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A inteligência artificial (IA) é uma substituta, uma ameaça ou uma aliada para bibliotecários especializados? / BiblioGETAFE

A inteligência artificial (IA) é uma substituta, uma ameaça ou uma aliada para bibliotecários especializados? / BiblioGETAFE

Qual seria o papel da IA?
A IA é especialmente útil nos estágios iniciais da pesquisa. Sua força reside na geração de quantidade: ela propõe termos, sugere combinações, elabora estratégias de busca e automatiza tarefas tediosas, como adaptar consultas a diferentes plataformas ou expandir sinônimos. Ela é rápida e eficiente no processamento de grandes volumes de informação.

Qual a contribuição do bibliotecário?
O bibliotecário, por sua vez, contribui com qualidade. Ele não apenas refina a terminologia e valida conceitos relevantes, como também domina o uso de tesauros, compreende a lógica de indexação de cada base de dados e detecta inconsistências que a IA não identifica. Além disso, garante o rigor metodológico: sabe quando um termo é muito amplo, quando um operador pode distorcer a questão de pesquisa e como documentar adequadamente uma estratégia reproduzível.

#RecuperaçãoDaInformação #IA #Bibliotecários

via BiblioGETAFE

Disponível em: https://bibliogetafe.com/2025/12/01/es-la-ia-un-sustituto-una-amenaza-o-un-aliado-para-los-bibliotecarios-especializados/

A guerra cultural chega às bibliotecas dos EUA / Jornal da USP

A guerra cultural chega às bibliotecas dos EUA / Jornal da USP

Quem diria que seriam as bibliotecárias a defender o que resta de liberdade nos Estados Unidos? A questão, que parece retórica, é a dura realidade retratada no documentário The Librarians (2025), recentemente exibido sem alarde na 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e aqui traduzido como Os Bibliotecários. O filme expõe a fratura de valores civilizatórios que assola o país e reverbera mundo afora, a partir da censura a livros em bibliotecas – escolares e públicas. (…)

É importante destacar que a real liberdade de expressão, de pensamento e de associação já consta das cartas mais antigas e o acesso à informação estabelecido no artigo 19 desta última e igualmente reconhecido pela Constituição Federal do Brasil (1988). Afinal, as eleições presidenciais de 2026 no Brasil serão decisivas para o futuro da nossa própria democracia, e a história dos EUA serve de alerta imediato.

#Censura #TheLibrarians

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/a-guerra-cultural-chega-as-bibliotecas-dos-eua/

Altmetria na avaliação do impacto acadêmico: uma revisão sistemática e crítica da literatura / Frontiers in Research Metrics and Analytics

Altmetria na avaliação do impacto acadêmico: uma revisão sistemática e crítica da literatura / Frontiers in Research Metrics and Analytics

Este artigo examina criticamente se as altmétricas podem servir como substitutas das métricas tradicionais, explorando seus pontos fortes, limitações, variações disciplinares e correlação com indicadores convencionais. Por meio de uma revisão de estudos empíricos recentes e debates teóricos, o artigo argumenta que, embora as altmétricas ofereçam insights valiosos sobre o impacto e o engajamento social, elas ainda não são suficientemente maduras ou padronizadas para substituir completamente as métricas tradicionais. Em vez disso, um modelo híbrido que integre ambos os sistemas pode oferecer uma medida mais holística e inclusiva da influência da pesquisa.

#Altmetria

Disponível em: https://www.frontiersin.org/journals/research-metrics-and-analytics/articles/10.3389/frma.2025.1693304/full

Livro discute repressão intelectual nas universidades / Questão de Ciência

Livro discute repressão intelectual nas universidades / Questão de Ciência

A despeito da ampla defesa da ciência e do pensamento crítico, normalmente feita em declarações institucionais, o que se observa no dia a dia são práticas de intimidação intelectual em que as evidências e o conhecimento científico são desconsiderados e colocados no mesmo nível das paixões políticas e das opiniões pessoais. Em meio aos ataques ao dissenso e à liberdade de expressão, o livro The War on Science, recém-lançado pela Post Hill Press e ainda sem tradução para o português, chama atenção para esse clima de medo, e como ele pode ser perigoso para o futuro da livre investigação e do progresso científico.

O livro reúne uma série de ensaios escritos por vários cientistas – muitos deles já envolvidos em polêmicas públicas –, entre os quais Richard Dawkins, Steven Pinker e Alan Sokal. Os textos abordam temas como liberdade de expressão, influência de ideologias políticas na ciência, efeitos da institucionalização de escritórios de diversidade na universidade, e ao final, apresentam algumas sugestões para reduzir a politização da ciência. As análises concentram-se principalmente em situações ocorridas em universidades dos Estados Unidos e do Reino Unido, embora seja fácil reconhecer paralelos com o contexto brasileiro.

