Arquivos de 9 de setembro de 2026

Periódicos de baixo custo e acesso aberto do Sul Global podem ter alto impacto? / Anais da Academia Brasileira de Ciências

Periódicos de baixo custo e acesso aberto do Sul Global podem ter alto impacto? / Anais da Academia Brasileira de Ciências

Embora o número de citações tenha aumentado, poucos artigos do SciELO são publicados em periódicos globais de alto prestígio, o que reflete desigualdades estruturais e vieses na publicação científica. Os resultados desafiam a noção de que periódicos do Sul Global possuem, inerentemente, baixo impacto. Eles reafirmam a importância de plataformas como o SciELO na promoção de visibilidade e influência científica equitativas, além de apoiarem políticas que fortaleçam a pesquisa proveniente de regiões em desenvolvimento.

#AcessoAberto #Periódicos #SulGlobal #ImpactoCientífico

Disponível em: https://doi.org/10.1590/0001-3765202620250769

O lento e urgente movimento de transformação da educação / Educação Transformadora

O lento e urgente movimento de transformação da educação / Educação Transformadora

Não resolve somente fazer melhorias pontuais como ensinar a usar a IA e utilizar algumas metodologias ativas. Tudo isso é necessário, mas insuficiente. Apesar de termos avançado nos indicadores oficiais educacionais, há um descompasso grande até que consigamos chegar a uma educação integradora plena – intelectual, emocional, ética e transcendental.

Precisamos de mudanças profundas e estruturais na educação. É um processo de longo prazo, muito mais lento do que desejamos, porque depende do aumento da consciência individual e social de muitos mais gestores, professores, estudantes, famílias e da sociedade como um todo.

#Educação

via Educação Transformadora

Disponível em: https://moran10.blogspot.com/2026/09/o-lento-e-urgente-movimento-de.html

O ano notável de Isaac Newton — e as acusações de plágio que se seguiram / Nature

O ano notável de Isaac Newton — e as acusações de plágio que se seguiram / Nature

Outra controvérsia envolveu o famoso embate de Newton com o polímata Robert Hooke, também uma figura central na Royal Society de Londres. A disputa girava em torno de quem havia descoberto primeiro a lei do inverso do quadrado da gravitação, segundo a qual a força da gravidade diminui na razão inversa do quadrado da distância. Hooke queria que suas contribuições relevantes fossem reconhecidas no prefácio do Principia Mathematica, mas Newton recusou-se, declarando ao astrônomo Edmond Halley — responsável pela supervisão da publicação da obra — que preferiria impedir a publicação do terceiro volume a conceder qualquer crédito a Hooke.

Como os autores discutem em um longo capítulo, Newton havia dito inicialmente a Halley que estaria disposto a reconhecer a colaboração de Hooke no Livro III do Principia. No entanto, Hooke atacou Newton duramente durante uma reunião da Royal Society em 1686 e, “uma vez confrontado com a acusação de plágio, qualquer boa vontade que Newton pudesse ter desapareceu”. Uma omissão surpreendente no livro é a de Einstein, cujas teorias da relatividade restrita e geral, no início do século XX, atualizaram a obra clássica de Newton sobre a luz e a gravidade. Pouco antes de sua morte, em 1955, Einstein disse ao historiador da ciência I. Bernard Cohen que sempre admirara Newton, embora o acusasse — “infelizmente” — de vaidade na disputa com Hooke.

#Plágio #HistóriaDaCiência

via Nature

Disponível em: https://www.nature.com/articles/d41586-026-02808-7

Marisa Midori fala dos riscos que envolvem livros e a IA / Jornal da USP

Marisa Midori fala dos riscos que envolvem livros e a IA / Jornal da USP

“Foi apenas um prelúdio; onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas.” Foi com essa frase, do escritor alemão Heinrich Heine (1797–1856), que a professora Marisa Midori iniciou sua coluna desta semana. “Esse trecho foi extraído da peça Almansor, de 1821, no momento em que um muçulmano denuncia a queima do Alcorão pela Inquisição, após a reconquista de Granada”, explica ela. “Pensei muito nessa passagem trágica de Heine, que nos remete não apenas à queima de livros promovida pela Inquisição, na Europa Moderna, mas também à grande fogueira de livros promovida por Goebbels no início do regime nazista, na Alemanha. Mas não foi por essas razões que essa frase me veio à memória. Explico: embora as empresas de desenvolvimento de inteligência artificial não estejam necessariamente queimando os livros, livros estão sendo destruídos em função de um projeto muito polêmico”, continua a colunista.

