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Por uma universidade diversa e plural: outra contribuição ao debate / Jornal da USP

Por uma universidade diversa e plural: outra contribuição ao debate / Jornal da USP

No dia 3 de dezembro de 2025 publiquei no Jornal da USP o artigo Por uma universidade diversa e plural. Minha tese era simples: a universidade pública precisa avançar na diversidade social e étnica – especialmente no corpo docente – e, ao mesmo tempo, preservar a pluralidade intelectual necessária para o pensamento crítico. Eu defendi que “diversidade” e “pluralidade” não são bandeiras rivais, mas duas linguagens complementares de um mesmo princípio democrático: a vida universitária empobrece quando restringe quem pode entrar e também quando restringe quais ideias podem ser discutidas.

#UniversidadePública

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/por-uma-universidade-diversa-e-plural-outra-contribuicao-ao-debate/

Os novos desafios dos profissionais da informação, por Emir Suaiden / Divulga-CI

Os novos desafios dos profissionais da informação, por Emir Suaiden / Divulga-CI

“No século passado, o final da sociedade pós-industrial e o advento da sociedade da informação, aliados à revolução tecnológica, acabaram trazendo uma responsabilidade social para todas as áreas da Ciência da Informação, em especial para a Biblioteconomia.” destaca o Prof. Dr. Emir Suaiden, professor aposentado da Universidade de Brasília e pesquisador colaborador da Coordenação de Ensino e Pesquisa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia.

#BibliotecasPúblicas #Bibliotecários

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-03-mar-2026/editorial-os-novos-desafios-dos-profissionais-da-informacao-por-emir-suaiden/

E-book: Gestão e Inovação em Bibliotecas Universitárias / EDUCS

E-book: Gestão e Inovação em Bibliotecas Universitárias / EDUCS

O curso de Especialização em Gestão em Bibliotecas Universitárias, da Universidade de Caxias do Sul (UCS), nasceu do sucesso do curso de graduação em Biblioteconomia, referência nacional pela qualidade e pelo pioneirismo e experiência na modalidade de Educação a Distância (EaD). Ao longo de mais de uma década, a graduação já formou profissionais que atuam em diversas regiões do país, consolidando a imagem da UCS e estimulando a demanda por oportunidades de formação continuada. Com foco em uma área em que há muito a ser explorado nos currículos de Biblioteconomia – a gestão de bibliotecas -, o curso foi planejado para capacitar profissionais a desenvolver produtos, serviços e práticas que atendam efetivamente às necessidades dos usuários, equilibrando com objetivos e potencialidades da instituição que as mantém. A primeira edição do curso, realizada entre 2024 e 2025, na modalidade a distância, contou com docentes experientes de diferentes instituições do país, oferecendo uma formação que combinou teoria e prática sob múltiplos enfoques: gerencial, educacional, humano, social, científico e tecnológico.

#LivrosCI #Inovação #BibliotecasUniversitárias

Disponível em: https://www.ucs.br/educs/livro/gestao-e-inovacao-em-bibliotecas-universitarias-6384/

As bibliotecas universitárias como incentivadoras da memória / Bibliomar

As bibliotecas universitárias como incentivadoras da memória / Bibliomar

Este estudo tem como objetivo analisar a Biblioteca Sant’Ana como lugar de memória, evidenciando suas práticas e estratégias de preservação e promoção do saber. A metodologia adotada baseou-se em pesquisa bibliográfica, com consulta a bases de dados acadêmicas, além da análise de documentos institucionais da referida faculdade, enquadrando-se em um estudo de caso. A discussão abrange conceitos sobre memória, cultura e a função social das bibliotecas, propondo estratégias para fortalecer o papel da Biblioteca Sant’Ana como espaço simbólico, dinâmico e educativo. Os resultados apontam que a biblioteca apresenta iniciativas relevantes como atualização semestral do acervo, espaços de estudo diversificados e vínculo com o Núcleo de Arte e Cultura, criado em 2024. Ainda assim, identifica-se a necessidade de ampliar ambientes físicos, implementar sistemas automatizados de informação e investir em ações que valorizem a história institucional. Conclui-se que a Biblioteca Sant’Ana se configura como organismo em crescimento e possui potencial significativo para consolidar-se como lugar de memória no ambiente universitário.

#BibliotecasUniversitárias #Memória

Disponível em: https://periodicoseletronicos.ufma.br/index.php/bibliomar/article/view/27277

Um experimento simples sobre IA e indexação / Francisco Foz

Um experimento simples sobre IA e indexação / Francisco Foz

A ideia do trabalho não surgiu de um grande plano de pesquisa. Veio mais de uma curiosidade prática. Ferramentas de IA generativa estão aparecendo em praticamente todos os lugares. A pergunta que me ocorreu foi simples.

O que acontece se colocarmos uma dessas ferramentas dentro de um processo clássico da biblioteconomia, como a indexação temática?

