, completude e granularidade das informações. Conclui-se que, embora a adoção do Dublin Core favoreça a interoperabilidade entre sistemas, adaptações são necessárias para garantir a conformidade com as normativas nacionais e aprimorar a gestão documental dos acervos museológicos digitais

#Metadados #Interoperabilidade #Repositórios

Disponível em: https://periodicos.ufmg.br/index.php/pci/article/view/59404

Avaliação da Geração Aumentada por Recuperação para coleções pessoais: arquitetura, modelos e critérios / JList.it

Avaliação da RAG para coleções pessoais: arquitetura, modelos e critérios / JList.it

A estrutura proposta combina métricas automáticas, abordagens de LLM como avaliador (*LLM-as-a-judge*) e processos com participação humana (*human-in-the-loop*), tratando as divergências entre a avaliação automatizada e o julgamento de especialistas como ferramentas de diagnóstico para analisar o comportamento do sistema. Resultados preliminares indicam que categorias fundamentais da mediação documental — como relevância, completude, citabilidade e transparência — não podem ser totalmente reduzidas a parâmetros computacionais; em vez disso, exigem uma negociação contínua entre modelos automatizados e o conhecimento especializado da área. Nessa perspectiva, o RAG é concebido como um objeto de pesquisa epistemicamente instável, cuja confiabilidade e governabilidade dependem da robustez e da reflexividade dos processos de avaliação incorporados ao seu desenvolvimento.

#RAG #RecuperaçãoDaInformação

Disponível em: https://www.jlis.it/index.php/jlis/article/view/735

Os desafios da comunicação pública no Brasil / Jornal da USP

Os desafios da comunicação pública no Brasil / Jornal da USP

A comunicação pública, para se constituir em processo efetivo de comunicação, precisa privilegiar o feedback, interagir com os cidadãos, torná-los protagonistas do processo de comunicação e não apenas considerá-los como público-alvo.

Há ainda outras questões que merecem ser explicitadas. A chamada comunicação pública não tem levado em conta a pluralidade de perfis que constituem a formidável diversidade brasileira. Ela se apropria de discursos e narrativas que, quase sempre, contemplam um cidadão letrado com domínio de informações qualificadas e de conceitos mais refinados, o que só caracteriza uma parte minoritária da população brasileira. Ao mesmo tempo, se vale de canais para sua expressão que, majoritariamente, não são acessados por parcela expressiva da sociedade.

#Comunicação #ComunicaçãoPública #DivulgaçãoCientífica

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/os-desafios-da-comunicacao-publica-no-brasil/

Soberania Digital em tempos de crise: O papel vital das infraestruturas regionais de Acesso Aberto na América Latina / Prohominum

Soberania Digital em tempos de crise: O papel vital das infraestruturas regionais de Acesso Aberto na América Latina / Prohominum

O artigo analisa a soberania digital na América Latina diante do domínio das infraestruturas de comunicação científica do Norte Global. Explica que o sistema de identificadores persistentes DOI, gerido pela Crossref, não é um artefato neutro, mas sim um projeto estratégico criado para preservar o controle comercial sobre a propriedade intelectual. Essa arquitetura gera um “ônus sufocante” para a região: por um lado, a drenagem de recursos públicos por meio das taxas de processamento de artigos (APCs) e, por outro, uma espécie de tributo infraestrutural, no qual as revistas de Acesso Aberto Diamante subsidiam a própria infraestrutura que as marginaliza. Diante da crise de financiamento e da ameaça de invisibilidade algorítmica causada pela inteligência artificial, o texto propõe transitar da soberania sobre o conteúdo para a soberania sobre a infraestrutura.

#AcessoAberto #AméricaLatina #SoberaniaDigital

Disponível em: https://acvenisproh.com/revistas/index.php/prohominum/article/view/1336

Estudo mostra as competências que serão mais importantes para líderes nos próximos anos / Exame

Estudo mostra as competências que serão mais importantes para líderes nos próximos anos / Exame

O mercado de trabalho deve passar por mudanças importantes nos próximos anos, impulsionadas por avanços tecnológicos, transformações econômicas e novas formas de organização das empresas. Nesse cenário, liderar pessoas tende a exigir um conjunto mais amplo de competências.

O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, aponta liderança e influência social entre as habilidades que devem ganhar importância até 2030. O relatório ouviu mais de 1.000 empregadores, que representam mais de 14 milhões de trabalhadores em 55 economias.

