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Entre pesquisas e acervos: trajetória e formação, por Carmem Lúcia Batista / Divulga-CI

Entre pesquisas e acervos: trajetória e formação, por Carmem Lúcia Batista / Divulga-CI

“Por fim, minha própria experiência sinaliza a falta de valorização da memória e a ausência de uma cultura bibliotecária em nosso país. A carência de políticas públicas consistentes na área da cultura e da informação apresenta dificuldades à biblioteca a se consolidar como dispositivo cultural autônomo e objeto cultural de memória relevante nos processos de formação.”, conclui a pesquisadora Profa. Dra. Carmem Lúcia Batista, do Centro Universitário Assunção.

#BiblioteconomiaEducativa

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-10-out-2026/entre-pesquisas-e-acervos-trajetoria-e-formacao-por-carmem-lucia-batista/

Vieses Culturais nos Sistemas de Organização do Conhecimento / Brajis

Vieses Culturais nos Sistemas de Organização do Conhecimento: o caso dos rankings universitários globais / Brajis

A análise permitiu sistematizar cinco categorias de vieses culturais: predominância anglófona, diferenças de cobertura geográfica, favorecimento de universidades maiores, mais antigas e com mais recursos, subjetividade das avaliações reputacionais e valorização da internacionalização. Os resultados evidenciam que indicadores, critérios e pesos refletem escolhas situadas e condicionam a representação da diversidade universitária. Conclui-se que os rankings, embora úteis ao planejamento e à avaliação institucional, não devem constituir referência única, exigindo interpretação crítica e contextualizada de suas classificações e dos vieses culturais que as permeiam.

#RankingsUniversitários #SistemasDeOrganizaçãoDoConhecimento

Disponível em: https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/bjis/article/view/19186

Como elaborar um plano estratégico para a biblioteca da sua escola / Madisons Library

Como elaborar um plano estratégico para a biblioteca da sua escola / Madisons Library

Qualquer membro da equipe da biblioteca escolar pode criar um plano estratégico para a biblioteca, independentemente da sua função. Se você tiver a sorte de trabalhar em uma biblioteca escolar com várias pessoas, esse processo deve incluir todos os membros da equipe. A participação na criação de um plano estratégico influencia as ações e os resultados, e o comprometimento é fundamental. Portanto, comece envolvendo sua equipe. Se precisar de argumentos que justifiquem a importância desse processo, este artigo sobre a utilidade dos planos estratégicos em bibliotecas escolares pode ajudar.

#BibliotecasEscolares #GestãoDeBibliotecas #PlanejamentoEstratégico

Disponível em: https://madisonslibrary.com/2026/10/22/how-to-write-a-strategic-plan-for-your-school-library/

Aprimorando os dados do OpenAlex: por que as editoras devem ajudar os autores a melhorar o registro acadêmico / Scholarly Kitchen

Aprimorando os dados do OpenAlex: por que as editoras devem ajudar os autores a melhorar o registro acadêmico / Scholarly Kitchen

Um número crescente de sistemas, dos quais pesquisadores e instituições dependem diariamente, está sendo construído com base em um mesmo mapeamento subjacente de quem publicou o quê. Em 2024, a Universidade Sorbonne, na França, tornou-se a primeira grande universidade a substituir o uso de dados proprietários — provenientes da Web of Science — pela infraestrutura aberta do OpenAlex. Nesse caso específico, o OpenAlex atua como uma camada de suporte para a biblioteca.

No entanto, o OpenAlex também serve como camada de suporte para painéis de relatórios de agências de fomento, para rankings globais — a exemplo do CWTS Leiden Ranking — e para novas ferramentas de assistência à pesquisa baseadas em inteligência artificial. A maioria dos usuários dessas ferramentas nunca chega a ver o OpenAlex diretamente; e é justamente por isso que ele é tão importante: um erro nesse mapeamento fundamental não fica restrito a uma única plataforma, mas se propaga silenciosamente por todas as ferramentas construídas sobre ele — inclusive aquelas utilizadas por editoras e pesquisadores para monitorar seu próprio impacto.

(…) O conhecimento aberto não é mantido por seus proprietários, mas por todos nós. As editoras podem ajudar mais autores a desempenharem o seu papel. Há muito tempo, as editoras são responsáveis ​​pela qualidade do registro acadêmico em seus próprios periódicos. Ajudar os autores a reivindicarem seus perfis no OpenAlex estende essa responsabilidade à infraestrutura compartilhada da qual muitas pessoas no meio acadêmico dependem — e pouquíssimas organizações estão tão bem posicionadas para realizar essa tarefa.

