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Museu Britânico, em Londres, retira palavra “Palestina” de exposição sobre antigo Médio Oriente / CCA

Museu Britânico, em Londres, retira palavra “Palestina” de exposição sobre antigo Médio Oriente / CCA

O Museu Britânico, em Londres, retirou a palavra “Palestina” do percurso expositivo dedicado ao antigo Médio Oriente, na sequência de queixas sobre a sua utilização para descrever uma região e civilização, noticiou o jornal The Telegraph.

Segundo o jornal, hoje citado pelas agências internacionais, os mapas e painéis informativos do museu referentes ao antigo Egito e aos navegadores Fenícios tinham escrita a palavra “Palestina” para designar a costa oriental do Mediterrâneo, e alguns povos estavam descritos como “de ascendência palestiniana”.

O Museu Britânico decidiu fazer alterações no seguimento de uma carta que recebeu da associação UK Lawyers for Israel (Advogados do Reino Unido por Israel), segundo a qual “aplicar um único nome – Palestina – retrospetivamente a toda uma região, ao longo de milhares de anos, apaga as mudanças históricas e cria uma falsa ideia de continuidade”.

#Exposição #Museus #Palestina

via CCA

Disponível em: https://comunidadeculturaearte.com/museu-britanico-em-londres-retira-palavra-palestina-de-exposicao-sobre-antigo-medio-oriente/

A França retirará seus dados científicos da Microsoft / TRT Français

A França retirará seus dados científicos da Microsoft / TRT Français

A França decidiu deixar de hospedar seus dados científicos em servidores da Microsoft. O governo francês anunciou que o Health Data Hub, um repositório de dados de saúde lançado em 2019, deixará os data centers da empresa americana e migrará para um novo operador soberano, evitando assim a legislação dos EUA. Essa decisão foi comunicada em um comunicado oficial divulgado na sexta-feira.

A partir de segunda-feira, o governo iniciará um processo para selecionar um novo provedor de hospedagem qualificado, designado sob o selo “ScNumCloud”. Esse selo garante que o operador escolhido não estará sujeito à legislação não europeia, excluindo assim gigantes da computação em nuvem como Microsoft, Amazon Web Services e Google, que estão sujeitos às leis extraterritoriais dos EUA. (…)

A decisão da França de deixar de usar a Microsoft para seus dados científicos reflete uma tendência mais ampla na Europa, onde as preocupações com a segurança de dados e a soberania digital são cada vez mais urgentes. Os governos europeus buscam reduzir sua dependência das gigantes americanas da tecnologia, priorizando soluções locais e fortalecendo as regulamentações de proteção de dados.

#SoberaniaDigital #DadosDePesquisa

via TRT Français

Disponível em: https://www.trtfrancais.com/article/7177050fa633

O problema da percepcão pública da universidade pública / Questão de Ciência

O problema da percepcão pública da universidade pública / Questão de Ciência

Tanto o IPC quanto a percepção sensorial do vinho e as opiniões sobre universidades, ainda que não correspondam diretamente à realidade dos objetos avaliados, influenciam decisões e reputações, como a imagem institucional do país, a posição de um rótulo num catálogo de vinhos e o grau de apoio da população ao ensino superior público. Em qualquer dessas situações, reagir com arrogância e desmerecer o observador não é a melhor maneira de fortalecer a própria marca.

As universidades públicas, ao se apresentarem cada vez mais como agentes políticos-morais, tratando a promoção direta de uma perspectiva particular de justiça social como parte da sua missão principal, e não apenas como instituições dedicadas ao ensino, à pesquisa e à extensão, mudam o cenário em que são avaliadas. Para uma parcela do público, o juízo deixa de incidir sobre os resultados científicos e a qualidade da formação oferecida, e passa a se organizar em torno de valores identitários e ideologias.

#UniversidadesPúblicas

via Questão de Ciência

Disponível em: https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/artigo/2026/02/16/o-problema-da-percepcao-publica-da-universidade-publica

Ações inclusivas do bibliotecário multiplicador da competência em informação / Ciência da Informação em Revista

Ações inclusivas do bibliotecário multiplicador da competência em informação / Ciência da Informação em Revista

Entre os resultados, constatou-se que a deficiência visual é a condição mais estudada nos trabalhos identificados. Em relação aos recursos acessíveis, são utilizados o sistema DosVox e Jaws. Em muitos casos, os bibliotecários não recebem treinamentos para lidar com os recursos de acessibilidade, que, de forma geral, não são promovidos pelo ambiente de trabalho. Os bibliotecários estão se mobilizando para promover ações e práticas inclusivas no âmbito de sua atuação como multiplicadores da competência em informação, assim também para fomentar o desenvolvimento das ações inclusivas. Além disso, notou-se que a acessibilidade atitudinal e a realização de pesquisas e ações sobre as deficiências são necessárias e imprescindíveis no sentido de incluir as pessoas com deficiência nesses processos e não apenas promover ações para elas.

