O peso da desigualdade / Pesquisa Fapesp

O peso da desigualdade / Pesquisa Fapesp

Estudo publicado na revista PLOS Biology por um grupo internacional de pesquisadores mostrou como o gênero, o idioma e a origem econômica dos cientistas afetam, de forma combinada, sua capacidade de publicar trabalhos científicos. Ser mulher está associado a uma redução de até 45% no número de papers publicados em inglês na comparação com os homens. Já o efeito cumulativo de ser mulher, não falante nativa de inglês e de viver em um país de baixa renda leva a uma redução de até 70% na produção científica, em comparação aos homens falantes nativos de inglês de nações de alta renda.

“As mulheres recebem menos citações, ganham menos bolsas e têm menor probabilidade de se envolver em colaborações do que os homens. Elas também são mais propensas a interromper a carreira para cuidar de crianças”, escreveu o primeiro autor do estudo, o biólogo japonês Tatsuya Amano, pesquisador do Centro de Ciências de Biodiversidade e Conservação da Universidade de Queensland em Brisbane, Austrália, em texto publicado no site The Wire.

via Pesquisa Fapesp

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/o-peso-da-desigualdade/

IA na ciência: “Curiosidade dos cientistas não será automatizada” / Science Arena

IA na ciência: “Curiosidade dos cientistas não será automatizada” / Science Arena

O avanço da inteligência artificial (IA) generativa ameaça inflacionar a “economia do prestígio” na ciência, desafiando a autenticidade e a qualidade do texto como medida de sucesso para pesquisadores. Para o biólogo Helder Nakaya, pesquisador sênior do Einstein Hospital Israelita, a IA – capaz de gerar palavras e frases que fazem sentido – impacta diretamente a profissão de cientista, especialmente na execução de tarefas repetitivas e baseadas em dados.

#Ciência #IA

via Science Arena

Disponível em: https://www.sciencearena.org/carreiras/ia-na-ciencia-curiosidade-dos-cientistas-nao-sera-automatizada/

Fundo Histórico de Ciência e Tecnologia / UPC

Fundo Histórico de Ciência e Tecnologia / UPC

A biblioteca da Coleção Histórica de Ciência e Tecnologia da Escola Superior de Engenharia Industrial de Barcelona contém cerca de 11.000 livros e 5.000 volumes de periódicos especializados em ciência e tecnologia, publicados entre o século XVI e 1950.

#FontesDeInformação #História #Ciência

Disponível em: https://upcommons.upc.edu/collections/5cd35ab7-8ad4-4eee-b79d-ed0cada1a7ef/browse/dateissued

A importância do investimento em ciência “inútil” / Questão de Ciência

A importância do investimento em ciência “inútil” / Questão de Ciência

Não estou dizendo que devemos tirar recurso da ciência aplicada, das engenharias, e colocar na ciência de base. Não, não é isso. Essas áreas também já sofrem bastante. O que precisamos é reconhecer o valor de ambas, e angariar recursos para que ambas se desenvolvam e possam contribuir com a sociedade. Da melhor forma possível, como deveria ser.

A ciência aplicada colhe os frutos; a ciência básica prepara o solo e planta a semente. Sem ela, nada floresce. Não haverá nada a colher. Por isso, apoiar a pesquisa movida pela curiosidade é um ato de responsabilidade com o futuro. É recusar o imediatismo que transforma conhecimento em mercadoria e abraçar a ideia de que entender o mundo é, por si só, um fim nobre. Há pecado em desejar saber o que pode ser sabido?

#Ciência

via Questão de Ciência

Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2025/10/20/importancia-do-investimento-em-ciencia-inutil

Ciência com foco nas populações vulneráveis do Sul e Norte Global / Jornal da USP

Ciência com foco nas populações vulneráveis do Sul e Norte Global / Jornal da USP

A ciência nunca foi neutra e talvez nunca venha a ser, porque atende a grupos e interesses específicos da sociedade. Um exemplo clássico é o registro fotográfico histórico das crianças correndo pelas ruas do Vietnã, na tentativa de se protegerem de um agente químico desenvolvido em laboratórios da Universidade de Harvard. Esse exemplo ressalta que a ciência não é neutra: ela serve a poderes estabelecidos.

