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Desinformação com viés racial como violência estrutural: uma estrutura de operações discursivas do Brasil / Misinformation Review

Desinformação com viés racial como violência estrutural: uma estrutura de operações discursivas do Brasil / Misinformation Review

Em 14 de março de 2018, Marielle Franco, vereadora negra e queer do Rio de Janeiro, foi assassinada. Poucas horas depois, começaram a circular alegações falsas de que ela seria “casada com um traficante de drogas”; embora formalmente desmentidas, tais alegações voltaram a circular dois anos mais tarde. O caso exemplifica um padrão estrutural: no Brasil, a desinformação voltada a pessoas negras mortas em contextos de violência estatal recorrentemente altera identidades, fabrica antecedentes criminais e difama a vida privada, com o objetivo de legitimar, de forma retroativa, a violência racial. Por meio da análise de 3.674 verificações de fatos realizadas por duas agências brasileiras certificadas pela IFCN (2018–2023), este artigo propõe um modelo discursivo replicável, composto por cinco operações, para compreender como a desinformação com viés racial opera e amplia os danos que provoca.

#Desinformação

Disponível em: https://misinforeview.hks.harvard.edu/article/racially-biased-disinformation-as-structural-violence-a-discursive-operations-framework-from-brazil/

Os paratextos de sistemas de classificação impressos / Journal of Information Science

Os paratextos de sistemas de classificação impressos / Journal of Information Science

A pesquisa examina três áreas principais: títulos, prefácios e um conjunto de quatro aspectos não contemplados por Genette. Entre as conclusões, destaca-se o papel do prefácio como mediador da relação entre o autor (ou o próprio sistema) e o leitor, bem como o fato de a página de rosto fornecer informações valiosas e inéditas sobre processos de memorialização e percepções de autoridade. O fator temporal revela-se de grande relevância, abrangendo relações complexas entre sistemas — e seus respectivos paratextos — do passado, presente e futuro; classes obsoletas ou em desuso são reinterpretadas como relações hipertextuais ao longo do tempo. Por fim, o artigo propõe um novo modelo paratextual para sistemas de classificação impressos, fundamentado na teoria de Genette, respondendo à questão ontológica: “o que é, exatamente, um sistema de classificação impresso?”

#Paratextos #Classificação

Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/full/10.1177/01655515261497101?mi=ehikzz

Estresse versus bibliotecas / Library Trends

Estresse versus bibliotecas / Library Trends

O estresse também desempenha um papel fundamental nas escolhas de leitura das pessoas. Diante disso, de que maneira, exatamente, o estresse e o estado de ânimo afetam os hábitos de leitura de um indivíduo? Este trabalho analisa, de forma aprofundada, como eventos culturais significativos e fatores estressores pessoais impactaram a leitura e o uso de bibliotecas — tanto por parte dos usuários quanto dos profissionais da área — e como esses profissionais se conectam com suas comunidades. Além disso, o estudo explora como o interesse por determinados gêneros literários surgiu e evoluiu ao longo do tempo. Esta pesquisa servirá de apoio aos profissionais de bibliotecas em suas atividades de orientação de leitura, ao mesmo tempo em que ajudará os leitores a compreender melhor como seus interesses e hábitos de leitura se modificam em função de fatores externos e internos.

#Stress #Leitura #Bibliotecas #Biblioterapia

Disponível em: https://muse.jhu.edu/article/1005542

Como a democracia depende da ciência — e deve protegê-la / Nature

Como a democracia depende da ciência — e deve protegê-la / Nature

A ciência é um pilar fundamental da democracia. Em um mundo cada vez mais complexo e em rápida transformação, as pessoas precisam de acesso a informações verificadas e a conhecimentos independentes para tomar decisões fundamentadas. A pesquisa contribui para isso ao gerar evidências confiáveis ​​e promover a investigação crítica, permitindo, assim, que uma pluralidade de pontos seja debatida e criando condições para que as sociedades aprendam com a experiência.

Em maio, Ekaterina Zaharieva, Comissária Europeia para Startups, Pesquisa e Inovação, solicitou-nos orientações sobre como a ciência pode fortalecer o funcionamento democrático e a resiliência da União Europeia. Independentemente desse processo, apresentamos aqui três pilares por meio dos quais a ciência viabiliza a democracia: o estabelecimento de bases factuais compartilhadas, o fortalecimento da confiança nas instituições e o fornecimento de ferramentas para adaptar políticas e organizações em resposta a circunstâncias em constante mudança.

