Arquivos de 6 de março de 2026

Japão adota o modelo francês de Monitoramento da Ciência Aberta / Ouvrir la science

Japão adota o modelo francês de Monitoramento da Ciência Aberta / Ouvrir la science

O Japão lança hoje seu Monitor de Ciência Aberta, inspirado no modelo francês, para medir a adoção de práticas de ciência aberta no país. Resultado de uma frutífera colaboração franco-japonesa, esta iniciativa confirma a liderança da França nesta área.

Desenvolvido em conjunto com o primeiro Plano Nacional para a Ciência Aberta, em 2018, o Monitor Francês de Ciência Aberta (BSO) é utilizado para avaliar o impacto das políticas de ciência aberta na França, aprimorar estratégias e compreender melhor as práticas científicas. Baseada em uma metodologia inovadora, esta ferramenta marcou um ponto de virada na política de ciência aberta. Além do acesso aberto a publicações — uma dimensão clássica da ciência aberta —, o Monitor fornece indicadores sobre o compartilhamento de resultados de ensaios clínicos, dados de pesquisa, códigos-fonte e softwares de pesquisa, bem como a abertura de teses. Ele também acompanha a adoção de políticas de ciência aberta pelas instituições. Por fim, permite que cada instituição implemente seu próprio monitor local.

via Ouvrir la science

#CiênciaAberta

Disponível em: https://www.ouvrirlascience.fr/japan-adopts-frances-open-science-monitor-model/

Paradoxos da produção acadêmica / Jornal da USP

Paradoxos da produção acadêmica / Jornal da USP

São muitos os paradoxos da elaboração de obras acadêmicas. Na escrita, a tensão entre técnica, imaginação e rigor deve ser equilibrada em linguagem que tanto evite a pura objetividade quanto o seu uso figurativo, capaz de induzir interpretações polissêmicas, ambíguas ou equivocadas. De outra parte, se, na origem, a escrita é solitária, o livro nasce com a vocação de ser publicado e alcançar outras pessoas, inclusive o público leigo, visando à disseminação do conhecimento e à divulgação da ciência.

#EscritaCientífica

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/paradoxos-da-producao-academica/

O jornalismo no Brasil em 2026: entre o extremismo e a pós-vergonha / Observatório de Imprensa

O jornalismo no Brasil em 2026: entre o extremismo e a pós-vergonha / Observatório de Imprensa

De maneira geral, as projeções para o jornalismo e prática profissional, neste começo de ciclo, indicam “um cenário em que o jornalismo precisará lidar simultaneamente com os impactos da economia da atenção, o avanço da desinformação impulsionada por IA generativa” num ambiente político marcado de forma definitiva pelos discursos de extrema-direita, que se mantém muito ativos na contramão das conquistas da civilização democrática, em escala global. Alguns analistas apostam que a “resposta aos desafios de 2026 passa pela retomada de vínculos sociais, pela valorização do jornalismo local e pela colaboração entre diferentes atores do setor”.

#Jornalismo #Tendências

via Observatório de Imprensa

Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/objethos/o-jornalismo-no-brasil-em-2026-entre-o-extremismo-e-a-pos-vergonha/

Entre afetos e conceitos: uma história em formação, por Bernardina Freire / Divulga-CI

Entre afetos e conceitos: uma história em formação, por Bernardina Freire / Divulga-CI

“Para fechar este exercício de “escrita de si”, digo que minha trajetória foi tecida com as mãos do trabalho e do sonho. Ao longo da carreira, mas antes dela, da própria vida, fui babá, manicure, vendedora de doces e bolos, reinventando a sobrevivência a cada dia”, descreve a pesquisadora Profa. Dra. Bernardina Maria Juvenal Freire de Oliveira, da Universidade Federal da Paraíba.

#Memórias #MulheresNaCiência

Disponível em: https://www.divulgaci.labci.online/v-4-n-02-fev-2026/entre-afetos-e-conceitos-uma-historia-em-formacao-por-bernardina-freire/

O que significa dizer que a busca para uma revisão sistemática deve ser exaustiva? / biblioGETAFE

O que significa dizer que a busca para uma revisão sistemática deve ser exaustiva? / biblioGETAFE

A exaustividade não é o mesmo que “realizar uma busca extensa” ou “usar muitas palavras-chave”. Significa conceber um processo que vise identificar o conjunto mais completo e imparcial de estudos relevantes para uma questão predefinida. O Manual Cochrane (1) afirma isso diretamente: a busca deve ser o mais abrangente possível para reduzir o risco de viés de publicação/relatório e identificar a maior quantidade possível de evidências relevantes.