#OpenAlex

via Scholarly Kitchen

Disponível em: https://scholarlykitchen.sspnet.org/2026/10/23/guest-post-improving-openalex-data-why-publishers-should-help-authors-improve-the-scholarly-record/

Aumentam as “vítimas” dos detectores de IA na literatura mundial / La Jornada

Aumentam as “vítimas” dos detectores de IA na literatura mundial / La Jornada

Em setembro, a revista Wired relatou que, após o caso de Ballard, seguiu-se “uma enxurrada de acusações semelhantes. Por exemplo, o The New York Times foi criticado por publicar, em sua coluna Modern Love, um texto que a Pangram classificou com 100% de probabilidade de ter sido gerado por IA. Depois, surgiram mais casos: um vencedor do Prêmio Commonwealth de Contos obteve também 100%; o romance Daggermouth (um fenômeno viral do BookTok que aborda um romance distópico sombrio, escrito por HM Wolfe), 60%; e o thriller Call Me, I’ll Hide the Body (do nigeriano Jerry Adedayo Falade), vendido por 2,4 milhões de dólares, 97%”.

#DetectoresDeIA #Literatura

Disponível em: https://www.jornada.com.mx/noticia/2026/10/27/cultura/aumentan-las-victimas-de-los-detectores-de-ia-en-la-literatura-mundial

O Schema 5.5 já está disponível: adicionando CRediT, novos tipos de registro para blogs e usuários, e muito mais / Crossref

O Schema 5.5 já está disponível: adicionando CRediT, novos tipos de registro para blogs e usuários, e muito mais / Crossref

Esta atualização atribui crédito mais preciso a todas as pessoas envolvidas nos resultados da pesquisa. O vocabulário do Crossref inclui funções que não são reconhecidas no CRediT, e vice-versa. A captura de metadados mais ricos sobre os colaboradores reconhece contribuições que podem não estar visíveis em uma única linha de autoria e melhora a transparência sobre como a pesquisa é produzida, permitindo que os sistemas subsequentes interpretem essas informações de forma mais confiável. A atualização também oferece melhor interoperabilidade com o CRediT, que é amplamente reconhecido no ecossistema acadêmico.

#Metadados #GestãoEditorial #CRedit

via Crossref

Disponível em: https://www.crossref.org/blog/schema-5.5-now-available-adding-credit-new-record-types-for-blogs-and-posters-and-more/

Retratação recorde: editora acadêmica retira 1.400 trabalhos de conferência em um único dia / Nature

Retratação recorde: editora acadêmica retira 1.400 trabalhos de conferência em um único dia / Nature

A medida foi anunciada em um comunicado de 28 de outubro pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), em Nova York. Segundo especialistas em integridade científica informaram à Nature, trata-se da maior retração em massa já realizada por uma editora acadêmica.

O comunicado do IEEE não identificou os trabalhos afetados. No entanto, a equipe de jornalismo da Nature constatou que, no dia 23 de outubro, o IEEE retirou de circulação pelo menos 1.417 artigos apresentados em conferências. Todos eles haviam sido identificados anteriormente em um estudo¹ sobre trabalhos de pesquisa vinculados a anúncios em redes sociais feitos por “fábricas de artigos” (paper mills) — empresas que vendem a autoria de trabalhos que, por sua vez, frequentemente descrevem pesquisas de baixa qualidade ou fraudulentas.

Esse estudo — disponibilizado inicialmente em abril como preprint² e publicado este mês na revista Accountability in Research — listou 2.062 artigos publicados em 366 anais de conferências do IEEE entre 2021 e 2026.

#Retratação #FábricasDePapers

via Nature

Disponível em: https://www.nature.com/articles/d41586-026-03455-8

Quem escreveu esse artigo? O uso de IA suscita debate sobre a autoria científica / Science

Quem escreveu esse artigo? O uso de IA suscita debate sobre a autoria científica / Science

Em um contexto mais amplo, um grupo de trabalho — que atua em cooperação com diversas entidades do setor de publicações científicas — está elaborando um conjunto de diretrizes sobre a redação científica com auxílio de IA. A premissa é que a IA não deve ser listada como autora, mas que a declaração consistente e detalhada do uso dessa tecnologia tornará os artigos mais úteis. O esclarecimento e a padronização dessas diretrizes ajudarão a superar a relutância em declarar o uso da ferramenta, afirmou o grupo de trabalho em um comunicado que solicita contribuições. “Um padrão comum sinaliza a aceitação do uso de IA na pesquisa, além de facilitar e tornar mais consistente a prática de um relato honesto.”