#Trabalho

via Exame

Disponível em: https://exame.com/carreira/estudo-mostra-as-competencias-que-serao-mais-importantes-para-lideres-nos-proximos-anos/

“Não era você que eu esperava, mas estou feliz por você ter vindo” / RCA

“Não era você que eu esperava, mas estou feliz por você ter vindo”: desconstruindo o capacitismo na biblioteca escolar / RCA

Assim, o objetivo deste trabalho é apresentar uma atividade educativa realizada a partir da história em quadrinhos “Não era você que eu esperava” como instrumento de inclusão para PcDs na escola. Com abordagem qualitativa, esse trabalho de natureza aplicada fez uso de uma pesquisa bibliográfica e documental. A partir da leitura compartilhada com uma turma do Ensino Fundamental II da obra de 2017 de Fabien Toulmé na biblioteca escolar – que adentrou organicamente as salas de aula – ficou evidente a importância da literatura para a desconstrução de capacitismos e ideias estereotipadas quanto às pessoas portadoras de Trissomia 21 e outras deficiências. Considerando o viés coletivo da educação inclusiva, os alunos envolvidos na atividade produziram murais acerca do que foi aprendido de modo a disseminar o conhecimento e construir uma escola e uma sociedade mais democráticas.

#MediaçãoDeLeitura #PessoasComDeficiência #Inclusão #Capacitismo #BibliotecasEscolares

Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/rca/article/view/71965

Bibliotheca Alexandrina: grande decepção / Infohome

Bibliotheca Alexandrina: grande decepção / Infohome

São as mudanças sociais constantes e contínuas que alteram substancialmente as funções da biblioteca. A sociedade é determinante para a natureza da biblioteca que se tem, não importam circunstâncias temporais e espaciais. Isto reforça a relevância da biblioteca no avanço de um povo, ao mesmo tempo em que comprova a impossibilidade de se desvincular a história da biblioteca e da civilização. Ao relegar as transformações da sociedade contemporânea, endeusando ciência e tecnologia em detrimento da qualidade de vida dos cidadãos, a Bibliotheca Alexandrina revela as políticas públicas vigentes e contribui para o incremento do analfabetismo no Egito e para que significativa parcela da população continue no ostracismo. Afinal, segundo o Jornal do Brasil, o índice de analfabetos em território egípcio chega a 29,2%, com maior concentração nas áreas rurais.

Assim, em meio a tantas conjecturas, restam lembranças de uma biblioteca magnífica e inspiradora de gerações, agora, substituída por outra, localizada na Corniche da cidade de Alexandria, em rua costeira voltada para o mar Mediterrâneo, com aviso enganoso, que diz: “not just a library” [além de uma biblioteca], o que anuncia possíveis potencialidades. No entanto, a impressão que fica é a de que sua missão é adornar a cidade e incrementar a indústria do turismo… E só…

#HistóriaDasBibliotecas

Disponível em: https://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=1654

Destruindo livros para construir uma mente artificial / The New Yorker

Destruindo livros para construir uma mente artificial / The New Yorker

No início de 2026, diversos livreiros de obras usadas dos Estados Unidos e do Canadá começaram a receber pedidos em massa de livros raros, especializados e de baixa demanda. Eram títulos sobre arquitetura, direito, história, ciências sociais, literatura ou até mesmo temas muito específicos, como o tratamento de águas residuais. Os pedidos vinham, por vezes, de sociedades de responsabilidade limitada com nomes pouco conhecidos, o que despertou a curiosidade dos vendedores. Uma investigação permitiu vincular parte dessas compras à Anthropic, a empresa responsável pelo Claude. Documentos judiciais revelados posteriormente revelaram a existência do *Project Panama*, uma iniciativa cujo objetivo era adquirir enormes quantidades de livros impressos para convertê-los em dados digitais destinados ao treinamento de modelos de IA.

A particularidade do procedimento é que se tratava de uma digitalização destrutiva. Os livros eram comprados fisicamente, tinham a encadernação removida e as páginas cortadas para facilitar o processamento; em seguida, passavam por uma digitalização industrial, enquanto o exemplar físico era descartado. O artigo explica que essa técnica não é totalmente nova: certas bibliotecas e departamentos de preservação digital também desmontam livros para obter uma digitalização mais rápida e eficiente. A diferença fundamental reside na escala e no propósito. A Anthropic pretendia obter milhões de páginas para alimentar seus sistemas de inteligência artificial. Em Princeton, por exemplo, optou-se deliberadamente por métodos de digitalização que permitem preservar os exemplares físicos, ainda que sejam mais dispendiosos.

