Arquivos de 28 de março de 2026

Carta de Salvador: Em defesa das bibliotecas públicas brasileiras como política de Estado / CFB

Carta de Salvador: Em defesa das bibliotecas públicas brasileiras como política de Estado / CFB

A biblioteca pública deve ser reconhecida, ainda, como espaço de memória, pertencimento e inclusão. Não se trata apenas de garantir acesso ao livro, mas de assegurar acesso qualificado à informação, à cultura, às tecnologias, à mediação leitora e à cidadania. Em um país atravessado por desigualdades, fortalecer bibliotecas públicas significa ampliar possibilidades de participação social, formação cidadã e justiça informacional.
Esta Carta de Salvador conclama o poder público, os sistemas de bibliotecas, os conselhos profissionais, as entidades biblioteconômicas, as universidades e a sociedade a assumirem um compromisso efetivo com a biblioteca pública brasileira. Não como equipamento periférico, secundário ou acessório, mas como equipamento cultural essencial à democratização do conhecimento, à promoção da leitura, à circulação da cultura, à preservação da memória e ao fortalecimento da vida democrática. Defender sua existência material é indispensável; defender sua visibilidade pública é urgente. Uma biblioteca reconhecida socialmente tem mais condições de ser protegida, financiada e fortalecida.

#BibliotecasPúblicas #CFB

via CFB

Disponível em: https://repositorio.cfb.org.br/handle/123456789/1465

Movimentos associativos de bibliotecários no Brasil / TPBCI

Movimentos associativos de bibliotecários no Brasil / TPBCI

O objetivo do estudo é compreender como essas entidades se estruturam, quais as pautas orientaram sua atuação e de que maneira contribuíram para a organização da categoria profissional. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza histórica e documental, fundamentada na análise documental e bibliográfica. Os resultados indicam que as associações desempenharam papel central na regulamentação da profissão, na defesa de interesses coletivos, embora sua atuação tenha sido influenciada pelos contextos políticos e econômicos de cada período.

#MovimentoAssociativo

Disponível em: https://revistas.ancib.org/tpbci/article/view/799

Odorrico / IBICT

Odorrico / IBICT

Odorico é um sistema de informação criado para auxiliar a gestão de Programas de Pós Graduação (PPG) no Brasil.

O objetivo central é agilizar o preenchimento da Plataforma Sucupira, com o registro de docentes e discente e sua produção acadêmica através da importação automatizada dos dados registrados pelos pesquisadores na Plataforma Lattes. Dessa forma, o registro fica menos propenso a erros e estará integrado com o Qualis e com os projetos de pesquisa dos PPGs. Ao centralizar toda a produção acadêmica do programa em uma única base de dados, o Odorico permitirá cruzamentos e relatórios gerenciais que auxiliem a coordenação do PPG a registrar os dados no Sucupira.Além disso, o Odorico procura oferecer alguns serviços para a comunidade acadêmica (alunos e professores).

#PPGCI #RevistasCI

Disponível em: https://odorico.ibict.br/

Gestão da qualidade na biblioteca: conceber um sistema de gestão da qualidade baseado na norma ISO 9001 / UOC

Gestão da qualidade na biblioteca: conceber um sistema de gestão da qualidade baseado na norma ISO 9001 / UOC

As bibliotecas são organizações de serviços e operam em ambientes dinâmicos, onde os usuários são cada vez mais exigentes. Isso apresenta desafios para a gestão de bibliotecas: uma abordagem sistemática é necessária, e uma maneira de enfrentar esse desafio é adotando um sistema de gestão da qualidade (SGQ). Este livro oferece orientações práticas para ajudar as bibliotecas que desejam implementar um sistema de gestão da qualidade.

#LivrosCI #GestãoDeBibliotecas

Disponível em: https://openaccess.uoc.edu/items/8b23aa7d-9907-495d-99b7-0b177744a821#page=1

Mapeamento Crítico da Literatura Brasileira Contemporânea / UnB

Mapeamento Crítico da Literatura Brasileira Contemporânea / UnB

O objetivo é chamar a atenção para um grande conjunto de obras que estão deixando de ser lidas, seja porque não são reeditadas, seja porque o volume de novas publicações lança uma sombra sobre elas, seja porque o esquecimento é uma marca dominante na cultura nacional. O que não significa que esses livros e autores não tenham ainda muito a nos dizer.

