Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas e Iberbibliotecas divulgam editais para cursos e oficinas / PublishNews
Os cursos oferecidos são:
– Curso virtual: Desenho de serviços e atenção às pessoas com deficiência nas bibliotecas (português) – Curso virtual: Desenvolvimento de soluções criativas: bibliotecas que lideram mudanças (português) – Oficina síncrona: Estratégias para a sustentabilidade ambiental e social (somente em espanhol) – Oficina síncrona: Criação e implementação de bibliotecas móveis (português)
A Lei nº 15.326/2026 e a luta por uma Educação Infantil pública de qualidade / Jornal da UNESP
Norma sancionada em janeiro garante aos professores da Educação Infantil equiparação aos demais profissionais do magistério. A efetivação de uma educação de qualidade para as crianças de zero a cinco anos de idade, entretanto, depende de compromisso político, investimento público e valorização de quem as educa. (…) Superar marcas históricas, garantir condições dignas de trabalho para as profissionais e de vida para as crianças que passam boa parte de suas infâncias nos espaços de Educação Infantil são premissas para a realização de um projeto maior de escola e de educação, que assume o compromisso com cada bebê e criança, com a plena garantia de seus direitos, com a efetivação de sua cidadania e com a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e democrática.
Resultado é só a parte mais visível da ciência / Questão de Ciência
Não é razoável cobrar da ciência a pressa que deriva da nossa percepção subjetiva e equivocada sobre o tempo do conhecimento. Não é razoável interpretar o silêncio que se segue a estudos preliminares como prova de supressão. E não é desejável celebrar conquistas científicas sem compreender minimamente o processo que as tornou possíveis. Quem celebra a “vacina que cura o câncer” antes de entender o que isso significa em termos de fase de desenvolvimento clínico está, de certa forma, operando na mesma estrutura cognitiva de quem acredita na “cura natural” promovida por um influenciador: ambos reagem a uma promessa, sem avaliar a evidência.
Ciência não é mágica. É algo mais difícil e também mais bonito do que magia: é o resultado de pessoas que ousaram passar décadas fazendo perguntas que não tinham resposta, testando hipóteses que frequentemente falharam, comunicando honestamente seus erros e recomeçando. O que chega até você é a ponta visível de um iceberg de persistência, rigor e, muitas vezes, “fracasso produtivo” que nunca aparecerá no noticiário. Vibrar com a ponta do iceberg é completamente legítimo. Apenas não esqueça que a maior parte está submersa, e que é exatamente ela que sustenta o que você está vendo hoje.
Unesco: IA pode levar indústria musical a perder até 24% de receitas / Correio do Norte
O relatório Re|thinking Policies for Creativity (Repensando as Políticas para a Criatividade) da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) sobre o futuro das políticas de criatividade estima que haverá quedas significativas de receitas para criadores de música e de audiovisual até 2028, em decorrência do aumento de produção de conteúdos por inteligência artificial (IA).
O levantamento foi feito com base em dados coletados em mais de 120 países. De acordo com a Unesco, além de representar uma ameaça à liberdade artística, o quadro apurado afetará também o financiamento público, contribuindo para fragilizar as indústrias culturais e criativas.
Segundo o relatório, as receitas digitais passaram a representar 35% do rendimento dos criadores, contra 17% registrados em 2018, o que reflete uma mudança estrutural no modelo econômico das indústrias criativas.
Competência em informação e pessoas em situação de rua / RICI
Dentre os resultados, identifica-se que, os motivos mais citados como motivação para rua são dependência química (30,4%), problemas com familiares (26,1%) e desemprego (17,4%). A maioria (81,8%) frequenta ou frequentou bibliotecas públicas em Campo Grande, MS, indo em busca de notícias em jornais ou revistas (40%), informações sobre cursos (28%) e emprego (12%). Para o tratamento de dados, recorreu-se à análise de conteúdo e triangulação dos dados. Conclui-se que a competência em informação pode ser uma ferramenta com potencial de gerar transformações, como a minimização da miséria informacional, não raramente naturalizada e admitida pela sociedade. Apresenta apontamentos sobre as diretrizes criadas para se trabalhar as necessidades da população em situação de rua a partir da Aprendizagem e Serviço (ApS).
O aflorar no Recife : narrativas femininas na revista O Lyrio (1902-1904)
No início do século XX, a imprensa periódica feminina constituiu um importante espaço de expressão, disseminação de informação e resistência. Ante o exposto, este estudo objetiva de forma geral: evidenciar as narrativas femininas presentes na revista O Lyrio como expressão das práticas socioculturais do Recife entre os anos de 1902 e 1904. (…) Para o tratamento dos resultados foram estabelecidas seis categorias temáticas, sendo elas: afetos e subjetividades; críticas ou resistências; educação; religião e moral; representação feminina e vida social. Por fim, esta dissertação destaca as narrativas presentes no periódico O Lyrio como forma de expressão feminina, expondo como as mulheres refletiam, dialogavam e questionavam sobre as práticas socioculturais propagadas no Recife no início do século XX, revelando traços de um sistema patriarcal e o ímpeto disruptivo dessas damas.
