Uso de inteligência artificial para servidores públicos / Governo Federal
O Núcleo de Inteligência Artificial (NIA) é uma iniciativa coordenada pela Secretaria de Governo Digital (SGD) do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para a adoção de tecnologias de inteligência artificial no Poder Executivo Federal.
Objetivo: Apoiar a adoção da IA no Executivo Federal, disponibilizando: – Ferramentas de IA de uso comum aos órgãos e entidades; – Orientações, programas de capacitação, frameworks, cursos, guias e infográficos; – Apoio à aceleração de projetos de inovação que utilizem IA; – Pesquisa sobre a adoção de IA no Poder Executivo Federal.
Competência digital em bibliotecas públicas / Infophilia
É sabido que algumas pessoas prosperam com a tecnologia, enquanto outras se sentem perpetuamente atrasadas. Algumas pessoas abrem um novo aplicativo, encontram um obstáculo e sentem uma pequena satisfação com o desafio. Outras, ao se depararem com o mesmo obstáculo, sentem vergonha, frustração ou simplesmente desistem. A diferença não está na inteligência. Trata-se de um conjunto de hábitos — hábitos mentais — que podem ser ensinados, exemplificados e apoiados.
É exatamente esse o território que Jenna Kammer e Lauren Hays exploram em seu novo livro, Digital Literacy in Public Libraries (publicado no início deste ano pela ALA Editions). E embora o título possa sugerir que se trata de um manual profissional específico para catalogadores e profissionais de referência, quero defender — como alguém que lê amplamente sobre ciência da informação, psicologia, humanidades e tecnologia — que este livro merece um lugar na estante de qualquer pessoa que ame informação, trabalhe com o público ou simplesmente queira entender por que “basta pesquisar no Google” deixou de ser um conselho suficiente há muito tempo.
Arquivos como ferramenta de justiça social – Entrevista com Vitor Hugo Teixeira / Divulga-CI
Confira nossa entrevista com o arquivista e pesquisador Vitor Hugo Teixeira, mestre e doutorando em Ciência da Informação na Universidade Federal da Paraíba. Em sua dissertação, Vitor analisou a mediação implícita da informação na Arquivologia, destacando o guia para usuários/as de arquivos como instrumento de acesso, reconhecimento social e justiça social. Na entrevista, conheça mais sobre a elaboração da dissertação e as dicas do pesquisador.
Marketing de conteúdo na biblioteca: como engajar alunos na biblioteca digital / Minha Biblioteca
Não existe uma fórmula única para aumentar o uso da biblioteca digital, mas algumas práticas de marketing de conteúdo têm apresentado excelentes resultados quando aplicadas de forma consistente e alinhadas ao calendário acadêmico.
A atuação do bibliotecário no apoio à elaboração de revisões de literatura na área da saúde: conceitos, etapas, ferramentas e capacitação / AtoZ
A formação do bibliotecário que atua em Ciências da Saúde ainda é um desafio, pois não existem formações especializadas no Brasil ou na América Latina. Ademais, os currículos de graduação ou pós-graduação abordam a temática de forma incipiente. Nesse contexto, o aprendizado se dá com a prática, de forma autônoma, e na busca por iniciativas de capacitação como as da Rede BVS. (Xavier Junior, 2022). A Informação em Saúde precisa ser contemplada nos currículos dos cursos de Biblioteconomia, de forma mais efetiva, com a inclusão de disciplinas específicas (tipos metodológicos de estudo, fontes de informação em saúde, estratégia de busca, entre outras), além de uma oferta ampliada de cursos de extensão e atualização. Assim, é possível preparar os futuros bibliotecários para assessoria à equipe multiprofissional em saúde e as diversas demandas informacionais do ambiente hospitalar.
Cariniana Podcasts lança nova série sobre preservação digital e desafios contemporâneos / ABCD
Os novos episódios da Cariniana Podcats abordam diferentes dimensões da preservação digital, trazendo entrevistas com pesquisadores e profissionais reconhecidos nacionalmente por suas contribuições à área.
A Cariniana Podcasts, programa dedicado à divulgação de conhecimentos sobre preservação digital, acaba de lançar uma nova série de episódios que reúne especialistas de destaque da Ciência da Informação, Arquivologia e áreas afins.
Disponível no Spotify, o podcast promove reflexões sobre os desafios, avanços e perspectivas relacionados à garantia de acesso contínuo à informação digital em um cenário marcado por rápidas transformações tecnológicas.