#Bibliocídio

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/marisa-midori-fala-dos-riscos-que-envolvem-livros-e-a-ia/

Tendências além da comunicação acadêmica: o que você precisa saber / Scholarly Kitchen

Tendências além da comunicação acadêmica: o que você precisa saber / Scholarly Kitchen

  • A concorrência vai se intensificar. Veremos produtos e serviços mais interessantes surgindo de editoras acadêmicas, traduzindo seu conteúdo em ofertas de consultoria especializada. O cenário competitivo vai evoluir.
  • A comunidade assumirá o protagonismo. A discussão sobre o cultivo de relacionamentos diretos com o público na era da IA ​​está em pleno andamento há mais de 18 meses, e as tendências da mídia noticiosa são claras. Veremos editoras progressistas voltadas para a sociedade buscando integrar seus eventos e publicações, e uma nova gama de formatos de engajamento com o público provavelmente surgirá de editoras comerciais.
  • A IA criará trabalhos inovadores e de qualidade. As editoras não terão apenas que lidar com manuscritos gerados por IA, mas também com o uso da IA ​​em diferentes partes do processo de publicação de pesquisas, o que provavelmente exigirá uma atualização das melhores práticas. Os dados de leitura se tornarão mais detalhados. O comportamento de leitura acadêmica se transformou. E continua se transformando. As pessoas continuarão lendo, mas o quê, por quê (e como) nos dirá algo diferente do que nos dizia há alguns anos.

#ComunicaçãoCientífica #Tendências #MercadoEditorial #IA #EditorasAcadêmicas

via Scholarly Kitchen

Disponível em: https://scholarlykitchen.sspnet.org/2026/09/03/guest-post-a-year-of-trends-beyond-scholarly-comms-what-you-need-to-know/

“The Librarians” ganha um Emmy por destacar a defesa da liberdade de leitura a partir das bibliotecas / Julian Marquina

“The Librarians” ganha um Emmy por destacar a defesa da liberdade de leitura a partir das bibliotecas / Julian Marquina

O documentário The Librarians, dirigido e produzido por Kim A. Snyder, ganhou o Emmy de 2026 de Mérito Excepcional em Documentário. A produção — exibida pela PBS como parte da série documental Independent Lens — concentra-se em bibliotecários dos EUA que se viram na linha de frente de iniciativas para restringir, remover e contestar livros em bibliotecas escolares e públicas. Esse reconhecimento leva ao palco do Emmy uma questão que, há muito, é uma grande preocupação para a comunidade bibliotecária americana.

#Filmes #Censura #BibliotecasEscolares

via Julian Marquina

Disponível em: https://www.julianmarquina.es/the-librarians-gana-un-emmy-por-mostrar-la-defensa-de-la-libertad-de-leer-desde-las-bibliotecas/

Entre o simbólico e o documental: a representação informacional das placas de formatura / Encontros Bibli

Entre o simbólico e o documental: a representação informacional das placas de formatura / Encontros Bibli

Resultado: Os resultados indicam que as placas de formatura comportam atributos descritivos e temáticos passíveis de sistematização, permitindo sua inserção em sistemas de organização da informação, bem como evidenciam a pertinência do paradigma indiciário para a interpretação de seus elementos simbólicos e memoriais. Conclusões: Conclui-se que a adoção de modelos descritivos adaptados e de abordagens interpretativas ampliadas contribui para o reconhecimento das placas de formatura como documentos relevantes para a memória institucional e para o campo da organização do conhecimento.

#Memória #RepresentaçãoDaInformação

Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/110458

Ranking da educação: Brasil segue nas últimas posições no Pisa 2025 e fica atrás de seis vizinhos latino-americanos em matemática / G1

Ranking da educação: Brasil segue nas últimas posições no Pisa 2025 e fica atrás de seis vizinhos latino-americanos em matemática / G1

Ciências foi a área principal desta edição — a primeira vez desde 2015 que a disciplina recebe foco especial. Foi também onde o Brasil teve o melhor resultado relativo: 409 pontos, 67º lugar entre 90 países, empatado com o Azerbaijão e logo à frente de Jordânia e Peru.

Com 408 pontos, o Brasil ficou em 52º entre 89 países, empatado com México e Albânia. É a área em que o país está mais próximo do resto do mundo.

A nota ficou dois pontos abaixo da registrada em 2022, mas, novamente, a diferença não é estatisticamente significativa.

Singapura liderou, com 535 pontos. Depois aparecem o conjunto de regiões chinesas de Pequim, Xangai, Jiangsu e Zhejiang, com 527; Taiwan, com 508; Japão, com 503; e Macau e Coreia do Sul, ambos com 501 pontos.