#Universidades #Censura #Autocensura #LiberdadeDeExpressão #LiberdadeIntelectual

via Questão de Ciência

Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2025/12/01/livro-discute-repressao-intelectual-nas-universidades

O que é ‘rage bait’, palavra do ano segundo Oxford / Exame

O que é ‘rage bait’, palavra do ano segundo Oxford / Exame

Rage bait é o termo usado para descrever conteúdos feitos para provocar raiva e gerar engajamento nas redes sociais. Em tradução livre, significa “isca da raiva”. A estratégia se baseia em publicações deliberadamente ofensivas, divisivas ou frustrantes que incentivam reações intensas — e, consequentemente, mais cliques, comentários e compartilhamentos.

Segundo Casper Grathwohl, presidente da Oxford Languages, o crescimento da expressão mostra como o ambiente digital passou de chamar atenção por curiosidade para manipular emoções. “Antes, a internet queria nossos cliques. Agora, ela quer nossa raiva”, afirmou.


A escolha de “rage bait” como Palavra do Ano sucede “brain rot” (“mente podre”), eleita em 2024, que refletia o esgotamento causado pelo excesso de estímulos digitais. As duas palavras, segundo os os organizadores, formam um ciclo: a raiva engaja, o algoritmo amplifica e o cansaço mental se instala.

#RageBait #Palavras #Oxford

via Exame

Disponível em: https://exame.com/pop/o-que-e-rage-bait-palavra-do-ano-segundo-oxford/

Aplicação da IA em bibliotecas / Leitura e Contexto

Aplicação da IA em bibliotecas / Leitura e Contexto

Depois de analisar as aplicações da IA, podemos perceber que a integração fortalece o papel da biblioteca na era digital, proporcionando muitos benefícios aos usuários e ao bibliotecário:

  • eficiência operacional com a redução do tempo gasto em tarefas repetitivas, com velocidade e precisão, tornando o trabalho dos bibliotecários mais focado e significativo; 
  • experiência personalizada oferecendo serviços mais relevantes e sob medida para cada usuário, melhorando a satisfação e o engajamento; 
  • acesso ampliado e equitativo, ajudando a tornar os recursos mais pesquisáveis e acessíveis, independentemente de o usuário saber a palavra-chave exata; 
  • capacitação usando a IA para oferecer recursos de treinamento em tecnologia e habilidades digitais à sua comunidade, posicionando-se como centros de educação tecnológica.

#AI #Bibliotecas

Disponível em: https://leituraecontexto.blogspot.com/2025/11/aplicacao-da-ia-em-bibliotecas.html

Fatores-chave na prática da Ciência Aberta: uma análise multivariada no contexto universitário / Información, cultura y sociedad

Fatores-chave na prática da Ciência Aberta: uma análise multivariada no contexto universitário / Información, cultura y sociedad

Foram identificados três segmentos de usuários: indiferentes, potenciais e engajados. Constatou-se também que mulheres e pesquisadores em início de carreira demonstram maior interesse em aprender sobre o conceito e que sua prática é predominante no campo da ciência. O estudo conclui que, para fomentar a prática da ciência aberta, é crucial estabelecer políticas institucionais específicas, desenvolver repositórios de dados abertos e relatórios abertos, oferecer treinamento em planos de gestão de dados e disseminar as vantagens da ciência aberta, o que contribuirá para o avanço do conhecimento compartilhado e o progresso acadêmico e social da comunidade.

#CiênciaAberta #Universidades

Disponível em: https://revistascientificas.filo.uba.ar/index.php/ICS/article/view/14804

Produção científica em gestão da informação: diálogo entre Ciência da Informação e Administração / PPGCI – UFSC

Produção científica em gestão da informação: diálogo entre Ciência da Informação e Administração / PPGCI – UFSC

(…) como resultado o presente trabalho, evidencia as principais aproximações entre os domínios e autores de cada área, com ênfase aos domínios da Gestão da Informação, Ciência da Informação, Gestão do Conhecimento, e Gestão Documental, presentes em ambas as áreas e apresentando fortes ligações entre si. Por fim sobre a convergência entre os autores das áreas, observa-se que alguns autores transitam por ambas as áreas; sendo traçado um paralelo, por meio dos seus principais conceitos, e concluindo-se de maneira geral que a definição de Gestão da Informação, trata-se de um conjunto de atividades que visam cuidar e gerir a informação da melhor forma possível, buscando por sua máxima eficiência.