A crise de reprodutibilidade: a ciência está nos enganando? / Polytechnique Insights
Em 2005, um artigo com o título sugestivo “Por que a maioria das descobertas de pesquisas publicadas é falsa” (Why Most Published Research Findings Are False), publicado na revista PLOS Medicine, desencadeou o debate. Nele, John Ioannidis avaliou a confiabilidade de estudos que utilizavam análises estatísticas para testar hipóteses — um tipo de estudo muito comum na pesquisa empírica. Com base em simulações, o pesquisador demonstrou que a probabilidade de um efeito relatado em um artigo científico ser real diminuía significativamente sob certas condições: amostras pequenas, efeitos de pequena magnitude, um grande número de hipóteses testadas, métodos não padronizados e a presença de conflitos de interesse ou intensa competição na área. Confirmação experimental contundente
Nos anos seguintes, em uma tentativa de documentar empiricamente o fenômeno, a Open Science Collaboration propôs-se a replicar 100 estudos experimentais na área de psicologia. (…)
Desde então, as conclusões de John Ioannidis foram confirmadas em diversas disciplinas. (…)
O problema, portanto, é profundo. Isso significa que devemos concluir que todo o conhecimento científico considerado definitivo nessas áreas é questionável? Digamos de forma clara e firme: não. Um efeito é considerado certo apenas quando confirmado por múltiplas linhas de evidência de alto nível, como ensaios clínicos randomizados conduzidos adequadamente ou meta-análises com alto poder estatístico. “Não há razão para duvidar da eficácia das atuais vacinas contra a Covid ou da ligação entre câncer de pulmão e tabagismo — para citar apenas alguns exemplos —, pois esses fatos foram identificados por meio de estudos convergentes em diferentes disciplinas”, observa Florian Naudet.
A representação temática do feminino na literatura de cordel / PPGCI – UEL
Os resultados do estudo evidenciam a recorrência de categorias de representação do feminino marcadas por permanências e deslocamentos ao longo das décadas analisadas, bem como a construção de um repertório de termos e categorias que subsidiam práticas de representação temática em acervos literários. Ao evidenciar as formas pelas quais o feminino é representado nos folhetos de cordel, esta pesquisa contribui para o debate informacional sobre a organização de acervos literários e amplia a reflexão crítica acerca das desigualdades de gênero presentes nos discursos culturais, indicando a relevância social do tratamento temático da informação
O Código de Ética do ICOM revisado foi oficialmente adotado / ICOM
O texto revisado estabelece princípios éticos compartilhados para auxiliar os museus na proteção do patrimônio cultural, no fortalecimento da confiança pública, na gestão responsável de acervos e no atendimento à sociedade. Além disso, reflete o papel em constante evolução dos museus, alinhando-se à Definição de Museu do ICOM de 2022 e abordando desafios contemporâneos, como as tecnologias digitais, a crise climática e os legados do colonialismo.
Reconhecendo a diversidade dos museus em todo o mundo, o Código revisado apresenta princípios fundamentais comuns para orientar a prática profissional, ao mesmo tempo em que permite flexibilidade de acordo com diferentes recursos e contextos. O documento será acompanhado por orientações práticas destinadas a apoiar museus e profissionais na aplicação de seus princípios em distintos contextos culturais, jurídicos e profissionais.
Bibliotecas públicas se unem para exigir medidas em relação aos preços dos livros eletrônicos. / Uvejota
Como uma declaração de posicionamento não deve se basear apenas em lugares-comuns e retórica (como frequentemente ocorre neste caso), ela também deve incluir propostas concretas. Portanto, o documento convida essas editoras e fornecedores a trabalharem com bibliotecas para identificar e implementar soluções sustentáveis que beneficiem ambas as partes. Por exemplo, isso poderia envolver a implementação de modelos baseados no uso real e a permissão para que as bibliotecas adquiram licenças perpétuas. A primeira garante o acesso aos usuários, enquanto a segunda assegura que as bibliotecas possam cumprir seu papel de preservar o conhecimento.
CAPES atualiza normas para pagamento de taxas de publicação e disponibilização imediata em acesso aberto / ABCD
A atualização busca tornar os procedimentos mais claros e previsíveis, alinhando-os às rotinas da Diretoria de Informação Científica e Estudos Avançados (DICE) e da Coordenação-Geral do Portal de Periódicos (CGPIC).
A Portaria nº 224, de 15 de maio de 2026, publicada no Diário Oficial da União, atualiza as regras fixadas anteriormente pela Portaria nº 120, de 26 de abril de 2024.
Um dos destaques refere-se ao Artigo 2º VI – retenção, pelos autores, da titularidade dos direitos autorais sobre suas obras, assegurado o direito de depósito em repositórios digitais e a disponibilização imediata em acesso aberto, em condições que permitam o livre acesso e a ampla reutilização do conhecimento produzido.” (NR)
Outro destaque refere-se ao Artigo 3º inciso I – garantir que a produção científica e tecnológica brasileira esteja disponível em acesso aberto, de forma permanente, livre e sob a licença Creative Commons Atribuição – CC BY, ampliando sua circulação, utilização e visibilidade.
Europa propõe padrões mínimos para proteger pesquisadores / Science Arena
A Science Europe, associação que reúne as principais organizações europeias de financiamento e execução de pesquisa, publicou um relatório com recomendações de padrões mínimos para a carreira científica no continente. O documento busca orientar como a Europa deve responder aos desafios enfrentados por pesquisadores e criar condições para a formação da próxima geração de líderes em ciência.
O documento parte de um diagnóstico preocupante: a precariedade profissional persistente no meio acadêmico europeu, marcada por contratos de curta duração, trajetórias fragmentadas e alta dependência de financiamento por projeto.
Para a Science Europe, sem reformas estruturais o continente corre o risco de evasão de cérebros e de perder competitividade em pesquisa e inovação.
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