Bibliotecas para fabular mundos possíveis: políticas públicas, formação leitora e atuação nos territórios, por Eduardo Peixoto / Divulga-CI
“Ao compreendermos o cenário que cerca os territórios periféricos e à margem de nosso país, algumas perguntas me vêm à mente: quem tem o direito de sonhar? A quem o fabular é permitido? E quem encontra as condições para transformar esses sonhos em realidade?”, questiona o bibliotecário Eduardo Henrique Peixoto, da rede Beabah! – Bibliotecas Comunitárias do Rio Grande do Sul e presidente da Associação Sul-Rio-Grandense de Bibliotecários.
Práticas de Gestão da Informação em incubadoras de base tecnológica / Perspectivas em Ciência da Informação
Fundamentado nos modelos teóricos de Davenport (1998), Choo (2003; 2006), Beal (2004) e Valentim (2002), o estudo indica que a Gestão da Informação nas incubadoras envolve a articulação entre aspectos tecnológicos, organizacionais e humanos. Como contribuição prática, são apresentadas sete iniciativas elaboradas a partir da articulação entre as evidências empíricas e o referencial teórico, voltadas ao aprimoramento dos processos informacionais. Conclui-se que as incubadoras investigadas apresentam diferentes níveis de institucionalização da Gestão da Informação, evidenciando a heterogeneidade das práticas informacionais nesse contexto.
Recomendações para a Revisão do Sistema de Classificação de Acesso Aberto no OpenAlex / Zenodo
O sistema de classificação por cores de acesso aberto (OA) utilizado pelo Unpaywall (ou seja, Dourado, Verde, Híbrido, Bronze e fechado) foi introduzido em 2018 e, desde então, passou a ser amplamente utilizado em todo o ecossistema, inclusive por plataformas como Scopus, Web of Science e Dimensions, bem como por inúmeras agências de fomento e instituições ao redor do mundo. No entanto, o cenário da comunicação científica mudou significativamente desde que essas categorias foram definidas, e as limitações desse sistema estão se mostrando problemáticas. Em particular, o sistema atual apresenta dificuldades para lidar com resultados de pesquisa que não são artigos de periódicos, depende excessivamente de políticas do periódico em detrimento de atributos do próprio trabalho, confunde modelos de negócios com o status de acesso e é de difícil operacionalização precisa em um ambiente no qual periódicos alteram regularmente, em massa, o status de acesso aberto de suas publicações.
PISA 2025 e rankings escolares: estamos fazendo as perguntas certas sobre a escolarização? / The Conversation
Na França, assim como em outros países da OCDE, o desempenho dos alunos registrou um declínio acentuado em matemática e leitura.
A edição mais recente do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA) mostra que esse declínio afeta tanto alunos em situação de desvantagem quanto aqueles em situação de vantagem socioeconômica.
As comparações internacionais são mais úteis para questionar a capacidade de reforma dos sistemas educacionais do que para identificar um modelo a ser copiado.
Empresas perdem US$ 1,2 trilhão por ano com ruídos na comunicação, diz estudo. Como evitar isso? / Exame
Uma mensagem mal interpretada pode exigir uma reunião para esclarecer o que foi dito, gerar novas trocas de e-mails ou até atrasar uma tarefa que já deveria estar concluída. Somados, esses episódios representam um custo expressivo para as empresas.
Um estudo da Grammarly em parceria com a Harris Poll estima que a comunicação ineficaz custe até US$ 1,2 trilhão por ano às empresas dos Estados Unidos, considerando o tempo de trabalho perdido. (…)
Os líderes estimaram que suas equipes perdem 7,47 horas por semana por causa de problemas de comunicação. (…) O problema não está necessariamente na quantidade de mensagens, mas na dificuldade de transmitir uma informação de maneira que o destinatário compreenda corretamente. (…) Para 80% dos profissionais do conhecimento e 93% dos líderes empresariais ouvidos na pesquisa, a capacidade de realizar o próprio trabalho depende fortemente da forma como os colegas comunicam necessidades e ideias.
Profissionais de IA estão ‘genuinamente assustados’ com futuro da humanidade, diz pesquisador que se demitiu da Anthropic / BBC
Os chefes de duas empresas rivais de IA, Sam Altman da OpenAI e Elon Musk da xAI, disseram concordar com a proposta de Amodei de desaceleração e regulamentação em toda a indústria, bem como de monitoramento independente do desenvolvimento de modelos de IA.
Amodei afirmou no ensaio publicado no sábado (12/09) que o desenvolvimento da tecnologia não estava em questão, mas que os riscos associados a ela eram “sérios” e que empresas e governos precisavam de tempo para lidar com eles.
Coxon acolheu a sugestão de uma desaceleração, mas afirmou que esta precisaria ser coordenada com a China para evitar “uma corrida em escala internacional”.
Relatório Clarivate Pulse of the Library 2026 / Clarivate
Oren Beit-Arie, vice-presidente sênior de Estratégia e Inovação, Academia e Governo da Clarivate, disse: “Para bibliotecas, a IA marca uma mudança contínua, juntamente com um conjunto de escolhas difíceis sobre quando adotar, quando se segurar e como proteger a integridade acadêmica e os valores fundamentais da biblioteca. O que se destaca na pesquisa deste ano são as diferenças entre as bibliotecas que escolhem experimentar, aprender e construir confiança com a IA e aqueles que adotam uma abordagem de esperar para ver, seja por escolha ou porque os recursos são limitados.
