Após seu “clube do livro”, Dua Lipa lança a “Manifesto Library”, uma biblioteca bastante singular / Huff post
Sediado em Portugal, este espaço criado pela cantora britânica exibirá obras que enfrentaram diversas formas de censura, particularmente nos Estados Unidos.
Apresentada como a extensão física do clube Service95, a Manifesto Library contará com uma seleção de 100 obras que “desafiam o poder, a censura, a exclusão e as narrativas dominantes”. Entre elas estão O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale), de Margaret Atwood — alvo de republicanos nos EUA — e livros de Salman Rushdie que levaram a uma fatwa e a um ataque a faca contra ele.
Em um comunicado, Dua Lipa descreveu o projeto da Manifesto Library como uma “parceria dos sonhos”. Observando que ler obras de todo o mundo e de origens diversas “nos aproxima”, a cantora britânica lamentou que, “infelizmente, nem todos são a favor disso”. Como mostrado abaixo, a artista compartilhou fotos do espaço em seus Stories do Instagram.
As funções básicas das bibliotecas públicas que vale a pena ter em mente / Julian Marquina
As funções fundamentais das bibliotecas públicas demonstram o quanto elas são essenciais para a comunidade. Elas disponibilizam informações, emprestam materiais, oferecem orientação e capacitação, prestam apoio, promovem conexões, preservam nossa memória coletiva e criam espaços para o engajamento cívico. Algumas dessas atividades são bastante visíveis, enquanto outras ocorrem de forma discreta — em uma conversa rápida, em uma recomendação certeira ou em um suporte digital que garante que ninguém fique para trás.
Talvez seja por isso que vale a pena relembrar, de tempos em tempos, o que uma biblioteca pública faz e qual é a sua finalidade. Não para justificar sua existência, mas para reconhecer o seu valor. Onde quer que haja uma biblioteca ativa, acessível e com uma equipe adequada, existem mais oportunidades para ler, aprender, participar e sentir-se parte de uma comunidade compartilhada.
Bibliotecas públicas como infraestrutura social: uma revisão integrativa dos papéis comunitários / Journal of Librarianship and Information Science
A principal contribuição do artigo é reconceituar a biblioteca pública como uma forma de infraestrutura social que articula acesso à informação, interações interpessoais, participação cívica e suporte de fácil acesso. Quatro mecanismos recorrentes — infraestrutura acessível, interação interpessoal, desenvolvimento de capacidades mediado e função de amortecimento institucional — são identificados como a ponte analítica entre a presença institucional e os efeitos na comunidade. O artigo conclui delineando uma agenda de pesquisa que prioriza a clareza conceitual, a especificação de mecanismos e evidências comparativas mais robustas, além de apontar implicações práticas sobre como as bibliotecas públicas podem se posicionar nos sistemas locais de suporte digital, cívico e social.
28 de junho – Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+ / ANCIB
O orgulho é memória, é luta, é a afirmação diária de que toda pessoa merece existir com dignidade, liberdade e respeito.
Na ANCIB, entendemos que a ciência da informação tem um papel fundamental nessa construção: quando a informação acolhe, representa e inclui, ela se torna um instrumento de justiça.
Que os ambientes acadêmicos e informacionais sejam cada vez mais seguros, diversos e afirmativos para todas as identidades.
Hoje e sempre, estamos ao lado de quem resiste, ocupa espaços e transforma o mundo sendo quem é.
Biblioteca Nacional da Coreia enfrenta livros gerados por IA / Dosdoce
A Biblioteca Nacional da Coreia decidiu recusar o envio obrigatório de milhares de títulos de uma editora que utiliza inteligência artificial e publica cerca de 9.000 livros anualmente. A instituição também iniciou uma revisão do sistema de depósito legal para prevenir possíveis abusos decorrentes da proliferação de publicações automatizadas. Paralelamente, estão em andamento alterações legislativas na Assembleia Nacional da República da Coreia para adaptar as normas vigentes a essa nova realidade tecnológica.
Uso de inteligência artificial para servidores públicos / Governo Federal
O Núcleo de Inteligência Artificial (NIA) é uma iniciativa coordenada pela Secretaria de Governo Digital (SGD) do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para a adoção de tecnologias de inteligência artificial no Poder Executivo Federal.
Objetivo: Apoiar a adoção da IA no Executivo Federal, disponibilizando: – Ferramentas de IA de uso comum aos órgãos e entidades; – Orientações, programas de capacitação, frameworks, cursos, guias e infográficos; – Apoio à aceleração de projetos de inovação que utilizem IA; – Pesquisa sobre a adoção de IA no Poder Executivo Federal.
Competência digital em bibliotecas públicas / Infophilia
É sabido que algumas pessoas prosperam com a tecnologia, enquanto outras se sentem perpetuamente atrasadas. Algumas pessoas abrem um novo aplicativo, encontram um obstáculo e sentem uma pequena satisfação com o desafio. Outras, ao se depararem com o mesmo obstáculo, sentem vergonha, frustração ou simplesmente desistem. A diferença não está na inteligência. Trata-se de um conjunto de hábitos — hábitos mentais — que podem ser ensinados, exemplificados e apoiados.
