Home

A importância de um bom resumo em revisões sistemáticas: inteligência artificial e triagem de estudos / Biblioteca GETAFE

A importância de um bom resumo em revisões sistemáticas: inteligência artificial e triagem de estudos / Biblioteca GETAFE

Um artigo recente publicado no Journal of Clinical Epidemiology (Write Your Abstracts Carefully – The Impact of Abstract Reporting Quality on Findability by Semi-Automated Title-Abstract Screening Tools, Spiero et al., 2025) demonstra claramente essa ideia:

  • Resumos de maior qualidade (medidos pelos critérios TRIPOD) são mais facilmente identificados como relevantes por ferramentas de triagem semiautomatizadas.
  • O uso de subtítulos em resumos estruturados também aumenta a probabilidade de os artigos serem detectados.
  • Em contrapartida, fatores como o tamanho do resumo ou a variação terminológica não influenciam a capacidade das ferramentas de identificar artigos relevantes.

#RevisãoSistemática #Resumos #IA

Disponível em: https://bibliogetafe.com/2025/09/26/la-importancia-de-un-buen-resumen-en-las-revisiones-sistematicas-inteligencia-artificial-y-cribado-de-estudios/

Eugene Garfield (1925-2017) / Informatics studies

Eugene Garfield (1925-2017) / Informatics studies

O Dr. Eugene Garfield (1925–2017), pioneiro da ciência da informação e fundador do Science Citation Index, permanece uma das figuras mais influentes na história da bibliometria e da comunicação científica. Após seu falecimento em fevereiro de 2017, a revista Informatics Studies dedicou o Volume 4, Número 2 (2017) como uma edição especial em sua homenagem, para honrar sua vida e contribuições. A edição intitulada “Eugene Garfield (1925-2017): Informaticista Incomparável”, editada por Antonella De Robbio e Raman Nair R, presta homenagem à sua vida e às suas contribuições acadêmicas para o avanço da publicação científica.

#Biografias #EugeneGarfield

Disponível em: http://eprints.rclis.org/47131/

Avaliação de Chatbots: Melhores Práticas para Inteligência Artificial na Biblioteca / portal: Libraries and the Academy

Avaliação de Chatbots: Melhores Práticas para Inteligência Artificial na Biblioteca / portal: Libraries and the Academy

Este chatbot funcionava como uma nova ferramenta que auxiliava os usuários em busca de informações no site da biblioteca. As perguntas dos usuários forneciam aos autores insights sobre os tipos de tópicos que os estudantes pesquisavam por meio do site da biblioteca. Em abril de 2023, o fornecedor do chatbot começou a usar a Interface de Programação de Aplicativos (API) do ChatGPT da OpenAI para melhorar a funcionalidade do chatbot. Essa mudança, de um sistema de chatbot baseado em regras para um modelo transformer, aprimorou a capacidade do chatbot de fornecer respostas aos usuários. Para compreender melhor essa mudança significativa, os autores avaliaram o uso do chatbot durante o semestre da primavera de 2023. Essa avaliação revelou os tipos de perguntas que o chatbot tinha dificuldade em responder e os possíveis motivos disso. Os resultados da avaliação demonstraram como os chatbots podem funcionar com sucesso como um aprimoramento ao site da biblioteca.

#Chatbots #Bibliotecas

Disponível em: https://preprint.press.jhu.edu/portal/sites/default/files/06_25.4ehrenpreis.pdf

Tráfego de internet avança 19% em 2025 e Google mantém liderança global / Gizmodo

Tráfego de internet avança 19% em 2025 e Google mantém liderança global / Gizmodo

Entre os números apresentados no relatório, destaca-se que 4,2% de todas as solicitações HTML são provenientes de bots de IA. Este percentual evidencia a influência crescente das tecnologias de inteligência artificial no tráfego da internet, com empresas do setor utilizando rastreadores para coletar dados da web.

O relatório é de autoria da mesma empresa que enfrentou problemas técnicos em 2025. Há algumas semanas, uma falha em seus sistemas causou indisponibilidade em plataformas populares como Spotify e Google, por exemplo.

