Os impactos da desordem Informacional e os discursos políticos sobre a Covid-19 – Entrevista com Myllena Diniz / Divulga-CI

Os impactos da desordem Informacional e os discursos políticos sobre a Covid-19 – Entrevista com Myllena Diniz / Divulga-CI

Confira nossa entrevista com a jornalista e pesquisadora Myllena Diniz, mestra em Ciência da Informação pela Universidade Federal de Alagoas. Atualmente, Myllena atua como assessora de comunicação e professora de Jornalismo na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em seu mestrado, Myllena analisou as contradições, imprecisões e falsidade informacional nos discursos políticos sobre a Covid-19. Na entrevista, conheça a pesquisa e produções da pesquisadora.

#Desinformação #Política #GovernoBolsonaro #Covid19

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-03-mar-2026/os-impactos-da-desordem-informacional-e-os-discursos-politicos-sobre-a-covid-19-entrevista-com-myllena-diniz/

Para o leitor genioso, fake news são as informações que ele não gosta / Off Lattes

Para o leitor genioso, fake news são as informações que ele não gosta / Off Lattes

A escolha de entendimento de eventos dessa natureza deixa claro que os seguidores do político agem como fiéis para os quais até os equívocos devem ser tomados enquanto tais somente para aqueles que lhe são pares – uma versão do que em português se diz “roupa suja se lava em casa”. Trata-se de prosseguir de modo dogmático no que vem a ser um entendimento inercial da política, compreendendo-a como situada entre o bem o mal. Esse comportamento habilita um tempo para se buscar uma alternativa que dê conta de encobrir o que de mais mesquinho veio a ser realizado e com evitar todo tipo de comprometimento.

É por isso que a qualidade do que é ilícito muda de coloração quando se alteram as predileções ideológicas. E é pelo mesmo motivo que o credo de esquerda tem se manifestado de um modo cada vez mais infantil e revelador de superficialidade. Ter-se como favas contadas que um partido de esquerda, uma vez chegando ao poder, virá a trazer ganhos positivos já é por si só uma tentação inglória e injustificável. E lembrando que até no quesito liberdade – a história os comprova – essa aspiração é falsa.

#Desinformação #Política

Disponível em: https://offlattes.com/archives/19084

Fake News: a condição da comunicação contemporânea / Off Lattes

Fake News: a condição da comunicação contemporânea / Off Lattes

Afinal, se pararmos para pensar, as fake news são idênticas às notícias “verdadeiras”, elas têm o mesmo grau de profundidade, a mesma estética, o mesmo storytelling, as mesmas ideias a mesma forma, absolutamente gêmeas, só lhes falta uma única coisa: a factualidade concreta. Mas, convenhamos, em um mundo pós-moderno, pós-histórico de pós-verdade qual relevância pode ter a realidade?

#Desinformação

Disponível em: https://offlattes.com/archives/18952

Bibliotecas universitárias e desinformação: uma entrevista com Cyprien Caraco / BBF

Bibliotecas universitárias e desinformação: uma entrevista com Cyprien Caraco / BBF

Até mesmo um futuro profissional pode ser suscetível à desinformação. Sistemas generativos de inteligência artificial (IA) estão começando a surgir na área da saúde; eles devem garantir que o nível de evidência científica seja integrado ao algoritmo e às respostas – isso está em consonância com a proposta do Info-Score Santé no relatório – e especificar nas respostas que elas permanecem ferramentas probabilísticas e que nada substitui a orientação de um profissional de saúde qualificado.

As bibliotecas universitárias, ao promoverem a ciência aberta, ajudam a garantir que as publicações de pesquisadores da área da saúde sejam mais visíveis e publicadas mais rapidamente — um aspecto importante porque a desinformação na ciência se espalha rapidamente. Nossos serviços de pesquisa, ao alertarem pesquisadores da área da saúde, tanto jovens quanto mais experientes, sobre a existência de publicações científicas de baixa qualidade, 5 Ao alertar os pesquisadores sobre a importância da desinformação ou da informação errônea no campo das revistas científicas e sobre periódicos predatórios, também se contribui para conscientizá-los sobre a necessidade de se protegerem de indicadores bibliométricos puramente quantitativos ao utilizarem a Web of Science [WOS]. Isso é importante porque a desinformação ou a informação errônea também podem surgir da medicina baseada em evidências, como menciona Hervé Maisonneuve.

via BBF

#Bibliotecas #Desinformação

Disponível em: https://bbf.enssib.fr/bibliotheques-universitaires-et-desinformation-entretien-avec-cyprien-caraco

“Desinformação é arma assimétrica que testa a solidez da democracia”, sublinha o vice-presidente da Assembleia da República Rodrigo Saraiva / CCA

“Desinformação é arma assimétrica que testa a solidez da democracia”, sublinha o vice-presidente da Assembleia da República Rodrigo Saraiva / CCA

“Discutir desinformação é discutir poder, mas é também discutir verdade e escolhas”, afirmou o responsável, na sessão “Desinformação e Democracia”, promovida pela Assembleia da República, que procurou debater a desinformação enquanto desafio contemporâneo das democracias.

