Arquivos de 16 de março de 2026

Biblioteca digital no MEC: regras para bibliografia básica e complementar / Minha Biblioteca

Biblioteca digital no MEC: regras para bibliografia básica e complementar / Minha Biblioteca

A gestão de uma Instituição de Ensino Superior (IES) exige atenção constante aos indicadores de qualidade. Entre eles, a avaliação da infraestrutura, especificamente a Dimensão 3 do Instrumento de Avaliação, é muitas vezes o fiel da balança para a nota final do curso. Nesse cenário, a biblioteca digital deixou de ser apenas um diferencial tecnológico para se tornar uma estratégia vital de conformidade regulatória.

Com a publicação da Portaria nº 2.117/2019, o Ministério da Educação (MEC) modernizou as exigências, permitindo que o acervo físico seja substituído ou complementado pelo digital. Mas, para garantir a nota máxima, não basta apenas “ter” livros online; é preciso estruturar o acervo bibliográfico seguindo rigorosamente as proporções exigidas.

#VisitasDoMEC

Disponível em: https://minhabiblioteca.com.br/blog/educacao-superior/educacao-superior-biblioteca-digital-mec-bibliografia-basica-complementar/

Política de Integridade na Atividade Científica do CNPq / CNPq

Política de Integridade na Atividade Científica do CNPq / CNPq

Art. 32. São consideradas infrações graves:
I – prática de autoplágio;
II – envio de informações inverídicas sobre eventuais infrações à Política supostamente cometidas pelos identificados no art. 4º;
III – inserção de informação inconsistente no Currículo Lattes com efeitos sobre a avaliação de produtividade do pesquisador pelo CNPq.


Art. 33. São consideradas infrações gravíssimas:
I – fabricação, falsificação ou manipulação fraudulenta de dados, procedimentos ou resultados de pesquisa;
II – prática de plágio;
III – submissão ou publicação duplicada de resultados, fragmentação indevida de resultados;
IV – participação na comercialização indevida de produção científica;
V – descumprimento de obrigações legais específicas relativas à obtenção de documentos e permissões prévias necessárias à execução da pesquisa científica;
VI – condutas discriminatórias, preconceituosas ou de assédio em processos seletivos ou nas relações profissionais no âmbito das atividades científicas.
VII – retaliação contra pessoas que tenham fornecido informações ou colaborado com apuração de suposta má conduta;
VIII – nepotismo na indicação de bolsistas em projetos de pesquisa;
IX – reincidência, no período de 5 anos, de infrações consideradas graves;
X – burla de processos avaliativos nos julgamentos do CNPq.

#IntegridadeCientífica #IntegridadeEmPesquisa

via CNPq

Disponível em: http://memoria2.cnpq.br/web/guest/view/-/journal_content/56_INSTANCE_0oED/10157/23142775

Pesquisadores alertam para pasteurização da ciência com IA / Folha de S. Paulo

Pesquisadores alertam para pasteurização da ciência com IA / Folha de S. Paulo

Antes da IA a literatura científica já estava contaminada por autores estelionatários, periódicos fantasmas e fábricas de trabalhos falsos (“paper mills”). Imagine agora que se torna trivial produzi-los em série vertiginosa. A confiabilidade do sistema de publicação, antes mal e mal garantida pela revisão de pares (“peer review”), vai de vez para o saco.

Há impactos mais sutis à vista. Um trabalho no periódico Trends in Cognitive Sciences alerta para a homogeneização da comunicação científica. Como os grandes modelos de linguagem (LLMs) na base da IA são treinados pela estatística da coocorrência de palavras, textos produzidos com eles acabarão por erradicar a diversidade. “LLMs tendem a reproduzir perspectivas e estilos de escrita convencionais, validados institucionalmente, que espelham os de homens ocidentais, liberais, de alta renda e com alto nível de escolaridade”, diz o artigo. Assim se cria “uma ilusão de consenso que define essas normas como padrão de clareza ou inteligência, ao mesmo tempo em que se silenciam visões de mundo alternativas e formas de expressão culturalmente fundamentadas”.