Foi daí que surgiu a experiência. Testar uma ferramenta baseada no Google Gemini para sugerir temas e possíveis associações com ODS a partir de textos acadêmicos.

Nada muito sofisticado. Mais um teste para observar o comportamento da ferramenta.

#IndexaçãoAutomática #ODS #IA

via Francisco Foz

Disponível em: https://franciscofoz.medium.com/um-experimento-simples-sobre-ia-e-indexa%C3%A7%C3%A3o-3dd0c4b8cdde

Soberania de dados acadêmicos é desafio para universidades públicas / ComCiência

Soberania de dados acadêmicos é desafio para universidades públicas / ComCiência

De acordo com a Rede pela Soberania Digital, a maior parte das comunicações acadêmicas e de pesquisa produzidas nas instituições públicas brasileiras estão em data centers fora de seu controle institucional. Essa configuração alimenta um sistema de inteligência e de lucros, a partir de análise de dados, que fragilizam a soberania digital e autonomia universitária. Frente a esse cenário, pesquisadores brasileiros repensam a questão, defendendo uma melhor infraestrutura digital nacional, que garanta o armazenamento e processamento de dados sem a dependência de players estrangeiros.

Segundo pesquisa do Observatório Educação Vigiada, 79% das instituições públicas de Ensino Superior brasileiras têm seus e-mails institucionais alocados em servidores privados. Localizados fora do país, estes servidores são gerenciados por empresas envolvidas no lucrativo mercado de coleta, análise e comercialização de dados pessoais, conhecidos como Gafam (Google, Apple, Facebook, Amazon, Microsoft). A Google, o maior player desse mercado, armazena 72% dos e-mails institucionais das universidades públicas brasileiras, como USP e Unicamp. Esse cenário aponta para uma situação de vulnerabilidade em relação à segurança da produção científica e tecnológica do Brasil.

#SoberaniaDeDados #SoberaniaDigital #UniversidadesPúblicas

via ComCiência

Disponível em: https://www.comciencia.br/dados-academicos-em-disputa-e-a-questao-da-soberania-digital-nas-universidades-publicas-do-brasil/

Lançada nova edição da Fénix : revista de la Biblioteca Nacional del Perú

Lançada nova edição da Fénix : revista de la Biblioteca Nacional del Perú

Fénix avança lado a lado com as questões que surgem para o desenvolvimento cultural do nosso país, preservando o conhecimento e a memória coletiva, e também desenvolvendo novos temas como forma de unir esforços para alcançar um país cada vez melhor, com leitura, informação e conhecimento, e com a valorização do nosso patrimônio bibliográfico e documental.

#RevistasCI

Disponível em: https://revistafenix.bnp.gob.pe/index.php/fenix/issue/view/49

Biblioteca digital no MEC: regras para bibliografia básica e complementar / Minha Biblioteca

Biblioteca digital no MEC: regras para bibliografia básica e complementar / Minha Biblioteca

A gestão de uma Instituição de Ensino Superior (IES) exige atenção constante aos indicadores de qualidade. Entre eles, a avaliação da infraestrutura, especificamente a Dimensão 3 do Instrumento de Avaliação, é muitas vezes o fiel da balança para a nota final do curso. Nesse cenário, a biblioteca digital deixou de ser apenas um diferencial tecnológico para se tornar uma estratégia vital de conformidade regulatória.

Com a publicação da Portaria nº 2.117/2019, o Ministério da Educação (MEC) modernizou as exigências, permitindo que o acervo físico seja substituído ou complementado pelo digital. Mas, para garantir a nota máxima, não basta apenas “ter” livros online; é preciso estruturar o acervo bibliográfico seguindo rigorosamente as proporções exigidas.

#VisitasDoMEC

Disponível em: https://minhabiblioteca.com.br/blog/educacao-superior/educacao-superior-biblioteca-digital-mec-bibliografia-basica-complementar/

Política de Integridade na Atividade Científica do CNPq / CNPq

Política de Integridade na Atividade Científica do CNPq / CNPq

Art. 32. São consideradas infrações graves:
I – prática de autoplágio;
II – envio de informações inverídicas sobre eventuais infrações à Política supostamente cometidas pelos identificados no art. 4º;
III – inserção de informação inconsistente no Currículo Lattes com efeitos sobre a avaliação de produtividade do pesquisador pelo CNPq.


Art. 33. São consideradas infrações gravíssimas:
I – fabricação, falsificação ou manipulação fraudulenta de dados, procedimentos ou resultados de pesquisa;
II – prática de plágio;
III – submissão ou publicação duplicada de resultados, fragmentação indevida de resultados;
IV – participação na comercialização indevida de produção científica;
V – descumprimento de obrigações legais específicas relativas à obtenção de documentos e permissões prévias necessárias à execução da pesquisa científica;
VI – condutas discriminatórias, preconceituosas ou de assédio em processos seletivos ou nas relações profissionais no âmbito das atividades científicas.
VII – retaliação contra pessoas que tenham fornecido informações ou colaborado com apuração de suposta má conduta;
VIII – nepotismo na indicação de bolsistas em projetos de pesquisa;
IX – reincidência, no período de 5 anos, de infrações consideradas graves;
X – burla de processos avaliativos nos julgamentos do CNPq.