#Bibliocídio #IA #Anthropic

via The New Yorker

Disponível em: https://www.newyorker.com/culture/the-lede/destroying-books-to-build-a-mind

O ABC da revisão sistemática da literatura: orientações metodológicas básicas para iniciantes / Quality & Quantity

O ABC da revisão sistemática da literatura: orientações metodológicas básicas para iniciantes / Quality & Quantity

(…) este estudo apresentou um guia introdutório sobre orientações metodológicas básicas e pontos-chave para a realização de RSL, especialmente para pesquisadores de áreas não relacionadas à saúde. Para tanto, foram selecionados 75 artigos que atendiam aos critérios mínimos de qualidade, utilizando estratégias de busca sistemática. Foram discutidos sete aspectos principais da RSL: (1) desenvolvimento e validação do protocolo de revisão e das diretrizes ou normas de relato/publicação; (2) formulação de perguntas de pesquisa; (3) estratégias de busca sistemática; (4) avaliação da qualidade; (5) extração de dados; (6) síntese de dados; e (7) apresentação dos dados.

#RevisãoSistemática

Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11135-020-01059-6

Operacionalização das funções de comunicação dos periódicos por meio de padrões de citação e dimensões locais / STI-ENID 2026

Operacionalização das funções de comunicação dos periódicos por meio de padrões de citação e dimensões locais / STI-ENID 2026

Este estudo preliminar operacionaliza as funções de comunicação de “ponte de conhecimento” (*knowledge bridging*) e “preenchimento de lacunas” (*gap-filling*) dos periódicos científicos, originalmente propostas por Chavarro et al. (2017). Com base em suas definições teóricas, associamos essas funções à nossa estrutura de pesquisa local (Di Césare & Robinson-Garcia, 2026) por meio das dimensões de produtores e receptores, mensurando-as com o uso de referências e citações locais ou globais extraídas de artigos do OpenAlex. Nosso objetivo é identificar empiricamente periódicos que atuam como pontes de conhecimento e aqueles que preenchem lacunas, tanto dentro quanto fora do *mainstream*. Os resultados sugerem que a vasta maioria desses periódicos situa-se fora do *mainstream*. Os perfis temáticos de suas referências e citações validam nossas operacionalizações geográficas. Os periódicos de preenchimento de lacunas pertencem predominantemente às Ciências Sociais locais fora do *mainstream*, enquanto, entre os periódicos de ponte de conhecimento fora do *mainstream*, destacam-se as Ciências da Saúde. Essas constatações em nível de domínio corroboram as funções teóricas dos periódicos de servir, respectivamente, como veículos para a publicação de conhecimentos negligenciados pelo *mainstream* e como pontes entre o conhecimento do *mainstream* e as comunidades locais.

#Periódicos

Disponível em: https://digibug.ugr.es/handle/10481/115540

A evolução da coautoria na Ciência Política brasileira: tendências temporais e padrões de gênero / Revista de Sociologia e Política

A evolução da coautoria na Ciência Política brasileira: tendências temporais e padrões de gênero / Revista de Sociologia e Política

Resultados: A média de autores por publicação passou de 1,04 em 1999 para 1,96 em 2025, crescimento de 88%. Ambos os periódicos levaram 17 anos para superar a marca de dois autores por trabalho. A autoria individual permanece predominante (65%), seguida por duplas (22%) e trios (9%). Mulheres correspondem a apenas 29% das primeiras autorias. Não há diferença estatisticamente significativa no nível médio de coautoria entre homens (1,58) e mulheres (1,53). Discussão: O crescimento da coautoria na Ciência Política brasileira acompanha tendências internacionais e reflete a combinação de desenhos de pesquisa mais complexos, maior sofisticação metodológica e pressões institucionais por produtividade. No que diz respeito ao gênero, o dado mais relevante não é a ausência de diferença na intensidade da coautoria, mas o que ela revela: as mulheres colaboram tanto quanto os homens, o que desloca a desigualdade para etapas anteriores da trajetória acadêmica, manifestando-se na sub-representação na primeira autoria.

#Coautoria #Gênero #ProduçãoCientífica

Disponível em: https://doi.org/10.1590/1678-98732434e011