É exatamente esse o território que Jenna Kammer e Lauren Hays exploram em seu novo livro, Digital Literacy in Public Libraries (publicado no início deste ano pela ALA Editions). E embora o título possa sugerir que se trata de um manual profissional específico para catalogadores e profissionais de referência, quero defender — como alguém que lê amplamente sobre ciência da informação, psicologia, humanidades e tecnologia — que este livro merece um lugar na estante de qualquer pessoa que ame informação, trabalhe com o público ou simplesmente queira entender por que “basta pesquisar no Google” deixou de ser um conselho suficiente há muito tempo.
Arquivos como ferramenta de justiça social – Entrevista com Vitor Hugo Teixeira / Divulga-CI
Confira nossa entrevista com o arquivista e pesquisador Vitor Hugo Teixeira, mestre e doutorando em Ciência da Informação na Universidade Federal da Paraíba. Em sua dissertação, Vitor analisou a mediação implícita da informação na Arquivologia, destacando o guia para usuários/as de arquivos como instrumento de acesso, reconhecimento social e justiça social. Na entrevista, conheça mais sobre a elaboração da dissertação e as dicas do pesquisador.
Marketing de conteúdo na biblioteca: como engajar alunos na biblioteca digital / Minha Biblioteca
Não existe uma fórmula única para aumentar o uso da biblioteca digital, mas algumas práticas de marketing de conteúdo têm apresentado excelentes resultados quando aplicadas de forma consistente e alinhadas ao calendário acadêmico.
A atuação do bibliotecário no apoio à elaboração de revisões de literatura na área da saúde: conceitos, etapas, ferramentas e capacitação / AtoZ
A formação do bibliotecário que atua em Ciências da Saúde ainda é um desafio, pois não existem formações especializadas no Brasil ou na América Latina. Ademais, os currículos de graduação ou pós-graduação abordam a temática de forma incipiente. Nesse contexto, o aprendizado se dá com a prática, de forma autônoma, e na busca por iniciativas de capacitação como as da Rede BVS. (Xavier Junior, 2022). A Informação em Saúde precisa ser contemplada nos currículos dos cursos de Biblioteconomia, de forma mais efetiva, com a inclusão de disciplinas específicas (tipos metodológicos de estudo, fontes de informação em saúde, estratégia de busca, entre outras), além de uma oferta ampliada de cursos de extensão e atualização. Assim, é possível preparar os futuros bibliotecários para assessoria à equipe multiprofissional em saúde e as diversas demandas informacionais do ambiente hospitalar.
Cariniana Podcasts lança nova série sobre preservação digital e desafios contemporâneos / ABCD
Os novos episódios da Cariniana Podcats abordam diferentes dimensões da preservação digital, trazendo entrevistas com pesquisadores e profissionais reconhecidos nacionalmente por suas contribuições à área.
A Cariniana Podcasts, programa dedicado à divulgação de conhecimentos sobre preservação digital, acaba de lançar uma nova série de episódios que reúne especialistas de destaque da Ciência da Informação, Arquivologia e áreas afins.
Disponível no Spotify, o podcast promove reflexões sobre os desafios, avanços e perspectivas relacionados à garantia de acesso contínuo à informação digital em um cenário marcado por rápidas transformações tecnológicas.
A crise de reprodutibilidade: a ciência está nos enganando? / Polytechnique Insights
Em 2005, um artigo com o título sugestivo “Por que a maioria das descobertas de pesquisas publicadas é falsa” (Why Most Published Research Findings Are False), publicado na revista PLOS Medicine, desencadeou o debate. Nele, John Ioannidis avaliou a confiabilidade de estudos que utilizavam análises estatísticas para testar hipóteses — um tipo de estudo muito comum na pesquisa empírica. Com base em simulações, o pesquisador demonstrou que a probabilidade de um efeito relatado em um artigo científico ser real diminuía significativamente sob certas condições: amostras pequenas, efeitos de pequena magnitude, um grande número de hipóteses testadas, métodos não padronizados e a presença de conflitos de interesse ou intensa competição na área. Confirmação experimental contundente
Nos anos seguintes, em uma tentativa de documentar empiricamente o fenômeno, a Open Science Collaboration propôs-se a replicar 100 estudos experimentais na área de psicologia. (…)
Desde então, as conclusões de John Ioannidis foram confirmadas em diversas disciplinas. (…)
O problema, portanto, é profundo. Isso significa que devemos concluir que todo o conhecimento científico considerado definitivo nessas áreas é questionável? Digamos de forma clara e firme: não. Um efeito é considerado certo apenas quando confirmado por múltiplas linhas de evidência de alto nível, como ensaios clínicos randomizados conduzidos adequadamente ou meta-análises com alto poder estatístico. “Não há razão para duvidar da eficácia das atuais vacinas contra a Covid ou da ligação entre câncer de pulmão e tabagismo — para citar apenas alguns exemplos —, pois esses fatos foram identificados por meio de estudos convergentes em diferentes disciplinas”, observa Florian Naudet.
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