Nascida em Jaú (SP), em 1933, Guidon formou-se em História Natural pela USP e concluiu doutorado em arqueologia pré-histórica na Sorbonne, em Paris. A partir da década de 1970, liderou escavações no Piauí que desafiaram paradigmas científicos ao apresentar evidências de presença humana nas Américas há mais de 50 mil anos, muito antes do que indicavam as teorias tradicionais.
Memoricídio: perspectivas sob a ótica da Ciência da Informação
Assim, traçamos uma investigação arqueológica sobre o conceito de memoricídio, explorando contextualmente os processos pelos quais este se consolidou, analisamos seu arcabouço teórico e o exploramos por um viés dos estudos de memória no âmbito da Ciência da Informação. Como resultado identificamos que o conceito se estabeleceu no contexto dos conflitos nos Bálcãs, por volta dos anos 1990; destacamos os principais elementos que constituem sua base teórica, como a memória; o patrimônio; a destruição/esquecimento; e a intencionalidade; propomos uma nova categorização para o conceito, o distinguindo entre memoricídio extremo e cotidiano; e verificamos a proximidade entre os estudos de memória com a biblioclastia na Ciência da Informação
A Biblioteca Nacional e a censura à literatura erótica na Ditadura Militar
o levantamento realizado, identificamos um déficit no envio das obras publicadas no período, mas não detectamos a sua ocorrência por interferência governamental, contudo, constatamos que ocorreu uma censura a posteriori, executada com a visita de militares realizando fiscalizações in loco, oficialmente, nos armazéns onde se acondicionavam as publicações periódicas, e camufladamente, como pesquisadores habituais buscando publicações bibliográficas desaprovadas pelo governo. Também identificamos ações realizadas por bibliotecários, visando à proteção de obras proibidas, tais como: ocultamento em cofre e armário, retirada de fichas de identificação do catálogo dicionário, mudança física de obras de estantes e seção. Concluímos que houve ação governamental de tentativa de subtração de acervo, embora não tenha havido interferência direta no Depósito Legal. Houve também, uma reação dos bibliotecários à essas tentativas de eliminação, aplicando técnicas silenciosas de salvaguarda às publicações censuradas.
O conhecimento amazônico e a informação étnico-racial nas produções da Editora da Universidade Federal de Rondônia (EDUFRO)
O objetivo deste trabalho é investigar a promoção do conhecimento amazônico e da informação étnico-racial científica no âmbito das obras publicadas pela EDUFRO. Para tanto, foi contextualizada a EDUFRO, a partir de seu Regimento interno e sua Política Editorial, abordada a informação étnico-racial científica e o combate às injustiças epistêmicas no campo editorial. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa bibliográfica, exploratória e descritiva. Foram mapeadas e avaliadas as obras publicadas pela EDUFRO entre 2001 e 2023. Como resultados, foram encontradas 61 obras distribuídas entre os enfoques temáticos que atendem ao objetivo da pesquisa: Amazônia e Rondônia, Povos indígenas, Povos imigrantes e Estudos de Gênero e sexualidade.
Declaração para a Ciência Aberta e Pesquisa 2025-2030
A Declaração para Ciência Aberta e Pesquisa 2025-2030 é uma atualização da Declaração para Ciência Aberta e Pesquisa 2020-2025. A declaração é elaborada em maiores detalhes por quatro políticas nacionais de ciência aberta, que definem e explicam melhor os conceitos utilizados na declaração.
O ambiente operacional da ciência aberta está em constante mudança, razão pela qual o conteúdo da declaração também precisa ser avaliado e atualizado regularmente. Esta versão da declaração considera especialmente o ambiente geopolítico em rápida transformação e as preocupações de segurança resultantes. Embora o mundo esteja passando por turbulências, a confiança na colaboração científica e na abertura continua sendo uma parte valiosa de uma comunidade global segura, construída com base na confiança.
Utilizando os recursos de importação em tempo real existentes, os usuários poderão importar itens completos com metadados tanto do MyDSpace quanto por meio das sugestões dedicadas aos usuários da plataforma e administradores.
