ISSN e DOAJ: Fortalecendo a colaboração para melhores metadados acadêmicos / DOAJ
O Centro Internacional do ISSN e o Directory of Open Access Journals (DOAJ) têm o prazer de anunciar a assinatura de um novo Memorando de Entendimento, reforçando nossa colaboração para aprimorar o intercâmbio de metadados, a interoperabilidade e a visibilidade de recursos acadêmicos de acesso aberto.
Nos termos deste novo acordo, nossas organizações continuarão a:
facilitar o intercâmbio de metadados por meio de APIs e outros meios técnicos;
manter elevados padrões de qualidade dos dados;
garantir a interoperabilidade entre nossos sistemas; e
promover os serviços e a visibilidade de ambas as partes.
Desde o lançamento do DOAJ em 2003, o Centro Internacional do ISSN tem apoiado seu trabalho disponibilizando acesso ao Portal ISSN. Inicialmente, esse acesso era oferecido por intermédio da Universidade de Lund, onde o DOAJ foi criado. Desde 2013, após a transferência do DOAJ para sua organização operacional independente, essa cooperação tem sido mantida por meio de uma série de acordos específicos entre o Centro Internacional do ISSN e o DOAJ.
Plataforma DicWeb Indígena é lançada na UNIR / UNIR
Disponível no endereço dicweb.app e com acesso institucional pelo portal dicweb.unir.br, a Plataforma DicWeb Indígena foi desenvolvida para apoiar a criação, organização e publicação de dicionários digitais de línguas indígenas. A ferramenta permite que professores, estudantes, pesquisadores, sábios, lideranças e demais membros das comunidades indígenas atuem como autores de seus dicionários, registrando palavras, significados e conhecimentos linguísticos e culturais.
Segundo o coordenador Quesler Fagundes Camargos, a plataforma amplia o acesso aos conhecimentos linguísticos produzidos pelas comunidades indígenas e contribui para a preservação e o fortalecimento das línguas da Amazônia. “A DicWeb Indígena nasce com uma missão muito clara: transformar a tecnologia em instrumento de valorização, preservação e fortalecimento das línguas indígenas da Amazônia. Mais do que reunir dicionários digitais, a plataforma cria um espaço público, acessível e colaborativo para que os conhecimentos linguísticos produzidos pelas comunidades indígenas circulem, permaneçam vivos e possam ser utilizados pelas próprias comunidades, pelas escolas e pela sociedade. Cada palavra registrada ali é também um gesto de resistência, memória e futuro”, afirma.
Uma abordagem de organização do conhecimento e Retrieval Augmented Generation para a recuperação semântica da informação / PPGCI – UFRGS
o estudo propõe a utilização da arquitetura Retrieval-Augmented Generation como alternativa para aprimorar a qualidade dos metadados e a eficácia da recuperação da informação, com aplicação em bases especializadas como a Brapci. Ainda, tem como objetivo analisar o uso de estratégias dessa arquitetura aliadas a Modelos de Linguagem de Grande Escala, na recuperação da informação científica. Trata-se de uma pesquisa aplicada, de abordagem qualitativa e caráter metodológico, cujo procedimento compreendeu a construção de um microtesauro semântico especializado no domínio da Inteligência Artificial aplicada à Ciência da Informação, utilizado como base de conhecimento para um protótipo denominado SmartRetrieval. A proposta foi validada por meio da aplicação em um corpus formado por 40 artigos científicos, com avaliação baseada nas métricas de precisão, revocação e F1-Score. Os resultados destacam a integração entre linguagens documentárias e modelos generativos, mediada pela arquitetura RetrievalAugmented Generation (contribuindo para a melhoria da recuperação da informação, reduzindo ruídos e ampliando a cobertura semântica) e o papel central do indexador na construção e validação de linguagens documentárias (uma vez que a qualidade da representação temática depende de decisões conceituais fundamentadas e da mediação intelectual especializada).
Biblioteconomia lenta, comida lenta, política, prazer e moderação / Information Wants To Be Free
Folco Portinari, autor do belíssimo ” Manifesto Slow Food “, escreveu que “não pode haver slow food sem slow life, o que significa que não podemos influenciar a cultura alimentar sem mudar nossa cultura como um todo”. Mesmo que você tenha condições de ser um localvore, consumindo apenas alimentos cultivados a poucos quilômetros de sua casa, você não está praticando o Slow Food corretamente se estiver focado apenas no seu próprio prazer. O Slow Food incentiva a luta para mudar as estruturas que tornam o consumo de alimentos locais e saudáveis menos acessível a pessoas com menos poder e privilégios, além de apoiar os produtores, colhedores e artesãos locais. Da mesma forma, a biblioteconomia slow exige solidariedade, cuidado com a comunidade e o combate às estruturas que impedem as pessoas de desacelerar; estruturas que geram precariedade e criam diferentes classes ou estratos de funcionários.
Inteligência artificial, síndrome do impostor e serviços técnicos em biblioteconomia / Technical Services Quarterly
A síndrome do impostor tem sido objeto de estudo e discussão na literatura da área de biblioteconomia há algum tempo, mas sua relevância para a profissão pode estar aumentando com os rápidos avanços da Inteligência Artificial (IA) e de outras tecnologias emergentes. Dada a natureza tecnológica do trabalho em serviços técnicos, o impacto da IA sobre a síndrome do impostor nessa área da biblioteconomia é um aspecto importante a ser considerado. Esta coluna aborda brevemente o que é a síndrome do impostor e alguns de seus sintomas, discute como a ascensão da IA pode influenciar essa condição e destaca estratégias que podem ser utilizadas para mitigar seus efeitos.
