Dicionário kuikuro valoriza saber indígena e amplia preservação linguística no Brasil / Pesquisa Fapesp
Parceria entre instituições de pesquisa e comunidade registra vocabulário, cultura material e escrita alfabética desenvolvida por professores kuikuro desde os anos 1990.
Histórias em quadrinhos e a ditadura militar brasileira / ComCiência
“As HQs são excelentes ‘máquinas do tempo’ para trazer temáticas traumáticas do passado, tal como a ditadura militar, e pôr em discussão com os conflitos que os jovens têm hoje em dia”, diz Fronza. Segundo o pesquisador, existe uma grande diversidade de quadrinhos produzidos sobre a temática da ditadura que cumprem um grande papel pedagógico por trazer a dimensão de sofrimento que a ditadura militar trouxe para o Brasil.
O bibliotecário estratégico não apenas entrega o peixe (a informação), nem apenas ensina a pescar (letramento informacional), ele mapeia o melhor oceano. Em vez de buscar cada artigo para o usuário, você entrega o “mapa da mina” atualizado, para aquela necessidade específica.
Importante saber: É impossível atender a todos com a mesma profundidade. A estratégia reside em decidir o que será automatizado para que o atendimento personalizado seja de altíssimo nível.
Deepfakes e bibliotecas escolares: desafios e responsabilidades na era da IA / RBE
Para além da dimensão formativa, recomenda-se a definição de políticas institucionais claras para uso responsável da IA, incluindo transparência e proteção de dados.
Em suma, os deepfakes não constituem somente uma inovação tecnológica, representam, também, um desafio tecnológico, jurídico, ético e educativo que interpela diretamente a escola e a formação para a cidadania.
Num ecossistema informacional marcado pela produção automatizada de conteúdos sintéticos e pela erosão da confiança pública, as bibliotecas escolares afirmam-se como infraestruturas críticas de confiança. São espaços onde se ensina a verificar antes de partilhar, a questionar antes de aceitar e a distinguir evidência de manipulação.
A análise evidencia que a visibilidade midiática nas plataformas é distribuída de forma desigual, favorecendo formatos e narrativas alinhadas aos interesses comerciais e ao desempenho algorítmico. Isso gera tensões entre autenticidade, engajamento performático e estratégias de monetização. A revisão teórica reflete sobre os efeitos da plataformização, da datificação e da economia da atenção sobre as práticas culturais. Os resultados indicam que, embora os criadores de conteúdo literário desenvolvam estratégias de resistência e valorização de repertórios locais, suas atuações seguem moduladas por infraestruturas algorítmicas que limitam sua autonomia criativa e sua inserção no mercado cultural digital.
Publicação de artigos em acesso aberto exige Orcid e vínculo à plataforma da CAPES / CAPES
Ter o Orcid, incluí-lo nas publicações e registrá-lo nos sistemas da CAPES agiliza o pagamento das APC, pois facilita a atualização automática da produção científica e acelera a validação dos artigos elegíveis à publicação nas editoras parceiras.
Antes de submeter seu artigo, é importante verificar algumas condições essenciais para que a CAPES possa autorizar o pagamento da Taxa de Processamento de Artigo (APC).
O complexo ecossistema dos autores hiperprolíficos / Scientometrics
Este artigo apresenta uma revisão sistemática da literatura sobre autoria hiperprolífica para examinar como ela é definida, investigada e percebida em diferentes disciplinas. Identificamos 18 artigos que abordam a autoria hiperprolífica e 79 outras contribuições que discutem comportamentos acadêmicos relacionados. Os resultados mostram que não há consenso sobre os limiares ou metodologias para identificar autores hiperprolíficos, com abordagens que variam de análises bibliométricas a avaliações qualitativas. O fenômeno é reconhecido em diversos domínios científicos, mas suas interpretações divergem, desde ser visto como um resultado natural da pesquisa colaborativa até ser enquadrado como uma anomalia estatística ou um sinal de alerta de má conduta. Suas ligações com práticas inadequadas permanecem ambíguas, moldadas por normas disciplinares, estágios de publicação e a intencionalidade dos atores. Ao situar a autoria hiperprolífica dentro de um ecossistema mais amplo de (más) condutas acadêmicas, concluímos que ela não deve ser reduzida a uma única categoria de má conduta, mas sim compreendida como um fenômeno multifacetado e dependente do contexto, com importantes implicações para a integridade e avaliação da pesquisa.