#EscritaCientífica #IA

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/marceloleite/2026/03/pesquisadores-alertam-para-pasteurizacao-da-ciencia-com-ia.shtml

Autonomia universitária: o fim da lista tríplice nas universidades federais / Jornal da Ciência

Autonomia universitária: o fim da lista tríplice nas universidades federais / Jornal da Ciência

O fim da lista tríplice representa, portanto, uma conquista histórica. Essa mudança tornou-se ainda mais urgente diante do que as universidades federais viveram entre 2019 e 2022, quando mais de vinte reitores e reitoras foram nomeados sem terem sido os mais votados nas consultas realizadas pelas comunidades acadêmicas. Em alguns casos, o nome escolhido sequer figurava em primeiro lugar na lista tríplice, o que gerou graves crises institucionais e tensões nas universidades.

A aprovação dessa mudança representa um passo decisivo para o fortalecimento da autonomia universitária, da democracia institucional e do respeito às escolhas das comunidades acadêmicas. Trata-se de uma conquista coletiva, resultado da mobilização persistente de estudantes, docentes, técnicos, reitores, entidades científicas e organizações da sociedade civil.

#UniversidadesPúblicas

via Jornal da Ciência

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/editorial-autonomia-universitaria-o-fim-da-lista-triplice-nas-universidades-federais/

Ditadura teve mais de 30 projetos de lei sobre raça, mas aprovou o que negava o racismo / Bori

Ditadura teve mais de 30 projetos de lei sobre raça, mas aprovou o que negava o racismo / Bori

O senso comum costuma tratar a Ditadura Militar (1964-1985) como um período de vácuo de debate racial no Brasil. A narrativa histórica sugere que o mito da democracia racial impedia qualquer discussão legislativa sobre discriminação ou direitos específicos. No entanto, uma pesquisa realizada na Universidade da Antuérpia (Bélgica), publicada na revista Sociedade e Estado, analisou 183 projetos de lei apresentados entre 1946 e 2012 e descobriu um cenário diferente. Mesmo nos anos de chumbo, o Congresso produziu dezenas de propostas tentando criar direitos para a população negra. A diferença é que, naquela época, elas eram feitas para não funcionar.

“A hipótese era que na ditadura teríamos menos propostas, já que o regime vendia o Brasil como uma vitrine da democracia racial. Mas encontramos mais de 30 projetos desse tipo no período”, explica Ana Júlia França Monteiro, autora do estudo. A pesquisadora classifica essas propostas como “acomodacionistas”, aquelas que reconhecem a diferença racial para garantir direitos, como as cotas. O estudo mostra, porém, que o regime militar operava num paradoxo: permitia a apresentação dos projetos, mas garantia que fossem arquivados. A única lei aprovada no período foi justamente uma de perfil “integracionista”, que reforçava a ideia de que somos todos iguais, alinhada ao discurso oficial.

via Bori

#DitaduraMilitar #Racismo #DesigualdadeRacial

Disponível em: https://abori.com.br/politica-e-etica/ditadura-projetos-lei-racismo-congresso/

Internacionalização da produção científica e mudanças nas práticas editoriais: um estudo sobre periódicos de Ciências Humanas no Brasil e na Argentina / PPGCI – IBICT

Internacionalização da produção científica e mudanças nas práticas editoriais: um estudo sobre periódicos de Ciências Humanas no Brasil e na Argentina / PPGCI – IBICT

Os resultados mostram que a internacionalização é amplamente valorizada pelos editores e tem impulsionado mudanças significativas nas rotinas editoriais. A estratégia de internacionalização mais adotada em ambos os países é a colaboração com pesquisadores estrangeiros, seja como autores, avaliadores ou membros do comitê editorial. No Brasil, há destaque para a publicação de artigos em inglês ou em versão bilíngue, enquanto na Argentina, prevalece a adoção de boas práticas editoriais, como o uso de DOI, ORCID e verificação de plágio. Nos dois países, a indexação em bases de dados de acesso aberto é priorizada, enquanto a presença em bases de citação internacional ainda é limitada. A pesquisa também aponta obstáculos como escassez de financiamento e limitações estruturais. Apesar desses desafios, os periódicos demonstram capacidade de adaptação, muitas vezes conciliando objetivos de visibilidade global com o compromisso com a circulação regional e o acesso aberto. Conclui-se que, a internacionalização dos periódicos das Ciências Humanas no Brasil e na Argentina depende não apenas de sua capacidade de atender aos critérios externos, mas sobretudo da construção de modelos sustentáveis, inclusivos e críticos, capazes de articular excelência científica, relevância social e compromisso regional.