#IA #Internet #Google

Disponível em: https://gizbr.uol.com.br/crescimento-trafego-internet-2025-cloudflare/

Indicadores de qualidade para periódicos de ciências sociais na era da bibliometria narrativa / Anuário ThinkEPI

Indicadores de qualidade para periódicos de ciências sociais na era da bibliometria narrativa / Anuário ThinkEPI

Como resultado, propõe-se uma lista de verificação para editores, classificando indicadores-chave em cinco categorias fundamentais: acesso e abertura, qualidade editorial, ética e integridade, transparência do processo e impacto e visibilidade. Conclui-se que a adoção de práticas como a publicação em acesso aberto (especialmente o Diamond Pathway), a transparência nas contribuições de autoria (CRediT) e a publicação de dados são essenciais para alinhar os interesses dos periódicos com as necessidades narrativas em constante evolução dos pesquisadores.

#AcessoAberto #AcessoAbertoDiamante #CRediT #BibliometriaNarrativa #Periódicos #GestãoEditorial

Disponível em: https://thinkepi.scimagoepi.com/index.php/ThinkEPI/article/view/91711

Competências em dados para bibliotecários: uma revisão de escopo / IASSIST Quarterly

Competências em dados para bibliotecários: uma revisão de escopo / IASSIST Quarterly

O objetivo desta revisão foi mapear as competências relacionadas a dados ao longo de um período de dez anos (2012-2022), com atenção especial às habilidades que bibliotecários de referência ou não especializados em dados podem precisar desenvolver ou aprimorar. De modo geral, os resultados indicam uma lista surpreendentemente estável de habilidades durante esse período. Esta revisão constata que, para dar suporte aos serviços de dados de pesquisa no campus, os bibliotecários devem se basear em habilidades tradicionais, incluindo referência/consultoria, ensino/treinamento e colaboração/engajamento, bem como em competências específicas de dados, como criação de metadados, preparação de dados para repositórios, preservação de dados, criação de planos de gerenciamento de dados (PGD) e programação/análise de dados. Essas competências são essenciais para que os bibliotecários auxiliem os pesquisadores com consultas de dados.

#BibliotecáriosDeDados #CompetênciaEmDados #GestãoDeDadosDePesquisa #DadosDePesquisa #RepositóriosDeDados

Disponível em: https://iassistquarterly.com/index.php/iassist/article/view/1154

A IA como curadora do saber acadêmico e o risco da superficialidade / Jornal da USP

A IA como curadora do saber acadêmico e o risco da superficialidade / Jornal da USP

A inteligência artificial generativa, com sua pressa eletrônica, atravessa em segundos o que equivaleria a anos de leitura. Não se limita a encontrar: seleciona, resume, organiza e até reescreve. O pesquisador, que antes percorria pacientemente rios de referências, tem diante de si um oceano que se deixa atravessar num sopro. Há algo de embriagante nessa promessa: conceitos densos surgem destilados, revisões bibliográficas se resolvem num clique e o labirinto do conhecimento se apresenta com um mapa pronto.
Mas mapas mentem. A bússola que a IA oferece aponta para direções já traçadas, não para territórios por descobrir. É um saber filtrado por modelos treinados em bases enviesadas, guiados por critérios invisíveis e pela lógica da predição — que não é a da compreensão. Ao assumir o papel de “curadora”, a IA decide o que merece ser visto. A seleção, antes fruto do olhar crítico do pesquisador, é terceirizada a um mecanismo que opera segundo estatísticas de coocorrência, padrões de popularidade e frequência de citações. O que não aparece nessa paisagem algorítmica evapora como se nunca tivesse existido. É um “epistemicídio” silencioso: não se queima o livro, apenas se apaga sua presença.

#IA #Ciência

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/a-ia-como-curadora-do-saber-academico-e-o-risco-da-superficialidade/

Quem controla seus dados? Ciência Aberta, Colonialismo de Dados e Soberania na era da Inteligência Artificial e do Big Data / Pimenta Cultural

Quem controla seus dados? Ciência Aberta, Colonialismo de Dados e Soberania na era da Inteligência Artificial e do Big Data / Pimenta Cultural

Este livro parte da hipótese de que estamos testemunhando uma nova forma de colonialismo, não centrada na posse de territórios físicos, mas na apropriação contínua da vida, convertida em dado. Esse fenômeno articula práticas de extração, classificação e comercialização de informações pessoais e coletivas, muitas vezes sem o consentimento ou o benefício das comunidades envolvidas.
Mais profundamente, ele envolve a padronização de epistemologias, a imposição de lógicas algorítmicas e o silenciamento de formas plurais de conhecimento.
A dimensão epistêmica dessa nova colonialidade é particularmente relevante em relação às tensões com a Ciência Aberta. Quando Frantz Fanon escreveu “Os Condenados da Terra” em 1961, ele alertava para como o colonialismo, além de explorar recursos materiais, destruía sistematicamente as formas de conhecimento dos povos colonizados, substituindo-as por epistemologias europeias apresentadas como universais (FANON, 1961). Hoje, algo ritmos de classificação e sistemas de inteligência artificial reproduzem essa violência epistêmica em escala global, invisibilizando línguas, práticas culturais e modos de vida que não se encaixam nos padrões dominantes

