Publicação dos países dos BRICS em Ciência da Informação / Em questão
Os pesquisadores publicaram 7.074 artigos em 425 periódicos. A China publicou 3.335 (47%) do total, a Índia publicou 1.500 (21%), o Brasil apareceu com 1.192 (17%), a Rússia com 559 (8%) e a África do Sul com 409 (0,8%) artigos. Os periódicos com mais artigos são Information Process Management e Scientometrics. Os resultados mostram três modelos distintos de participação na publicação global: a China publicou todos os artigos em inglês em periódicos estrangeiros; a Índia e a África do Sul publicaram todos os artigos em inglês em periódicos estrangeiros e nacionais; e o Brasil e a Rússia publicaram artigos em inglês e em idiomas locais e distribuídos em títulos estrangeiros e nacionais, principalmente em acesso aberto, sem taxas de publicação. Mais de 70% dos artigos são publicados em periódicos por assinatura.
O milagre da multiplicação de referências bibliográficas (fantasmas) / Pesquisa Fapesp
m 2023, cerca de 4 em cada 10 mil artigos biomédicos continham ao menos uma referência bibliográfica fabricada. Nem parece tanto em um primeiro momento, mas repare no ritmo de crescimento: no último trimestre de 2025, a proporção já tinha pulado para 51,3 por 10 mil e, no começo de 2026, chegou a 56,9 — cerca de 14 vezes mais. A constatação vem de uma auditoria publicada na seção de correspondências do periódico The Lancet, que reuniu 2,5 milhões de estudos publicados de 2023 a fevereiro deste ano. Esse calhamaço de manuscritos somou incríveis 125.615.773 referências (sim, mais de 125 milhões). Como verificar a procedência de cada uma? Em vez de acessar “manualmente” todos os links, o que implicaria mais de 25 milhões de cliques de cada um dos cinco autores e prováveis diagnósticos de lesão por esforço repetitivo, foi desenvolvido um sistema automatizado que comparava os registros bibliográficos com artigos de verdade disponíveis na rede.
Vote pela educação: por que o Porvir se posiciona nestas eleições / Porvir
No cenário atual, identificamos riscos concretos de retrocesso na construção de uma educação de qualidade, democrática e emancipadora, diante do avanço de ideias e práticas antidemocráticas promovidas pela extrema-direita no Brasil.
É nesse contexto que decidimos nos posicionar em relação à eleição presidencial, sem abrir mão do compromisso com os fatos, do rigor jornalístico e da pluralidade de perspectivas, desde que fundamentadas no respeito aos direitos humanos e aos valores democráticos.
Defender uma educação transformadora também é defender as condições políticas e sociais necessárias para que ela exista.
SBPC e ABC lamentam incêndio na UFPE e cobram esclarecimento das causas / Jornal da Ciência
A Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) manifestam profunda consternação diante do incêndio de grandes proporções que destruiu, na noite de 7 de outubro de 2026, um prédio de laboratórios da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), campus Recife.
O fogo atingiu laboratórios de genética, fármacos e informática, causando prejuízo estimado pelo reitor Alfredo Gomes em cerca de R$ 100 milhões. Além dos equipamentos e insumos perdidos, o incêndio consumiu dados de aproximadamente 20 anos de pesquisa e comprometeu cerca de 80 dissertações e teses de doutorado em andamento. Trata-se de uma perda irreparável para a ciência brasileira.
Expressamos nossa solidariedade aos pesquisadores, docentes e estudantes diretamente atingidos, bem como a toda a comunidade acadêmica da UFPE. A ABC e a SBPC acompanham com preocupação a apuração das causas do incêndio, já sob investigação da Polícia Federal, e reafirmam a necessidade de esclarecimento célere e transparente dos fatos.
Entre caminhos, fronteiras e aprendizagens: a construção de um percurso profissional na Ciência da Informação, por Angerlânia Rezende / Divulga-CI
“Cada escolha realizada ao longo desse percurso representou um deslocamento, não somente geográfico, mas também intelectual, profissional e humano. É nessa perspectiva que compreendo minha caminhada: como um percurso em permanente construção, atravessado por desafios, descobertas e pela certeza de que ensinar é, antes de tudo, um compromisso ético, social e político.”, pondera a pesquisadora Profa. Dra. Angerlânia Rezende, da Universidade Federal de Rondônia.
