Publicação de acesso aberto em um contexto global / U.S. National Science Foundation
O relatório também examina o impacto científico medido pela proporção de artigos altamente relatados (top 1%). Em 2020, os artigos Gold OA alcançaram um índice HCA de 0,74, por baixo do valor base de 1, enquanto os artigos Green OA (repositórios) registraram um índice muito mais elevado, de 2,01. Este padrão revela que, mesmo que o OA esteja aumentando em volume, seu impacto científico relativo varia dependendo do tipo de acesso.
Produção editorial em bibliotecas universitárias brasileiras: engajamentos criativos com publicações científicas abertas / Paideia
Os autores concluem oferecendo recomendações para a criação de comunidades de práticas de Library Publishing, para o compartilhamento de ações e experiências sobre edição científica como parte dos serviços prestados por bibliotecas universitárias e para a ampliação da oferta de disciplinas de produção editorial por parte dos cursos de graduação em Biblioteconomia no país. Assim, espera-se que o estudo contribua para inserir o Brasil no cenário internacional da Library Publishing, promovendo a ampla divulgação das ações empreendidas pelas bibliotecas nacionais em prol de um sistema de comunicação científica aberto, inclusivo e sustentável.
Quadro de resultados de pesquisa e inovação do G20 2025 / Clarivate
Embora o CNCI (Category Normalized Citation Impact – Categoria Impacto de Citação Normalizado) tenha permanecido relativamente constante em torno de 0,79 entre 2015 e 2024, isso mascara tendências por disciplina. O CNCI em Ciências Médicas e da Saúde permanece constante, pouco acima de 1,0, enquanto o CNCI na maioria dos campos caiu ao longo do período, compensado por um aumento no CNCI em Ciências Sociais. O foco em Ciências Agrárias e Veterinárias é 2,18 vezes a média do G20, com 14,3% dos artigos. Os ODS acima da média do G20 concentram-se no ODS 2, Fome Zero, e no ODS 15, Vida Terrestre, com 1,63 e 1,55 vezes a média, respectivamente. A taxa de OA de acesso aberto permanece consistente entre 50% e 60% — no entanto, embora a maior parte seja publicada em periódicos ouro/híbridos/bronze (84,9% de todos os artigos OA em 2015; 90,4% em 2023), a porcentagem desses artigos que também são publicados por meio de OA verde está caindo (75,5% em 2015; 47,6% em 2023).
Abrindo a ciência para um futuro compartilhado / CLASCO
Em sua análise, a autora defende a ciência aberta como um mecanismo transformador. Ela examina iniciativas como a abertura de escritórios regionais do ICSU, debates sobre conhecimento tradicional em fóruns como Trieste-Pequim e a subsequente integração das ciências sociais por meio da fusão do ICSU e do ISSC. Ela também enfatiza a importância de promover infraestruturas de conhecimento acessíveis, inclusivas e distribuídas, capazes de responder às demandas locais e regionais.
Finalmente, Cetto propõe uma visão da ciência que reconhece sua natureza pública e política. Ela argumenta que critérios de excelência, frequentemente orientados por padrões globais, devem ser repensados a partir de perspectivas plurais e contextuais. A ciência aberta não implica apenas acesso a publicações ou dados, mas também uma reavaliação de quem produz, como é avaliado e para quais propósitos. Ela promove uma ciência com consciência social que potencializa a democratização do conhecimento e coloca a multidisciplinaridade a serviço dos desafios globais. (Universo Abierto).
De periódicos tradicionais a plataformas abertas: rumo a uma rede pública de publicação científica? / Anuario ThinkEPI
O atual sistema de comunicação científica, dominado por periódicos acadêmicos comerciais e modelos de pagamento por editor (APC), tem gerado tensões crescentes relacionadas à sustentabilidade econômica, à equidade de acesso e à qualidade editorial. Este artigo analisa criticamente as limitações do modelo tradicional e analisa propostas emergentes para transformá-lo em um ecossistema de publicação científica aberto, público e equitativo. Três abordagens complementares são abordadas: o redesenho do financiamento de periódicos por meio de fundos públicos competitivos (modelo de Leopoldina), o uso de repositórios como plataformas profissionais de publicação (modelo de Ortega) e a criação de infraestruturas abertas federadas e comunitárias (proposta de Brembs et al.).