#GestãoEditorial #Periódicos

Disponível em: https://ridi.ibict.br/handle/123456789/1439

Geração Z e bibliotecas acadêmicas: Lendo, mas de forma diferente / Scholarly Kitchen

Geração Z e bibliotecas acadêmicas: Lendo, mas de forma diferente / Scholarly Kitchen

Para as editoras, os padrões de leitura recentes apontam para ajustes práticos, em vez da necessidade de reinvenção. A descoberta de livros começa cada vez mais fora dos canais tradicionais, tornando importante considerar como os títulos aparecem em plataformas sociais, ementas de cursos e ambientes de aprendizagem digital. Trechos curtos, capítulos de amostra e metadados com foco visual podem ajudar a preencher a lacuna entre a descoberta nas redes sociais e a leitura contínua. Na publicação acadêmica e profissional, os formatos que permitem anotações, acesso por seção e integração em sala de aula estão cada vez mais alinhados com a forma como os leitores da Geração Z interagem com os textos.

Da mesma forma, em vez de depender principalmente de promoções de leitura isoladas, as bibliotecas acadêmicas podem incorporar a leitura de forma mais direta ao currículo por meio de reservas de livros, acesso a múltiplos formatos e parcerias com o corpo docente. Dados de circulação sugerem que os alunos respondem de forma mais consistente a materiais que apoiam claramente os objetivos acadêmicos, principalmente quando o acesso é conveniente e a escolha do formato é flexível. As bibliotecas também estão bem posicionadas para apoiar o uso ético e eficaz de ferramentas de leitura assistida por IA, reforçando a leitura crítica e a interpretação, além da eficiência.

#Bibliotecas #Leitura

via Scholarly Kitchen

Disponível em: https://scholarlykitchen.sspnet.org/2026/03/12/guest-post-gen-z-and-academic-libraries-reading-but-differently/

Para o leitor genioso, fake news são as informações que ele não gosta / Off Lattes

Para o leitor genioso, fake news são as informações que ele não gosta / Off Lattes

A escolha de entendimento de eventos dessa natureza deixa claro que os seguidores do político agem como fiéis para os quais até os equívocos devem ser tomados enquanto tais somente para aqueles que lhe são pares – uma versão do que em português se diz “roupa suja se lava em casa”. Trata-se de prosseguir de modo dogmático no que vem a ser um entendimento inercial da política, compreendendo-a como situada entre o bem o mal. Esse comportamento habilita um tempo para se buscar uma alternativa que dê conta de encobrir o que de mais mesquinho veio a ser realizado e com evitar todo tipo de comprometimento.

É por isso que a qualidade do que é ilícito muda de coloração quando se alteram as predileções ideológicas. E é pelo mesmo motivo que o credo de esquerda tem se manifestado de um modo cada vez mais infantil e revelador de superficialidade. Ter-se como favas contadas que um partido de esquerda, uma vez chegando ao poder, virá a trazer ganhos positivos já é por si só uma tentação inglória e injustificável. E lembrando que até no quesito liberdade – a história os comprova – essa aspiração é falsa.

#Desinformação #Política

Disponível em: https://offlattes.com/archives/19084

Ciência: o investimento que o Brasil não pode cortar / Jornal da Ciência

Ciência: o investimento que o Brasil não pode cortar / Jornal da Ciência

No último episódio da série O Brasil que Queremos, enfrentamos um tema que nem sempre aparece no centro do debate público: o financiamento da ciência no Brasil.