#IntegridadeCientífica #IntegridadeEmPesquisa

via CNPq

Disponível em: http://memoria2.cnpq.br/web/guest/view/-/journal_content/56_INSTANCE_0oED/10157/23142775

Pesquisadores alertam para pasteurização da ciência com IA / Folha de S. Paulo

Pesquisadores alertam para pasteurização da ciência com IA / Folha de S. Paulo

Antes da IA a literatura científica já estava contaminada por autores estelionatários, periódicos fantasmas e fábricas de trabalhos falsos (“paper mills”). Imagine agora que se torna trivial produzi-los em série vertiginosa. A confiabilidade do sistema de publicação, antes mal e mal garantida pela revisão de pares (“peer review”), vai de vez para o saco.

Há impactos mais sutis à vista. Um trabalho no periódico Trends in Cognitive Sciences alerta para a homogeneização da comunicação científica. Como os grandes modelos de linguagem (LLMs) na base da IA são treinados pela estatística da coocorrência de palavras, textos produzidos com eles acabarão por erradicar a diversidade. “LLMs tendem a reproduzir perspectivas e estilos de escrita convencionais, validados institucionalmente, que espelham os de homens ocidentais, liberais, de alta renda e com alto nível de escolaridade”, diz o artigo. Assim se cria “uma ilusão de consenso que define essas normas como padrão de clareza ou inteligência, ao mesmo tempo em que se silenciam visões de mundo alternativas e formas de expressão culturalmente fundamentadas”.

#EscritaCientífica #IA

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2026/03/pesquisadores-alertam-para-pasteurizacao-da-ciencia-com-ia.shtml

Autonomia universitária: o fim da lista tríplice nas universidades federais / Jornal da Ciência

Autonomia universitária: o fim da lista tríplice nas universidades federais / Jornal da Ciência

O fim da lista tríplice representa, portanto, uma conquista histórica. Essa mudança tornou-se ainda mais urgente diante do que as universidades federais viveram entre 2019 e 2022, quando mais de vinte reitores e reitoras foram nomeados sem terem sido os mais votados nas consultas realizadas pelas comunidades acadêmicas. Em alguns casos, o nome escolhido sequer figurava em primeiro lugar na lista tríplice, o que gerou graves crises institucionais e tensões nas universidades.

A aprovação dessa mudança representa um passo decisivo para o fortalecimento da autonomia universitária, da democracia institucional e do respeito às escolhas das comunidades acadêmicas. Trata-se de uma conquista coletiva, resultado da mobilização persistente de estudantes, docentes, técnicos, reitores, entidades científicas e organizações da sociedade civil.

#UniversidadesPúblicas

via Jornal da Ciência

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/editorial-autonomia-universitaria-o-fim-da-lista-triplice-nas-universidades-federais/

Ditadura teve mais de 30 projetos de lei sobre raça, mas aprovou o que negava o racismo / Bori

Ditadura teve mais de 30 projetos de lei sobre raça, mas aprovou o que negava o racismo / Bori

O senso comum costuma tratar a Ditadura Militar (1964-1985) como um período de vácuo de debate racial no Brasil. A narrativa histórica sugere que o mito da democracia racial impedia qualquer discussão legislativa sobre discriminação ou direitos específicos. No entanto, uma pesquisa realizada na Universidade da Antuérpia (Bélgica), publicada na revista Sociedade e Estado, analisou 183 projetos de lei apresentados entre 1946 e 2012 e descobriu um cenário diferente. Mesmo nos anos de chumbo, o Congresso produziu dezenas de propostas tentando criar direitos para a população negra. A diferença é que, naquela época, elas eram feitas para não funcionar.

“A hipótese era que na ditadura teríamos menos propostas, já que o regime vendia o Brasil como uma vitrine da democracia racial. Mas encontramos mais de 30 projetos desse tipo no período”, explica Ana Júlia França Monteiro, autora do estudo. A pesquisadora classifica essas propostas como “acomodacionistas”, aquelas que reconhecem a diferença racial para garantir direitos, como as cotas. O estudo mostra, porém, que o regime militar operava num paradoxo: permitia a apresentação dos projetos, mas garantia que fossem arquivados. A única lei aprovada no período foi justamente uma de perfil “integracionista”, que reforçava a ideia de que somos todos iguais, alinhada ao discurso oficial.

via Bori

#DitaduraMilitar #Racismo #DesigualdadeRacial

Disponível em: https://abori.com.br/politica-e-etica/ditadura-projetos-lei-racismo-congresso/