Bibliotecas públicas e comunitárias como espaços de inclusão social, por Luis Cláudio Borges / Divulga-CI
“(…) as bibliotecas públicas e comunitárias reafirmam também o princípio de que a informação é um bem comum, portanto, um direito de todos. Fortalecer essas instituições significa investir em um projeto democrático de sociedade, no qual cada pessoa tenha a oportunidade de se tornar leitora, autora e protagonista da própria história” conclui o pesquisador e bibliotecário Dr. Luis Cláudio Borges, da Universidade Federal de Rondônia.
Desafios com o crescimento do número de usuários da biblioteca / Growing Libraries
As bibliotecas que crescem com sucesso são aquelas que continuam a evoluir. Compreender as necessidades em constante mudança dos usuários e oferecer maneiras convenientes de se conectar cria uma base mais sólida para o crescimento. As bibliotecas modernas vão além de suas paredes físicas. Por exemplo, uma biblioteca pode oferecer um curso presencial de programação e transmiti-lo online para alunos que não podem comparecer. Esse modelo híbrido garante que as oportunidades de aprendizado permaneçam acessíveis a mais pessoas e ajuda a reduzir a lacuna entre o engajamento tradicional e o digital.
O uso do OpenAlex em estudos de métricas bibliométricas / Biblios
Os resultados demonstraram que o OpenAlex é uma ferramenta viável e eficaz, oferecendo métricas que complementam as fornecidas por plataformas convencionais e destacando-se pela sua utilidade na análise comparativa de publicações e citações. Conclui-se que o OpenAlex tem grande potencial para ser utilizado como ferramenta complementar às plataformas tradicionais, especialmente na análise de métricas de publicação e citação, contribuindo para maior acessibilidade e diversidade de fontes de métricas.
FBN e CNJ firmam acordo para expansão de bibliotecas em unidades socioeducativas / Biblioteca Nacional
A partir do Acordo de Cooperação Técnica (ACT), a FBN e o CNJ desenvolverão ações conjuntas para a promoção da qualificação da oferta e da ampliação do acesso às práticas sociais educativas escolares, não-escolares e culturais no sistema prisional e no sistema socioeducativo, possibilitando medidas voltadas à universalização do acesso ao livro e à leitura.
Um dos objetivos é viabilizar parcerias com editoras para incentivar a doação de livros para as bibliotecas e demais espaços de leitura de unidades prisionais, Escritórios Sociais e unidades socioeducativas.
Árvore e SuperAutor unem forças para criar o maior ecossistema de leitura e escrita do Brasil e acelerar expansão internacional / Revista Educação
A Árvore, referência nacional na formação de leitores, e a SuperAutor, um dos principais players em projetos de escrita para escolas, anunciam a união estratégica de suas operações. Somadas, as duas empresas atendem mais de 11 mil escolas e impactam mais de 4 milhões de alunos, formando o maior ecossistema de leitura e escrita do Brasil.
O movimento nasce com ambição internacional. A nova estrutura contará com operação própria nos Estados Unidos e com parcerias já confirmadas com mais de 150 escolas americanas, ampliando o alcance global e abrindo o caminho para um crescimento relevante a partir de 2026.
SBPC e ABC se manifestam contra PL que acaba com as cotas raciais em universidades estaduais em SC / Jornal da Ciência
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC) se manifestam contra o projeto de lei 753/2025 aprovado recentemente pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (ALESC) que acaba com as cotas raciais e outras ações afirmativas nas universidades estaduais, e prevê multa de R$ 100 mil e corte de verbas para universidades que mantiverem cotas raciais em Santa Catarina.
No documento, as entidades solicitam ao governador do Estado de Santa Catarina, Jorginho Mello, que não sancione o projeto de lei 753/2025. Elas “sublinham que as políticas de cotas raciais nas universidades brasileiras são defendidas por argumentos de justiça histórica e reparação pela escravidão, promoção da igualdade de oportunidades, combate ao racismo estrutural, aumento da diversidade e representatividade étnico-racial no ensino superior, e como ferramenta de ascensão social para negros e indígenas, refletindo a composição populacional e reduzindo desigualdades históricas, o que beneficia toda a sociedade ao democratizar o acesso ao conhecimento e ao mercado de trabalho”.
“Como milhares de citações invisíveis se infiltram em artigos e criam métricas falsas” / Retraction Watch
Após algumas investigações, Cabanac e seus colegas descobriram a origem das citações extras: os arquivos de metadados enviados ao Crossref, um repositório de identificadores únicos para metadados acadêmicos, conforme o grupo relata em um preprint publicado no servidor arXiv em 4 de outubro. O Google Acadêmico não utiliza arquivos de metadados enviados ao Crossref; em vez disso, ele extrai informações textuais das versões em PDF dos estudos, explica Cabanac.
“Acreditamos ter encontrado uma maneira não documentada de fraudar as contagens de citações”, disse Cabanac ao Retraction Watch. “É original porque não exige que os fraudadores alterem a versão oficial, ou seja, a versão em PDF ou HTML do artigo.”