De onde vêm os recursos que sustentam a pesquisa científica no país? E por que a estabilidade desses recursos é decisiva para o futuro da ciência brasileira?

Para responder a essas perguntas, o episódio convida a socióloga Fernanda Sobral, professora emérita da Universidade de Brasília e integrante do Conselho Deliberativo do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). Nossa conversa é costurada pelas falas dos especialistas participantes do debate que tratou de financiamento na série.

#CiênciaBrasileira #FNDCT

Disponível em: https://www.jornaldaciencia.org.br/ciencia-o-investimento-que-o-brasil-nao-pode-cortar/

Por acaso, pesquisador encontra página perdida de manuscrito de Arquimedes / Folha de S. Paulo

Por acaso, pesquisador encontra página perdida de manuscrito de Arquimedes / Folha de S. Paulo

Uma das três páginas desaparecidas do palimpsesto de Arquimedes, um manuscrito do século 10º com cópias dos tratados do cientista grego, foi descoberta em um museu da França.

Físico, astrônomo, matemático e engenheiro, Arquimedes viveu de 287 e 212 a.C. em Siracusa. Sua obra chegou até nossa época, especialmente o famoso princípio de Arquimedes.

Um palimpsesto é um pergaminho cujo texto original foi apagado para ser reutilizado, uma prática comum à época já que o item tinha um alto valor.

#LeituraEscritaECultura #Palimpsesto #Pergaminho

via Folha de S. Paulo

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/03/por-acaso-pesquisador-encontra-pagina-perdida-de-manuscrito-de-arquimedes.shtml

Biometria comportamental: quando nossos últimos dez “curtidas” nos denunciam / The Conversation

Biometria comportamental: quando nossos últimos dez “curtidas” nos denunciam / The Conversation

via The ConversationPara manter esse mercado em movimento perpétuo, instituições e empresas impõem campanhas invasivas. Elas nos obrigam a usar códigos QR em restaurantes ou baixar aplicativos específicos para estacionar ou acessar descontos, até mesmo a usar códigos QR para acessar horários de transporte público — canais projetados para gerar dependência e extrair dados (qual serviço usamos, quando, onde, etc.) em tempo real, que são então vendidos para o maior lance.

A solução não é nos resignarmos a isso ou cairmos na noção moralizante de “deveríamos ler melhor os termos de serviço”.

É necessária uma política estrutural para desativar essa infraestrutura que prospera rastreando-nos e, em última análise, nos polariza e isola para manipulação. A neutralidade da rede deve ser entendida em seu sentido mais amplo: significa garantir que nenhuma empresa possa usar nossos dados de navegação ou alterar, filtrar ou manipular nossa experiência online.

#BigTechs #CapitalismoDeDados #MídiasSociais #Regulamentação

via The Conversation

Disponível em: https://theconversation.com/biometria-de-la-conducta-cuando-nuestros-ultimos-diez-me-gusta-nos-delatan-276017

A biblioteca do século XXI: onde a leitura, a tecnologia e as pessoas se encontram / Julian Marquina

A biblioteca do século XXI: onde a leitura, a tecnologia e as pessoas se encontram / Julian Marquina

A biblioteca do século XXI não precisa justificar sua aparência moderna. Sua força reside em outro aspecto: na capacidade de conectar conhecimento, tecnologia e mediação profissional de forma útil, crítica e centrada nas pessoas. O mundo digital não é mais o horizonte; faz parte da paisagem. A diferença está em como ele é organizado, como é explicado e como é colocado a serviço da comunidade.

Em última análise, o que continua a definir o valor de uma biblioteca não é a quantidade de ferramentas que ela incorpora, mas sim sua capacidade de tornar o complexo acessível, o valioso visível e a informação envolvente. E em uma época em que quase tudo compete pela nossa atenção, esse trabalho importa mais do que nunca.

#Bibliotecas #ImpactoDasBibliotecas

via Julian Marquina

Disponível em: https://www.julianmarquina.es/la-biblioteca-del-siglo-xxi-donde-la-lectura-la-tecnologia-y-las-personas-se-encuentran/#google_vignette