#Democracia #Ciência

via Nature

Disponível em: https://www.nature.com/articles/d41586-026-03510-4

Lula mantém-se firme na regulamentação das grandes empresas de tecnologia, apesar da pressão dos EUA / DLP News

Lula mantém-se firme na regulamentação das grandes empresas de tecnologia, apesar da pressão dos EUA / DLP News

Em meio à escalada das tensões entre o Brasil e os Estados Unidos, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o direito de seu país de regulamentar as empresas de tecnologia americanas que operam em seu território, apesar das ameaças de retaliação comercial do presidente dos EUA, Donald Trump.

Durante uma reunião ministerial realizada na terça-feira em Brasília, Lula se referiu às recentes declarações de Trump, que ameaçou com tarifas e retaliações , como o bloqueio de acesso à tecnologia, todos os países que impõem regulamentações ou impostos especiais às grandes empresas de tecnologia americanas.

#SoberaniaDigital #BigTechs

via DLP News

Disponível em: https://dplnews.com/lula-se-mantiene-firme-en-regulacion-de-big-tech-presion-estadounidense/

França: criam prêmio para publicações escritas com inteligência artificial / La Jornada

França: criam prêmio para publicações escritas com inteligência artificial / La Jornada

Um mês após o autor haitiano-canadense Thélyson Orélien (vencedor do Prêmio de Romance FNAC) ter sido acusado de usar inteligência artificial (IA) para escrever *C’était ça ou mourir* (Era isso ou morrer), foi lançada na França a primeira edição do Prêmio Pascal de Literatura, criado com o uso de IA. A premiação contemplará obras inéditas produzidas em coautoria ou com o auxílio dessa ferramenta. O concurso foi idealizado pelos empresários Philippe Rodriguez, Albin Serviant e Gilles Mentré, sob a seguinte premissa: “O fato de a IA conseguir escrever um texto já não é novidade. Essa capacidade existe, é acessível e não prova nada”. Por isso, a iniciativa propõe que os criadores desenvolvam uma relação mais aprimorada com essa tecnologia e elaborem uma obra que promova a conscientização ou ajude a solucionar, de forma original, algum desafio ecológico, social ou ético que ameace a humanidade.

#IA #Literatura

via La Jornada

Disponível em: https://www.jornada.com.mx/noticia/2026/10/27/cultura/francia-crean-premio-para-publicaciones-escritas-con-inteligencia-artificial

Biblioteconomia Social e Justiça Social: o papel transformador do Bibliotecário Social / RISC

Biblioteconomia Social e Justiça Social: o papel transformador do Bibliotecário Social / RISC

O estudo fundamenta a transição de uma biblioteconomia assistencialista para uma biblioteconomia social transformadora. O bibliotecário social é concebido como mediador da justiça social a partir de três dimensões: redistribuição do acesso à informação, reconhecimento de grupos historicamente marginalizados e representação democrática das comunidades nos espaços bibliotecários. Além disso, propõe-se uma articulação entre biblioteconomia social, crítica e transformadora. Conclusões: A biblioteconomia social redefine o papel das bibliotecas e dos bibliotecários como atores estratégicos na redução das desigualdades e na promoção de direitos culturais. Conclui-se que as bibliotecas podem consolidar-se como espaços de inclusão, participação e transformação social.

#BiblioteconomiaSocial #JustiçaSocial

Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/informacao/article/view/42738

Do jornal à rolagem infinita: o que mudou na forma de consumir notícias? / Observatorio da Imprensa

Do jornal à rolagem infinita: o que mudou na forma de consumir notícias? / Observatorio da Imprensa

Nesse cenário, o jornalismo enfrenta um desafio editorial. Não basta adaptar manchetes para diferentes plataformas ou publicar o mesmo conteúdo em formatos cada vez mais curtos. É preciso considerar como a notícia será encontrada, em que contexto será recebida e se o público terá condições de acompanhar seus desdobramentos. Explicar antecedentes, recuperar decisões anteriores e mostrar o que aconteceu depois de um anúncio são práticas que ajudam a dar continuidade à cobertura, mesmo quando a circulação das informações é fragmentada.

Isso exige também reconhecer que o leitor não é apenas responsável por escolher o que consome. Suas decisões importam, mas são tomadas em um ambiente organizado por empresas, plataformas e veículos que disputam atenção. A facilidade de acesso não elimina a importância da mediação jornalística; torna ainda mais relevantes a qualidade das escolhas editoriais e a capacidade de oferecer contexto em meio à abundância de conteúdos.

