Biblioterapia: uma análise histórica do protagonismo bibliotecário na prática biblioterapêutica / Biblionline
Observa-se que, com o fortalecimento da biblioterapia ao longo dos anos, o profissional da biblioteconomia passou a ocupar uma posição de maior destaque e liderança nesse campo. Conclui-se, portanto, que a biblioterapia mantém uma relação histórica e inseparável com a biblioteconomia, evidenciando a importância do bibliotecário como mediador da leitura e agente de promoção do bem-estar, do desenvolvimento humano e da transformação social.
Entre a classificação automatizada e o julgamento profissional: competências bibliotecárias na validação de classificações produzidas por LLMs / ENECIN
Os resultados demonstram que apenas 21,7% das classificações apresentaram coincidência, enquanto as demais demandam diferentes níveis de intervenção profissional. A análise identificou, transversalmente, competências relacionadas à Organização do Conhecimento, à avaliação profissional e à documentação, rastreabilidade e responsabilização informacional, além de análise de assunto, conhecimento de domínio e competências algorítmica, contextual/institucional e ética. Conclui que o ensino de Biblioteconomia e Ciência da Informação deve articular conhecimentos classificatórios consolidados às capacidades de avaliação crítica, supervisão e governança responsável de sistemas de inteligência artificial.
Mapeamento de pesquisas sobre competência informacional crítica: uma revisão de escopo / Journal of Information Science
Os resultados revelam um campo fundamentado na pedagogia crítica e na prática reflexiva, porém geograficamente concentrado nos Estados Unidos e em outros contextos ocidentais ou anglófonos. A análise de redes de palavras-chave aponta cinco temas centrais: competência informacional crítica e conhecimento aberto; identidade profissional; pedagogia e ética; design instrucional; e contextos institucionais. Trabalhos recentes expandem o escopo para questões relacionadas à diversidade, desinformação e equidade, refletindo uma transição de uma pedagogia centrada na sala de aula para uma crítica institucional e sistêmica mais ampla. O estudo oferece uma perspectiva fundamentada em dados sobre o desenvolvimento da produção acadêmica em competência informacional crítica dentro da literatura científica da área. As conclusões servem de referência para educadores, pesquisadores e profissionais da Ciência da Informação e Biblioteconomia que buscam integrar perspectivas pedagógicas críticas às práticas de competência informacional.
Sua produção científica no Lattes, com mais informações para análise! Está disponível a versão v3.9.2 do CAPES-Lattes — Área 27, uma extensão gratuita para Google Chrome vinculada ao NEPECON da Universidade de Brasília (UnB). Desenvolvida com foco em Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo, a ferramenta apresenta, diretamente no Currículo Lattes: ✅ Classificações MB / B / R / F / NC para publicações a partir de 2022; ✅ Qualis Referência 2021–2024; ✅ Pontuação por período e gráficos da produção científica; ✅ Identificação de periódicos por ISSN e título; ✅ Listagem de artigos com suas respectivas classificações.
O dia em que as máquinas começaram a investigar / Enrique Dans
Deveríamos considerar dar crédito àqueles que formulam boas perguntas, àqueles que gerenciam sistemas, verificam resultados e os tornam compreensíveis; e, além disso, valorizar também dados, softwares e recursos que facilitem a replicação. Uma avaliação baseada no conteúdo e nas contribuições, e não em métricas substitutas — ou melhor, métricas que já se tornaram, na prática, prostituídas. A inteligência artificial não precisa nos obrigar a abandonar a meritocracia, mas exige que repensemos suas métricas: é preciso parar de confundir mérito com a quantidade de artigos ou com o suposto prestígio do periódico em que foram publicados. Se não aproveitarmos esta oportunidade para repensar os sistemas de avaliação acadêmica, acabaremos fossilizando a pesquisa em torno de uma simples caricatura de si mesma, sustentada por métricas grotescamente exageradas.
Recordar é viver: Bolsonaros querem ver ciência do país derreter / Folha de S. Paulo
Cronologia do bolsonarismo mostra conflito constante e meta de descredibilizar as universidades Mais de 90% da pesquisa nacional vem de instituições públicas; ministro se dobrou à sanha de Jair
1) Não existe pesquisa nas universidades públicas, diz BolsoPai: em abril de 2019, seu Jair deflagrou sua ofensiva contra a ciência nacional afirmando coisas nas quais nenhuma pessoa bem informada seria capaz de acreditar. “Poucas universidades têm pesquisa, e, dessas poucas, grande parte está na iniciativa privada, como a Mackenzie em São Paulo”, declarou ele.
No mundo real, claro, mais de 90% da pesquisa brasileira continua acontecendo nas instituições públicas, e a Universidade Presbiteriana Mackenzie ocupa apenas a 74ª posição no ranking nacional desse quesito.
O panorama das bibliotecas acadêmicas nos EUA: resultados da pesquisa anual de 2025 da ACRL / ACRL
As principais constatações incluem:
– Equipe da biblioteca: A mediana do total de funcionários, expressa em equivalentes em tempo integral (ETI), é de 7,6; isso representa uma leve diminuição em relação a 2024, mesmo com o aumento da proporção de estudantes (em ETI) por funcionário.