Isso significa usar absolutamente todos os métodos imagináveis? Não, significa decidir (e justificar) como obter um conjunto completo e imparcial de evidências com os recursos disponíveis.

#RevisãoSistemática

via biblioGETAFE

Disponível em: https://bibliogetafe.com/2026/03/04/que-significa-que-la-busqueda-para-una-revision-sistematica-debe-de-ser-exhaustiva/

Entre o capitalismo de dados e a soberania informacional / Liinc

Entre o capitalismo de dados e a soberania informacional: marcos legais sensíveis para o desenvolvimento justo da Amazônia Internacional / Liinc

Este artigo analisa os marcos legais que orientam a circulação e o controle da informação na Amazônia Internacional, discutindo a necessidade de construir uma soberania informacional voltada aos territórios da floresta. A pesquisa compara Brasil e Colômbia a partir de uma abordagem qualitativa e documental, examinando legislações, relatórios e acordos multilaterais no âmbito do projeto “Estudo da Comunicação para o Desenvolvimento Regional e Ambiental”. O estudo propõe o conceito de Regulação Sensível, articulando ética da informação, direitos comunicacionais e diversidade epistêmica. Os resultados indicam que o capitalismo de dados impõe novos dilemas à comunicação amazônica, demandando marcos regulatórios capazes de reconhecer a pluralidade cultural e territorial da região e fortalecer experiências de jornalismo alternativo e resistência informacional.

#CapitalismoDeDados #AcessoÀInformação #ConsumoDeInformação #Amazônia

Disponível em: https://revista.ibict.br/liinc/article/view/7775

Escrever a esperança é um ato radical — e imaginar o futuro é um ato de desobediência / O Odisseu

Escrever a esperança é um ato radical — e imaginar o futuro é um ato de desobediência / Odisseu

Se observarmos a história contemporânea, perceberemos rapidamente que a literatura, e a arte em geral, sempre foi um canal importante de esperança contra os absurdos do mundo. Em vários casos, a ficção científica foi a representante desse processo. Ursula K. Le Guin, premiada autora americana, imaginou um planeta em que as pessoas não têm gênero, ainda na década de 1960; hoje, a discussão sobre cisgeneridade e colonização dos corpos é uma realidade. Le Guin também imaginou, na década seguinte, outro planeta, em que não existia propriedade privada, fronteiras ou trabalho forçado; em 1994, os zapatistas levantaram-se e tomaram de volta o poder sobre seu território, transformado em comuna. Hoje, o afrofuturismo imagina mundos em que a história, os valores e as cosmovisões dos povos negros espalhados pelo planeta se transformaram em realidade comum, e as palavras de lideraças quilombolas e indígenas, como Nego Bispo e Alton Krenak, repercutem entre aqueles que desejam futuros melhores.

#Literatura

via O Odisseu

Disponível em: https://oodisseu.com.br/escrever-a-esperanca-e-um-ato-radical-e-imaginar-o-futuro-e-um-ato-de-desobediencia/

Apenas 12 universidades brasileiras regulamentam o uso de IA / Science Arena

Apenas 12 universidades brasileiras regulamentam o uso de IA / Science Arena

Comparando com outros países, não acho que o Brasil esteja atrasado. Segundo o Censo da Educação Superior do MEC, são 2.561 instituições de ensino superior ativas. Desse total, temos doze com diretrizes publicadas sobre uso de IA, conforme mapeamento que fizemos.

É um número muito pequeno, mas isso não quer dizer que apenas essas 12 instituições estejam discutindo o assunto ou que somente elas tenham regras. Pode ser que outras instituições já tenham regulamentos, só que circunscritos a departamentos ou cursos específicos. Acredito que esse tópico está avançando no Brasil, o que já é ótimo.