#Inclusão #CoInfo #PessoasComDeficiência #Acessibilidade

Disponível em: https://periodicos.ufal.br/cir/article/view/20153

Relatório de Monitoramento de Marrakech 2026 / IFLA

Relatório de Monitoramento de Marrakech 2026 / IFLA

O Tratado foi acordado em Marraqueche em 2013 e representa um marco por seu foco nos interesses dos usuários, ou seja, pessoas com deficiência visual – cegueira, baixa visão e outras condições que impossibilitam o uso de livros e outros materiais impressos da mesma forma que as demais pessoas.

Ele aborda a falha de mercado criada pelo sistema internacional de direitos autorais vigente, que deixava a responsabilidade de decidir sobre a conversão de livros e outros materiais em formatos acessíveis a cargo das editoras e demais detentores de direitos. Essa situação também significava que não havia segurança jurídica para o compartilhamento desses materiais além-fronteiras.

#IFLA #TratadoDeMarraqueche

via IFLA

Disponível em: https://repository.ifla.org/items/f2aeb144-9830-4592-a1a5-6888b0a354e5

Análise dos tipos de publicação e documento no OpenAlex, Web of Science, Scopus, PubMed e Semantic Scholar / Quantitative Science Studies

Análise dos tipos de publicação e documento no OpenAlex, Web of Science, Scopus, PubMed e Semantic Scholar / Quantitative Science Studies

A atribuição de tipos de documentos e publicações em bases de dados acadêmicas desempenha um papel importante na bibliometria, por exemplo, na tomada de decisões ou em rankings universitários. No entanto, as bases de dados acadêmicas aplicam diferentes estratégias de curadoria e taxonomias na classificação de documentos, o que dificulta a comparação de resultados entre diferentes provedores de bases de dados. Neste estudo, as bases de dados de literatura acadêmica OpenAlex, Web of Science, Scopus, PubMed e Semantic Scholar são utilizadas para analisar a extensão da variação de dados e comparar diferentes abordagens de taxonomia e curadoria de dados. Utilizando um corpus compartilhado de 9.575.603 publicações de 2012 a 2022, encontramos grandes diferenças na classificação de tipos de documentos, como artigos de pesquisa e editoriais, nessas bases de dados. Também constatamos que muitos registros sem tipo de publicação definido no OpenAlex são classificados como anais de conferências tanto no Scopus quanto no Semantic Scholar.

#OpenAlex #WebOfScience #Scopus #PubMed #SemanticScholar #FontesDeInformação

Disponível em: https://direct.mit.edu/qss/article/doi/10.1162/QSS.a.406/134713/Analysis-of-the-publication-and-document-types-in

Seu aluno quer o prompt. Você deveria ensinar outra coisa / Limongi

Seu aluno quer o prompt. Você deveria ensinar outra coisa / Limongi

Uma pesquisa publicada por Knoth e colegas mostrou que estudantes com maior letramento em IA — não apenas competência técnica, mas também compreensão conceitual — conseguem formular prompts de melhor qualidade e avaliar criticamente os resultados. Em outras palavras: quem entende o que está fazendo usa a ferramenta melhor do que quem só sabe onde apertar.

Agora, a pergunta mais incômoda. Os novos pesquisadores vão se interessar por isso?

A resposta honesta: muitos não vão. Pelo menos não de imediato.

E é compreensível. O ecossistema inteiro empurra na direção contrária. As redes sociais premiam o hack rápido. Cursos vendem prompts milagrosos. Threads viralizam com listas de “10 comandos que vão mudar sua escrita acadêmica.” Tudo isso cria uma ilusão: a de que saber usar a ferramenta é suficiente.

#IALiteracy #EngenhariaDePrompts

via Limongi

Disponível em: https://substack.com/home/post/p-187769377

Mulheres na ciência: brasileiras lideram prêmio que reconhece soluções de inovação industrial / Exame

Mulheres na ciência: brasileiras lideram prêmio que reconhece soluções de inovação industrial / Exame

Segundo dados do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) divulgados em 2025, as mulheres representam cerca de 24,2% da força de trabalho da indústria brasileira.

A presença feminina em cargos de liderança industrial também tem crescido: passou de 24% em 2008 para 31,8% em 2021, conforme a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Já a pesquisa global da 3M revela que 81% dos brasileiros concordam que as mulheres têm potencial inexplorado em carreiras científicas, enquanto 78% acreditam que expandir sua presença na indústria é é essencial para o avanço tecnológico e sustentável do país.

#MulheresNaCiência #Inovação

via Exame

Disponível em: https://exame.com/esg/mulheres-na-ciencia-brasileiras-lideram-premio-que-reconhece-solucoes-de-inovacao-industrial/

Sem norte claro, potência científica do Brasil gera pouco impacto / Folha de S. Paulo

Sem norte claro, potência científica do Brasil gera pouco impacto / Folha de S. Paulo

O Brasil é considerado uma máquina de produção de conhecimento científico, mas falta à pesquisa nacional mais impacto. Do que precisamos, então, para integrar grupos de países com pesquisa mais destacada e desenvolvida? Talvez as respostas não surpreendam, por tratarem de problemas postos há tempos: atratividade da carreira científica, financiamento e um norte claro para a ciência nacional. (…)

Dados da Capes mostram que, se de 2015 a 2019 crescia o ingresso de brasileiros na pós-graduação, a partir de então, a tendência passou a ser de queda. O mesmo relatório aponta que, considerando dados de 2022, cerca de+têm mestrado. Em países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) a média é de 14,1%. Para doutorado, a situação também é discrepante: 0,3% no Brasil contra 1,3%, na média, na OCDE —só o México tem uma taxa pior que a brasileira.