Presença e visibilidade de periódicos locais em bases de dados científicas internacionais / Zenodo
Construímos um conjunto de dados com mais de 75.000 periódicos do OpenAlex, enriquecidos com variáveis do WOS, Scopus e DOAJ e classificados como locais ou globais de acordo com uma estrutura de pesquisa local. Os resultados mostram que a maioria dos periódicos locais tem baixa representatividade nas bases de dados convencionais, independentemente da área, idioma ou tipo de acesso. Os países que publicam em periódicos locais de acesso aberto e em línguas não inglesas não seguem padrões claros quando analisados sob diferentes perspectivas locais. Uma conclusão é simples: os periódicos locais circulam principalmente fora da corrente principal. Do ponto de vista das políticas públicas, a pesquisa local não deve ser discutida e avaliada unicamente com base no conteúdo indexado no Web of Science e no Scopus.
A eficácia e os desafios das proibições das redes sociais / TIC, Educação e Web
A verdadeira revolução regulatória está a deslocar-se do “o que se vê” para “como a app é construída”. A Comissão Europeia já investiga o TikTok pelo seu “design viciante”, atingindo o núcleo do modelo de negócio das tecnológicas. Esta abordagem assemelha-se à regulação de serviços financeiros: exige-se transparência, dever de cuidado e auditorias antes do lançamento de novas funcionalidades.
Esta mudança é economicamente assimétrica. Enquanto no Facebook apenas 5% dos utilizadores são menores, no Snapchat essa fatia sobe para 20%, explicando por que algumas empresas lutam com mais ferocidade contra estas leis. Os elementos agora sob fogo regulatório incluem:
Infinite Scroll (rolagem infinita que elimina os pontos de paragem natural);
Reprodução automática de vídeos (reforço positivo contínuo);
Notificações push desenhadas para fragmentar a atenção;
Algoritmos de recomendação que priorizam a retenção sobre o bem-estar.
Guia prático para o uso reflexivo e análise de ferramentas de Inteligência Artificial em Bibliotecas Públicas e Comunitárias / IberBibliotecas
Para interagir criticamente com a Inteligência Artificial, não é necessário ser programador ou especialista em tecnologia. No entanto, é importante ter algum conhecimento básico que nos permita entender o que queremos dizer quando mencionamos IA, o que ela pode e não pode fazer e como está transformando diferentes aspectos de nossas vidas. Ter essa compreensão básica nos ajuda a evitar sermos enganados por retórica exagerada ou promessas de marketing e nos dá as ferramentas para tomar decisões mais informadas em nossas bibliotecas e comunidades.
Primeiramente, é importante entender que a Inteligência Artificial (IA) não é uma entidade única ou uma tecnologia homogênea, mas sim um conjunto de técnicas e sistemas computacionais projetados para executar tarefas que, à primeira vista, parecem exigir capacidades humanas, como reconhecer padrões, responder a perguntas, fazer recomendações ou gerar conteúdo. Contudo, a IA não pensa, sente ou entende o mundo como as pessoas. Seus resultados são baseados na análise estatística de grandes volumes de dados e em processos de aprendizagem a partir de exemplos, não em uma compreensão consciente, ética ou contextualizada da realidade.
Métodos de coleta de dados em pesquisa qualitativa: reflexões dos pesquisadores / Frontiers
Este artigo explora métodos de coleta de dados qualitativos com base nas experiências dos pesquisadores, integrando técnicas consagradas com inovações contextualizadas. Analisa métodos essenciais — entrevistas, observações, grupos focais e autorreflexão — destacando suas aplicações, pontos fortes e desafios na captura de experiências humanas complexas. Indo além das estruturas convencionais, o artigo apresenta e desenvolve abordagens inovadoras e sensíveis ao contexto para a coleta de dados, como Kurakani (investigação conversacional informal), Pandheri Guff (diálogo contemplativo entre mulheres) e Chautari Guff (diálogo participativo público). Fundamentada nas reflexões críticas dos autores a partir de suas próprias trajetórias de pesquisa, a discussão oferece insights práticos tanto para pesquisadores iniciantes quanto experientes. Defende a criatividade metodológica e a diversidade epistêmica, argumentando que a adaptação criteriosa e a geração de métodos alinhados aos contextos locais aprimoram o rigor, a autenticidade e a coconstrução ética do conhecimento na pesquisa qualitativa.
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