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Por que artigos retratados continuam sendo citados: evidências obtidas por meio de pesquisa direta complementam a análise de padrões de citação / Scientometrics

Por que artigos retratados continuam sendo citados: evidências obtidas por meio de pesquisa direta complementam a análise de padrões de citação / Scientometrics

Em um estudo que realizamos nos últimos anos (De Cassai, 2022) nas áreas de anestesiologia e medicina intensiva, não inferimos motivações a partir da contagem ou do contexto das citações; em vez disso, questionamos os autores correspondentes que citaram artigos retratados após a publicação da retratação. Entre 417 respondentes, 372 (89%) relataram desconhecer que o artigo citado havia sido retratado. As principais justificativas apresentadas foram a identificação inadequada da retratação no periódico ou na base de dados de pesquisa (229/372; 61,6%) e o uso de uma cópia previamente armazenada (42/372; 11%). Além disso, 94% informaram que nem os editores nem os revisores apontaram o fato de a referência estar retratada. Entre os 45 respondentes que citaram um artigo retratado de forma consciente, 35 (78%) o fizeram para utilizá-lo como exemplo de literatura retratada.

#Retração #CitaçãoZumbi

Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-026-05881-x

Informação, desinformação e segurança democrática / Jornal da Ciência

Informação, desinformação e segurança democrática / Jornal da Ciência

“A integridade eleitoral não depende apenas da segurança técnica da votação, mas também de condições que permitam aos eleitores formar suas preferências livremente com informações confiáveis”, comenta Avelino Francisco Zorzo, professor titular da PUCRS e representante das Sociedades Científicas Afiliadas à SBPC na área de Exatas

WhatsApp Image 2026-10-23 at 16.16.23As transformações tecnológicas alteram as formas de produção do conhecimento, de organização social e de exercício do poder. Nas últimas décadas, a integração entre os mundos físico e digital acrescentou velocidade, ampliou o alcance da circulação das informações e intensificou a influência sobre o comportamento e as decisões humanas na sociedade.

A internet e as plataformas digitais ampliaram o acesso ao conhecimento e deram voz a grupos historicamente marginalizados. Entretanto, também criaram condições para a disseminação de conteúdos enganosos, a manipulação da opinião pública e a erosão da confiança nas instituições.

#Desinformação #Democracia #Eleições #BigTechs

via Jornal da Ciência

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/informacao-desinformacao-e-seguranca-democratica/

“Ciência nunca é uma atividade solitária.” / Ciência e Cultura

“Ciência nunca é uma atividade solitária.” / Ciência e Cultura

Quando Giovanna Machado fala sobre ciência, a escala pode mudar radicalmente. No laboratório, ela trabalha com materiais tão pequenos que precisam ser observados em escala nanométrica para revelar propriedades capazes de produzir efeitos em dimensões muito maiores. Mas sua atuação científica também se volta para desafios concretos — energia, água, saúde e sustentabilidade — e para uma questão igualmente urgente: quem tem a oportunidade de participar da construção da ciência brasileira.

Em 2026, ela se tornou a primeira pesquisadora nível 1A do CNPq no Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (CETENE), onde é pesquisadora titular e atualmente ocupa o cargo de diretora. A conquista representa o reconhecimento de uma trajetória dedicada à Ciência dos Materiais e à Química, mas também ganha significado especial por acontecer em uma instituição de pesquisa localizada no Nordeste. “Visibilidade científica não deve ser confundida com qualidade, mas a ausência de visibilidade pode limitar oportunidades, colaborações e recursos”, afirma.

#MulheresNaCiência

Disponível em: https://revistacienciaecultura.org.br/?p=11041

Lula conquista virada inédita e terá quarto mandato como presidente do Brasil: ‘Vamos ter que regular as plataformas digitais’ / BBC

Lula conquista virada inédita e terá quarto mandato como presidente do Brasil: ‘Vamos ter que regular as plataformas digitais’ / BBC

Nunca antes na história da democracia brasileira um presidente se reelegeu duas vezes. É igualmente inédito o feito de arrancar uma vitória depois de ter ficado em segundo lugar no primeiro turno.

Lula chega a uma virada histórica embalado por uma campanha que renasceu após a derrota no primeiro turno, com manifestações multitudinárias nas ruas e ação massiva nas redes sob comando do deputado André Janones (Rede-MG), boa parte disso sem atuação direta da própria direção do PT.

“Eu quero agradecer a esse companheiro aqui, o Janones, o nosso general que teve um papel exponencial nessa campanha para levantar, diariamente, de manhã, de tarde e de noite, a moral da nossa tropa”, disse Lula, em seu discurso de vitória na noite deste domingo.

#Eleições

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx8dzrgq569go

Que biblioteca queremos habitar? Percursos em direção à Biblioteconomia Educativa, por Amanda Leal de Oliveira / Divulga-CI

Que biblioteca queremos habitar? Percursos em direção à Biblioteconomia Educativa, por Amanda Leal de Oliveira / Divulga-CI

“O que significa formar leitores em realidades marcadas pela exclusão da cultura escrita e, ao mesmo tempo, atravessadas por outras práticas culturais? O que acontece quando livros e propostas de leitura chegam a contextos nos quais ocupam lugares e sentidos diferentes daqueles que ocupavam para nós, mediadores?”, questiona a pesquisadora Profa. Dra. Amanda Leal de Oliveira, do Instituto Superior de Educação Vera Cruz e do Centro Universitário Assunção.