#LiteraturaBrasileira #Bibliografias

Disponível em: https://pracaclovis.com/

‘O crime mais grave contra a humanidade’: deve haver compensações pelo comércio de pessoas escravizadas? / BBC

‘O crime mais grave contra a humanidade’: deve haver compensações pelo comércio de pessoas escravizadas? / BBC

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução, declarando a escravidão “o crime mais grave contra a humanidade”.

A resolução também pede “a imediata e incondicional restituição” de objetos culturais, incluindo obras de arte, monumentos, peças de museus, documentos e arquivos nacionais, que devem ser devolvidos aos seus países de origem sem custo. A resolução foi apresentada pelo presidente de Gana, John Mahama, com o apoio da União Africana. A intenção é abrir o caminho para a cura e o pagamento de compensações, conhecidas como reparações.

A proposta foi adotada por 123 votos contra três. Houve 52 abstenções de países como o Reino Unido e os Estados membros da União Europeia. Os Estados Unidos, a Argentina e Israel foram os países que votaram contra a resolução.

#Escravidão

via BBC

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/czd74e9edp9o

LEI Nº 15.360, DE 25 DE MARÇO DE 2026

LEI Nº 15.360, DE 25 DE MARÇO DE 2026, Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), para dispor sobre condições mínimas das escolas públicas de educação básica.

Art. 1º A Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), passa a vigorar acrescida do seguinte art. 25-A:

“Art. 25-A. É dever do poder público assegurar que todas as escolas públicas de educação básica, respeitadas as especificidades de cada etapa e modalidade, contenham número adequado de educandos por turma, bem como biblioteca, laboratórios de ciências e de informática devidamente equipados, acesso à internet, quadra poliesportiva coberta, cozinha, refeitório, banheiros, instalações com adequadas condições de acessibilidade, acesso a energia elétrica, abastecimento de água tratada, esgotamento sanitário e manejo de resíduos sólidos.”

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 25 de março de 2026; 205o da Independência e 138o da República.

#BibliotecasEscolares #Legislação

Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2026/lei/l15360.htm

Manual de Cibersegurança e Privacidade de Dados para Museus, Bibliotecas, Arquivos e Galerias / Ana Cecília

Manual de Cibersegurança e Privacidade de Dados para Museus, Bibliotecas, Arquivos e Galerias / Ana Cecília

Apesar de ter sido escrito para as instituições GLAM (galerias, bibliotecas, arquivos e museus), o manual é igualmente útil para empresas, universidades e outros tipos de instituições.

Também tem uma seção dedicada aos profissionais que desenvolvem websites no WordPress e repositórios digitais no Tainacan.

O manual inclui, ainda, um checklist para usuários comuns de Internet, ou seja, eu e você! Qualquer pessoa que navegue na Web. E aborda temas da atualidade, como Inteligência Artificial e Ciberterrorismo.

#CiberSegurança #PrivacidadeDeDados #Museus #Bibliotecas #LivrosCI

Disponível em: https://anacecilia.digital/manual-de-ciberseguranca-e-privacidade-de-dados-para-museus-bibliotecas-arquivos-e-galerias/

A biblioteca pública contra o comportamento sedentário cognitivo / EnRed@2.0

A biblioteca pública contra o comportamento sedentário cognitivo / EnRed@2.0

Hoje em dia, a imediatidade importa mais do que a profundidade. Opiniões são emitidas instantaneamente, sem a aplicação do conhecimento e da experiência que exigem tempo e paciência. O esforço, que é o que realmente nos enriquece, é desvalorizado em comparação com uma mensagem rápida que é compartilhada e gera curtidas num piscar de olhos.

Todos esses comportamentos passivos que exigem pouco esforço mental têm sido chamados de “sedentarismo cognitivo”, que consiste em consumir informações fáceis sem qualquer análise intelectual real.