#IA #Autoria #EscritaCientífica

Disponível em: https://www.science.org/content/article/ai-generates-findings-authorship-and-disclosure-rules-draw-fresh-scrutiny

Engenharia de prompts como uma extensão da competência informacional: implicações para programas de instrução bibliotecária / Business Information Review

Engenharia de prompts como uma extensão da competência informacional: implicações para programas de instrução bibliotecária / Business Information Review

(…) Este artigo argumenta que a engenharia de *prompts* (comandos) deve ser compreendida, primordialmente, como uma extensão da competência informacional (*information literacy*), e que profissionais das áreas de biblioteconomia e ciência da informação devem liderar o seu ensino, em parceria com outras unidades. (…) O artigo propõe um modelo de ensino estruturado em quatro eixos — incluindo um voltado para o ambiente de trabalho —, descreve formas de avaliação para cada um deles e discute a equidade no acesso a esse tipo de instrução. O texto também aborda duas objeções comuns: a de que a engenharia de prompts seria uma competência passageira e a de que os bibliotecários ainda não estariam preparados para ensiná-la.

#EngenhariaDePrompts #Coinfo #EnsinoDeBiblioteconomia

Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/02663821261504586?mi=ehikzz

Limitações da pesquisa científica: reconhecer, analisar e comunicar com rigor / Thiagoteca

Limitações da pesquisa científica: reconhecer, analisar e comunicar com rigor / Thiagoteca

Reconhecer limitações não significa admitir que a pesquisa foi mal conduzida. Significa demonstrar consciência sobre o alcance do conhecimento produzido, as condições em que os resultados foram obtidos e os cuidados necessários à sua interpretação.

Entretanto, é importante estabelecer uma distinção: nem toda delimitação constitui uma limitação metodológica, assim como nem toda limitação pode ser considerada inevitável ou aceitável. Algumas decorrem de decisões justificadas; outras representam fragilidades que precisam ser prevenidas, corrigidas ou explicitamente discutidas. (…)

Uma apresentação metodologicamente consistente precisa responder a quatro questões:

  • Qual foi a limitação identificada? Descreva objetivamente a condição ou restrição.
  • Por que ela ocorreu? Explique suas causas, distinguindo decisões metodológicas, condições externas e problemas de execução.
  • Como ela pode afetar os resultados? Identifique consequências para a análise, a interpretação e o alcance das conclusões.
  • Quais cuidados foram adotados? Apresente medidas de prevenção, controle ou mitigação e indique as restrições que permaneceram.

#PesquisaCientífica #MetodologiaDaPesquisa

Disponível em: https://thiagoteca.wordpress.com/2026/10/30/limitacoes-da-pesquisa-cientifica/

Das urnas ao futuro: a ciência e os compromissos com o Brasil / Jornal da Ciência

Das urnas ao futuro: a ciência e os compromissos com o Brasil / Jornal da Ciência

A comunidade científica apresentou suas prioridades antes de solicitar compromissos às candidaturas. Essa origem define a natureza da iniciativa: não se tratava de adaptar a agenda da ciência aos programas eleitorais, mas de oferecer à sociedade e aos futuros governantes uma referência pública para pensar o Brasil.

Na primeira fase do Observatório, 220 candidaturas aos diferentes cargos em disputa assinaram o compromisso com essa agenda. Desse total, 59 foram eleitas. Em relação a 2022, o número de signatários cresceu 52,8%, e o de eleitos, 90,3%.

Os números revelam avanços, mas também limites. Embora candidaturas de 17 partidos tenham participado, importantes bancadas permaneceram totalmente ausentes. O resultado evidencia uma tarefa ainda não concluída: transformar o reconhecimento da ciência em um compromisso que atravesse partidos, governos e legislaturas.

#CiênciaBrasileira #Eleições

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/editorial-das-urnas-ao-futuro-a-ciencia-e-os-compromissos-com-o-brasil/