Se ampliarmos essa reflexão, observaremos como as relações de poder e exclusão na ciência também se expressam na divisão simbólica do mundo em Norte e Sul Global. No Norte, fazem-nos crer que se concentram as chamadas melhores instituições de ensino, os periódicos de maior prestígio, os pesquisadores mais citados, os cientistas mais reconhecidos, os alunos considerados mais bem-sucedidos e aqueles que, em tese, terão trajetórias de maior visibilidade.

#Ciência

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/ciencia-com-foco-nas-populacoes-vulneraveis-do-sul-e-norte-global/

Como a pseudociência difere da ciência /  Scientometrics

Como a pseudociência difere da ciência? Uma análise bibliométrica pareada /  Scientometrics

Os resultados revelam que as pseudociências tendem a ser mais isoladas e resistentes a ideias e colaboradores externos. Um padrão geográfico e cultural claro também emerge na distribuição de autores e tipos de organizações. Enquanto a Quiropraxia e a Psicanálise são disciplinas predominantemente ocidentais, a Medicina Integrativa recebe forte apoio de governos asiáticos (China, Índia, Coreia do Sul). Em todos os casos, estudos pseudocientíficos mostram uma presença significativa de organizações não acadêmicas, em contraste com o papel dominante de instituições governamentais e universitárias em disciplinas científicas.

#Pseudociência #Ciência #ProduçãoCientífica

Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-025-05431-x

A importância da estupidez na pesquisa científica / Journal of Cell Science

A importância da estupidez na pesquisa científica / Journal of Cell Science

Concentrar-se em questões importantes nos coloca na incômoda posição de ser ignorante. Uma das coisas bonitas da ciência é que ela nos permite tropeçar, errando repetidamente, e nos sentir perfeitamente bem, desde que aprendamos algo a cada vez. Sem dúvida, isso pode ser difícil para alunos acostumados a acertar as respostas. Sem dúvida, níveis razoáveis de confiança e resiliência emocional ajudam, mas acho que a educação científica pode contribuir mais para facilitar o que é uma transição muito grande: de aprender o que outras pessoas descobriram para fazer suas próprias descobertas. Quanto mais confortáveis nos sentirmos com a estupidez, mais nos aprofundaremos no desconhecido e mais chances teremos de fazer grandes descobertas.

#Ciência #PesquisaCientífica #Cientistas

Disponível em: https://web.stanford.edu/~fukamit/schwartz-2008.pdf

O “Efeito Gollum” na ciência / Questão de Ciência

O “Efeito Gollum” na ciência / Questão de Ciência

Inspirado no personagem de Senhor dos Anéis, os pesquisadores John Gould e Jose W. Valdez cunharam em publicação na Frontiers in Ecology and Evolution o termo “Efeito Gollum” para descrever um comportamento presente em diferentes áreas do meio acadêmico (e fiquei maravilhado e triste pela perfeita aplicação do termo à situação da paleontologia): a apropriação possessiva de recursos, espécies, sítios de pesquisa ou mesmo campos inteiros de investigação por parte de cientistas que passam a se ver como donos exclusivos desses temas. Meu orientador, Felipe Pinheiro, pensa que na paleontologia existe ainda o “Efeito Smaug”, que discutimos aqui.

Temas inteiros, dados, e recursos tornam-se propriedade, “preciosos anéis” de poder na mão de cientistas que, tal como Gollum, que escondia o Um Anel nas profundezas da montanha, agem como guardiões de territórios de pesquisa, restringindo o acesso a oportunidades que deveriam ser coletivas, colaborativas e, acima de tudo, servir ao avanço do conhecimento. Todos nós, cientistas, sabemos da prevalência desse fenômeno, que embora ainda pouco discutido de forma aberta, tem consequências sérias para a qualidade da ciência e para a vida dos cientistas, sobretudo aqueles em início de carreira.