– Despesas: A mediana das despesas anuais totais das bibliotecas é de 470 mil dólares, sem incluir benefícios adicionais. As bibliotecas destinam 523 dólares por estudante (em ETI) — o mesmo valor registrado em 2024 —, o que sugere que, após o ajuste pela inflação, as bibliotecas possuem um poder aquisitivo menor em termos reais.
– Acervos e circulação: As bibliotecas universitárias continuam focadas em recursos eletrônicos; 79,7% do total de seus acervos e 98,2% do total de sua circulação correspondem a formatos digitais.
– Visitas: O número de pessoas que frequentam as bibliotecas universitárias anualmente aumentou cerca de 10% em 2025 em comparação com 2024, atingindo uma mediana de 53.250.
– Serviços de informação: A equipe da biblioteca compartilha conhecimentos por meio de interações com os usuários, tanto de forma individual quanto em grupo. Em 2025, as bibliotecas universitárias registraram uma mediana de 838 transações e consultas de referência. Quase um terço (29,3%) dessas interações ocorre de maneira virtual.
Educação bibliotecária antirracista?: um estudo do curso de biblioteconomia da Universidade Federal de Rondônia / Biblionline
Como a grade curricular do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Rondônia reflete seu compromisso com a educação antirracista? Esta é a pergunta que direciona esta investigação, cujo objetivo é examinar a grade curricular do curso de Biblioteconomia da Universidade de Rondônia com vistas a identificar se há componentes curriculares que abordem e incentivem a educação bibliotecária antirracista.
Liderança dependente do contexto: o que o caso brasileiro revela sobre indicadores de colaboração internacional / SciELO em Perspectiva
Os resultados mostraram diferenças importantes entre os modelos. O Brasil lidera com mais frequência quando a colaboração ocorre com outros países de baixa e média renda (75% dos artigos em colaboração Sul-Sul tinham liderança brasileira). Nas parcerias com países de alta renda, a liderança brasileira também é majoritária, embora menor (67% de liderança). Já nas colaborações triangulares, nas quais os três grupos de países estão presentes, ela é ainda menor (31% de liderança).
Esse contraste mostra que a liderança brasileira não é distribuída de maneira uniforme entre os diferentes modelos de colaboração: sua capacidade de liderança muda conforme os parceiros e a configuração da colaboração. Isso sugere que o Brasil não ocupa uma posição fixa nas redes da ciência global. Em vez de estar sempre no centro ou sempre na periferia, o país assume papéis diferentes em diferentes arranjos. É o que chamamos de “liderança dependente do contexto”.
O ponto de partida é um teste divulgado por Ana: a Meta AI gerou camisetas de campanha para Flávio Bolsonaro, mas recusou pedidos equivalentes para Lula. A Meta negou favorecimento político. Somado aos relatos de restrições a contas e conteúdos reunidos pela CTRL+Z, o caso abre uma discussão sobre como distinguir falha técnica, decisões de moderação e interferência eleitoral.
Daniela conta por que deixou a empresa e passou a enfrentar as big techs. A conversa atravessa os interesses por trás dos feeds, a dificuldade de investigar quedas de alcance e a dependência de quem usa essas plataformas para trabalhar, informar e participar do debate público.
Também discutimos regulação, responsabilização e caminhos para recuperar autonomia: documentar problemas, construir comunidades, diversificar canais e experimentar tecnologias abertas.
Como cobrar as empresas que controlam nossa vida digital quando até a mobilização contra elas depende dos espaços que elas administram?
Rede de Pesquisa em Biblioteconomia Educativa e a construção colaborativa de um campo especializado de conhecimentos e práticas – a Biblioteconomia Educativa, por Edmir Perrotti e Ivete Pieruccini / Divulga-CI
“A Biblioteconomia Educativa é um campo de conhecimentos especializados indispensáveis ao enfrentamento de desafios próprios de nossa época. Nesse sentido, reconhecer sua centralidade coloca-nos diante de uma importante responsabilidade e importante desafio, a ser enfrentado por todos nós inscritos na área”, destacam os pesquisadores Prof. Dr. Edmir Perrotti e Profa. Dra. Ivete Pieruccini, da Universidade de São Paulo.
Acessibilidade em bibliotecas de Institutos Federais: percepções de bibliotecárias na Região Metropolitana de Goiânia / Biblionline
Os resultados evidenciam que as participantes reconhecem a acessibilidade como elemento central para a inclusão, associando-a às dimensões físicas, informacionais e atitudinais. Contudo, persistem fragilidades nas dimensões arquitetônica, instrumental e programática, além da insuficiência de tecnologias assistivas e de ações sistemáticas de formação profissional. Conclui-se que a consolidação de bibliotecas efetivamente inclusivas nos Institutos Federais requer planejamento, investimento contínuo e incorporação da acessibilidade como diretriz estruturante dos serviços informacionais.
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