Competência crítica informacional e a Lei 10.639/03: experiências de reconfiguração do acervo da biblioteca universitária de ciências sociais, filosofia e história da UFRJ / Encontros Bibli
Resultados: Os dados evidenciam que a atualização do acervo permitiu maior visibilidade a saberes historicamente marginalizados, ampliando a função pedagógica da biblioteca e fortalecendo sua atuação no ensino, na pesquisa e na extensão.
Conclusão: A experiência demonstra que a biblioteca universitária pode atuar como agente político-cultural estratégico para a democratização do conhecimento e a formação crítica dos sujeitos, oferecendo caminhos para que outras instituições.
Carta de apoio à permanência das versões impressa e on-line da Revista Pesquisa FAPESP / RedeComCiência
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) anunciou recentemente a criação de uma nova plataforma integrada de divulgação científica, que reunirá a revista Pesquisa FAPESP, a Agência FAPESP e o boletim Pesquisa para Inovação sob a gerência de comunicação da fundação.
Trata-se de um movimento institucional de grande alcance, que reconfigura a forma como a ciência paulista se apresenta ao público e centraliza fluxos editoriais historicamente autônomos.
No entanto, ao fazê-lo, o novo modelo parece prescindir justamente do principal ativo simbólico e editorial construído ao longo de mais de duas décadas: a revista Pesquisa FAPESP como espaço de jornalismo científico independente, crítico e especializado.
A revista não é apenas um canal de divulgação. Ela consolidou-se como referência nacional em jornalismo científico, com identidade editorial própria, curadoria rigorosa e compromisso com a mediação qualificada entre ciência e sociedade. Isso sem abrir mão da edição impressa, o que é uma raridade e um movimento de resistência no mercado jornalístico hoje em dia.
Dicionário kuikuro valoriza saber indígena e amplia preservação linguística no Brasil / Pesquisa Fapesp
Parceria entre instituições de pesquisa e comunidade registra vocabulário, cultura material e escrita alfabética desenvolvida por professores kuikuro desde os anos 1990.
Histórias em quadrinhos e a ditadura militar brasileira / ComCiência
“As HQs são excelentes ‘máquinas do tempo’ para trazer temáticas traumáticas do passado, tal como a ditadura militar, e pôr em discussão com os conflitos que os jovens têm hoje em dia”, diz Fronza. Segundo o pesquisador, existe uma grande diversidade de quadrinhos produzidos sobre a temática da ditadura que cumprem um grande papel pedagógico por trazer a dimensão de sofrimento que a ditadura militar trouxe para o Brasil.
O bibliotecário estratégico não apenas entrega o peixe (a informação), nem apenas ensina a pescar (letramento informacional), ele mapeia o melhor oceano. Em vez de buscar cada artigo para o usuário, você entrega o “mapa da mina” atualizado, para aquela necessidade específica.
Importante saber: É impossível atender a todos com a mesma profundidade. A estratégia reside em decidir o que será automatizado para que o atendimento personalizado seja de altíssimo nível.
Deepfakes e bibliotecas escolares: desafios e responsabilidades na era da IA / RBE
Para além da dimensão formativa, recomenda-se a definição de políticas institucionais claras para uso responsável da IA, incluindo transparência e proteção de dados.
Em suma, os deepfakes não constituem somente uma inovação tecnológica, representam, também, um desafio tecnológico, jurídico, ético e educativo que interpela diretamente a escola e a formação para a cidadania.
Num ecossistema informacional marcado pela produção automatizada de conteúdos sintéticos e pela erosão da confiança pública, as bibliotecas escolares afirmam-se como infraestruturas críticas de confiança. São espaços onde se ensina a verificar antes de partilhar, a questionar antes de aceitar e a distinguir evidência de manipulação.
A análise evidencia que a visibilidade midiática nas plataformas é distribuída de forma desigual, favorecendo formatos e narrativas alinhadas aos interesses comerciais e ao desempenho algorítmico. Isso gera tensões entre autenticidade, engajamento performático e estratégias de monetização. A revisão teórica reflete sobre os efeitos da plataformização, da datificação e da economia da atenção sobre as práticas culturais. Os resultados indicam que, embora os criadores de conteúdo literário desenvolvam estratégias de resistência e valorização de repertórios locais, suas atuações seguem moduladas por infraestruturas algorítmicas que limitam sua autonomia criativa e sua inserção no mercado cultural digital.
Publicação de artigos em acesso aberto exige Orcid e vínculo à plataforma da CAPES / CAPES
Ter o Orcid, incluí-lo nas publicações e registrá-lo nos sistemas da CAPES agiliza o pagamento das APC, pois facilita a atualização automática da produção científica e acelera a validação dos artigos elegíveis à publicação nas editoras parceiras.