#BiblioteconomiaEducativa

via Divulga-CI

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-10-out-2026/que-biblioteca-queremos-habitar-percursos-em-direcao-a-biblioteconomia-educativa-por-amanda-leal-de-oliveira/

Elaboração colaborativa de políticas de desenvolvimento de coleções / Collection Management

Elaboração colaborativa de políticas de desenvolvimento de coleções / Collection Management

Quando as Bibliotecas da Oregon State University (OSUL) iniciaram um trabalho para garantir que as licenças de assinatura contivessem termos e condições atuais e relevantes, percebemos que nossas políticas de desenvolvimento de coleções estavam obsoletas ou sequer existiam. A rotatividade de pessoal e a retirada das atribuições relacionadas a coleções das responsabilidades dos bibliotecários criaram uma lacuna de conhecimento. Para enfrentar essas questões, foi lançado um esforço colaborativo em toda a biblioteca visando à atualização das políticas de coleções. Esse trabalho nos afastou de uma abordagem isolada na tomada de decisões sobre o desenvolvimento de coleções. O presente artigo concentra-se no processo colaborativo e nas lições aprendidas com ele, em vez de abordar os detalhes específicos das políticas de desenvolvimento de coleções que foram elaboradas por meio desse processo.

#FormaçãoDeColeções

Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/01462679.2026.2675885

Censura a livros expõe tensões entre escola, família e liberdade de leitura / Porvir

Censura a livros expõe tensões entre escola, família e liberdade de leitura / Porvir

A liberdade de ensinar e o pluralismo de ideias, previstos no artigo 206 da Constituição e no artigo 3º da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), dão base à autonomia docente. Na educação básica, essa atuação se articula ao currículo, à proposta pedagógica da escola e à responsabilidade pela aprendizagem. A LDB também prevê a integração da escola com as famílias e a comunidade.

Para construir essa relação, a experiência dos entrevistados aponta práticas concretas: conhecer a obra inteira antes de selecioná-la, explicar os critérios pedagógicos, ouvir o que preocupa a família e abrir espaço para as interpretações dos estudantes. A gestão também precisa conhecer e sustentar o percurso desenvolvido pelo professor.

#Censura

Disponível em: https://porvir.org/censura-livros-escola-familia-liberdade-leitura/

Livrarias articulam movimento inédito pró-Lula; entidades do livro não se posicionam / Folha de S. Paulo

Livrarias articulam movimento inédito pró-Lula; entidades do livro não se posicionam / Folha de S. Paulo

Um grupo de cerca de 60 livrarias brasileiras tem se articulado para defender publicamente o voto em Lula (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.

O “Movimento das Livrarias pelo Brasil” distribui postagens padronizadas nas redes sociais, compartilhadas em conjunto pelas empresas. Com palavras de ordem como “Livro é futuro” e “Quem lê vota pelo Brasil”, os textos comparam as propostas dos dois candidatos, ressaltam que o plano de governo do senador do PL não menciona palavras como “livros” ou “leitura” e pedem voto no petista.

A iniciativa partiu da livreira capixaba Elisa Quadros, dona da recém-aberta Lúcia Livraria, na cidade de Anchieta. Angustiada com o cenário político, ela se posicionou a favor da democracia na página da loja em setembro. Depois, ampliou sua repercussão com uma foto da Constituição e a frase “nesse livro ninguém mexe”.

#Livrarias #Eleições

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/walter-porto/2026/10/livrarias-articulam-movimento-inedito-pro-lula-entidades-do-livro-nao-se-posicionam.shtml

Flávio gasta 6 vezes o valor de Lula em anúncios na última semana de campanha / BBC

Flávio gasta 6 vezes o valor de Lula em anúncios na última semana de campanha / BBC

Flávio Bolsonaro (PL) acelerou os gastos com anúncios nas plataformas da Meta na reta final do segundo turno.

Entre 15 e 21 de outubro, os anúncios vinculados à sua página oficial e identificados como pagos pela campanha consumiram R$ 6,79 milhões, contra R$ 1,09 milhão de Lula (PT).

O investimento do candidato do PL foi 6,2 vezes o registrado para o petista — aproximadamente 522% maior no período analisado.

Os sete dias concentraram quase metade, 49,3%, dos R$ 13,79 milhões acumulados sob a identificação da campanha de Flávio naquela página.

Para Lula, a mesma semana representou 9,4% dos R$ 11,64 milhões acumulados.

#Eleições

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cq5yn91y2wwlo

Por que me alistei no Exército do Lula / A Terra é redonda

Por que me alistei no Exército do Lula / A Terra é redonda

Entre objeções e a constatação de que a política se faz sob circunstâncias herdadas, a entrada no canal é necessária como lição de ação coletiva: a pergunta decisiva não é quem lidera a mobilização, mas se ela existirá a tempo de evitar a derrota

Entrei no canal “Exército do Lula”. Tinha motivos de sobra para ficar de fora, e começo por eles, porque continuam valendo. O primeiro é a linguagem. Exército, soldados, missões, tropa. A metáfora militar empobrece a política: transforma o adversário em inimigo e o apoiador em alguém que cumpre ordens. A esquerda passou anos criticando, com razão, a estética de caserna do bolsonarismo. Adotá-la, ainda que com o sinal trocado, tem custo.

(…) Sei que não teria entrado no canal em outro contexto. Flávio Bolsonaro saiu do primeiro turno à frente, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula. A partir de 2027, o PL terá a maior bancada da Câmara, com 121 deputados, e do Senado, com 28 senadores. Em tempos normais, a decisão de aderir a uma mobilização como essa ficaria soterrada sob as objeções que listei no começo. Discutiríamos o nome, o líder, a estética, e a discussão seria legítima. Não estamos em tempos normais.

#Eleições

via A Terra é redonda

Disponível em: https://aterraeredonda.com.br/por-que-me-alistei-no-exercito-do-lula/