Uma revisão sobre contaminantes emergentes em ambientes internos de bibliotecas: fontes, exposição e riscos à saúde / De Gruyter Brill
Nossa análise demonstra que diversos contaminantes emergentes podem ser liberados a partir de materiais, insumos, equipamentos e instalações das bibliotecas, incluindo microplásticos (MPs), nanoplásticos (NPs), substâncias per- e polifluoroalquiladas (PFAS), plastificantes, retardantes de chama (FRs) e nanopartículas. Tais contaminantes estão presentes principalmente no ar e na poeira; a exposição de funcionários e leitores ocorre por três vias: inalação, contato dérmico e ingestão. Eles podem se acumular em diversos tecidos e órgãos — particularmente no sangue e nos pulmões —, causando doenças respiratórias, distúrbios reprodutivos, alterações no sistema imunológico e até mesmo câncer. É motivo de especial preocupação o fato de que esses contaminantes podem representar uma grave ameaça à saúde de gestantes e crianças, como alunos do ensino fundamental e médio. Por fim, são recomendadas diversas direções de pesquisa para fortalecer os estudos sobre contaminantes emergentes em ambientes internos de bibliotecas, abrangendo aspectos como caracterização e destino ambiental, avaliação de riscos à saúde, estruturação de sistemas regulatórios e estratégias de mitigação.
Linked Data para bibliotecas: um guia prático para a adoção do BIBFRAME e o futuro dos metadados bibliotecários / Ex Libris
Em um ambiente tradicional baseado em registros, as informações sobre autores, obras, assuntos e organizações geralmente estão incorporadas em registros individuais. Os dados vinculados adotam uma abordagem diferente. Pessoas, lugares, conceitos e obras podem existir como entidades distintas, conectadas por meio de relações explícitas.
Em um modelo de dados vinculados, uma única entidade autoritativa conecta-se a múltiplas obras. Assuntos, organizações e recursos relacionados também podem ser conectados entre coleções e instituições. Considere o exemplo da mudança do sobrenome de um autor. Em um modelo de dados vinculados, a entidade do autor está ligada aos títulos escritos por ele. Uma atualização na entidade do autor se propaga para todos os títulos vinculados.
Google disponibiliza ao público o SynthID Detector, sua ferramenta para identificar imagens, vídeos e áudios gerados por IA / Laboratorio de Periodismo
Google ha abierto al público general SynthID Detector, una herramienta que permite comprobar si una imagen, un vídeo o un archivo de audio ha sido generado o modificado mediante inteligencia artificial y contiene una marca de agua digital reconocible por el sistema. El servicio, que hasta ahora se encontraba en una fase de acceso restringido, está disponible en todo el mundo y funciona inicialmente en inglés.
O Google disponibilizou ao público geral o SynthID Detector, uma ferramenta que permite verificar se uma imagem, um vídeo ou um arquivo de áudio foi gerado ou modificado por inteligência artificial e contém uma marca d’água digital reconhecível pelo sistema. O serviço, que até então estava em fase de acesso restrito, está disponível em todo o mundo e funciona inicialmente em inglês. A principal novidade é que qualquer usuário pode utilizar uma tecnologia de verificação que o Google havia testado com jornalistas e profissionais de mídia. A empresa apresentou uma primeira versão do SynthID Detector em maio de 2025 e, após coletar o feedback desses profissionais, decidiu ampliar sua disponibilidade para o público geral.
Detector de IA SynthID: Um Guia Prático para Professores / Educators Technology
Está se tornando cada vez mais difícil identificar imagens, vídeos e áudios gerados por IA apenas pela observação visual. Mãos com aparência estranha e textos ilegíveis já foram pistas úteis, mas modelos de IA mais recentes produzem conteúdos muito mais convincentes.
É aí que o detector de IA SynthID pode ajudar. Desenvolvido pelo Google DeepMind, o SynthID é um sistema de marca d’água e verificação para conteúdo gerado por IA. Ele incorpora um sinal digital invisível quando ferramentas de IA compatíveis criam ou editam mídias. A marca d’água não é visível nem audível, mas o SynthID pode analisar o arquivo posteriormente e determinar se o sinal está presente.
Nós utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continua a usar este site, assumimos que você está satisfeito.