Isso se relaciona a outros dois termos: custo cognitivo e dívida cognitiva. Custo cognitivo se refere ao quanto nos custa realizar tarefas como memorizar um número de telefone, encontrar o caminho para algum lugar ou resolver um problema de matemática. A dívida cognitiva, por outro lado, é a consequência de permitir que a IA pense por nós. Se delegamos tarefas cerebrais complexas, como ler, analisar, resumir, abstrair e até mesmo imaginar, a essa tecnologia, enfraquecemos nossas mentes e, como um músculo que não é usado, elas acabam se deteriorando e atrofiando. Nossos cérebros precisam de treinamento constante para se manterem ágeis e fortes.

#IA #SedentarismoCognitivo

via EnRed@2.0

Disponível em: https://ws168.juntadeandalucia.es/iaap/revista/2026/03/22/la_biblioteca_publica_contra_el_sedentarismo_cognitivo/

Referências inventadas / Pesquisa Fapesp

Referências inventadas / Pesquisa Fapesp

Referências bibliográficas falsas foram encontradas em um artigo do Journal of Academic Ethics, revista interdisciplinar da editora Springer Nature que tem como foco justamente questões éticas relacionadas à pesquisa. O paper, publicado em abril de 2025, foi retratado, ou seja, considerado inválido, em janeiro passado. Escrito por pesquisadores da Etiópia, o trabalho explorava as experiências de pessoas com deficiência que fizeram denúncias de irregularidades em instituições públicas de ensino da Etiópia, mostrando as barreiras que elas enfrentam nesse processo, como intimidação e medo de represálias.

#MásCondutasCientíficas #Retratação

via Pesquisa Fapesp

Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/referencias-inventadas/

ECA Digital: como proteger crianças sem aprofundar desigualdades / Porvir

ECA Digital: como proteger crianças sem aprofundar desigualdades / Porvir

A pesquisa TIC Kids Online 2025 revela que 85% das crianças e adolescentes brasileiros possuem perfil em redes sociais – índice que sobe para 91% na faixa dos 13 aos 14 anos. Em paralelo, o estudo Disrupting Harm in Brazil – Evidências sobre exploração e abuso sexual infantil facilitados pela tecnologia mostra um cenário alarmante: em apenas um ano, um em cada cinco jovens de 12 a 17 anos foi vítima de exploração ou abuso sexual facilitado pela tecnologia. Em 66% dos relatos, a violência ocorreu em redes sociais, apps de mensagens e jogos online.

Os dados expõem a magnitude do desafio sobre a presença digital de menores e os riscos envolvidos. O cenário é agravado pelas desigualdades estruturais da sociedade brasileira, tema central do painel “Desigualdades digitais na infância e adolescência: implicações para a proteção e participação no ambiente digital”. O debate integrou a conferência sobre o ECA Digital, promovida pelo NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR) e o CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil), em Brasília (DF) em 18 de março.

#MídiasSociais #ECADigital #Crianças

via Porvir

Disponível em: https://porvir.org/eca-digital-proteger-criancas-desigualdades/

A nova desigualdade educacional: quem tem IA e quem não tem / Revista Educação

A nova desigualdade educacional: quem tem IA e quem não tem / Revista Educação

A nova desigualdade educacional também passa pela compreensão do uso de tecnologias no ambiente doméstico. Orientar as famílias sobre o uso consciente da IA, seus riscos e possibilidades contribui para uma abordagem mais integrada e consistente.

Por fim, é importante compreender que a questão não é ser “a favor” ou “contra” a inteligência artificial. A tecnologia já é uma realidade e continuará avançando. A questão central é: quem terá condições de utilizá-la de forma crítica, criativa e ética?

Se a escola não assumir esse papel, a desigualdade tende a se aprofundar. Mas, se ela se posicionar como espaço de mediação, reflexão e criação, pode se tornar um agente fundamental de equidade.

#IA #Educação #Escolas #Desigualdade

via Revista Educação

Disponível em: https://revistaeducacao.com.br/2026/03/26/a-nova-desigualdade-educacional-quem-tem-ia-e-quem-nao-tem/