Plágio no Ensino Superior e mediação ética da informação / REBECIN
Os resultados indicam a ausência de uma política institucional articulada sobre autoria, plágio acadêmico e integridade científica, a predominância de medidas punitivas e a fragilidade dos processos de mediação da informação. A partir desses achados, propõe-se a implementação de uma estratégia de mediação ética da informação, materializada na elaboração de uma minuta de resolução institucional, concebida como instrumento pedagógico e formativo orientador das práticas de leitura, escrita e autoria. Conclui-se que o enfrentamento do plágio requer ações institucionais integradas, capazes de deslocar o foco da responsabilização individual para uma perspectiva de corresponsabilidade ética, formativa e institucional, promovendo uma cultura de integridade científica no ensino superior.
Como o acesso aberto molda o alcance da pesquisa, as citações e a visibilidade global / Springer Nature
As conclusões de From Access to Impact oferecem uma resposta clara: mesmo em um ecossistema de OA mais maduro, o OA “ouro” continua associado a um maior alcance e a um impacto mais expressivo em comparação com artigos que não são de OA ou que utilizam o OA “verde” (green OA). Esses efeitos são visíveis não apenas por meio de downloads, citações e métricas de atenção, mas também através de um público leitor mais amplo e geograficamente diverso, incluindo um maior engajamento em países de baixa renda e de renda média-baixa (LICs e LMICs).
O acesso, por si só, não é o objetivo final; o que se busca é ampliar o impacto da pesquisa para promover o avanço do conhecimento, das políticas públicas e das práticas.
Além disso, o OA “ouro” potencializa a disseminação e o impacto ao oferecer aos pesquisadores acesso imediato, reforçando ainda mais a vantagem dessa modalidade. Esse aumento no impacto no mundo real também foi observado no relatório da Springer Nature e da Overton intitulado From publications to policy: The impact of research towards achieving the Sustainable Development Goals (2025).
O que é roubado, quando se rouba o museu? / a.muse.arte
A musealização de um objeto retira-o da circulação mercantil corrente e coloca-o num regime particular de valor: converte-se em documento, testemunho de uma sociedade, instrumento de representação política, memória material e parte de uma narrativa patrimonial coletiva. O roubo tende a inverter radicalmente esse processo, mas não da mesma maneira em todos os objetos.
Se uma joia histórica for desmontada para que as pedras e o metal circulem separadamente, perde-se, além da forma material, a sua própria biografia. Aquilo que constitui o seu maior valor no museu, como a identidade, a proveniência e a singularidade, torna-se um obstáculo à circulação ilícita, pois permite reconhecê-la. Em contrapartida, uma pintura não pode ser alterada sem perder o seu valor económico. Para continuar a “valer”, tem de continuar a ser Renoir, justamente aquilo que impede a sua circulação normal. O objeto fica suspenso entre dois regimes: conserva um enorme potencial de valor simbólico e económico, mas perde grande parte da sua liquidez. Pode então entrar em circuitos mais opacos, permanecer escondido durante décadas ou assumir funções que já não se enquadram na transação convencional de mercado.
Tamboralidade negra: música e relações étnico-raciais / Livros Abertos USP
O conceito de tamboralidade negra nomeia precisamente esse campo de forças em que ritmo, corporeidade, oralidade, territorialidade e experiência comunitária se entrelaçam, desafiando leituras eurocêntricas da cultura e afirmando outras formas de sentir, pensar e educar. Nessa perspectiva, esta publicação propõe uma escuta crítica das musicalidades negras e de suas reverberações no cinema, na festa popular, na educação e na vida cotidiana. Trata-se de reconhecer que a música, aqui, não comparece apenas como expressão artística, mas como princípio organizador de visões de mundo, como pedagogia do sensível e como dispositivo de afirmação ontológica da negritude. Ao reunir textos de Celso Luiz Prudente com parceiros e parceiras de pensamento, pesquisa e vida, o livro compõe uma escrita em coro, coerente com o universo que investiga: plural, relacional, diaspórico e insurgente.
Manual gratuito oferece guia prático sobre TDAH para famílias e educadores / Jornal da USP
A iniciativa nasceu do contato direto com a realidade das famílias, do aumento dos diagnósticos e da necessidade de responder a dúvidas e sentimentos de desorientação. O objetivo do projeto foi mapear as principais dúvidas e traduzir o conhecimento científico em uma ferramenta simples de consulta rápida. “A construção do material foi realizada na forma de perguntas e respostas para facilitar a compreensão de todas as pessoas, com uma linguagem acessível e objetiva”, afirma a enfermeira, que liderou a autoria ao lado da professora Camila Cristina Rodrigues, coordenadora nacional de enfermagem na Cogna Educação.
Em formato prático, o guia apresenta formas de lidar com o dia a dia da criança, abordando cuidados com a rotina, regulação emocional e direitos educacionais, além das etapas de avaliação diagnóstica e opções de tratamento.
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