“Estes resultados colocam o Brasil em posição desfavorável no cenário internacional”, consta no relatório.

via Folha de S. Paulo

#CiênciaBrasileira

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2026/02/sem-norte-claro-potencia-cientifica-do-brasil-gera-pouco-impacto.shtml

Chatbot contra desinformação criado por alunos da USP vence desafio internacional de IA / Jornal da USP

Chatbot contra desinformação criado por alunos da USP vence desafio internacional de IA / Jornal da USP

Atentos ao impacto que a desinformação pode exercer sobre os rumos do Brasil, especialmente com o horizonte das eleições de 2026, três alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos, desenvolveram um sistema de verificação de fatos que funciona no aplicativo para celulares WhatsApp. Intitulado Tá certo isso AI?, o chatbot utiliza inteligência artificial (IA) multimodal, ou seja, capaz de analisar e combinar diferentes tipos de informação – como áudio, vídeo, texto ou imagem –, para verificar mensagens por meio de fontes confiáveis.

Tá Certo Isso AI? funciona inteiramente dentro do WhatsApp, sem necessidade de instalar aplicativos extras ou acessar sites externos. Há duas formas principais de uso:

  • No chat privado: o usuário adiciona o número 35 8424-8271 aos contatos ou acessa o link disponível no site do projeto: neste link. Em seguida, basta encaminhar ao bot qualquer conteúdo suspeito, seja ele texto, link, imagem, vídeo, áudio ou mesmo figurinha. Em poucos instantes, o chatbot retorna a análise, indicando se as informações são verificáveis, quais afirmações são verdadeiras ou falsas e quais fontes foram utilizadas.
  • Em grupos de WhatsApp: O bot pode ser adicionado a um grupo. Quando surgir uma mensagem duvidosa, qualquer participante pode responder à mensagem marcando o bot (@). A verificação é feita ali mesmo, e o resultado fica visível para todos os integrantes do grupo.

#Desinformação #Chatbots #WhatsApp

via Jornal da USP

Disponível em: https://jornal.usp.br/universidade/chatbot-contra-desinformacao-criado-por-alunos-da-usp-vence-desafio-internacional-de-ia/

BibFusion: um pacote Python para integrar, remover duplicatas e harmonizar registros bibliográficos exportados do Scopus e da Web of Science para análise bibliométrica / Iberoamerican Journal of Science Measurement and Communication

BibFusion: um pacote Python para integrar, remover duplicatas e harmonizar registros bibliográficos exportados do Scopus e da Web of Science para análise bibliométrica / Iberoamerican Journal of Science Measurement and Communication

O BibFusion era capaz de importar arquivos CSV do Scopus e TXT do WoS, aplicando normalização sistemática (por exemplo, padronização ASCII/maiúsculas de títulos e chaves de referência, análise de afiliação com extração de país) e, opcionalmente, enriquecendo registros por meio de resolução baseada em DOI contra o OpenAlex para recuperar identificadores persistentes (por exemplo, IDs de trabalho do OpenAlex, ORCID quando disponível e IDs de autor do OpenAlex). A integração entre bancos de dados empregou uma cascata de deduplicação com DOI como primeiro critério, com uma alternativa conservadora (título–ano–primeiro autor) caso o DOI estivesse ausente. Os autores foram desambiguados por meio de uma hierarquia canônica de PersonID (ORCID → OpenAlexAuthorID → nome normalizado). As strings de citação foram limpas e remapeadas para garantir a preservação de links de citação consistentes, e as informações de periódicos/Scimago foram consolidadas usando regras de ISSN/EISSN.

#Bibliometria #FerramentasOnline

Disponível em: https://ijsmc.pro-metrics.org/index.php/i/article/view/342

Acesse o pacote em: https://pypi.org/project/bibfusion/

Proposta de uma aplicação web para consulta e visualização de dados semânticos RDF / Ibersid

Proposta de uma aplicação web para consulta e visualização de dados semânticos RDF / Ibersid

O estudo conclui que o modelo reduz a carga cognitiva, mantém a rastreabilidade entre critérios e resultados e equilibra a acessibilidade para não especialistas com a profundidade para usuários avançados. Com base nessas descobertas, são recomendadas melhorias e identificadas ações futuras, como a incorporação de ajuda contextual e documentação, a visualização de vocabulários/ontologias, o gerenciamento de conjuntos de dados a partir da interface e o desenvolvimento de novas visualizações.

#RDF #LinkedData #WebSemântica #ProjetosWeb

Disponível em: https://www.ibersid.eu/ojs/index.php/scire/article/view/5134