CAPES publica relatório de trabalho sobre acesso aberto
O relatório também traz os resultados das discussões sobre infraestrutura adequada para que os pesquisadores brasileiros possam publicar artigos em revistas reconhecidas globalmente, sem custos adicionais, para aumentar a visibilidade e o impacto dos seus trabalhos.
O grupo de trabalho buscou alternativas e soluções para contribuir com o aumento da visibilidade da produção científica brasileira, associada a um modelo sustentável no pagamento de taxas de publicação. As discussões realizadas indicam que, no momento, a celebração de acordos transformativos, que preveem publicações ilimitadas, é o caminho mais adequado.
O autoarquivamento é ainda mais necessário hoje do que quando o Professor Harnad o solicitou quando a World Wide Web estava em seus primórdios; a publicação acadêmica Acesso Aberti é uma condição necessária, mas não suficiente para uma pesquisa impactante; o autoarquivamento em um site acadêmico pessoal geralmente é mais eficaz do que em repositórios institucionais.
As bibliotecas poderiam se unir para garantir acesso aberto para todos?
Mais de 70 periódicos estão testando um modelo de publicação chamado subscribe to open (S2O), no qual as bibliotecas pagam uma taxa de assinatura anual para tornar periódicos com paywall de acesso aberto. O teste, programado para começar em janeiro do ano que vem, durará três anos se houver participação suficiente. O objetivo é tornar os periódicos acadêmicos disponíveis gratuitamente on-line sem cobrar dos autores ou depender de doações. Cinquenta e quatro sociedades, museus e instituições de pesquisa ao redor do mundo assinaram seus periódicos.
Infraestruturas abertas em zonas de conflito: um estudo de caso do DOAJ e de periódicos ucranianos
A guerra em curso na Ucrânia impôs desafios significativos para editores e periódicos ucranianos, interrompendo o cenário da publicação acadêmica em vários níveis. Desde a madrugada de 24 de fevereiro de 2022, editores de periódicos científicos localizados em regiões que fazem fronteira com a Federação Russa e a Bielorrússia enfrentaram a tarefa urgente de proteger materiais essenciais para publicação. Isso incluiu a criação de cópias impressas de arquivos de periódicos, bancos de dados de revisores, acordos de publicação e outros conteúdos importantes relacionados ao processo de publicação.¹ A ameaça de perda de arquivos de literatura científica com décadas de existência não desapareceu desde então – ela se espalhou por todo o país.
Discurso e Prática em Prol do Acesso Aberto na Comunicação Científica
O artigo objetiva investigar o grau de compatibilização entre o discurso em prol da Ciência Aberta e acordos firmados entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e as editoras de periódicos científicos indexados nas Ciências da Saúde. (…) evidencia-se alto grau de compatibilização entre o compromisso da CAPES, que engloba a noção de ecossistema democrático da comunicação científica, de discurso e de práticas em prol da Ciência Cidadã, e a adesão ao movimento de Ciência Aberta.
Publicação contínua impulsiona acesso aberto em periódicos brasileiros de Ciência da Informação
Além das vantagens operacionais e científicas, a adoção do fluxo contínuo está fortemente associada ao movimento global de acesso aberto, que busca democratizar o conhecimento e remover barreiras econômicas, técnicas ou legais ao acesso à produção acadêmica. O estudo reforça que essa convergência entre publicação contínua e acesso aberto fortalece a equidade no sistema científico, especialmente em países em desenvolvimento.
Investir no aberto: desafios canadenses na bibliodiversidade
Este artigo de opinião aborda ideias e filosofias para as bibliotecas pensarem ao investir fundos de coleções. Ele discute o cenário atual de acesso aberto financiado significativamente por autores (por meio de taxas de processamento de artigos (APCs)) ou por meio de acordos de biblioteca para compensar APCs, o domínio contínuo de editoras tradicionais com fins lucrativos e sugere algumas maneiras de influenciar a mudança no cenário editorial. Escritas com uma lente canadense, essas recomendações serão relevantes em outras geografias também, já que o cenário editorial é global.
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