Quadrinhos entram em cena para divulgar ciência / ComCiência
Quando o assunto é a divulgação científica, Vergueiro vê nos quadrinhos uma ferramenta poderosa. “Eles facilitam a compreensão, tornam a comunicação mais direta e ajudam a esclarecer pontos que, em outros formatos, seriam mais difíceis de entender”, explica. Para ele, o caráter lúdico da linguagem visual é um diferencial importante tanto na educação básica quanto na comunicação com o grande público. Mas alerta para a necessidade de explorar de fato os recursos da mídia: muitas vezes, cientistas e divulgadores se limitam a usar os quadrinhos apenas para representar um professor na lousa ou um cientista explicando conceitos, perdendo o potencial narrativo que a linguagem oferece.
Segundo Vergueiro, o caminho mais interessante é explorar a narrativa dos quadrinhos sem depender da “voz de autoridade”, permitindo que os conceitos científicos sejam transmitidos de forma mais criativa e envolvente. Já existem exemplos bem-sucedidos nesse sentido, tanto no Brasil quanto no exterior. Internacionalmente, figuram nomes como o norte-americano Larry Gonick, autor das séries The Cartoon History of… e The Cartoon Guide to…, além da coleção Graphic Guides, publicada pela editora inglesa Icon Books. No Brasil, observa-se um movimento igualmente expressivo: “Temos trabalhos muito bons no país, inclusive ligados à divulgação científica”, reforça Vergueiro, citando o quadrinista Jão (João Garcia), criador da série de tirinhas Os Cientistas em Quadrinhos e o cartunista Marco Merlin, autor das Cientirinhas.
Revista da Biblioteconomia do Brasil – nº 92– Edição temática –Bibliotecas sustentáveis
O Manifesto para as Bibliotecas Públicas, atualizado em 2022 pela Federação Internacional das Associações de Bibliotecários e de Bibliotecas (IFLA), em cooperação com o Programa de Informação para Todos (IFAP), da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), afirma que “[…] as bibliotecas públicas contribuem para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e para a construção de sociedades mais igualitárias, humanas e sustentáveis”.
Política e o posicionamento das bibliotecas acadêmicas / The Journal of Academic Librarianship
O engajamento político para um posicionamento ideal dentro do ambiente universitário é vital para as bibliotecas acadêmicas, com consequências para o reconhecimento, influência, recursos e perspectivas. Pode haver, no entanto, uma relutância entre os funcionários da biblioteca em participar da política universitária, às vezes por sentimentos de desprezo e pela sensação de que isso entra em conflito com os valores da biblioteca. A falha em abraçar a dimensão política da vida universitária acarreta alto risco, pois a política é central para a tomada de decisões, especialmente sobre recursos cuja escassez gera intensa competição entre muitos atores poderosos. Os riscos são altos e o Journal of Academic Librarianship reconheceu a importância da política por meio de uma coluna regular há uma década. (…) Conclui que o esforço político é inevitável e proeminente no campus, gerando muitos engajamentos políticos para as bibliotecas acadêmicas que impactam seu posicionamento e aos quais elas trazem uma mistura de fatores vantajosos e desvantajosos. O posicionamento é tanto político quanto prático, e a equipe da biblioteca acadêmica pode desenvolver as habilidades, os instintos e os hábitos necessários para o sucesso.
Impactos cognitivos do uso excessivo das redes sociais: atenção, memória e emoção / Encontros Bibli
Resultados: Os achados indicam que o uso excessivo das redes sociais está associado a prejuízos na atenção, à sobrecarga e redução da capacidade de memória e a alterações emocionais, como ansiedade e baixa tolerância à frustração. Tais efeitos repercutem na produtividade, na qualidade das interações sociais e no bem-estar geral.
Conclusões: O estudo oferece subsídios para compreender os impactos cognitivos do uso intensivo das redes sociais e para fundamentar estratégias que minimizem efeitos negativos, incentivando práticas digitais mais equilibradas.
Debate sobre polilaminina poderia elucidar fronteiras da ciência / Folha de S. Paulo
Querendo ou não, Sampaio foi parar numa posição em que justamente a lógica e as fronteiras da ciência –o que é honesto ou não afirmar com base nela– precisam ser discutidas, com compaixão, mas também com a mais absoluta clareza, diante de toda a população.
Quando ela diz que não vê a ciência como o valor humano supremo, sou capaz de assinar embaixo com tranquilidade. Mas ela ainda é de longe o melhor mecanismo para elucidar como o mundo funciona.
Seria uma enorme contribuição se a pesquisadora se dispusesse a liderar o debate, sem desmerecer a fé das pessoas (com cruz e tudo), mas também ajudando-as a entender que a fé não pode ser vista como mágica. No longo prazo, seria um legado tão importante quanto o de um possível novo tratamento.
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