#IA #Universidades

via Science Arena

Disponível em: https://www.sciencearena.org/entrevistas/apenas-12-universidades-brasileiras-regulamentam-o-uso-de-ia/

“Desinformação é arma assimétrica que testa a solidez da democracia”, sublinha o vice-presidente da Assembleia da República Rodrigo Saraiva / CCA

“Desinformação é arma assimétrica que testa a solidez da democracia”, sublinha o vice-presidente da Assembleia da República Rodrigo Saraiva / CCA

“Discutir desinformação é discutir poder, mas é também discutir verdade e escolhas”, afirmou o responsável, na sessão “Desinformação e Democracia”, promovida pela Assembleia da República, que procurou debater a desinformação enquanto desafio contemporâneo das democracias.

Na intervenção de abertura do debate, o vice-presidente recordou que Portugal assinala meio século de democracia, defendendo que preservar esse legado exige hoje um combate firme à manipulação informativa.

Segundo o responsável, a desinformação não nasceu com a ‘internet’ nem com as redes sociais, “desde que existem comunidades políticas organizadas existe manipulação informativa”, afirmou, evocando os regimes totalitários do século XX e as campanhas de influência durante a Guerra Fria como exemplos históricos.

#Desinformação #Democracia

via CCA

Disponível em: https://comunidadeculturaearte.com/desinformacao-e-arma-assimetrica-que-testa-a-solidez-da-democracia-sublinha-o-vice-presidente-da-assembleia-da-republica-rodrigo-saraiva/

Biblioteca Humana: manual de implantação para a Biblioteca Estadual Câmara Cascudo – Vol. 2 / DECIN – UFRN

Biblioteca Humana: manual de implantação para a Biblioteca Estadual Câmara Cascudo – Vol. 2 / DECIN – UFRN

Este Volume 2 do Manual de Implantação da Biblioteca Humana na Biblioteca Estadual Câmara Cascudo dá continuidade ao trabalho iniciado na primeira edição, aprofundando e ampliando a compreensão sobre o processo de planejamento, execução e avaliação desse serviço de mediação cultural. Enquanto o Volume 1 apresentou os fundamentos conceituais, as etapas iniciais de organização e os resultados da experiência piloto, este novo volume reúne os aprimoramentos metodológicos, as estratégias revisadas e os procedimentos atualizados que emergiram da prática continuada do projeto.

#BibliotecasHumanas #Manuais

Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/items/4676742a-a0f7-4878-b44e-ab4492788042

Para além da análise de citação / RISC

Para além da análise de citação: uma metrologia Zimaniana para o diagnóstico da cultura científica contemporânea / RISC

Ao reconhecer a instabilidade da análise de citação como o pilar do paradigma métrico clássico, este ensaio teórico-metodológico propõe o quadro metodológico PLACECC, uma expansão e operacionalização do diagnóstico de John Ziman sobre a ciência pós-acadêmica. Essa metrologia zimaniana supera a lógica puramente avaliativa dos indicadores para diagnosticar a cultura científica contemporânea. A proposta adiciona as novas dimensões, competitivo e comunal, ao acrônimo PLACE original, associando as sete dimensões resultantes a indicadores bibliométricos e altmétricos. Com isso, o quadro ressignifica as métricas como sintomas da tensão central da ciência atual: a disputa entre as forças de mercado e os valores da Ciência Aberta. Conclui-se que o PLACECC oferece uma matriz de diagnóstico cultural robusta, capaz de mapear empiricamente essas disputas que definem a ciência real e de deslocar o foco da mera contagem para a compreensão sociológica.

#AnáliseDeCitação

Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/informacao/article/view/41733

Competência crítica informacional e a Lei 10.639/03 / Encontros Bibli

Competência crítica informacional e a Lei 10.639/03: experiências de reconfiguração do acervo da biblioteca universitária de ciências sociais, filosofia e história da UFRJ / Encontros Bibli

Resultados: Os dados evidenciam que a atualização do acervo permitiu maior visibilidade a saberes historicamente marginalizados, ampliando a função pedagógica da biblioteca e fortalecendo sua atuação no ensino, na pesquisa e na extensão.

Conclusão: A experiência demonstra que a biblioteca universitária pode atuar como agente político-cultural estratégico para a democratização do conhecimento e a formação crítica dos sujeitos, oferecendo caminhos para que outras instituições.

#CoInfo #Lei10639/03

Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/eb/article/view/108644