A montanha-russa emocional da publicação acadêmica / Scholarly Kitchen
Os autores não são os únicos membros da cadeia de valor da comunicação acadêmica com emoções envolvidas. Para editores e publicadores, a alegria está em obter a primeira classificação de Fator de Impacto da revista. Pessoalmente, lembro-me vividamente de quando o Bangladesh Journal of Plant Taxonomy , onde atuei como Editor Executivo, obteve sua primeira classificação em junho de 2010. Que validação emocionante de todo o trabalho árduo!
A melhoria das classificações futuras nos deixa ainda mais satisfeitos e motivados. Por outro lado, existem muitos periódicos, frequentemente publicações nacionais e regionais, que se contentam em ter artigos suficientes para publicar uma edição. As caixas de entrada e pastas de spam dos autores continuam sendo inundadas com solicitações desses periódicos, que nem sempre são os chamados periódicos predatórios.
O medo para editores e publicadores pode surgir da retratação de artigos após alguma falha no processo de publicação ou de ataques desenfreados de publicações que visam apenas a produção em massa de artigos. Vivemos tempos de ansiedade, enquanto nossa comunidade luta para lidar com artigos e resenhas escritos por IA e para responder a mudanças drásticas nas políticas nacionais.
A pesquisa científica é frequentemente trabalhosa. Os pesquisadores precisam lidar com dezenas de bancos de dados — cada um com seu próprio esquema —, enfrentar formatos de arquivo que exigem pipelines de dados e visualizadores personalizados, e alternar entre diversas ferramentas: PubMed, Jupyter, R, terminal de cluster, entre outras.
O Claude Science reúne essas ferramentas fragmentadas em um único ambiente de pesquisa, onde os cientistas podem realizar todas as etapas do seu trabalho. Ele auxilia na análise de literatura e na execução de pesquisas de múltiplas etapas, gera artefatos detalhados e permite o refinamento iterativo de figuras e manuscritos até que estejam prontos para publicação. Cada resultado gerado traz um histórico auditável de sua criação, possibilitando a validação e a reprodução dos resultados. Assim como um Jupyter Notebook, o Claude Science pode ser acessado onde você já trabalha: localmente no macOS ou Linux, ou em uma máquina remota via SSH ou nó de login de HPC.
Respeitar o participante da pesquisa em sua dignidade e autonomia, reconhecendo sua vulnerabilidade, assegurando sua vontade de contribuir e permanecer, ou não, na pesquisa, por intermédio da manifestação expressa, livre e esclarecida;
Ponderar entre riscos e benefícios, tanto conhecidos como potenciais, individuais ou coletivos, comprometendo-se com o máximo de benefícios e o mínimo de danos e riscos; Garantir que danos previsíveis sejam evitados; e
Ter relevância social, o que garante a igual consideração dos interesses envolvidos, não perdendo o sentido de sua destinação sócio humanitária.
Aplicações de inteligência artificial em bibliotecas universitárias brasileiras / Informação e Sociedade
O bibliotecário contemporâneo precisa, além do domínio técnico, compreender algoritmos, lidar com vieses e garantir a integridade da informação. Seu papel tornase mais estratégico: supervisionar a IA validar conteúdos e promover o acesso equitativo e ético à informação. Como destacam Araújo, Handke e Debastiani (2024), ao automatizar tarefas repetitivas, a IA possibilita que o bibliotecário se concentre em funções mais criativas, como o desenvolvimento de serviços personalizados, a formação digital e a inovação. Dessa forma, esse profissional, na era da IA, não é substituído, mas sim fortalecido em sua relevância. Torna-se curador de significados e guardião da qualidade e ética da informação no século XXI (Oliveira et al., 2024)
Bibliotecas e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: contributos, evidências e narrativas na década de ação (2020-2030) / Evora
ste estudo analisa o contributo das bibliotecas públicas portuguesas para a Agenda 2030 a partir dos projetos distinguidos pelo Prémio “Bibliotecas: Desenvolvimento e a Agenda 2030”, promovido pela Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas e pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas. Os projetos premiados constituem um conjunto representativo de práticas inovadoras e de estratégias de intervenção alinhadas com os princípios do desenvolvimento sustentável. A investigação segue uma abordagem qualitativa, apoiada em referenciais da IFLA e em instrumentos orientados para o alinhamento e evidência do contributo bibliotecário para os ODS. A análise centra-se particularmente na forma como os impactos são estruturados e comunicados através de narrativas institucionais. Os resultados destacam o potencial das bibliotecas enquanto agentes de transformação social e demonstram a relevância do storytelling na valorização e visibilidade do seu impacto sustentável.
A importância de uma boa rotina de segurança / Preservabiblio
Quando falo em “segurança preventiva”, estou me referindo àquelas rotinas mais básicas da biblioteca: registro de quando o usuário entra e sai, proibição de bolsas e mochilas, portas e janelas que fecham da maneira correta, chaves bem guardadas e um controle de onde estão, coisas assim. Aliás — como estão essas rotinas na sua biblioteca?
No artigo da Revista ABDF, argumento o uso de medidas de segurança preventiva a partir do processo de gerenciamento de riscos, considerando um foco nos processos e rotinas que podem nos auxiliar a não depender apenas das câmeras e alarmes.
A segurança preventiva a partir do gerenciamento de riscos foca em ações de tratamento que considerem os 5 estágios de controle de riscos (Evitar, Bloquear, Detectar, Responder, Recuperar — principalmente os 3 primeiros) e os 6 níveis de envoltório do acervo (Região, Entorno, Edifício, Sala, Mobiliário, Embalagem/Suporte), e no artigo o tratamento sugerido são as “boas práticas de segurança preventiva” (…)
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