#LeituraEscritaECultura #PráticasInformacionais #Jornalismo

Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/imprensa/do-jornal-a-rolagem-infinita-o-que-mudou-na-forma-de-consumir-noticias/

Visibilidade na web e dados estruturados: análise do uso do Schema.org em sites de mídia digital / Revista Española de Documentación Científica

Visibilidade na web e dados estruturados: análise do uso do Schema.org em sites de mídia digital / Revista Española de Documentación Científica

Por meio de uma análise quantitativa e qualitativa baseada em 160.000 páginas da web e ferramentas de rastreamento automatizado, constata-se um uso generalizado, porém desigual, do Schema.org. Os veículos de mídia espanhóis destacam-se por sua diversidade e riqueza semântica, enquanto os norte-americanos apresentam uma implementação mais limitada. Os resultados evidenciam uma correlação entre o uso estratégico de dados estruturados e uma maior visibilidade em mecanismos de busca, embora também sejam detectados erros significativos na marcação. Conclui-se que uma implementação cuidadosa e diversificada do Schema.org pode melhorar notavelmente a presença digital dos veículos de mídia, especialmente em ambientes informativos altamente competitivos.

#SchemaOrg

Disponível em: https://redc.revistas.csic.es/index.php/redc/article/view/1850

Claude, treinado ilegalmente por antropocistas, utilizou livros de professores de Stanford / Stanford Daily

Claude, treinado ilegalmente por antropocistas, utilizou livros de professores de Stanford / Stanford Daily

A gigante da inteligência artificial Anthropic copiou e plagiou ilegalmente o trabalho de mais de 10 professores de Stanford para treinar seus modelos Claude, decidiu um juiz federal em um processo judicial de maio de 2026.

Anteriormente, a Anthropic treinou Claude com textos obtidos ilegalmente dos professores Tobias Wolff, Abraham Verghese, Chang-Rae Lee, Daniel Mason, Hayagreeva Rao e Myra Strober. No caso Bartz v. Anthropic, que a Authors Alliance considera o maior acordo de direitos autorais envolvendo uma empresa de IA, o juiz William Alsup decidiu que a Anthropic não poderia mais piratear livros para criar uma biblioteca central permanente.

Ao bloquear a pirataria de obras para treinar IA, Alsup justificou a aquisição legal de livros para treinar os Modelos de Linguagem Ampla (LLMs) de Claude como uso justo. Ele comparou o treinamento de IA à forma como os humanos leem, internalizam e memorizam os temas e o estilo de um livro. “Como qualquer leitor que aspira a ser escritor, os LLMs da Anthropic foram treinados com base em obras não para correr atrás e replicá-las ou substituí-las, mas para virar uma esquina e criar algo diferente”, escreveu ele.

#Claude #DireitosAutorais

via Stanford Daily

Disponível em: https://stanforddaily.com/2026/10/27/professors-books-pirated-to-train-claude/

O Ranking de Leiden publicou sua edição de 2026, a última baseada no Web of Science e a primeira “Edição Aberta” baseada no OpenAlex / Boletín SciELO-México

O Ranking de Leiden publicou sua edição de 2026, a última baseada no Web of Science e a primeira “Edição Aberta” baseada no OpenAlex / Boletín SciELO-México

O Ranking de Leiden – Edição Tradicional fornece indicadores bibliométricos com base na base de dados Web of Science. Em 2026, inclui mais de 1600 universidades em todo o mundo.

O Ranking de Leiden – Edição Aberta baseia-se em nossa versão aprimorada de dados abertos do OpenAlex. Ele oferece uma perspectiva transparente sobre o desempenho universitário e demonstra o potencial das fontes de dados abertos para apoiar rankings universitários globais robustos, baseados em indicadores bibliométricos.

#OpenAlex #LeidenRanking

via Boletín SciELO-México

Disponível em: https://boletinscielomx.blogspot.com/2026/11/el-ranking-leiden-publico-su-edicion.html

Memória em circulação e materialidade verbo-visual no Instagram do Museu Casa da Memória / Policromias

Memória em circulação e materialidade verbo-visual no Instagram do Museu Casa da Memória / Policromias

O corpus reúne 160 publicações visualizadas em 20 capturas consecutivas da grade do perfil, todas publicadas até 20 de agosto de 2026. A análise articulou a classificação dos formatos predominantes à interpretação das relações entre palavras, imagens, cores, enquadramentos, marcas, hierarquias visuais e sujeitos representados. Os registros fotográficos ou audiovisuais corresponderam a 53,1% do corpus, seguidos por peças gráficas institucionais (35,6%), republicações (9,4%) e documentos ou imagens históricas sem moldura gráfica predominante (1,9%). O perfil apresenta o museu como instituição cultural ativa e aproxima o patrimônio da vida comunitária, embora projetos e parcerias produzam diferentes níveis de continuidade visual e contextualização. Conclui-se que a identidade institucional resulta da articulação entre origem, composição, contexto e distribuição da visibilidade. Uma identidade visual flexível pode fortalecer o reconhecimento do museu sem submeter a pluralidade das memórias representadas a uma aparência uniforme.

#Instagram #Museus #Memória

Disponível em: https://revistas.ufrj.br/index.php/policromias/article/view/76513