Na intervenção de abertura do debate, o vice-presidente recordou que Portugal assinala meio século de democracia, defendendo que preservar esse legado exige hoje um combate firme à manipulação informativa.

Segundo o responsável, a desinformação não nasceu com a ‘internet’ nem com as redes sociais, “desde que existem comunidades políticas organizadas existe manipulação informativa”, afirmou, evocando os regimes totalitários do século XX e as campanhas de influência durante a Guerra Fria como exemplos históricos.

#Desinformação #Democracia

via CCA

Disponível em: https://comunidadeculturaearte.com/desinformacao-e-arma-assimetrica-que-testa-a-solidez-da-democracia-sublinha-o-vice-presidente-da-assembleia-da-republica-rodrigo-saraiva/

Entre o Ressentimento e o Algoritmo: A Máquina de Ódio Contra Mulheres na Política / LIINC

Entre o Ressentimento e o Algoritmo: A Máquina de Ódio Contra Mulheres na Política / LIINC

Evidencia-se que a lógica algorítmica das plataformas digitais, aliada à economia da atenção, potencializa a viralização desses conteúdos, aprofundando desigualdades informacionais. Contudo, o estudo também identifica formas de resistência nos ambientes digitais, especialmente por meio da atuação de coletivos feministas que constroem contra-narrativas e preservam a memória de mulheres vítimas de ataques informacionais. Conclui-se que a desinformação de gênero constitui uma ameaça estrutural à democracia e à cidadania, exigindo políticas públicas, ações educativas e novas abordagens teóricas que integrem a perspectiva de gênero no campo informacional.

#Gênero #Desinformação #MediaçãoAlgorítmica #DiscursoDeÓdio

Disponível em: https://revista.ibict.br/liinc/article/view/7612

Chatbot contra desinformação criado por alunos da USP vence desafio internacional de IA / Jornal da USP

Chatbot contra desinformação criado por alunos da USP vence desafio internacional de IA / Jornal da USP

Atentos ao impacto que a desinformação pode exercer sobre os rumos do Brasil, especialmente com o horizonte das eleições de 2026, três alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, desenvolveram um sistema de verificação de fatos que funciona no aplicativo para celulares WhatsApp. Intitulado Tá certo isso AI?, o chatbot utiliza inteligência artificial (IA) multimodal, ou seja, capaz de analisar e combinar diferentes tipos de informação – como áudio, vídeo, texto ou imagem –, para verificar mensagens por meio de fontes confiáveis.

Tá Certo Isso AI? funciona inteiramente dentro do WhatsApp, sem necessidade de instalar aplicativos extras ou acessar sites externos. Há duas formas principais de uso:

  • No chat privado: o usuário adiciona o número 35 8424-8271 aos contatos ou acessa o link disponível no site do projeto: neste link. Em seguida, basta encaminhar ao bot qualquer conteúdo suspeito, seja ele texto, link, imagem, vídeo, áudio ou mesmo figurinha. Em poucos instantes, o chatbot retorna a análise, indicando se as informações são verificáveis, quais afirmações são verdadeiras ou falsas e quais fontes foram utilizadas.
  • Em grupos de WhatsApp: O bot pode ser adicionado a um grupo. Quando surgir uma mensagem duvidosa, qualquer participante pode responder à mensagem marcando o bot (@). A verificação é feita ali mesmo, e o resultado fica visível para todos os integrantes do grupo.