A importação de fontes externas, acessível pelo MyDSpace, permite a busca direta na base de dados do OpenAlex, integrando os resultados selecionados ao DSpace, preenchendo automaticamente o formulário de submissão com os metadados importados. As entidades suportadas pela integração são Publicações, Periódicos, Pessoas e Unidades Organizacionais, proporcionando um gerenciamento de conteúdo avançado e mais abrangente.
Ensino a distância atrai estudantes pela flexibilidade, e novo marco regulatório busca qualificar a oferta dos cursos
Preços acessíveis e a possibilidade de assistir à aula durante o trajeto do trabalho para casa ou até mesmo enquanto espera o arroz ficar pronto. O ensino a distância (EaD) se tornou parte da rotina de 4,9 milhões de brasileiros matriculados na modalidade – o que representa 49% do total de matrículas no ensino superior –, segundo o último Censo da Educação Superior, e possibilitou que estudantes em diferentes regiões do país conseguissem ter acesso à graduação.
Para se ter uma ideia, de acordo com o Censo, de 2010 até 2023, houve um aumento de 1.073% no número de vagas EaD – se em 2010 eram 1,6 milhão, em 2023 foram ofertadas 19,1 milhões de vagas.
A pesquisadora, a ressignificação das palavras, a representação do conhecimento e os jogos de linguagem no cárcere
A investigação da linguagem no âmbito desta pesquisa se faz a partir dos usos dos jogos de linguagem e das palavras no contexto diário das prisões, levando em consideração quem faz parte desta comunicação, quais são as peculiaridades da linguagem carcerária, como estas estão organizadas e como são percebidas diante de cada acontecimento. A amostra do presente estudo é a Penitenciária Masculina de Florianópolis, localizada em Santa Catarina. O objetivo geral compreende investigar, com base no vocabulário utilizado dentro das prisões, as dinâmicas de sociabilidade no contexto carcerário, tendo como objetivos específicos: a) identificar a população carcerária brasileira e catarinense; b) compreender a perspectiva do uso a partir dos jogos de linguagem de Ludwig Wittgenstein como abordagem teórica; e; c) contextualizar o uso dos termos coletados na Penitenciária Masculina de Florianópolis.
O trabalho do bibliotecário como curador de conteúdo
Os resultados revelaram diversas práticas associadas, agrupadas em quatro categorias: marketing, mediação da informação, disseminação seletiva e serviço de referência, conjugando um trabalho operacional, técnico e, sobretudo, intelectual sobre as fontes de informação e os perfis e demandas dos usuários.
Indexação e filmes de terror: categorização cinematográfica em plataformas de vídeo on demand – Entrevista com Rafael do Carmo
Confira nossa entrevista com o pesquisador Rafael do Carmo, mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e bibliotecário na Universidade Federal de Santa Maria. Em sua dissertação, Rafael analisou como plataformas de streaming categorizam filmes de terror, comparando essas práticas com a literatura especializada. Na entrevista, compartilha sua trajetória no mestrado, o desenvolvimento da pesquisa e seus planos futuros.
O que medem as citações?: uma análise crítica do comportamento de citação na ciência
Bornmann e Daniel chamam atenção ainda para a necessidade de prudência na utilização de contagens de citação como base para decisões institucionais, como promoções, financiamento e ranqueamento de periódicos. A complexidade do comportamento de citação exige que os indicadores bibliométricos sejam interpretados com cautela e contextualização, preferencialmente combinados com avaliações qualitativas e outras métricas complementares.
O Plano Nacional do Livro e Leitura é um conjunto amplo de políticas e ações de valorização do livro e da leitura realizadas pelo Estado e pela sociedade. Trata-se de um pacto social pela valorização do livro, da leitura, da literatura, da escrita e das bibliotecas. De caráter interministerial, o PNLL é elaborado pelo MinC e MEC, uma vez que agrega as demandas culturais e educacionais da leitura, abrangendo ações dentro e fora da escola.
Uma novidade desse processo é a incorporação de uma política para a escrita, que não estava presente no plano anterior. O desafio é elaborar políticas culturais e ações voltadas à qualificação e diversificação da criação literária, como também tornar a formação do leitor mais completa pela democratização da formação em escrita criativa, entendida como direito.
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