Bibliotecas escolares: espaços seguros para aprendizagem / Otlet
As bibliotecas são espaços seguros de aprendizagem. O que as crianças não encontram nos canais controlados, elas procuram por outros meios, nem sempre seguros. Por que não abordar temas de sexualidade com um profissional, utilizando os recursos de empréstimo da biblioteca?
As bibliotecas escolares devem considerar a aquisição de material bibliográfico que responda às preocupações de crianças e adolescentes, respeitando a sua idade e com a devida mediação .
Por outro lado, nem todos os livros podem ser disponibilizados aos alunos de todos os níveis escolares. Alguns podem ter acesso restrito porque seu conteúdo, sem a devida orientação, pode ser mal interpretado. Além disso, temas tabus devem ser discutidos e abordados previamente com os pais para que eles compreendam os objetivos. Obviamente, essas questões não são tratadas apenas pelo bibliotecário, mas sim com a participação do professor responsável e de um especialista, como um psicólogo.
Dinâmica da produção científica dos professores da Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Cienfuegos, em Cuba / Palabra Clave
Utilizando uma abordagem quantitativa, bibliométrica, retrospectiva e descritiva, este estudo examina as publicações desses acadêmicos, que divulgam suas pesquisas principalmente em artigos originais escritos em espanhol. Essas publicações concentram-se em periódicos acadêmicos publicados por universidades e centros de pesquisa em Cuba, Espanha e Equador, refletindo os fortes laços do corpo docente com instituições de prestígio nesses países. As principais áreas temáticas abordadas incluem a proteção e promoção do patrimônio cultural cubano, a resiliência socioecológica, a comunicação para o desenvolvimento, as ciências políticas e históricas em Cuba, as perspectivas de gênero e os estudos de Ciência, Tecnologia e Sociedade. Esses temas não são apenas fundamentais para o contexto cubano, mas também têm um impacto global significativo, demonstrando o compromisso dos pesquisadores com questões de grande importância contemporânea.
Censura interna ganha espaço nas universidades / Questão de Ciência
A censura científica enfraquece a credibilidade institucional e desperta a desconfiança da sociedade. Universidades públicas que tornam opacas informações que deveriam ser transparentes, e que podem ser utilizadas por gestores para a elaboração de políticas públicas baseadas em evidências, acabam atraindo a atenção da imprensa e, eventualmente, intervenção governamental. Foi o que ocorreu, por exemplo, quando a USP se recusou a divulgar os salários de seus docentes e funcionários, levando a Folha de S.Paulo a recorrer à Justiça. A decisão judicial obrigou a universidade a publicar nominalmente os vencimentos.
Tensões que surgem dentro das próprias universidades podem ser corrosivas quando visam limitar o debate ou constranger pesquisadores, pois tocam o núcleo da missão acadêmica: produzir conhecimento de alta qualidade. Neste contexto, vale lembrar que, embora muitos acadêmicos culpem a Igreja, um agente externo à Academia, pelo entrevero com Galileu por afirmar que a Terra se move, a perseguição começou com professores aristotélicos, incomodados com as evidências que desafiavam seu modelo de mundo, que recorreram à autoridade eclesiástica para punir o cientista italiano.
A adaptação da desinformação online nos contextos eleitorais brasileiros / Jornal da Universidade
Nos últimos anos, o Brasil viveu um ambiente político marcado pela circulação intensa de desinformação, especialmente em períodos eleitorais. O tema, já conhecido por pesquisadores e jornalistas, ganha novas camadas quando analisado a partir daquilo que foi objeto de checagem por agências especializadas. Um estudo publicado em 2025 na revista E-Compós, conduzido por Raquel Recuero, Camilla Tavares, Taiane Volcan, Martina Pozzebon e Manoela Dutra, oferece pistas importantes sobre como a desinformação se transformou nas eleições presidenciais de 2018 e 2022.
A pesquisa analisou 811 checagens realizadas por três grandes agências brasileiras ao longo dos dois pleitos. O objetivo era entender quais temas apareceram com maior frequência, que tipos de estratégias foram empregadas para desinformar e quais fontes foram utilizadas para dar aparência de credibilidade às mensagens. Ao investigar esse conjunto, as autoras buscaram responder a uma pergunta central: como a desinformação se adapta diante da existência das próprias agências de checagem?
Proibição de redes sociais a menores de 16 começa a valer na Austrália: a escalada global de denúncias e processos contra plataformas / BBC
Vários governos, do Estado americano de Utah à União Europeia, têm testado limitar o uso de redes sociais por crianças. A medida mais radical, porém, entra em vigor na Austrália nesta quarta-feira (10/12): um veto a menores de 16 anos que deixou as empresas de tecnologia em alerta.
Muitas das plataformas afetadas passaram o último ano protestando contra a nova lei, que exige delas “medidas razoáveis” para impedir que menores de idade criem contas.
As empresas afirmam que a restrição pode reduzir a segurança das crianças, argumentam que fere seus direitos e depende de tecnologias cujo uso para fiscalizar a política ainda levanta dúvidas.
“A Austrália está praticando uma censura generalizada que tornará seus jovens menos informados, menos conectados e menos preparados para navegar pelos espaços que deles se espera compreender quando adultos”, disse Paul Taske, da NetChoice, grupo comercial que representa várias grandes empresas de tecnologia.
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