Antes de submeter seu artigo, é importante verificar algumas condições essenciais para que a CAPES possa autorizar o pagamento da Taxa de Processamento de Artigo (APC).
O complexo ecossistema dos autores hiperprolíficos / Scientometrics
Este artigo apresenta uma revisão sistemática da literatura sobre autoria hiperprolífica para examinar como ela é definida, investigada e percebida em diferentes disciplinas. Identificamos 18 artigos que abordam a autoria hiperprolífica e 79 outras contribuições que discutem comportamentos acadêmicos relacionados. Os resultados mostram que não há consenso sobre os limiares ou metodologias para identificar autores hiperprolíficos, com abordagens que variam de análises bibliométricas a avaliações qualitativas. O fenômeno é reconhecido em diversos domínios científicos, mas suas interpretações divergem, desde ser visto como um resultado natural da pesquisa colaborativa até ser enquadrado como uma anomalia estatística ou um sinal de alerta de má conduta. Suas ligações com práticas inadequadas permanecem ambíguas, moldadas por normas disciplinares, estágios de publicação e a intencionalidade dos atores. Ao situar a autoria hiperprolífica dentro de um ecossistema mais amplo de (más) condutas acadêmicas, concluímos que ela não deve ser reduzida a uma única categoria de má conduta, mas sim compreendida como um fenômeno multifacetado e dependente do contexto, com importantes implicações para a integridade e avaliação da pesquisa.
Quadrinhos entram em cena para divulgar ciência / ComCiência
Quando o assunto é a divulgação científica, Vergueiro vê nos quadrinhos uma ferramenta poderosa. “Eles facilitam a compreensão, tornam a comunicação mais direta e ajudam a esclarecer pontos que, em outros formatos, seriam mais difíceis de entender”, explica. Para ele, o caráter lúdico da linguagem visual é um diferencial importante tanto na educação básica quanto na comunicação com o grande público. Mas alerta para a necessidade de explorar de fato os recursos da mídia: muitas vezes, cientistas e divulgadores se limitam a usar os quadrinhos apenas para representar um professor na lousa ou um cientista explicando conceitos, perdendo o potencial narrativo que a linguagem oferece.
Segundo Vergueiro, o caminho mais interessante é explorar a narrativa dos quadrinhos sem depender da “voz de autoridade”, permitindo que os conceitos científicos sejam transmitidos de forma mais criativa e envolvente. Já existem exemplos bem-sucedidos nesse sentido, tanto no Brasil quanto no exterior. Internacionalmente, figuram nomes como o norte-americano Larry Gonick, autor das séries The Cartoon History of… e The Cartoon Guide to…, além da coleção Graphic Guides, publicada pela editora inglesa Icon Books. No Brasil, observa-se um movimento igualmente expressivo: “Temos trabalhos muito bons no país, inclusive ligados à divulgação científica”, reforça Vergueiro, citando o quadrinista Jão (João Garcia), criador da série de tirinhas Os Cientistas em Quadrinhos e o cartunista Marco Merlin, autor das Cientirinhas.
Revista da Biblioteconomia do Brasil – nº 92– Edição temática –Bibliotecas sustentáveis
O Manifesto para as Bibliotecas Públicas, atualizado em 2022 pela Federação Internacional das Associações de Bibliotecários e de Bibliotecas (IFLA), em cooperação com o Programa de Informação para Todos (IFAP), da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), afirma que “[…] as bibliotecas públicas contribuem para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e para a construção de sociedades mais igualitárias, humanas e sustentáveis”.
Política e o posicionamento das bibliotecas acadêmicas / The Journal of Academic Librarianship
O engajamento político para um posicionamento ideal dentro do ambiente universitário é vital para as bibliotecas acadêmicas, com consequências para o reconhecimento, influência, recursos e perspectivas. Pode haver, no entanto, uma relutância entre os funcionários da biblioteca em participar da política universitária, às vezes por sentimentos de desprezo e pela sensação de que isso entra em conflito com os valores da biblioteca. A falha em abraçar a dimensão política da vida universitária acarreta alto risco, pois a política é central para a tomada de decisões, especialmente sobre recursos cuja escassez gera intensa competição entre muitos atores poderosos. Os riscos são altos e o Journal of Academic Librarianship reconheceu a importância da política por meio de uma coluna regular há uma década. (…) Conclui que o esforço político é inevitável e proeminente no campus, gerando muitos engajamentos políticos para as bibliotecas acadêmicas que impactam seu posicionamento e aos quais elas trazem uma mistura de fatores vantajosos e desvantajosos. O posicionamento é tanto político quanto prático, e a equipe da biblioteca acadêmica pode desenvolver as habilidades, os instintos e os hábitos necessários para o sucesso.
Nós utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continua a usar este site, assumimos que você está satisfeito.