#SoberaniaDigital #BigData #IA #CiênciaAberta #LivrosCI

Disponível em: https://www.pimentacultural.com/livro/quem-controla-dados/

O Sul global na nova geopolítica dos saberes / Outras palavras

O Sul global na nova geopolítica dos saberes / Outras palavras

A necessidade de o Sul Global conquistar soberania sobre suas produções de dados transcende questões econômicas, representando uma questão de sobrevivência civilizacional na era digital. Sem controle sobre dados, algoritmos e infraestrutura digital, países emergentes permanecerão perpetuamente subordinados, tendo suas populações transformadas em “material bruto” para enriquecimento de corporações ocidentais através de uma forma mais sofisticada e penetrante de colonialismo que qualquer sistema anterior.

A atual extração de dados pelo Vale do Silício representa um modelo extrativista que não apenas extrai riqueza econômica, mas também modela comportamentos, preferências políticas e estruturas sociais através de algoritmos opacos. Esta capacidade de influenciar eleições, movimentos sociais e percepções de realidade torna o controle sobre infraestrutura digital uma questão de soberania nacional básica, comparável ao controle sobre território, moeda ou recursos naturais.

#SoberaniaDigital

#Ciência

Disponível em: https://outraspalavras.net/outrasmidias/o-sul-global-na-nova-geopolitica-dos-saberes/

Soberania de Dados Científicos nas tensões entre a Abertura Global e a Autonomia Local / SciELO

Soberania de Dados Científicos nas tensões entre a Abertura Global e a Autonomia Local / SciELO

A soberania de dados científicos não é uma barreira à ciência aberta, mas uma condição para sua realização plena e justa. Uma ciência verdadeiramente aberta é aquela que respeita a autonomia das comunidades que geram conhecimento, que promove a equidade no acesso não apenas aos dados, mas também às capacidades de processá-los e interpretá-los, e que reconhece a diversidade de epistemologias e formas de saber.

Para o Sul Global e para a comunidade científica comprometida com a equidade, a construção de infraestruturas soberanas, o desenvolvimento de marcos de governança participativa e a promoção de colaborações equitativas são passos essenciais para garantir que a ciência aberta não se torne um novo veículo de colonialismo, mas sim uma ferramenta de emancipação e justiça cognitiva. A questão “Quem controla seus dados?“2 é, no fundo, uma questão sobre quem tem o poder de definir o futuro da ciência e do conhecimento. E a resposta deve ser: todos nós, em condições de igualdade e respeito mútuo.

#DadosDePesquisa #ColonialismoDeDados

via SciELO

Disponível em: https://blog.scielo.org/blog/2025/12/17/soberania-de-dados-cientificos-nas-tensoes-entre-a-abertura-global-e-a-autonomia-local/

O que é ‘slop’ e por que é a palavra do ano para o dicionário Merriam-Webster / Olhar Digital

O que é ‘slop’ e por que é a palavra do ano para o dicionário Merriam-Webster / Olhar Digital

O dicionário mais antigo dos Estados Unidos, Merriam-Webster, escolheu “slop” como a Palavra do Ano de 2025. O termo define conteúdo digital de baixa qualidade produzido em grande escala, geralmente com uso de inteligência artificial (IA).

É uma escolha que mira direto no excesso de textos, imagens, vídeos e áudios artificiais que passaram a ocupar feeds, buscas e plataformas ao longo do ano.

Segundo o dicionário, “slop” ajuda a nomear um fenômeno que todo mundo percebe, mesmo sem saber explicar direito: a sensação de que a internet ficou mais barulhenta, repetitiva e inflada por conteúdo gerado de maneira automatizada.

#Palavras

via Olhar digital

Disponível em: https://olhardigital.com.br/2025/12/16/internet-e-redes-sociais/o-que-eh-slop-e-por-que-eh-a-palavra-do-ano-para-o-dicionario-merriam-webster/