#ProduçãoCientífica #Administração #GestãoDaInformação

Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/270172

Alterações diacrônicas nos títulos de artigos de pesquisa médica (1920–2020): extensão, conteúdo, formatos e estruturas sintáticas / Scientometrics 

Alterações diacrônicas nos títulos de artigos de pesquisa médica (1920–2020): extensão, conteúdo, formatos e estruturas sintáticas / Scientometrics 

Os resultados mostraram que o comprimento médio dos títulos aumentou ao longo do tempo. Em relação ao conteúdo dos títulos, a menção ao contexto clínico foi a mais frequente (em todos os momentos analisados), e a menção ao método, à população de pacientes e ao tratamento aumentou significativamente. Quanto aos formatos, os títulos com duas unidades aumentaram significativamente (ultrapassando os títulos com uma unidade desde 2010), e o uso de dois pontos apresentou o maior aumento entre os seis tipos de títulos com duas unidades. Sintaticamente, o uso de “grupo nominal uni-head” diminuiu significativamente (embora continue sendo a estrutura dominante). Essas mudanças observadas nos títulos de artigos médicos podem estar relacionadas ao surgimento de algoritmos de busca online, bem como ao desenvolvimento e à profissionalização da área médica.

#EscritaCientífica #Bibliometria #InformaçãoEmSaúde

Disponível em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11192-025-05495-9

O papel da Inteligência Artificial na investigação científica: uma perspectiva científica para as políticas europeias / Oficina de Publicaciones de la Unión Europea

O papel da Inteligência Artificial na investigação científica: uma perspectiva científica para as políticas europeias / Oficina de Publicaciones de la Unión Europea

Apesar das promessas, a integração da IA ​​na ciência apresenta desafios significativos que exigem uma governança robusta. Os principais riscos identificados incluem viés algorítmico, a potencial proliferação de “alucinações” e informações fabricadas, a possível erosão das habilidades de pensamento crítico e um fenômeno conhecido como deriva epistêmica. Essa deriva descreve a tendência da tecnologia de reforçar inadvertidamente paradigmas de pesquisa existentes, o que pode limitar a diversidade de questões científicas exploradas ou separar as descobertas científicas da supervisão humana crítica. Para lidar com esses riscos e maximizar os benefícios da IA, o relatório propõe três principais áreas de ação política:

(1) Promover os princípios da ciência aberta (dados, modelos e infraestrutura abertos) para garantir reprodutibilidade e confiabilidade.
(2) Fazer investimentos estratégicos em infraestrutura de Computação de Alto Desempenho (HPC), “Fábricas de IA” e repositórios de dados científicos abertos.
(3) Promover o desenvolvimento de um novo conjunto de habilidades em pesquisadores, fomentando equipes “híbridas” que combinem expertise no domínio científico com métodos avançados de IA e ciência de dados.

#PesquisaCientífica #IA #PolíticasCientíficas

Disponível em: https://publications.jrc.ec.europa.eu/repository/bitstream/JRC143482/JRC143482_01.pdf

Ansiedade climática desafia a saúde mental e a educação no Brasil / Com Ciência

Ansiedade climática desafia a saúde mental e a educação no Brasil / Com Ciência

Palpitações, insônia, irritabilidade, tristeza e até perda ou questionamento do sentido da vida, são alguns sintomas físicos e mentais relacionados à ansiedade climática. A expressão ecoansiedade – ou ansiedade climática – surgiu em 2017 no Mental health and our changing climate: impacts, implications, and guidance da American Psychology Association (APA, a associação de psicologia dos EUA). Nessa obra a ecoansiedade é definida como “medo crônico de sofrer um cataclismo ambiental que ocorre ao se observar o impacto, aparentemente irrevogável, das mudanças climáticas, gerando uma preocupação associada ao futuro de si mesmo e das próximas gerações”, afirma a professora (…) Neri de Barros Almeida, que coordenou o projeto da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) “Abordagens psicossociais e históricas de sociedades em situação de crise”.

#AnsiedadeClimática #SaúdeMental

via Com Ciência

Disponível em: https://www.comciencia.br/ansiedade-climatica-desafia-a-saude-mental-e-a-educacao-no-brasil/

Quem publica em revistas científicas predatórias? / Jesus Mena-Chalco

Quem publica em revistas científicas predatórias? / Jesus Mena-Chalco

No contexto brasileiro, analisei quantitativamente um periódico que anuncia Qualis Alto, envia, por email, convites automáticos de “pré-aprovação” e cobra atualmente R$ 990 por artigo.

Nos últimos dois anos, esse periódico publicou 7.138 artigos, movimentando potencialmente mais de R$ 7 milhões em taxas de publicação/editoração. Para dimensionar esse número, estamos falando de uma média superior a 300 artigos por mês, valor incompatível com qualquer revisão por pares científica robusta. Isso levanta questões importantes sobre o modelo de operação e sobre os incentivos que sustentam esse crescimento.

via Mena-Chalco

#RevistasPredatórias

Disponível em: https://www.linkedin.com/posts/jes%C3%BAs-p-mena-chalco-94b54137_quem-publica-em-revistas-cient%C3%ADficas-predat%C3%B3rias-share-7400438964970680320-jkzy/