#Ciência #EfeitoGollum

via Questão de Ciência

Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2025/09/08/o-efeito-gollum-na-ciencia

Ciência se faz com o coletivo, por Raquel do Rosário Santos / Divulga-CI

Ciência se faz com o coletivo, por Raquel do Rosário Santos / Divulga-CI

“Como mulher negra; filha de uma guerreira que nos criou sozinha – como muitas outras mulheres –; esposa; mãe; professora; pesquisadora; evangélica; egressa de escola pública; residente da periferia, entre outros marcadores que me atravessam, me tornam a pessoa singular e me liga a outros coletivos, produzo com eles as reflexões, indago o mundo, o questiono e desejo mudanças.” apresenta a pesquisadora Profa. Dra. Raquel do Rosário Santos, da Universidade Federal da Bahia.

#MulheresNaCiência #Ciência

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-3-n-7-jul-2025/ciencia-se-faz-com-o-coletivo-por-raquel-do-rosario-santos/

O futuro da pesquisa em um mundo fragmentado / Research Information

O futuro da pesquisa em um mundo fragmentado / Research Information

A pesquisa científica e as instituições acadêmicas não existem isoladamente. À medida que as mudanças políticas se desenrolam em todo o mundo, seus efeitos cascata são cada vez mais sentidos na forma como a pesquisa é financiada, compartilhada e apoiada.

No último episódio de Karger in Conversation , duas vozes proeminentes no mundo acadêmico e de pesquisa – o Professor Nicholas Dirks , Presidente e CEO da Academia de Ciências de Nova York, e o Professor Ferry Breedveld , Presidente da Federação de Academias Europeias de Medicina (FEAM) – se juntaram ao moderador Chris Box para desvendar como a política está remodelando a ciência em todos os níveis. Os cenários podem variar de país para país, mas uma coisa é certa: essas discussões nos ajudam a entender melhor os desafios futuros e as oportunidades de fortalecer a colaboração global, proteger a independência acadêmica e apoiar a próxima geração da ciência.

#Ciência

via Research Information

Disponível em: https://www.researchinformation.info/viewpoint/the-future-of-research-in-a-fractured-world/

Editar, publicar e financiar ciência na América Latina / Paideia

Editar, publicar e financiar ciência na América Latina: Perspectivas, experiências e distopias nas dinâmicas da comunicação científica na região / Paideia

Este livro aborda os retos e oportunidades na comunicação acadêmica na América Latina, explorando como se editar, publicar e financiar os resultados científicos no contexto regional. Através de uma análise crítica, o projeto busca destacar experiências exitosas e lições aprendidas, identificar modelos de sustentabilidade no acesso aberto e avaliar o impacto da visibilidade científica no progresso acadêmico. Os capítulos incluem estudos de caso, reflexões sobre distopias possíveis e uma abordagem para o pensamento crítico sobre as dinâmicas atuais e futuras da comunicação científica.

#Ciência #ComunicaçãoCientífica #AméricaLatina

Disponível em: https://paideiaeditorial.net/libros/editar-financiar-ciencia-latinoamerica/

Quadro de resultados de pesquisa e inovação do G20 2025 / Clarivate

Quadro de resultados de pesquisa e inovação do G20 2025 / Clarivate

Embora o CNCI (Category Normalized Citation Impact – Categoria Impacto de Citação Normalizado) tenha permanecido relativamente constante em torno de 0,79 entre 2015 e 2024, isso mascara tendências por disciplina. O CNCI em Ciências Médicas e da Saúde permanece constante, pouco acima de 1,0, enquanto o CNCI na maioria dos campos caiu ao longo do período, compensado por um aumento no CNCI em Ciências Sociais. O foco em Ciências Agrárias e Veterinárias é 2,18 vezes a média do G20, com 14,3% dos artigos.
Os ODS acima da média do G20 concentram-se no ODS 2, Fome Zero, e no ODS 15, Vida Terrestre, com 1,63 e 1,55 vezes a média, respectivamente.
A taxa de OA de acesso aberto permanece consistente entre 50% e 60% — no entanto, embora a maior parte seja publicada em periódicos ouro/híbridos/bronze (84,9% de todos os artigos OA em 2015; 90,4% em 2023), a porcentagem desses artigos que também são publicados por meio de OA verde está caindo (75,5% em 2015; 47,6% em 2023).

via Clarivate

#ProduçãoCientífica #Ciência #CiênciaBrasileira #ODS #CiênciaAberta #AcessoAberto

Disponível em: https://clarivate.com/academia-government/the-institute-for-scientific-information/2025-g20-scorecard/