#Desinformação #Chatbots #WhatsApp

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/universidade/chatbot-contra-desinformacao-criado-por-alunos-da-usp-vence-desafio-internacional-de-ia/

“Na ditadura o Brasil era melhor”: práticas de desinformação como forma de disputa pela memória / PPGCI – UFC

“Na ditadura o Brasil era melhor”: práticas de desinformação como forma de disputa pela memória / PPGCI – UFC

Durante a análise do documentário foram identificadas o uso de práticas de desinformação como descontextualização de fatos, negacionismo histórico, fake news, uso de imagens fora de contexto, mal-informação, bem como elementos cinematográficos que buscam conquistar o público por meio dos sentimentos e crenças. Conclui-se que o documentário produzido pelo “Brasil Paralelo” funciona como uma “propaganda” que prega a neutralidade, mas busca principalmente munir seu público de argumentos sem fundamentação criteriosa ou fiel aos fatos, que vão ser propagados nas redes sociais, gerando debates vazios, tendo a desinformação como premissa e por consequência vão se instalar no imaginário social e criar uma nova narrativa sobre os fatos que levaram ao acontecimento da ditadura militar no Brasil e as consequências desse processo.

#Memória #Desinformação #Ditadura #BrasilParalelo

Disponível em: https://repositorio.ufc.br/handle/riufc/84706

Um estudo da Universidade de Navarra confirma que a desinformação eleitoral é um fenômeno global / Laboratório de Periodismo

Um estudo da Universidade de Navarra confirma que a desinformação eleitoral é um fenômeno global / Laboratório de Periodismo

A pesquisa analisa casos documentados em países como Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Brasil, México, Colômbia e Taiwan, e mostra como certas táticas de manipulação reaparecem sistematicamente em contextos eleitorais muito diferentes. “Durante as eleições, agentes maliciosos surgem buscando influenciar os eleitores com técnicas de manipulação e por meio da disseminação planejada de informações falsas. Para combater essa ameaça, precisamos saber quais são as táticas mais comuns e como elas funcionam”, explica Ramón Salaverría. Segundo o estudo, os objetivos mais frequentes dessas estratégias são a desmobilização do eleitorado ou, em outros casos, a hipermobilização de certos setores, o fomento da divisão e da polarização social e a erosão da confiança nas instituições democráticas por meio do descrédito de partidos ou candidatos específicos.

#Desinformação #Eleições

via Laboratório de Periodismo

Disponível em: https://laboratoriodeperiodismo.org/un-estudio-de-la-universidad-de-navarra-confirma-que-la-desinformacion-electoral-es-un-fenomeno-global/

Retratações científicas no YouTube: informação, ambiguidade e desinformação na circulação de artigos retratados em vídeos de divulgação científica / PPGCI – UFSC

Retratações científicas no YouTube: informação, ambiguidade e desinformação na circulação de artigos retratados em vídeos de divulgação científica / PPGCI – UFSC

Foram empregadas técnicas de altmetria e análise de conteúdo, com categorização informacional dos vídeos em informação científica, ambiguidade científica e desinformação científica. As menções indiretas apresentaram maior ocorrência (525; 60%) em comparação às menções diretas (354; 40%). Esses artigos apresentaram média de 1,06 menção por vídeo, abrangendo, sobretudo, áreas das Ciências da Saúde e da Vida. (…) Conclui-se que a retratação científica não interrompe a circulação social dos artigos no YouTube. A maior ocorrência de menções indiretas e de enquadramentos desinformativos ou ambíguos indica que a correção científica não regula automaticamente o uso da informação em plataformas digitais, nas quais conteúdos menos alinhados à evidência tendem a alcançar maior engajamento, impondo desafios à divulgação científica contemporânea.

#Retratação #YouTube #DivulgaçãoCientífica #Desinformação

Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/271970

O Desafio da Desinformação: Reconstruindo a Confiança em um Mundo Pós-Verdade / Evidence for Democracy

O Desafio da Desinformação: Reconstruindo a Confiança em um Mundo Pós-Verdade / Evidence for Democracy

A desinformação no Canadá está sendo impulsionada por tecnologias e técnicas de IA em rápida evolução, por um cenário de mídias sociais cada vez mais desregulamentado e por agentes hostis que visam comunidades canadenses e instituições democráticas. (…)

O governo canadense tem lutado para acompanhar o crescimento da desinformação no Canadá, resultando em uma resposta política e legislativa fragmentada e cautelosa. Com base em exemplos nacionais bem-sucedidos e nas melhores práticas internacionais, este estudo recomenda uma abordagem multifacetada de regulamentação governamental direcionada ao conteúdo gerado por IA, um novo órgão federal de supervisão, transparência no design de algoritmos e investimentos contínuos em alfabetização midiática digital para combater a desinformação no Canadá, reconstruindo, em última análise, a confiança pública e protegendo nossas instituições democráticas.

#Desinformação #Democracia #LivrosCI #IA

Disponível em: https://evidencefordemocracy.ca/wp-content/uploads/2026/01/The-Misinformation-Challenge-2026-1.pdf