#Pisa #Leitura

via G1

Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/09/08/brasil-ultimas-posicoes-pisa-2025.ghtml

Diferença de nota em ciências entre ricos e pobres chega a 96 pontos no Brasil, mostra Pisa / Folha de S. Paulo

Diferença de nota em ciências entre ricos e pobres chega a 96 pontos no Brasil, mostra Pisa / Folha de S. Paulo

Os 25% dos estudantes brasileiros de maior nível socioeconômico tiveram desempenho 96 pontos superior ao dos 25% de menor nível socioeconômico em ciências no Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) de 2025. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (8).

Nos extremos, a média em ciências foi de 380 pontos entre os mais desfavorecidos e de cerca de 476 pontos entre os mais favorecidos, patamar próximo ao da média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), responsável pelo levantamento, de 482. A média do país foi de 409.

#PISA #Desigualdade #Educação

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/09/diferenca-de-nota-em-ciencias-entre-ricos-e-pobres-chega-a-96-pontos-no-brasil-mostra-pisa.shtml

Pisa: Brasil está entre os países que mais avançaram em educação nos últimos 20 anos / INEP

Pisa: Brasil está entre os países que mais avançaram em educação nos últimos 20 anos / INEP

Nos últimos 7 anos, período que inclui os anos da pandemia de Covid-19, o desempenho brasileiro variou de forma diferente entre os três domínios. Em Ciências, o resultado de 2025 ficou acima do registrado em 2018. Em Leitura e Matemática, as perdas registradas no período foram menores que as observadas, em média, nos países da OCDE.

No Brasil, a aplicação do Pisa é realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), entidade vinculada ao Ministério da Educação (MEC). Em 2025, Ciências foi o domínio principal da avaliação, com maior cobertura de itens.

via INEP

Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias/acoes-internacionais/pisa-brasil-esta-entre-os-paises-que-mais-avancaram-em-educacao-nos-ultimos-20-anos

Indicadores de impacto em periódicos de ciências sociais: uma revisão exploratória sob uma perspectiva global e latino-americana / Revista General de Información y Documentación

Indicadores de impacto em periódicos de ciências sociais: uma revisão exploratória sob uma perspectiva global e latino-americana / Revista General de Información y Documentación

Entre as constatações mais notáveis, destaca-se a crescente prevalência de estudos que examinam a relação entre métricas alternativas e citações, com o número de leitores no Mendeley surgindo como um indicador-chave, apesar de apresentar, em geral, uma correlação fraca a moderada com as métricas tradicionais. Além disso, observou-se uma mudança temática de abordagens centradas em citações para análises focadas no impacto social e na visibilidade digital, particularmente por meio de plataformas de redes sociais. Em nível regional, a adoção de métricas alternativas na América Latina está em expansão, embora persistam desafios relacionados à cobertura, visibilidade e reconhecimento institucional. Tais resultados evidenciam a necessidade de repensar os modelos atuais de avaliação de pesquisas — especialmente nas ciências sociais —, incorporando abordagens mais inclusivas e sensíveis ao contexto, alinhadas às dinâmicas em evolução do ecossistema acadêmico contemporâneo.

#Periódicos

Disponível em: https://revistas.ucm.es/index.php/RGID/en/article/view/103599

Desenvolvimento de acervo na biblioteca escolar / SCIS

Desenvolvimento de acervo na biblioteca escolar / SCIS

Pergunte aos alunos o que eles querem!

A maneira mais fácil de comprar livros relevantes para a comunidade que você atende é perguntar a ela o que deseja! Você pode fazer isso de várias maneiras:

  • Mantenha um livro ou caixa de sugestões onde os alunos possam anotar seus pedidos – minha principal dica é pedir que eles usem o catálogo da biblioteca para verificar se a biblioteca já possui o item antes de adicioná-lo à lista!
  • Semelhante a isso, mas em versão digital – um formulário online de pedido de livros no Microsoft Forms, no Google Forms ou em qualquer plataforma de formulários que sua escola possa acessar.
  • Peça aos professores que, em sala de aula, façam um brainstorming com suas turmas sobre tópicos ou títulos específicos que gostariam de encontrar na biblioteca; ou, se você for um bibliotecário escolar que atende a todos, pode fazer isso em uma sessão na biblioteca.
  • Se você tiver monitores ou líderes de biblioteca, ou um grupo interessado de amantes de bibliotecas, vocês podem formar um “grupo consultivo da biblioteca” que represente seus pares com o objetivo de desenvolver o acervo e realizar reuniões para discutir o acervo e quais lacunas precisam ser preenchidas.

#BibliotecasEscolares #FormaçãoDeColeções

Disponível em: https://scis.edublogs.org/2026/08/27/collection-development-in-the-school-library/